Burning Desire

12 Capítulo 12 - Vulcões te derretem


Capitulo 12- Vulcões te derretem.

–Você não vai falar disso com ninguém – olhou serio para o banco do passageiro.

–Eu não vou falar disso com ninguém. – repetia fielmente

–Nada de insinuações no trabalho.

–Nada de insinuações no trabalho. – levantou a mão como se fosse um juramento.

–E isso não vai acontecer de novo. – mentiu, obvio que queria que acontecesse de novo.

–Oh, ok se você não quiser não vai acontecer de novo. – o sorriso foi enorme mostrando a fileira de dentes brancos e impecáveis.

Estavam quase chegando ao hospital e Sasuke decidiu que empunharia algumas regras básicas, não tinha se convencido por um minuto sequer o loiro as seguiria, mas no fundo era isso que esperava; que ele não ligasse a mínima para suas ordens. Quando estavam a poucos metros o moreno parou o carro e fez um gesto como expulsando Naruto.

–Porque eu tenho que descer aqui?

–Eu não quero que ninguém nos veja juntos. – a explicação parecia tão obvia que fez o Uchiha revirar os olhos.

–Eu não sou casado... e nem você – com a expressão que outro fez, o Uzumaki foi descendo do veiculo. – Você tem tanta sorte de ser bonito.

O Uchiha gostou disso, da intimidade na frase, se antes se amaldiçoava por ter esperado tanto para dormir com Naruto, agora agradecia, porque teve tempo de conhecê-lo o suficiente para saber que não poderia se livrar dele como já havia feito com outros.

Fez o contorno, e voltou ao caminho original para o trabalho. Teria um longo dia por causa da troca de turnos, mas pelo menos teria a noite vaga. Assim que chegou ao hospital, a figura emburrada de seu irmão parecia o esperar junto à entrada principal. A aura irritada de Itachi era perceptível a todos, e a grosseria passava dos níveis normais do cotidiano.

–Bom dia?

–Sasuke eu preciso falar com você agora, pode ser? – o tom azedo, mostrava que alguém estava tendo um dia pior que o seu.

–Claro. – normalmente ele tentaria evitar conversas desse tipo

–Você vai ficar responsável pela clinica. – o moreno mais velho em nenhum momento parou de ler os documentos em sua mão.

–Oh não, eu não vou não. – a tripla negativa deveria ser o bastante.

–Vai sim. Sua linda cunhada está fazendo um belo teatro na casa dos pais delas, e me acusou de não passar tempo suficiente com meus sogros dizendo que a única família que importa são os “poderosos Uchihas” – ele fez aspas para enfatizar. – então irei passar alguns dias na populosa e amarrotada Tóquio.

–Oh não, ainda falta um tempinho pra eu terminar minha especialização e eu nem vou ser traumatologista, tem pelo menos meia dúzia de pessoas que ficariam felizes em assumir essa bagunça. – Sasuke apontava para o corre-corre da emergência. – Peça para o Kakashi assumir, de o seu jeito.

O rosto de Itachi se contorceu, a última coisa que ele faria seria pedir ajuda ao Hatake, ele não queria o cargo do atual chefe, nunca, ele se mataria antes de jogar todo o esforço em se tornar cirurgião e virar um engravatado da burocracia, mas ele não pensou que o amigo de longa data aceitaria a primeira proposta feita pelo patriarca Uchiha e chefe geral do hospital na época. Sasuke que terminava o último ano da faculdade assistiu de perto o impasse, já que nunca chegou a sair de Fukuoka (¹) tendo sido aceito de primeira na Universidade Kyushu (²), uma das mais influentes universidades do Japão e maior universidade da ilha de Kyushu. Então sempre permaneceu em sua cidade natal, já eu seu futuro pertencia a aquele lugar.

–Você vai ser um ótimo irmão e me ajudar e quando eu voltar assumo meu posto de novo. – Itachi ainda tinha o jeito mandão de irmão mais velho.

Sasuke foi distraído pela visão de um ofegante e furioso Naruto, que teve que andar alguns bons metros e tinha as feições exaustas, aquilo lhe deu uma sensação de soberania estranha, era bom ser obedecido uma vez.

[...]

–Você vai ficar com raiva de mim agora é?– Desde que entrou no laboratório o loiro não tinha falado nada, nenhum comentariozinho idiota, só havia permanecido quieto e calmo demais.

–Me fez andar no sol. – o Uzumaki falou entre dentes.

–Como?– o moreno não havia entendido.

–Você me fez andar, embaixo do sol, como se eu fosse alguma amante comprometida.

–Oh, então é isso. Você não pode ficar bravo por causa disso, é tão estúpido. Não é como se tivéssemos alguma coisa.

O loiro pareceu ponderar alguma coisa antes de continuar. – Eu sei, é exatamente por isso que eu não preciso passar por esse tipo de merda.

–Tá, e o que você quer então?

Em um passe de mágica de mágica Naruto já estava em pé ao lado de sua cadeira com o sorriso mais sacana do universo. Sabia o que o aquele olhar significava, sabia e não iria frear, não sem jogar duro primeiro. Mas todas as ótimas razões que tinha foram embora, quando o peso sobre si aumentou e uma boca faminta beijava a curva de seu pescoço.

–Eu disse sem insinuações Naruto. – ele queria soar serio, mas as mãos grudadas na cintura do loiro o tinham denunciado.

–Eu não estou insinuando, eu estou fazendo, é totalmente diferente. – e voltou a distribuir beijos pelo ombro e pescoço, enquanto sua mão mantinha a cabeça do moreno parada.

Aqueles beijos que nada tinham de inocente foram tomando um caminho bem conhecido, o jaleco branco do doutor já estava pendurado na cadeira e as mãos sinuosas do loiro desabotoavam a camisa azul clara e a tirando do aperto que o cinto causava. Logo sua mão encontrava a barra do tecido preto ameaçando um contato maior. Se sentido contrariado, e agarrou os cabelos loiros e encarou os olhos safira em uma ordem muda. O Uzumaki entendeu o recado e se ajoelhou, ficando praticamente escondido em baixo a mesa. Quando seus dedos entraram em contato com a virilha do Uchiha, o mesmo já queimava em excitação, queimava tanto que chegava a doer. Quando sentiu os lábios molhados lentamente encostando-se a seu membro segurou um uivo, ninguém podia saber o que estava acontecendo ali. Mesmo que o lugar só fosse ocupado pelos dois, a preocupação em ser pego desprevenido existia.

Os movimentos de vai e vem começaram lento e o moreno se viu prendendo a respiração em antecipação. A mão rápida de Naruto fazia um ótimo trabalho auxiliando a masturbação torturante e por vezes apertando o órgão mais que o necessário praticamente lhe fazendo ver estrelas. Soltava um gemido sofrido uma vez ou outra, mas era só isso. Já estava todo relaxado em uma posição descontraída na cadeira, as lamurias só iriam lhe deixar mais humilhados naquela situação. Com a rapidez mortal do vai e vem, já sentia seu estomago dando voltas, e seus músculos se contraindo a necessidade absurda de se aliviar aplacavam seus sentidos. A boca do loiro era veloz e incrivelmente úmida, a língua fazia giros espetaculares. Oh era o céu, e o inferno também, o misto de sensações chegava a machucar. Os dedos já estavam brancos, sem nenhuma circulação já que apertava o braço da cadeira com violência. Naruto sabia muito bem o que estava fazendo, então não se viu na obrigação de guia-lo para chegar ao ápice. Sabia que seu membro já palpitava em desespero, o loiro aumentou a velocidade, e nem um segundo a mais foi preciso, explodiu liberando o orgasmo arrebatador, provocado pelo dono lindo loiro a seus pés que limpava o canto da boca descaradamente.

–Aqui você é meu chefe, e é o único lugar que irei considerar acatar suas ordens. Fora daqui ninguém manda em mim. – o halito quente em seu ouvido o fez arrepiar, seria um longo dia.

{...}

Não aguentava mais as vozes irritadas daqueles enfermeiros. Há cinco dias que “comandava” a clinica, e a única coisa que escutava eram reclamações. Sua cabeça poderia explodir a qualquer momento. Sempre odiou a emergência, criança engolidora de imãs de geladeira, acidentes domésticos idiotas e mentirosos atrás de remédio, já teria desistido no primeiro dia se o irmão não houvesse lhe pressionado tanto. Nos últimos dias só havia aparecido em casa uma vez, para pegar roupas limpas, comia no hospital ou em alguma cafeteria. E quando dormia era junto de seu lindo assistente loiro que logo no primeiro dia inocentemente o convidou para ir conhecer seu quarto de hotel.

O hotel era melhor do que o moreno pensava, era no mínimo um quatro estrelas próximo ao hospital. O quarto de simples não tinha nada; uma cama enorme que nos últimos dias foi usada exclusivamente para o sono, os armários luxuosos demais, e até continha uma cozinha dividindo espaço com a grande sala, e só dividia o corredor com mais uma suíte que parecia abandonada. Tão conveniente que lhe fazia dar risada. O relacionamento não tinha profundidade nenhuma, não compartilhavam ou confessavam segredos. Era cômodo, mas bom. Não tinham tempo de muita coisa, já que o loiro agora levava sua pesquisa nas costas e ele passava o dia – e a maior parte da noite- gritando com “seus” funcionários estúpidos. Não era a toa que só estavam em 4° lugar no ranking que comparava a eficiência dos hospitais.

Mas aquele dia, finalmente, seria o ultimo, Itachi já estava a caminho e a tiracolo trazia Konan, que o Uchiha mais novo rezava para estar de bom humor. Já não delegava nenhuma tarefa, visto que soube que seu irmão já estava no hospital.

Queria achar certo loiro para propor uma noite prazerosa, e segundo instruções Naruto estava no vestiário, e se estivesse tão tenso como ele, aceitaria na hora. Sua surpresa foi assim que cruzou o corredor, ver a mulher de anormais cabelos roxos entrarem naquela porta: a entrada do vestiário dos internos; o mesmo lugar onde o Uzumaki supostamente estava, e que ela que não trabalhava lá não deveria estar. Konan era advogada, fazia parte de um escritório particular de associados que prestava serviços a diversas empresas – incluindo o hospital- mas que mesmo assim não deveria estar lá. Foi chegando perto da porta, tinha freado a curiosidade nos últimos dias, primeiro por não querer parecer idiota, segundo porque mal teve tempo de comer imagina de sondar alguém. Mas admitia que o loiro guardava muitas informações, o maldito só tinha 15 anos quando foi embora e mesmo assim agia como se fosso dono da cidade inteira. Muitas das vezes a prepotência se equivalia a do próprio Uchiha e as faíscas e desentendimentos eram constantes, mas excitantes. Ficou parado em frente à porta, iria realmente escutar a conversa escondido? Sim, ele iria e sem vergonha nenhuma virar um bisbilhoteiro. Pela fenda na porta mal fechada pode ver nitidamente que o loiro estava sentado no banco, com seus cabelos molhados –provavelmente recém-saído do banho- e da mulher, sua cunhada encostada a parede contraria, inclinou a cabeça como se com o movimento pudesse escutar melhor.

Ela sabe que você está aqui? – a voz de Konan era autoritária e com o aceno positivo da cabeça do rapaz continuou. – Você já falou com ela?

Não e nem vou, não adianta de nada. Eu nem terminei a faculdade ainda, não vai fazer diferença. – o loiro pareceu tomar fôlego- e não finja que se importa isso é tão feio, até pra você, senhora Uchiha.

Naquele ponto Sasuke não entendia nada, o fato deles estarem falando sobre alguma mulher não o interessou, mas de onde Naruto e Konan se conheciam? Ele mal havia engolido o fato de seu irmão conhecer o loiro, mas que universo paralelo era aquele?

Eu fiz aquilo pro seu bem, ele estava abusando de você! – a voz da mulher já tinha se exaltado.

Não, ele não estava. Você que era uma ciumenta, quando claramente a gente não sentia nada um pelo outro. – o loiro já estava em pé impondo sua figura pra mulher.

Então é por isso que você veio? Pra terminar o que você começou com o Itachi?

Itachi, aquele nome lhe golpeou na boca do estomago, então era isso, sua intuição na verdade estava certo, esse era o laço entre os dois. Não pode evitar o gosto amargo tomar conta da garganta, era tudo tão estranho e vago, quando isso tinha acontecido?

Eu já te disse que insegurança fica horrível em você? Pode esconder seu namorado se quiser não me interessa. Você já fez o bastante contando pro Jiraya. – o loiro apontava e acusava a mulher.

Eu contei pra poder te proteger, eu amo o Itachi, mas você era uma criança, vocês não deveriam nunca ter começado aquela palhaçada de ficar juntos...

–Eu sabia o que estava fazendo Konan. – o Uzumaki interferiu não deixando a mulher continuar. — Não é como se ele ‘tivesse me obrigado a nada.

–Se agora você não sabe o que esta fazendo imagina aquela época? Você tinha quatorze anos. Eu contei pro seu tutor te proteger, e se ele te levou pra Boston foi porque achou o melhor a ser feito, não venha descontar em mim.

–Para de se intrometer na minha vida, eu não vou me intrometer na sua. Volta pra porcaria do seu relacionamento fadado ao fracasso e me deixa em paz.

Sasuke já não estava colado à porta, pode ouvir um barulho estralado que entendeu sendo um tapa, mas naquele momento sua cabeça já rodava. Era isso, precisava encontrar seu irmão. O moreno tentava juntar toda a informação, era como um maldito quebra-cabeça, se a cronologia estava certa, seu irmão era praticamente um pedófilo. Fez as contas mentalmente e se Itachi era sete anos mais velho que si, era dez anos mais velho que Naruto, então tinha 24 enquanto o loiro tinha só quatorze. Que porra de doente era seu irmão? Já se sentia doente de pensar. E a Konan? A culpa de o Uzumaki ter partido foi que ela confidenciou ao tutor do mais novo o “caso” que os dois tinham. Sentia-se tão deslocado naquela historia toda. Apostava que todos seus amigos sabiam disso, principalmente Sakura. Ele sabia que não era de sua conta, mas como nunca soube disso? Sempre soube que Itachi nunca fora santo, por algum tempo foi até promiscuo demais. E julgando as ações de Naruto, podia constatar que o loiro não é nenhum anjo também. Já andava rápido demais, e quando virava o corredor, olhou para trás encontrando os olhos safiras arregalados sobre si.

Notas finais

(¹) e (²) = O nome da cidade é verdadeiro e o nome da universidade também. Eu nunca havia tocado nesse assunto por não ter certeza se iria usar uma Konoha ficcional ou um lugar verdadeiro. Como eu já tinha mencionado tanta coisa verdadeira, não custava nada fazer isso. Não usei Toquio ou alguma cidade conhecida por causa das coincidencias, minha historia tem muita coincidencia e em uma cidade grande e populosa isso não seria comum. ;3

Façam um favor lindo e visitem a Inside (http://fanfiction.com.br/historia/361439/Inside), o Killua baby se sente carente e quer carinho *-* quem não leu, vai lá.Quem já leu favorita, manda rewiew, movimentem pra ele voltar logo com a historia linda.

Me desculpem por possiveis erros de português -se atrapalhar a compreensão me avisem que eu corrijo-

[Eu acrescentei Aurbach no meu nome perceberam? è por causa do meu amor e obssessão pelo Dan Auerbach do The Black Keys]

O nome do capitulo foi tirado da musica vulcano do Damien Rice, só que cantada pelo Phillip Phillips -lindo-

UFA TERMINEI

Beijoooos :3

-Bay Auerbach