Bruxas e Caçadores

13 A primeira Halliwell?!


Notas iniciais
Vamos conhecer um pouco mais das Halliwell

São Francisco...

Phoebe estava em seu trabalho, quando notou que em uma das caixas tinha um medalhão antigo. Não se aguentou de curiosidade e abriu o medalhão, mas ao invés de ter uma foto, uma fumaça saiu de dentro, fechando a porta com força. Então um cara surgiu vestido com roupas do século passado.

— Graças a Deus, liberdade! – ele disse rindo. – O mundo mudou! Em que época estamos? – a olhou.

— Perdão?!

— Onde estou?

— Quem é você? – Phoebe perguntou inda surpresa.

— Matthew Tate. – ele disse. – E se você me libertou deste medalhão, é uma descendente de Melinda Warren.

Phoebe se assustou quando ele se aproximou ameaçadoramente, e orbitou para o outro lado da sala.

— Obrigada. – ele se virou rindo.

— Pelo o que?

— Enganei você, fazendo com que usasse seu poder contra mim. Agora eu o tenho.

— Como fez isso? – Phoebe perguntou se afastando.

— Compartilho de seus poderes. – ele riu. – Mas você não compartilha dos meus.

— O que você quer?

— Quero o que Melinda levou de mim. Eu quero todos os três poderes de volta.

***

Cícero – Indiana

— Lanche pra viagem. – Dean riu entrando no carro.

— Estava faminta. – Prue riu, pegando seu sanduíche.

— E temos chocolate. – Sam mostrou uma sacola cheia de doces.

— Amo você Sam! – ela se virou pro amigo rindo.

— Eu sei! – ele riu do banco de trás.

Dean revirou os olhos, aumentou o rádio e arrancou com o carro. Prue acabou adormecendo no banco da frente, enquanto os Winchesters conversavam. Cerca de duas horas depois, o celular de Prue começou a tocar. Ela despertou, abrindo os olhos com dificuldade pela claridade, e atendeu ao telefone.

Precisamos de você!— Piper quase berrou do outro lado da linha.

O que aconteceu?

— Phoebe foi atacada por um bruxo de 300 anos.

— 300 anos?

— Para de repetir o que eu disse e venha pra casa.— Piper disse séria, e desligou a ligação.

— Não vamos para Vegas. – Prue disse, olhando para Dean.

— Por quê? – Sam perguntou.

— Aparentemente minha irmã foi atacada por um bruxo de 300 anos.

— E lá se vai nossa folga em Vegas. – Dean bufou, virando o carro em sentido a Califórnia.

***

São Francisco

Ao entrarem na sala do antigo casarão, Prue parou de andar ao ver seu “ex” sentado no sofá, conversando com sua irmã.

— Mark?

— Quem é ele? – Dean perguntou.

— Meu ex-namorado. – ela soltou. – Mark, você pode explicar o que veio fazer aqui?

Sam segurou um risinho ao ver a cara que o irmão tinha feito. Seria ciúmes que Dean Winchester tinha sentindo?!

— Sou o novo vizinho. – ele sorriu abertamente. – Só nunca imaginei que você seria minha vizinha.

— Mundo pequeno, não?! – Prue sorriu fraco.

— Bem... – Mark se levantou. – Tenho uma mudança pra arrumar. – riu. – E obrigada pelo lanche. – sorriu para Halliwell.

— O que acabou de acontecer aqui? – a ruiva perguntou surpresa.

— Só dando boas vindas. – Phoebe riu.

— Ok! Realmente sua irmã mais velha te ligar dizendo que sua outra irmã foi atacada, e eu chegar em casa dar de cara com meu ex, não é nada estranho! É apenas mais um dia normal na vida das Halliwell. – Prue revirou os olhos.

— Então seu ex veio atrás de você? – Dean a olhou.

A ruiva o ignorou, e perguntou o que tinha acontecido realmente com Phoebe. Ela respondeu que um bruxo chamado Matthew Tate a atacou e que ela não conseguiu se defender, e que de alguma forma ele sabia que as três irmãs eram descendentes de Melinda Warren.

— Melinda Warren? – Prue perguntou surpresa. – A mesma que está no Livro das Sombras? A queimada na fogueira e que começou toda essa bagunça?

— Sim! – Phoebe mostrou um colar a sua irmã. – Ele saiu desse medalhão e tem fortes poderes, mais forte que os meus. – andava de um lado para o outro na sala. – Quero dizer, fez a coisa mais esquisita... ele pulou quatro andares do shopping e caiu em pé. – parou de andar olhando para suas irmãs. – E o mais importante de tudo, ele quer os poderes de nós três!

— Posso ver o medalhão? – Sam perguntou.

Enquanto Sam analisava o medalhão. Phoebe contou que teve uma visão com Melinda Warren trancando Matthew no medalhão.

— Mas você só vê o futuro?! Como pode ter visto o passado?! – Prue perguntou.

— Não mais.

Enquanto Sam tentava achar algo na internet, Prue e Dean pesquisaram no livro das sombras, Phoebe e Piper liam em outros livros da família.

— Ouçam isso. – Piper chamou a atenção de todos. – “E porque o feiticeiro do mal roubou seu amor foi aprisionado no coração de metal para passar a eternidade conhecendo a dor da traição.”

— Foi o que eu vi. – Phoebe suspirou. – E eu ainda o soltei. Ótimo!

— E não estão brincando. – Dean disse. – A lenda diz que esse feiticeiro nunca deve se libertado ou vai destruir a linhagem Warren.

— No caso a gente! – Prue completou. – Nós temos que saber contra o que estamos lutando. E primeiro, como esse medalhão foi chegar na sua loja?

— Precisamos de ajuda. – Sam soltou. – Mais do que a gente pode dar. – olhou pro irmão.

— Na verdade precisamos de alguém que já tenha feito isso antes. – a ruiva soltou. – Alguém como Melinda Warren.

— Certo, o que devemos fazer? – Piper perguntou. – Voltar no tempo e dizer que precisamos de ajuda?

— Sim. E eu sei exatamente como fazer isso. – Phoebe sorriu. – Desde que vocês não se importem em perder um pouco de sangue.

— E você acha que vai funcionar? – Dean perguntou.

— Acho que sim, afinal somos parentes de Melinda – Phoebe sorriu.

***

— Estamos revivendo os mortos e se ela...

— Li o Livro das Sombras cuidadosamente – Phoebe interrompeu sua irmã mais nova. – Voltará como uma pessoa viva, de carne e osso. Terá os poderes dela também. Nossos poderes.

— Pra que essa adaga? – Piper perguntou.

— Bem, o feitiço funciona por sangue chamando sangue. – Phoebe cortou seu dedo. – Vamos, meninas, será como aquele verão no lago. Fizemos um pacto de sangue de sermos amigas sempre, não apenas irmãs.

— Lembro que meu dedo infeccionou. – Piper disse.

— Sim, mas o pacto funcionou. – Prue disse cortando seu dedo, e entregando a adaga para sua irmã mais velha.

Finalmente Piper cortou seu dedo, e assim deram inicio ao ritual. Sam e Dean estavam observando tudo, pronto para ajudar se precisassem...

Melinda Warren, sangue do nosso sangue... Nossa tátara-tátara-tátara-tátara-avó... Nós vos convocamos...

A primeira bruxa da família Halliwell apareceu no sótão, com a mesma idade que tinha quando foi queimada...

— E não é que deu certo?! – Dean a olhou impressionado.

Depois que as irmãs vestiram Melinda de acordo com nossos dias, elas foram para sala se encontrar com os Winchesters.

— Ele tem uma alma pura! – Melinda sussurrou perto de sua neta mais nova, quando percebeu os olhares entre ela e Dean.

— Porque está me dizendo isso? – Prue perguntou no mesmo tom baixo.

— Porque sinto uma energia diferente entre vocês dois.

— É vamos nos focar em nosso problema.

Então Sam perguntou a Melinda como tinha trancado o feiticeiro dentro do medalhão.

— Logo que Matthew conseguiu o que queria, contou ao conselho da cidade que eu era uma bruxa e eles me prenderam. E depois me queimaram na fogueira.

— Porque não se salvou? – Dean perguntou.

— É! Porque não usou seus poderes para escapar? – Phoebe a olhou.

— Eu tinha uma filha. Seu nome era Prudence como você. – Melinda sorriu para a neta mais nova. – Ela significava tudo pra mim. Então se eu usasse meus poderes, provaria a acusação de Matthew. E Prudence seria queimada também. Então pensei “Vou aceitar isso e rezar para que uma boa alma tenha pena da minha filha e a crie em uma casa segura. Só assim a linhagem Warren continua”. E deve ter funcionado, porque aqui estão vocês.

— Porque as bruxas Warren perdem as mães tão cedo?

— Prue, não posso mudar o passado, mas acho que posso proteger o futuro.

— Como? – Piper perguntou. – Matthew é forte.

— Eu tirei todos os poderes que ele copiou de mim. Mas quem sabe quais poderes ele ainda tem.

— Como assim, copiou de você? – Sam perguntou.

— O dom de Matthew é copiar o poder de uma bruxa boa quando usado contra ele. – Melinda disse séria.

— Então ele tem o meu. – Phoebe passou as mãos por seu cabelo.

— Uma vez que ele copiou um poder, não tem efeito nele. Se ele conseguir todos os três poderes será impossível vencê-lo.

— Ótimo! – Dean soltou.

— Então, o que fazemos? – Piper olhou para sua avó.

— Amaldiçoamos para que volte ao medalhão.

— Só uma coisa que eu não entendo. – Phoebe suspirou. – Como orbitei?

— Seus poderes devem ter aumentado. Geralmente a bruxa sensitiva desenvolve esses poderes. – Melinda sorriu.

— Veja só você. – Prue abraçou a irmã.

***

Melinda olhava assustada para o velho Livro das Sombras...

— Nossa, o Livro ficou tão grosso.

— Não foi sempre assim? – Piper perguntou.

— Não. Não... mas obviamente, cada geração das bruxas Warren adicionou mais coisas através dos anos e ficou assim. Vocês adicionaram alguma coisa?

— Nós? Está brincando? Somos novas nisto. – Phoebe respondeu. – Só podemos criar nosso próprio feitiço... Podemos?

— Tudo na sua hora. – Melinda riu. – O livro evolui com vocês, algumas vezes adicionaram coisas, outras aprenderão com ele. – voltou sua atenção para o livro. – Achei a maldição.

Prue entregou um pedaço de papel e um lápis pra sua avó, que a olhou sem saber o que deveria fazer com aquilo.

— Apenas comece a escrever. – ela sorriu.

— Sem tinta? – Melinda a olhou.

— Isso. Sem tinta.

Melinda riu ao ver que aquele pedaço de madeira realmente escrevia, então Piper se aproximou e viu que na pagina ao lado, tinha um feitiço de paciência.

— Aposto que a vovó usou muito este feitiço criando a gente. – Prue riu.

— Não éramos todas encrenqueiras. – Piper olhou sério para sua irmã.

— Eu não era uma encrenqueira. Só era...

— Um tormento. – Phoebe riu.

— Um espírito livre.

— Uma pessoa difícil. – Piper riu a olhando.

— Uma Warren. – Melinda olhou para sua neta mais nova. – É um traço de família. Somos todas esquentadas, temos belas maças do rosto, os fortes desejos e, claro, os poderes. Todas as bênçãos. Todos os sinais de onde vieram. Este livro é a sua conexão e começou comigo.

— Bem, vamos assegurar que não termine com elas. – Dean olhou para um Halliwell em especial.

***

Dean e Sam foram a uma feira de ervas, buscar um dos uns ingredientes que voltavam para a poção. Piper e Phoebe foram até o zoológico da cidade tentar conseguir pena de uma ave que estava em extinção. Enquanto Prue ficou com Melinda no casarão.

— Nos encontramos de novo. – um homem disse entrando no casão.

— Sim. E a sua visão ainda me faz mal. – Melinda disse se aproximando.

— Engraçado, o fato de que agora, eu posso destruir sua linhagem para sempre.

— Acha que não vou detê-lo?

— Como? Fez sua maldição antes e ainda foi queimada. – ele se aproximou.

— E agora estou aqui, não estou?

— Não passa de uma velha bruxa cuidando de garotas idiotas, que estão prestes a morrer!

— Hey! – Prue soltou indignada.

— Não toque nela. – Melinda se pós na frente de sua neta mais nova.

— Já tenho dois dos poderes. – ele riu. – Só preciso de mais um, e eu acho que é seu. – se aproximou de Prue.

— Ela não vai usar o poder. – Melinda disse.

— Eu deveria te matar, assim conseguiria todos os poderes. – ele empurrou Melinda contra a parede.

Prue respirou fundo, para não usar seus poderes. Mas não tinha idéia de quanto tempo conseguiria resistir, antes que algum poder se manifestasse por conta de sua raiva.

— Vá em frente. – Melinda piscou para sua neta. – Já ensinei a maldição para elas.

— Está mentindo!

— Estou? – ela o encarou.

— Vamos tirar a prova. – se aproximou novamente de Prue.

Melinda se apavorou ao ver sua neta sendo ameaçada, e fez um feitiço mandado Matthew para outro lugar da cidade. Prue estava olhando a mancha roxa em seu pescoço quando Suas irmãs e os Winchesters voltaram.

— O que aconteceu? – Sam perguntou.

Dean olhava frustrado para Prue, depois de ouvir que ela não tinha usado seus poderes. Mas no fundo estava aliviado por ela ter se controlado. Se o tal bruxo do século XVII, copiasse seus poderes estava tudo acabado.

— Piper você está bem? – Melinda perguntou.

— Estou, mas ele copiou meus poderes.

— Ele foi mais rápido que eu. Não consegui evitar. – Phoebe suspirou invocada.

— Está tudo bem eu o mandei para algum lugar na cidade. Mas temos que nos apressar antes que Matthew volte. – Melinda disse aflita. – Conseguiram todas as ervas? – todos confirmaram que sim.

As Halliwell voltaram para cozinha, e faltava apenas um ingrediente para acrescentar a poção, quando Matthew apareceu...

— Esperei muito por esse momento. – ele riu.

— É a nossa batalha, Matthew. Deixe-as em paz.

Sam e Dean escutaram a gritaria da sala, e quando chegaram à cozinha, viram que o tal bruxo tinha voltado sem que eles percebessem. Matthew os olhou rindo, e os prendeu na parede. Ele não permitiria que ninguém atrapalhasse seus planos.

— Eu vou ter o que eu quero. – ele disse levando Prue até ele. – Seus poderes e sua morte.

Dean ficou nervoso ao ver que ela estava sendo ameaçada por Matthew, tentou se soltar a todo custo da parede, mas não conseguia.

— Jogue um objeto sobre mim, bruxa.

— Vai sonhando. – Prue disse entre dentes.

— Eu disse jogue um objeto sobre mim. – apontou uma arma para ela. – Salve-se. – ela continuou quieta. – Não? Então, salve sua irmã. – apontou a arma para Piper.

Prue usou seus poderes, mas não contra Matthew. Ela pensou que se conseguisse jogar a pena no caldeirão, o feitiço acabaria com ele. Seria uma tentativa, mas ela tinha que arriscar.

— Piper agora! – ela gritou para que sua irmã congelasse o tempo.

Fora de época, fora do ganho. – Melina jogou a pena e abriu o medalhão. – Conheça só tristeza, conheça só a dor.

Matthew voltou para o medalhão e os Winchesters conseguiram se soltar. Depois que todos os ânimos se acalmaram, Mellinda disse que precisava voltar para sua época.

— Isso significa que não vamos mais te ver. – Prue soltou triste.

— Mas, tenho que ir.

— Por quê? Por que não fica e leva a vida que deveria ter levado? – Phoebe a olhou.

— Porque esta não é minha época. É a época de vocês.

— Não nos importamos de dividir. – Piper sorriu triste.

— Vocês três me deram uma grande alegria. – Melinda sorriu. – Eu vi as Encantadas. Boas bruxas, mulheres de força e graça.

— Diga o que você vê. – Phoebe levou a mão de sua avó em seu peito.

— Vejo o futuro. – ela sorriu. – Muitas gerações das minhas lindas filhas, e vejo meus sonhos completos. Obrigada por isto.

As mulheres do clã Halliwell sentaram-se a mesa, deram as mãos e começaram a recitar o feitiço.

Melinda Warren sangue do nosso sangue, libertamos você...

— Abençoadas sejam, minhas filhas. – Melinda sorriu. – Eu amo vocês. – e então sumiu feito o vento.

— Eu vou sentir falta dela. – Prue disse com olhos cheios de lágrimas.

— Sempre podemos trazê-la de volta. – Piper se juntou ao abraço.

***

Prue estava na cozinha, tomando um copo de leite, enquanto pensava no que sua tataravó disse sobre o Dean. As coisas entre eles eram complicadas, às vezes Prue achava que Dean realmente se sentia atraído por ela, outras ela apenas descartava essa possibilidade quando ele flertava com outras mulheres.

— Você é louca isso sim. Está vendo coisas onde não existem e...

— Falando sozinha?! – Dean entrou na cozinha.

— Pensando alto. – Prue se virou. – Pensei que estava dormindo.

— Não conseguia pregar o olho. – ele sentou-se próximo a ela. – Conhecemos mais sobre você, hoje.

— Assustador não?! – riu.

— Não. – Dean sorriu aproximando seu rosto do dela. – Mas agora, eu já sei de onde vem sua teimosia... é de família.

Eles estavam tão perto, que se Prue desse uma palavra seus lábios se encontrariam. Ela sabia que o beijo estava pra acontecer, não podia estar vendo coisas naquele momento. E quando sentiu que Dean ia beijá-la, o seu gato de estimação passou pela portinha da cozinha. Dean se levantou da cadeira, pensando ser alguém e Prue revirou os olhos frustrada com o que tinha acontecido. Serio que o seu próprio gato estava fazendo complô contra ela?

— Vou dormir. – ela sorriu fraco. – Boa noite.

Notas finais
No próximo capítulo terá Dean e Prue, o que será que vai acontecer???