B.u.l.l.y.i.n.g. O diário de Rydel.
3 Olha o mico, aí gente!
Notas iniciais
P.O.V Rydel
SEGUNDO DIA DE AULA
Depois da experiencia do primeiro dia de aula, uma garota como eu não iria mais querer ir a escola. Mas eu resolvi me esforçar o máximo para ir. E o que eu consegui? Nada. Mesmo que eu reunisse todas as minhas forças. Não tinha a miníma vontade de ir ao colégio. E bem, eu fui. Estou escrevendo agora na minha aula de história.. Mas, enfim... Deixa eu explicar o por que.....
Não queria tanto sair da cama, que meu pai que teve que me tirar de lá. Então, já estava super atrasada para a aula. Fiz tudo correndo, e sai de casa. Quando tinha chegado na escola, corri o máximo que eu pude, para ir para a aula. Que cai no chão. Sim, caí no chão. Meu livros se espalharam para todos os lados, minhas canetas sumiram.... Mas o barulho que eu fiz, foi MUITO alto. MUITO mesmo. Eu estava carregando o material de hoje, e o de ontem. Então, cai no chão, e o barulho tomou conta do lugar. Ok, eu podia ter tirado o de ontem. Mas como eu disse, tava sem tempo. Então, todos os alunos, que estavam eu aula, inclusive os professores, foram ver o que tinha acontecido. Todas as pessoas me viram lá, no chão. E NÃÃÃÕ, não apareceu o AMOR DA MINHA VIDA para me ajudar a pegar as minhas coisas.Como naqueles filmes americanos. Típico desses filmes. É sempre essa a história. Ficaram rindo muito. Fazendo piadinhas idiotas. E eu lá, deitada no chão. Foi o momento mais humilhante da minha vida.
Até que a ''santa'' diretora chegou para acabar com a bagunça. Eu fiquei feliz, por que todas as pessoas iriam para as salas. Como aconteceu. Mas ela tinha estranhado muito de eu estar lá no chão que me deixou com 1 hora de castigo. Eu queria justificar o por que de eu estar ali. Mas estava com tanta vergonha que não fiz isso. E Aliás, não liguei muito para isso. Por que o que eu ia ficar fazendo em casa mesmo? Ficar vendo TV, me enchendo de porcarias na cozinha.... isso literalmente não é para mim.
Então, levantei do chão e agora estou aqui. Na aula de história. E pretendo passar meu recreio, no banheiro feminino, chorando.
Esse é o segundo dia de aula. Segundo dia. E já estou me lamentando por ter mudado para Washington. Mas, essa é a vida. E uma coisa, que eu sei, é que Deus me colocou nessa vida, por que sabe que eu sou forte o bastante para vive-lá. O mundo é cruel. Mas, meus planos de ficar no banheiro não mudam.
E foi esse o meu dia. Satisfeito? Bem, eu não.
Estava quase dormindo na aula, quando alguém me passou um bilhete. Não sei quem me mandou. Mas, sem quem passou o bilhete para mim. Uma garota que senta ao meu lado. Ela disse assim para mim ''Me mandaram te dar isso'' só que com uma cara, bem chata. Sabe, como se fosse forçada a fazer aquilo. Eu perguntei quem tinha mandado. Mas ai ela mandou eu calar a boca. Preciso dizer que ela era metida? Não, ok. Não falo. Abri o bilhete e fiquei assustada e feliz ao mesmo tempo. Estava escrito assim:
''Oi, Rydel. Precisa de uma amiga(o)? Eu posso ser. Não precisa ficar com medo do bilhete. Mesmo sendo anônimo. Eu não mordo, ok? Ou será que mordo? haha.
xoxo
–?''
Sim, o bilhete era assinado por ''?''.
Então eu não entendi por que alguém, faria uma coisa dessas.
Então eu me toquei.
Será que essa pessoa tem tanta vergonha de falar comigo, que fez uma coisa dessas?
Me mandou um bilhete. ANÔNIMO?
Mas naquele momento a única coisa que eu gostaria de FAZER e SABER, é descobrir quem é esse, ou essa ''?''. Ele nem deixou vestígios de quem era. Nada. Nem uma palavra no feminino ou masculino, que eu pudesse saber de que sexo essa pessoa era.
Uma garota sem nada para fazer (como eu) gosta de reparar nisso.
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