Bruxas: História de Garotas
6 Dia 06 - Jellyfish Witch
Notas iniciais
Céu azul e um grande sol brilhante, esse era o cenário que Rebecca observava. A areia molhada absorvia seus pés e as ondas a puxavam para mais perto, era um dia perfeito. Logo abaixo de um manguezal a poucos metros de onde a bruxa estava, Aaba mexia na lama a procura de caranguejos.
O demônio limpou as mãos na bermuda branca que usava e olhou para Becca, que parecia uma completa turista. Pele alva coberta de protetor solar, o cabelo acobreado coberto por um grande chapéu verde-água e coberta por uma saída de praia branca. Ao se aproximar da bruxa ela reparou que ela procurava algo dentro do mar.
— Tem uma medusa na praia. — falou Rebecca quando Aaba parou ao seu lado. — Não é uma praia muito movimentada, mas percebi que existem crianças ribeirinhas por aqui.
— Pera, uma medusa? Aqui? — Elas se encontravam em uma península no mediterrâneo, mas do lado errado para Medusa. — Você tem certeza?
— Claro que eu tenho certeza, não estaria te contando se eu mesma não tivesse visto-a.
Aaba sabia do perigo da górgona Medusa, e se ela lembrava bem ela não gosta muito de crianças barulhentas em seu “quintal”.
— Eu volto já. — Dando um rápido beijo na bochecha de Becca, ela pariu voo, sobrevoando toda a praia atrás da Medusa. Haviam muitos locais em que uma mulher esperta como a Medusa podia se esconder, principalmente em uma praia tão grande e com tantas plantas. Quando a encontrasse ela pagaria por estragar suas férias românticas.
Muitas horas se passaram e nada da bruxa Medusa dar seu ar da graça e nada de seres vivos petrificados para marca sua passagem como normalmente ocorreria, um bom e mau sinal, ela não havia pego ninguém, mas isso tornava sua busca mais demorada.
Quando o sol começou a se pôr, Aaba já achava que Rebecca havia tirado com sua cara e a fez passar toda uma tarde buscando algo que não estava ali, mas foi quando a energia vital da bruxa sumiu que ela percebeu que a Medusa podia ter encontrado Becca antes.
Voltando desesperada para o começo da praia onde havia deixado a garota, a procurou se achar, mas então notou uma movimentação um pouco depois das grandes pedras que separavam essa parte da praia. Com o coração apertado ela pulou por cima da pedra e encontrou Rebecca deitada em uma rede ao lado de uma fogueira.
— Porra Rebecca! — Após a felicidade inicial de estar tudo bem ter passado ela sentiu uma grande vontade de esganar a outra que dormia tão tranquilamente na rede.
— Aaba? Finalmente! — saindo da rede foi para o lado de Aaba. — Você demorou tanto, eu fiquei preocupada. — um bico se formou nos lábios da bruxa.
— Claro, eu estava procurando a maldita Medusa imaginaria. — Becca a encarou confusa.
— Mas eu já encontrei ela Aaba, olhe ali. — falou apontando para um aquário que encontrava-se um pouco afastado.
— Rebecca isso é uma água-viva
— É uma vespa-do-mar, na hora que eu a vi eu não reconheci de cara.
— Pera quando você disse que tinha uma medusa… não era a Medusa?
— Claro que não, estamos no lado errado do mediterrâneo para uma Medusa. — Rebecca colocou um lençol por cima dos ombros de Aaba. — Essa bichinha ai é muito perigosa, ela está muito longe, deve ter sido trazida por uma tempestade marinha.
— Agora eu tô me sentindo uma idiota. — Aaba cruzou os braços e sentou na rede.
— Obrigada pela preocupação. — Fazendo uma caixa aparecer em suas mãos, Becca a entregou. — Feliz aniversário de namoro. — Com um sorriso ela beijou os lábios do demônio.
— Duzentos e dois anos… parece que foi ontem né? — Falou emocionada.
— Para você é quase isso né?
— Com você todos os momentos são importantes.
Aaba tentou beijar Rebecca que desviou.
— Tem um jantar incrível nos esperando dentro da cabana e eu acho que ele já esfriou demais.
As duas foram em direção a cabana onde estavam hospedadas, mas Aaba parou no caminho.
— E o que você vai fazer com a sua amiga medusa?
— Ela já voltou pro seu lar. — Aaba olhou para onde o aquário se encontrava e ele já não estava ali.
— Casquinha de siri? — falou retomando a caminhada.
— São caranguejos!
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