Notas iniciais
Perdoem qualquer erro, meu word parou de corrigir.

– Vem – disse Ruby praticamente arrastando Emma.

– O que foi? – a loira protestou.

Ela escutava a voz de Belle mas não compreendia as palavras. Ruby a arrastou para a parte mais movimentada do salão onde foi reservado o lugar para ser a pista de dança, mas no momento estava lotado de mulheres eufóricas e Emma gemeu, sabendo exatamente porque foi arrastada até ali.

– Ruby – ela gemeu tentando livrar-se do aperto dela. Ao que parece, lobisomens mantêm a força mesmo quando não estão transformados.

– Emma, olhe a sua volta. São tantas mulheres furiosas para pegar o buquê. Por que caíria logo em você?

– Por que não tenho sorte? – ela tentou se livrar mais uma vez, sem sucesso.

– Ora, por favor, as únicas pessoas que se livram são as casadas. Vamos, é tradição.

Derrotada, Emma deixou-se ser arrastada por Ruby e acabou rodeada de mulheres, percebendo que até Regina estava por ali, embora afastada. Ruby ficou por perto, assim como Ashley.

Belle deu uma bela olhada na multidão, focalizando seu alvo e sorriu.

– É um. – Ela começou a contar, fazendo o salão mergulhar em um silêncio tenso. – É dois. – A inquietação era quase palpável. – E é três.

Ela jogou o buquê e, perfeito demais para ser algo espontâneo, ele veio em direção à Emma ao mesmo tempo em que todas se afastavam dela. As flores vieram em direção do seu rosto e a loira o pegou rapidamente antes que pudesse acabar com um espinho das rosas no nariz.

Imediatamente Belle começou a abrir espaça para chegar até Emma, enquanto Ruby gritava como uma louca.

– Você pegou, Emma – Ashley a abraçou de lado.

– Não, não. Eu só peguei porque ia bater no meu rosto e porque não tinha ninguém do meu lado. – Belle parou ao lado de Emma e ela tentou empurrar o buquê para a noiva. – Você tem que jogar de novo, Belle. Não valeu.

A atenção da festa agora estava em cortar a gravata do noivo e, mesmo as mulheres não participando, elas já haviam se retirado, agora que o buquê já tinha dona.

Belle balançou a cabeça, sorrindo, como se estivesse pedindo desculpas e Ariel chegou saltitando.

– Você vai ser a próxima a casar! – a ruiva falou cantando.

– Desculpe por isso, Emma – a voz de Mary Margaret surgiu por trás dela, fazenod-a girar. – Mas precisava ser feito.

Emma olhou as garotas de cara feia, entendendo que todas haviam planejado para ela pegar o buquê. Isso só podia acontecer com ela. O buquê pesava em sua mão. Killian chegou ao lado de Mary Margaret, vestindo um terno preto que ela mesma tinha o obrigado a usar. Ele tentava conter o riso, sem sucesso, ao olhar para o rosto dela.

– Sabia disso, não sabia? – Emma apontou o dedo acusatoriamente para ele.

Todas deram risadinhas e Killian encolheu os ombros.

– Digamos que sim. – Ele passou por ela e segurou seu braço. – Tenho que te falar uma coisa. Pode me acompanhar?

Ela deu de ombros e começou a segui-lo para a mesa onde estavam sentados antes. Henry estava na mesa em outra mesa com Regina e Robin. David estava andando pra lá e prá com Mr. Gold cortando sua gravata e Mary Margaret ainda estava falando com as meninas. Ambos sentaram-se, um ao lado do outro e Emma aproveitou para enfim livrar-se das flores e do sapato de salto alto.

– Então – ela encostou o cotovelo na mesa e apoiou a cabeça na mão. – O queria me contar que tivemos que sair de lá, mesmo que elas ainda possam nos ouvir?

Killian sorriu, nervoso.

– Fui eu que pedi para elas fazerem você pegar o buquê.

Emma olhou para ele confusa.

– Por que pediria isso?

– Porque queria fazer isso. – Ele tirou uma caixinha preta do bolso. Não se ajoelhou nem nada do tipo, talvez piratas tivessem seu próprio modo de fazer isso. Ele só ficou sentado olhando nos olhos dela. Com o polegar ele abriu a caixinha, revelando um anel com uma pedra um tantinho grande. – Então, Swan, casa comigo?

Ele ficou ereta na cadeira.

– Isso é sério? Digo, sério mesmo? – ela perguntou sem acreditar.

– Acha que eu brincaria com isso?

Ela deu um riso nervoso.

– Não, acho que não.

Killian olhou preocupado para ela.

– Isso é um não? Não quer se casar comigo? – ele sentou-se na beirada da cadeira, aproximando-se dela. – Porque eu posso te fazer feliz, Emma. Você só tem que me dar uma chance, eu posso mudar...

Ela inclinou-se e o beijou de leve, fazendo-o se calar.

– Eu só quis dizer que você não brincaria. E acho que não posso recusar, não depois da “Operação Buquê”. – Ela esticou a mão. – Vamos, deixe-me ver se esse anel cabe.

Ele pegou, feliz, o anel e colocou no dedo dela.

– Pensei que ia dizer não – ele suspirou e acabou rindo depois. – Ainda vai acabar comigo, mulher. – Ele fez uma pausa e olhou para ela, que observava o anel em seu dedo. – Foi assim que o Henry chamou, Operação Buquê.

Ela olhou para ele, de boca aberta.

– Contou para ele?

Ele riu e deu um bejo em sua testa.

– Foi o primeiro a saber.

– Ah, meu bebê vai casar! – Mary Margaret gritou. Sim, certamente elas estavam escutando a conversa deles.

– O que? – David gritou do outro lado do salão, ainda cortando a gravata. – Minha filha vai casar com um pirata?

Ele olhou feio para Killian, que apenas fez um cumprimento com a cabeça enquanto as bochechas de Emma tingiam-se de vermelho.

– Eu disse que você seria a próxima a se casar – falou Ariel.

– Parabéns – disse Ashley sorrindo, já seguindo para onde Sean estava com Alexandra.

– Preciso ver o anel – Belle segurou a saia do vestido de noiva e veio o mais rápido possível até onde Emma estava sentada sozinha, agora que Killian havia conseguido escapar antes que alguém chegasse, sendo seguida por Mary e Ruby.

Ela agarrou a mão de Emma e levou até a altura dos olhos.

– É grande – falou em aprovação.

Emma deu risada e Mary Margaret beijou sua cabeça.

– Estou tão feliz por você, querida.

Ruby sentou-se na mesa e tirou pegou uma flor, rolando-a pelos dedos.

– Pense nisso, Emma, não vai mais ter que pear o buquê.

Emma suspirou e esticou as pernas, colocando os pés na outra cadeira.

– Isso é bom, não vou mais precisar fugir nessa hora.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Mereço alguma coisa, um sinal de fumaça talvez?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!