Notas iniciais
Primeiramente, quero pedir mil desculpas pela demorar por atualizar. Nessa ultima semana alguns problemas familiares que me impediram de escrever. Mas aqui estou e esse final de semana eu irei postar três capítulos. Então, espero que gostem desse!

Ficar com o Artie era algo que eu não imaginava que seria tão legal. Depois de ficarmos deitados no meu quarto, a mãe do Artie chegou. Ela trouxe algumas coisas necessárias para passar à noite e dia seguinte a mudança chegava. A casa que eles alugaram era na rua atrás da que eu moro, do meu quarto dava para ver a casa. Ela jantou conosco e disse que iria dormir na casa de uma tia do Artie. Sobre a transferência definitiva para o Hudson, ela disse que já estava tudo resolvido e que no fim da semana ela entregaria ao colégio. Pedimos para que ela o deixasse dormir na minha casa, ela concordou. Após o nosso jantar eu fui tomar banho no meu quarto enquanto o Artie tomou banho no quarto da minha mãe e lá mesmo se trocou no banheiro. Após tomarmos banho, ele deitou na cama e eu no colchão que estava no meu quarto. Minutos se passaram e eu já estava adormecendo quando eu percebo que alguém estava deitado ao meu lado. Arthur. Ele percebeu que eu estava acordado e começou a alisar minha cabeça. Virei e fiquei de frente a ele, entrelacei meus dedos aos dele.

- O que você está fazendo aqui, Senhor Arthur? – Falei em um tom engraçado. Ele sorriu.

- Vim deitar com meu namorado. É proibido, senhor? – Dei uma risada, mas baixa para não acordar minha mãe.

- Se você estiver ao lado do quarto da sua sogra, sim. – Senti a expressão de felicidade que ele fez ao ouvir essa palavra. Sogra. Ele aproximou o seu rosto do meu e nos beijamos lentamente, enquanto eu coloquei uma das minhas pernas por cima da sua perna. A cada segundo que eu passava sentindo o gosto dos lábios dele, era como se fosse uma droga pra mim e me deixava viciado. Aos poucos fomos acelerando o ritmo do beijando, me deixando rapidamente excitado. Senti que ele estava como eu, assim que eu passei uma das minhas mãos em seu pênis. O clima esquentou e eu estava gostando, cada vez mais minha respiração ficava ofegante e meu coração palpitava de excitação. Ele me virou, fazendo com que eu ficasse em baixo e encaixou-me em suas pernas, ajoelhado no colchão. Tirou sua camisa e começou a passar suas mãos em meu peitoral por dentro da minha camisa. Eu nunca tinha reparado em como ele estava sarado e ele agora tem um piercing no mamilo. Ele se abaixou e sussurrou em meu ouvido:

- Você não precisa fazer nada que não queira. – Me arrepiei todo ao sentir sua voz em minha orelha.

- Eu quero. – Falei rapidamente, nervoso.

Ele sorriu e foi passando seus lábios em meu pescoço até chegar a meus lábios. O segundo beijo foi mais intenso que o primeiro, eu gostei. Suas mãos deslizavam por meu peitoral, me levando a loucura. Com Artie em cima de mim, tudo foi rolando aos poucos e eu estava prestes a acontecer minha primeira vez.

Acordei no meio da madrugada com o Artie do meu lado, dormindo. Tudo aconteceu do jeito que eu imaginei. Levantei para beber uma agua e percebi que nós dois estávamos nus. Acariciei o seu rosto e fui em direção ao armário para pegar e vestir um calção. Desci as escadas, abri a geladeira, peguei um copo e coloquei água. Senti um beijo em meu pescoço e braços me abraçando por trás. Era o Artie.

- O belo adormecido acordou. – Falei me virando e dei um beijo nele. Ele estava vestindo uma cueca Box preta e uma camiseta vermelha escrita “Bazinga!”. Artie nunca parou de assistir The Big Bang Theory, mesmo depois dessa transformação para um estilo rockeiro.

- O meu príncipe me despertou do sono. – Ele abriu um sorriso para mim e foi em direção à geladeira, com um copo na mão e bebeu água assim como eu. Ele sentou na bancada da cozinha e eu fiquei encaixado entre suas pernas.

- Eu gostei muito da nossa noite. Você foi meu primeiro. – Alisei sua coxa enquanto olhava para baixo, envergonhado.

- E você o meu e eu sei, eu quero que você seja o primeiro para sempre. – Ele me beijou, um beijo delicado e carinhoso.

Escutei passos na escada e logo desfazemos a posição. Fiquei encostado em uma das paredes e ele ficou sentado no mesmo lugar que estava. Era a minha mãe, que rapidamente ligou as luzes pensando que havia algo de errado acontecendo.

- Meninos? São vocês? – Ela falou em um tom de medo.

- Sim mãe, somos nós. – Respondi. De longe dava para perceber que o Artie estava com um volume imenso em sua cueca, então fiz um sinal para que ele colocasse seus braços cobrindo o tal lugar. Ele o fez.

- O que vocês estavam fazendo aqui?

- Viemos beber água. Algo errado, mãe?

- Não, nada. Voltem para cama. – Assentimos com a cabeça e esperamos ela subir. Subimos em seguida, com o Artie segurando minha mão como se fossemos um casal verdadeiro. Quando chegamos ao quarto, tranquei rapidamente a porta para não correr o risco de minha mãe ouvir alguma conversa. Eu deitei no colchão enquanto ele estava sentado na cama, olhando pra mim. Eu fiquei envergonhando, então sorri e falei:

- Alguma coisa errada, bobão? – Ele sentou no colchão, olhando para mim.

- Não, é que eu estava pensando agora em como é bom estar contigo. Ficar sempre ao seu lado. Tudo sempre fica melhor quando estou contigo. E eu estou a um passo fazer isso real. – Ele deu uma pausa, respirou fundo e pegou minha mão. – William, você aceita namorar comigo? – Meu coração parou. Eu estava muito feliz por isso ter acontecido, seria mais um passo para esquecer o Kevin. E eu estou realmente gostando o Artie, ele me faz feliz e então, porque recusar esse pedido?

- Sim, com toda certeza. – Sorriso um para o outro e nos beijamos como se fosse a primeira vez que estivéssemos juntos. Após tudo isso, cada um foi para sua cama e deitamos, pois amanhã eu teria aula.

Acordei normalmente no mesmo horário de sempre, fiz meu ritual diário e desci para tomar café da manhã. O Artie não estava no quarto quando eu saí de lá, nem estava na cozinha quando desci.

- Bom dia, Mãe. – Dei um beijo em sua testa. – Onde está o Arthur?

- Ele foi pra casa logo cedo, ajudar sua mãe com o resto da mudança. Desempacotar as coisas que faltam, etc. – Ela deu uma piscadela. Sentei-me a mesa e tomei um café da manhã rápido, já que queria uma carona com ela pra escola. Após chegar ao Hudson Whisking, desci correndo do carro, pois faltavam dois minutos pra o sinal tocar. Fui até meu armário peguei meus livros e ao fechar esbarrei com alguém. E foi com ele, Kevin.

- Ei, vai com calma, apressadinho. – Ele deu aquele sorriso que sempre me encantava, mas não funcionou dessa vez.

- Desculpa, é que eu pensei que estava atrasado. – Falei sério.

- Hm. Nunca mais vi você, andou muito sumido. – Ele cruzou os braços.

- É que eu estou aproveitando melhor a minha adolescência, você deveria fazer o mesmo. – Soou meio arrogante, do jeito que eu queria. Saí caminhando, mas ele segurou meu braço.

- O que você quis dizer com isso? – Ele estava chateado, eu percebi.

- Nada! – Puxei meu braço e caminhei. Mesmo de costas eu percebia que ele estava me olhando, ou melhor, me fuzilando com seu olhar. Com certeza, ele iria correr atrás de mim para saber o que havia acontecido, mas eu estava pouco me fodendo para isso. Hoje teria aula de inglês e tinha chegado uma aluna novata.

Notas finais
E aí, o quer acharam? Comentem!