Brown

1 Brown - capítulo único


Notas iniciais
Oi, cupcakes!

Eu lembro que tinha dito sobre dar uma pausa nas histórias e tudo mais, mas na pausa entre estudar geometria plana e ondas sonoras, essa ideia me veio à cabeça e eu não consegui me concentrar na matéria antes de pôr isso no papel e colocar aqui pra vocês, então não me julguem jkalçd

É uma one shot porque eu acho que o Nyah! tá muito em falta de one-shots, vambora povo! Vamos escrever one-shot durante o fim de ano porque tá difícil! XD

De qualquer forma, aviso logo que é Universo Alternativo, e é "Plot? What Plot?" então a história começa de um ponto meio "?", mas acho que depois dá pra entender tudo direitinho =)

Boa leitura!

POV Richard~

Os cabelos escuros flutuavam no vento quando ela se aproximou, suas bochechas levemente coradas por causa do frio; ela sorriu para mim e atravessou a rua sem ao menos me dizer seu nome. Rapidamente, eu corri atrás dela e segurei seu braço, impedindo-a de continuar se afastando.

- Seus cabelos… – percorri com os olhos os fios esvoaçantes –… são marrons. Eu… será que eu podia pelo menos saber o seu nome?

- Se você gosta tanto de marrom, deveria saber que garotas com cabelos escuros não são fáceis de serem conquistadas – ela puxou seu braço do aperto da minha mão fechada, começando a caminhar novamente.

Balancei a cabeça e sorri. – Eu posso apostar que vou saber o seu nome!

- Sim, você vai! – ela gritou de volta para mim, colocando o corpo contra o vento enquanto caminhava de costas; rapidamente, ela levantou o dedo médio para mim – Se conseguir, é claro!

E como ela continuou caminhando com o dedo erguido, eu revirei os olhos com um sorriso no rosto. Aquela menina parecia ser digna de uma boa tentativa de sedução – parecia impossível que alguém pudesse simplesmente conquistá-la com um sorriso ou uma troca de olhares.

De alguma forma, eu sabia que era preciso muito mais do que isso.

Xinguei baixinho e atravessei a rua correndo atrás dela; sua bolsa estava agarrada em seus braços e os tênis gastos pareciam ecoar ao entrar em contato com o asfalto danificado daquela ruela escura. Agarrei seu braço mais uma vez, fazendo-a virar de frente para mim.

Seu corpo bateu contra o meu, seus olhos pareciam arregalados de pavor; as íris escuras encontraram as minhas e eu aproximei os lábios de seu ouvido, roçando-os no lóbulo, lambendo-os para umedecê-los antes de sussurrar: – Me diga o seu nome, garota dos cabelos marrons.

Ela até tentou se afastar de mim, mas as minhas mãos apertaram-na com mais força; ela se contorceu e seu corpo raspou ligeiramente contra o meu, mas foi o suficiente para que ela sufocasse um gemido baixo – quase imperceptível, e seria caso não estivéssemos tão próximos.

- Kate – ela sussurrou.

- Não foi assim tão difícil – sorri convencido, soltando seu braço e empurrando-a para trás.

- Você só conseguiu o meu nome, idiota – ela deu dois passos para trás, encostando no muro cheio de folhas atrás de si.

- Então o que eu tenho que fazer para conseguir que você saia comigo? – dei um passo à frente, encurralando-a entre o meu corpo e o muro; meus braços estavam postos nos lados de sua cabeça, impossibilitando sua fuga.

Como ela era bem mais baixa do que eu, conseguiu sair por debaixo dos meus braços, cruzando os próprios sobre o peito, olhando para cima para conseguir encontrar os meus olhos; eu sorri ao constatar o quão inteligente essa menina podia ser, e como ela conseguia mexer comigo daquele jeito.

- Me diga algo que eu não saiba – ela sorriu convencida – Então, se conseguir, você vai poder me pagar um jantar.

Meus olhos percorreram seu corpo: os seios pequenos escondidos pela camiseta, as coxas proporcionais ao tamanho, as curvas sendo perfeitamente delineadas pela blusa de malha, pelas calças justas. Seus braços cruzados sobre o peito só os punham mais para fora, expulsando-os da zona de conforto.

- Então? – ela aguardava a minha resposta; sorri amplamente para ela.

Minha cabeça correu ao redor de tudo o que eu conhecia, tentando pensar em algo que fosse impossível para ela saber, talvez algo simplório que ela simplesmente não pudesse saber. Lentamente, meu sorriso só fez aumentar num sorriso que poderia ter sido considerado assustador e eu me virei, batendo as minhas costas contra o muro e cruzando os meus braços sobre o peito enquanto avaliava sua expressão neutra.

- Então – repeti – Qual é o tamanho do meu pênis?

Rapidamente, suas sobrancelhas se curvaram em desdém e as bochechas começaram a adquirir o tom vermelho escarlate. Ela balançou a cabeça em derrota e olhou para os próprios tênis – sujos, gastos e com desenhos que eu não conseguia compreender.

- Aqui, amanhã, às 7 horas, e não se atrase – ela murmurou, dando as costas para mim e começando a caminhar, afastando-se de mim com rapidez.

Antes que ela conseguisse sequer chegar à esquina, olhou sobre o ombro e sorriu para mim, mordendo o lábio inferior como se estivesse tentando me provocar. E, de certa forma, ela conseguiu.

Sozinho na praça, eu só consegui formular uma única frase até chegar em casa – Eu tenho um encontro.

Notas finais
Eu achei tão genial que não pude deixar de escrever!

Mas então eu preciso das opiniões de vocês também! Devo escrever mais desse negócio de "Plot? What Plot?" ou desisto de escrever one-shots e me foco só nas histórias a longo prazo? Porque eu juro que tento, gente kkkk síndrome dos dedos nervosos, alguém conhece?

Divulguem a one shot! =) ~comentem, favoritem e recomendem~

Vejo vocês nos comentários? =*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!