Burning Desire
1 Capítulo 1-A luta para ser nada mais que excelente
Burning Desire
Escrita por Bay
Capitulo 1 – A luta para ser nada mais que excelente.
Não importava quantas vezes lia aquele quadro, aquela sensação gostosa de sucesso não se esvaia, na verdade só aumentava, mais e mais. Já estava parado no corredor “admirando” o grande quadro branco que exibia as cirurgias daquele dia e o nome dos médicos que iam realiza-las e lá estava, depois do numero da sala, o nome dele, ou melhor, o sobrenome dele, “Dr. Uchiha S.”, também tinha o nome do interno que o acompanharia, mas isso não o interessava nem um pouco, era sua primeira cirurgia solo, — solo mesmo – já estava no quarto ano de residência, e por causa da excelência de seus serviços iria operar sozinho. O que pra talvez parecesse fácil para os outros médicos que estavam no mesmo estágio, para Sasuke foi um pouco mais complicado, tinha que provar constantemente que estar naquele hospital foi mérito seu, outros médicos sempre estavam duvidando de sua capacidade como cirurgião, já que para sua infelicidade seu irmão fez residência naquele mesmo hospital e o sobrenome de ambos os perseguiam, e as expectativas alheias que eram depositadas neles podiam ser consideradas sufocante.
Mas isso foi superado – tudo foi superado – a prova estava ali, seus esforços valeram a pena, aquele era só o começo de sua carreira e já tinha começado muito bem, não era uma operação muito complicada, um neuroma acústico.
A paciente era uma senhora com quase 70 anos, tinha sido diagnosticada algumas semanas atrás, foi ao hospital clamando estar com dificuldades de entender o que as pessoas falavam, acompanhada de zumbidos, também tinha dores de cabeça, e por causa da idade seus familiares pensavam que era a velhice. Ficou umas semanas de observação, neuromas acústicos não são cancerosos. Teve que fazer uma tomografia computadorizada e depois de confirmado que o tumor cresceu se consultar com seu oncologista onde a cirurgia foi recomendada e para felicidade de Sasuke, seu nome tinha sido o escolhido.
Foi para o elevador, apertou o botão do 4° andar – era lá que ficava o quarto da paciente – precisava fazer o pré-operatório, esses procedimentos eram na maioria realizados por internos, mas o Uchiha gosta de fazer tudo ele mesmo, odiaria que alguma coisa desse errado.
Passou quase 5 minutos lavando e esfregando as mãos, a máscara e a touca já estavam no lugar, entrou na sala e uma enfermeira colocou suas luvas, e ajeitou seu óculos que estava apoiado na cabeça, o anestesista, as enfermeiras, e o instrumentista já estavam posicionados, se ajeitou atrás da paciente — que neste caso estava sentada e inconsciente a sua frente – seu interno ficou ao seu lado esperando o procedimento começar.
– Vamos começar então. – O moreno dirigiu a todos os presentes. Para a remoção do neurinoma Sasuke iria fazer uma suboccipital, essa abordagem o permitiria preservar a audição de sua paciente. Olhou pra cima a fim de enxergar a galeria e não viu ninguém, “ótimo”, não tinha nenhum médico ali, ninguém pra conferir se o trabalho estava sendo bem feito, ninguém querendo ensinar algo que o novo neurologista já havia aprendido.
Depois de algum tempo operando – algumas horas – suas costas já reclamavam de estar na mesma posição, e sua vista já cansada dava sinais de irritação, olhou para o relógio pregado a parede “duas e quarenta”, seu plantão estava quase no fim. Decidiu deixar que o interno – que até agora só estava observando – fechar o paciente, e saiu da sala, deixaria o pós-operatório com ele também, conhecia seus limites e sabia que era mais recomendado ir para casa do que ficar e cometer algum erro.
Jogou as luvas, a touca e a mascara no lixo, no momento só queria chegar em casa e dormir, já estava acordado a 24 horas – dobrou o turno – não iria cumprir suas horas na clinica hoje, depois conversaria com Itachi, que era Traumatologista e o chefe da emergência e compensaria outro dia. Entrou na sala que era destinada ao descanso dos médicos e localizou sua bolsa – que na verdade era uma mochila preta, que continha seus utensílios de higiene básicos, e uma muda extra de roupa -, nunca sabia quando ia ter que passar a noite toda lá. Só trocou de roupa, tomaria banho quando chegasse em casa, ou não, e foi direto para o estacionamento tentava se lembrar em qual vaga estaria o volvo s60. Quando o encontrou jogou sua mochila no banco do passageiro, se acomodou em seu assento e deu a partida, as ruas estavam desertas por ser de madrugada, mas era melhor assim, sem transito, sem estresse; não morava muito longe dali, não demorava mais que 30 minutos pra chegar em casa, morava em um bairro residencial, que não parecia pertencer a aquela cidade tão moderna e cheia de prédios, as casas tinham um estilo clássico e intimo, que o agradava demais.
Quando chegou em casa foi largando tudo pelo caminho, seus sapatos na entrada, a blusa no chão, suas calças no braço do sofá e subiu direto para seu quarto, sem ligar a luz deitou e apagou.
O quarto em que se encontrava estava escuro, escuro demais, a porta estava fechada e janela escondida pelas grandes cortinas em tom café, nenhuma luz entrava no cômodo, e mesmo assim podia se notar que não tinha nada demais, a esquerda um grande guarda roupa mogno que ocupava uma parede inteira, a direita uma escrivaninha com uma pilha de papéis, e ao centro a enorme cama, não que ele se importasse com a simplicidade, estava de olhos fechados, na verdade estava dormindo e mesmo se estivesse acordado a última coisa que iria pensar era em redecorar aquele quarto.
[...]
Já dormia há algumas horas sem interrupções, a primeira vez na semana que conseguia realmente descansar, seu corpo pedia por aquilo, sua mente também, e precisaria dos dois em seus perfeitos estados para ir trabalhar naquele dia.
Às quatro horas da tarde de sexta feira sentia-se estranhamente bem. Acordou com o toque do celular e quando o achou — enrolado em meio aos lençóis — olhou o visor e viu o nome estampado nele “Sakura”.
– Merda! Merda! Merda! – Xingava em alto e bom som, enquanto se sentava na cama e analisava o aparelho em suas mãos, apertou ignorar e se pós em pé, uma voz no seu interior gritava “filha de uma puta grosso e mal educado” , mas não ligava, não iria atender as ligações de Sakura, por mais que ela fosse sua amiga, não queria ter que escuta-la falar do “amigo de escola que era apaixonado por mim e que vai passar uma temporada no Japão” e queria que Sasuke fosse junto com ela e com mais um grupo de amigos buscar o garoto que estava vindo da America.
– Nunca! – mais uma vez exaltava a voz, ninguém ia se incomodar mesmo, era por isso que morava sozinho.
Não aguentava mais ouvir sobre o maldito, todas as vezes que se reunia com os amigos, eles sempre pareciam empolgados em falar do aguardado visitante “Uzumaki Naruto” que todos pareciam se lembrar – menos ele — todos com historia engraçadíssimas do rapaz que parecia ser a pessoa mais idiota da terra, Kiba Inuzuka tinha recordações de quando os dois aterrorizavam na escola – os dois eram da mesma idade, e 3 anos mais novos que o Uchiha — , Hinata Hyuuga sempre sorria quando escutava aquele nome, Ino Yamanaka dizia que o rapaz era simpático, mas Sakura era só elogios, de como o Naruto era legal, bonito, altruísta e todos os adjetivos possíveis que expressassem como ele era o máximo.
Talvez fossem ciúmes de perder os amigos, ou talvez seus instintos paternos – já que era o mais velho do grupo — o alertassem de uma ameaça invisível, e mesmo que não fosse nada disso, se sentiria desconfortável na presença de alguém que ele nem se quer chegou a conhecer, puxava da memória a época que estava no ensino médio, e foi quando conheceu a Haruno, mas não se lembrava de nenhum loiro hiperativo, lembrava-se da rosada que estava no 8° ano e junto com a amiga loira não largava de seu pé, e alguns anos depois quando já estava na faculdade conheceu Kiba e Hinata por meio das duas, mas nenhum Naruto Uzumaki, e isso o irritava, profundamente e intensamente.
Quando se colocou o roupão e se preparava pra descer rumo à cozinha escutou o celular outra vez, dessa vez uma mensagem que só continha duas palavras:
“Ele chegou.”
Notas finais
Bom pra quem começou a ler agora, Bem Vindos
Eu estou revisando todos os capitulos tá bom?
Galeria é aquele espaço que fica acima ou ao lado da sala de cirurgia que serve para os medicos que não estão participando assistirem.
Neuroma acustico é um tumor no canal auditivo(que eu me lembre).
Mandem comentarios, canções de amor e sinal de fogo, me digam se continuo... ou não.
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