Bulletproof: The Restart
6 O destino é parça
Notas iniciais
V abaixou um pouco mais quando Hoseok foi projetado para longe por cima dele. Dois segundos depois, parecia que nada tinha acontecido.
— Eu sou um vergonhoso dominador de psique — disse Kookie, indo levantar V. — Vai me ensinar, não é, Hope?
— Claro. Se você ensinar o V a dominar o ar.
Jungkookie fez uma cara de indignação.
— Você pegou meus poderes?
— Eu me joguei de um prédio, cara, não tinha como não pegar o ar dessa vez. Onde estão os outros?
— Por aí — disse J-Hope, pegando o dardo. — O casal ternura ainda não chegou, mas só faltam eles. Aos poucos, nós vamos mandando a galerinha da primeira geração de volta.
— Esse dardo é o quê? — perguntou V.
— Anestesia. Quer dizer, eu não sei se dói, mas me garanti.
— Achei que não pudesse mais fazer esse tipo de coisa — disse V.
— Não posso — disse ele, jogando o dardo para Kookie. — Valeu, hyung. Você vai ficar ótimo ruivo.
Só então os dois repararam que o cabelo de Hoseok começava a ficar verde.
— Como funciona essa parada? — perguntou Jungkookie.
— Estamos com as mesmas cores dos outros carinhas… Até o momento que mandamos eles pra longe. Aí ganhamos nossa cor de nascença. Mas eu não sei se quero esse cabelo verde. Enfim, vamos atrás do Suga e do Jimin? Eu duvido que eles saiam daquele quarto sem a gente.
Rap Monster estava lutando para se manter vivo. Mas era muito difícil viver sozinho. A gota d’água chegou em mais um fim de noite de trabalho no posto de gasolina. Depois de vários clientes insuportáveis, a paciência dele não estava tão legal, embora ele estivesse contido. Ele odiava aquele lugar, tudo o que ele mais queria era explodir aquela espelunca. E o teria feito, se não tivesse esquecido o isqueiro em casa. Não podia nem ao menos fumar um cigarro para passar o tempo.
Chegou mais um carro. O motorista abriu o vidro apenas o suficiente para entregar o isqueiro verde, para o qual Rap Monster ficou olhando, pensando no que poderia significar. Então, o motorista abaixou o vidro.
— Oh. Jin Hyung.
— Faz muito tempo que não nos vemos, não é?
Depois de alguns dias seguindo as pistas certas, os cinco já tinha encontrado a primeira geração aos poucos e enviado todos para seu verdadeiro lugar. Ficavam sempre juntos em algum quarto ou em quartos próximos até receber algum sinal. Tinham que tomar cuidado com a sua própria geração enquanto faziam isso. A sorte deles era que, como V tinha ido parar na primeira geração durante sua tentativa de punição, Abraxas não sabia da falha. E eles precisavam de Rap Monster e Jinnie para lutar contra ele de novo.
— Um sinal — murmurou Jungkook, já se levantando. — Eu já volto.
— Boa sorte — disse Suga.
Jungkook foi andando pelos corredores até dar de cara com dois meninos de cabelos pretos.
— Eita. Vocês são gêmeos agora?
— Só formalidades — disse Rap Monster, como se fosse um assunto desnecessário.
— Então já encontraram a primeira geração?
— Não foi difícil — explicou Jinnie. — Namjoon, pra variar, estava tomando absinto em uma sala qualquer, e Jin foi a gente achou por aí.
— Vamos andando — disse Jungkookie, guiando-os de volta. — Vocês morreram no fogo?
— Explodimos o posto — esclareceu Rap Monster. — A sorte foi que Jinnie voltou do coma com memória e me contou que vocês estavam aqui, se não era capaz da gente ficar por lá mesmo.
— E eu tô bem ciente da situação toda, o que ajudou a gente a achar as pistas.
— A lutinha já tem data? — perguntou Jungkook.
— Vai ser amanhã. E vamos ficar bem longe dela — revelou Jinnie.
— Por quê? — Jungkook estava confuso.
— Porque Abraxas vai ter o mesmo destino da primeira geração, só que inverso. Abel vai aparecer, finalmente, e deteriorar a parte branca. O que restar vai ser Caim, e os irmãos se resolvem. Não sei se reparou, mas Abel estava muito mais presente dessa vez, tanto que a Yumii te escolheu…
— Eita, pera, cadê minha mulher? Kim Seokjin, se você veio, como que…
— Mandei uma cartinha. “Estamos esperando as duas, não demorem”.
— Isso não é suficiente… — reclamou Kookie.
— Ele tá resumindo — explicou Rap Monster.
— Fica calmo, criança, nós somos profissionais. E o destino também é.
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