Brothers With Benefits
2 Hate x Love.
Notas iniciais
P.O.V. — Puck.
— Vamos lá, Kurt. — sorri, pegando-o pelos braços.
— Espere! — suspirou ele, tirando sua jaqueta — Ela é importada.
— Me dê. — estendi a mão e ele me entregou a jaqueta. Segurei-o pelos braços e o joguei na caçamba. O estacionamento irrompeu em risadas. Olhei para o lado e Quinn estava me olhando. Veio correndo em minha direção.
— Quem você pensa que é para fazer isso com ele? — parou em minha frente, bufando.
— Fica na sua, Cheerio.
— Olha aqui — apontou o dedo para mim. — Não é porque você é um fracassado que precisa fazer da vida de todos um inferno! —apertei o punho, ainda sem tirar os olhos dela.
P.O.V. — Quinn
— E então ele jogou o Kurt na caçamba! — eu contava. Estávamos na sala de Emma, contando sobre nossa ‘briga’.
— Hum... — A sra. Pillsbury arrumava um panfleto em cima de sua mesa. — Vocês já pensaram em fazer parte de alguma coisa?
— O que quer dizer? — Puck questionou, virando-se para ela.
— Porque eu já tenho as Cheerios — disse.
— E eu o time de futebol.
— Ok, mas... —Emma suspirou. —Digo alguma coisa que possam lhe incluir em algum grupo mais generalizado.
— Por exemplo... ? — incentivei-a a continuar.
— O Glee Club. Tem a Rachel, o Artie, o Kurt... — Puck riu.
— Os perdedores. Ótimo.
— Todos como você. — ri.
— Olha aqui garota...
— Sem brigas! Olhe, pensem á respeito, ok? E então vocês me dão a resposta.
P.O.V — Puck.
— O que aconteceu hoje foi bem... intenso — Finn disse.
— Do que está falando? — virei-me para ele, colocando minha camisa.
— De você e da Quinn hoje de manhã. — respondeu ele.
— Ah sim... Aquela patricinha me dá nos nervos — disse, caminhando com ele para fora do vestiário.
— Cara, pode me dizer a verdade, sou seu melhor amigo.
— O que?! — perguntei, sem entender.
— Você tá gostando dela cara! — parei de súbito, olhando para ele, tentando segurar a risada.
— Você está louco?!
— Não — Finn deu de ombros — Só parece que vocês gostam um do outro. Só isso.
— Olha, cara, ela é uma patricinha nojenta que namora o cara mais idiota do mundo, o Sam. Eu nunca ia gostar dela.
P.O.V — Quinn.
— Qual é o seu problema? — Gritei para Puck, nervosa.
— Obrigado por bater na porta! — suspirou, levantando-se da cama. — Ah, é você, Quinn? Pode entrar!
— Olhe, eu não vou admitir que você machuque os mais fracos. — ele cruzou os braços em volta do corpo, rindo.
— E o que você vai fazer? Criar uma ong para os fracos e oprimidos?
— Da próxima vez que você jogar o Kurt, Artie ou qualquer outro garoto na caçamba, você vai se arrepender. A verdade é que você não passa de um covarde que esconde sua verdadeira personalidade atrás dessa pose de machão.
— E quem é você pra falar que eu escondo meu verdadeiro eu?! Você tem essa pose de santinha, mas fica rebolando pra cima e pra baixo com essa porcaria de uniforme da Cheerio. Você sabia que existem roupas normais? Essa sua pose de “boa samaritana” não cola pra mim. — Puck gritou.
— Você não sabe do que está falando...
— Ah, sei sim — me interrompeu. — Você, a Brittany e a Santana são farinha do mesmo saco. Querem que os garotos lambam o chão por onde pisam, e fazem isso do jeito mais baixo!
— Está me chamando de vadia?! — perguntei, com lágrimas nos olhos.
— Se a carapuça serviu...
— Você é uma pessoa horrível! — Minha visão estava embaçada pelas lágrimas, mas senti a pressão de seus lábios sob os meus quando Puck me beijou.
P.O.V — Puck.
— Bom dia — adentrei a sala do Glee, e o sr. Shue olhou pasmo para mim.
— Puck?!
— O que foi? — perguntei. — A sra. Pillsbury não avisou que eu viria?
— Hum... disse — pigarreou.
— Bem, aqui estou eu — sentei-me ao lado de Artie.
— Certo, para a primeira tarefa oficial do Glee Club, quero que façam um dueto. Garotos, olhem para trás e garotas, olhem para frente. Esse vai ser seu parceiro. — Droga! Quinn Fabray sentava atrás de mim.
P.O.V — Quinn.
— Professor... — adentrei a sala da classe de espanhol — preciso falar com o senhor. — O sr. Shue sorriu.
— Em que posso ajudar? — perguntou-me ele.
— Queria que me trocasse de parceiro no coral.
— E porque, Quinn?
— Porque estou fazendo dupla com Noah Puckerman e nós nos odiamos! — exclamei.
— Sua mãe e o pai dele não acabaram de se casar? — sr. Shue riu.
— É... sim... mas essa não é a questão. Sr. Shue, por favor!
— Me desculpe, Quinn, mas não posso trocar. Além do mais, essa é uma ótima forma de se conhecerem melhor.
P.O.V — Puck.
Ok, eu beijei Quinn Fabray. E me odeio por isso. O que aconteceu comigo?! Eu não tinha a intenção de beijá-la, e nem estou apaixonado por ela. E, não devo me esquecer que ela me deu um tapa na cara depois que a beijei. E agora, como se não bastasse, o Sr. Shue não me deixou trocar de parceiro na tarefa do Glee Club. Bati na porta do quarto de Quinn.
— Está aberta — gritou. Abri a porta, entrando.
— Hum... — passei os olhos pelo quarto e por ela. Usava um pijama de coelhinhos. — Já pensou em qual música vamos tocar amanhã? — perguntei.
— Eu não sei. E tanto faz. — ergueu os olhos de seu livro, olhando para mim. — Pode escolher a que quiser.
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