Brother's Grimes

4 IV- New threat


Notas iniciais
Olá amigos, novo capítulo com entrada de uma nova personagem muito importante para a história haha. Espero que gostem. Tradução: Apenas tenha certeza que onde quer que vá, você sempre poderá voltar para casa.

Just know wherever you go, you can always come home.

A bala passou a poucos centímetros da cabeça de Thomas e acertou um errante. Havia uma horda completa. Eles haviam nos seguido. E foi aí que a correria começou. Abraham fechou o portão rapidamente e já subiu em seu posto para tentar diminuir a enorme quantidade de andarilhos.

— Eu não vou me esquecer disso Carl.

Foi a última coisa que ouvi meu pai dizer antes de ir avisar os outros que estávamos em pleno ataque. Enxuguei algumas lágrimas que ainda insistiam em cair e percebi que ainda estava parado fazendo nada para ajudar Alexandria e ainda resgatar Enid. Thomas pelo contrário tinha ido ajudar Abraham e Tara, apesar de chamar mais atenção do que realmente matar algum zumbi.

Quando começaram a bater no portão que eu tive reação. Corri pela rua que já estava movimentada entrando em casa e vi que Lucy estava no sofá tentando acalmar Judith que não parava de chorar, me senti mais confortável. Ela me olhou e assentiu como se dissesse que estava tudo bem e eu poderia ajudar os outros. Corri de volta e encontrei Daryl e Carol indo em direção ao portão. Foi quando ouvimos tiros do outro lado do muro e pelo que sabemos os zumbis ainda não tinham aprendido a atirar. Foi um silêncio por toda Alexandria apenas com o barulho dos errantes batendo no portão principal. Mais tiros foram disparados do lado de fora e o zumbido dos errantes tinha cessado. Quem quer que estivesse atirando, tinha nos salvado.

A maioria das pessoas que tinham alguma arma estavam apontando para o lado de fora dos muros. Ainda estava fazendo um silêncio ensurdecedor de vozes, apenas o motor de um carro estava ligado.

— O que está acontecendo Daryl? — Perguntei quase em um sussurro.

— Não está vendo mané? Tem um grupo ai fora provavelmente querendo nos matar.

Ouvi um rangido e vi Rick e Carol abrindo o portão. Lá fora estaria escuro se não fosse pelos faróis de uma caminhonete clareando diretamente para nós.

—Qual é pessoal, não vão dar as boas vindas?

Um cara com casaco de pele e com listras pintadas no rosto desceu do banco do carona da caminhonete e disse num tom sarcástico.

— Vocês não são bem-vindos aqui mas olha só, estão convidados a se retirar.

Meu pai disse de imediato mas sem tirar a arma de seu alvo. Ouvi uma risada vinda de dentro do carro e a voz abafada de uma garota. Por um segundo tinha me esquecido que Enid tinha sido raptada e provavelmente por esses caras. Sem pensar duas vezes gritei no meio de todos.

— Pai, eles estão com a Enid, eles pegaram ela!

Fui correndo em direção ao portão mas Thomas me segurou e me jogou para trás. Com a força dele cai no chão. Olhei para ele com um olhar ameaçador e me levantei. Nesse momento todos os olhares estavam voltados para nós.

— Qual é cara, não pode ir correndo de encontro com a morte, esta maluco?

Quando ouvi essa frase estúpida dele, não me aguentei. Levantei do chão e parei a poucos centímetros dele.

— Isso é tudo culpa sua, seu idiota.

Foi a única frase que consegui pronunciar antes de dar um soco que acertou em cheio seu queixo. Ele caiu, porém eu não parei de enche-lo de porrada nem por um segundo antes de um braço forte me empurrar para trás. Era Daryl. Fitei-o por um instante querendo acertar um soco em sua cara também, mas me segurei. Ouvimos mais uma gargalhada, porém dessa vez mais alta e tenebrosa. O cara que estava no volante estava encostado na frente de sua caminhonete e do seu lado esquerdo um cara segurava a Enid e do direito havia outro cara com uma garota, seu olhar era de medo e terror como os olhos da Enid. Senti meu coração se apertando mas fiquei sentado no chão esperando alguém fazer algo já que Daryl estava apontando sua besta na minha direção.

— Parece que essa garota morena tem um namorado não é? — O cara da caminhonete olhou em minha direção. — é o seguinte, se quiser sua namoradinha de volta eu também vou ter o que eu quero. É muito simples, eu quero toda sua munição, suas armas e uma pessoa especial, Lucy Carter. Não é pedir muito. Eu só precisaria de sua munição mas sei que vai tentar recupera-la. Porém sem armas as chances serão quase mínimas.

— Cara, eu não posso te entregar todas minhas armas, tenho pessoas demais para me arriscar. E Lucy Carter? Hum, esse nome não me é familiar, não temos uma Lucy aqui. Vai cara, entregue a garota e deixamos você e seus colegas saírem vivos daqui.

Sempre achei essa autoconfiança do meu pai incrível. Um dia eu iria chegar lá e conseguir liderar algo com tanta calma e tranquilidade.

— É sua última chance, Rick Grimes. Me entregue suas munições e a Lucy que solto suas garotas. É pegar ou largar.

Um silêncio se instalou. Parecia que cada pessoa ali estava calculando se valeria a pena matar ou morrer por uma garota que sai a noite sem uma arma como proteção. Por alguns segundos ficamos encarando o pessoal do outro lado do portão, mas no segundo seguinte, Lucy Carter apareceu e disse que iria com o tal cara para não trazer problemas para Alexandria.

— Lucy, esta maluca? Você não vai sair daqui. — Meu pai disse com uma certa dor em cada palavra pronunciada.

Thomas tinha se recuperado, ainda com o rosto todo machucado foi até sua mãe e no meio de lágrimas conseguiu dizer:

— Mãe, por favor, não volte para esse cara, depois de tudo que ele fez a gente passar. Eu não vou deixar.

Lucy com lágrimas nos olhos abraça seu filho como se fosse o último abraço que ela daria nele e Thomas com dor e angustia desaba de joelhos no asfalto frio e manchado. Ela da um beijo em sua testa e corre para abraçar Rick. Segundos depois Carol chega com uma arma de munições e joga entre o portão e a caminhonete. Os caras jogam as duas garotas na estrada bruscamente e aceleram de volta para dentro da escuridão.

Corro em direção a Enid o mais rápido possível e a abraço como se eu não visse ela a meses e pela primeira vez em semanas ela retribui meu carinho. Vejo que a garota ao nosso lado estava bem mais machucada quase não parando sentada. Ela estava suja e seus olhos estavam cheios de tristeza e dor. Na escuridão da noite pude perceber que seus olhos verdes estavam quase pretos. Maggie correu em direção a garota e a ajudou a levantar. Carol vem até mim e Enid e diz que devíamos entrar pois já passava da hora do portão estar trancado.

Aquela noite estava sendo bem mais difícil do que eu imaginava. Meu pai havia tirado minha arma de mim e disse que eu só sairia do quarto quando ele mandasse. E lá em baixo eu só ouvia gritos discutindo. Era Thomas e Rick pela primeira vez tendo uma discussão. Cada vez que Thomas gritava, Rick gritava mais alto para não perder as rédeas da discussão e assim se seguia. Judith que estava comigo no quarto estava quase acordando com toda aquela discussão e assim seria realmente impossível dormir. Quando finalmente o barulho terminou com uma porta batendo foi que realmente eu consegui dormir. Percebi que provavelmente Thomas tinha saído já que não estava aqui para dormir. Eu só esperava que no dia seguinte as coisas se acalmassem.

Na manhã seguinte, pouco se ouvia as pessoas trocando algumas palavras. Rick falou que só me devolveria a arma quando eu recuperasse sua confiança novamente, porém disse que eu fiz bem em segui-los que pelo contrário os dois poderiam estar mortos. Sua voz ainda estava entristecida pelo ocorrido da noite anterior. Mesmo escondendo, todos sabiam que ele sentia algo mais por Lucy, mas teve que deixa-la ir para um bem maior, para não colocar em risco toda sua família. Como ele sempre dizia, algumas perdas são necessárias. Eu nunca tinha entendido muito bem, pois ele falava como se fosse uma escolha, mas agora eu entendo. Ele perdeu a Lucy para não perder toda sua família mesmo que isso o estivesse quebrando por dentro.

Enid tinha passado a noite no quarto de Maggie e a garota que de acordo com o Daryl se chamava Olívia tinha ficado com a Carol que estava fazendo algumas perguntas e cuidando dela. Thomas estava perdido desde a noite de ontem. Ninguém tinha o visto, mas Rick tinha pedido para Glenn e Eugene dar uma olhada nas redondezas para ver se ele estava por perto. Confesso que me arrependi por ter batido nele e logo depois sua mãe ter partido para nunca mais voltar.

Fui até Carol e perguntei se eu podia falar com a Enid e entrei no quarto onde ela estava deitada escrevendo em um caderno. Quando me viu, ela abriu um pequeno sorriso e colocou o caderno por debaixo do travesseiro. Me sentei ao lado dela e perguntei se ela estava bem.

— Obrigada por se importar Carl. E olha, eu achei errado você seguir eu e o Thomas. Ele estava sozinho aqui e precisava de uma amiga. Ele estava indo buscar uma flor para dar para a mãe dele que tinha perdido o namorado. Ele me disse que ela gostava muito de flores.

Senti uma fincada enorme no meu coração chamada remorso, me deu uma vontade de vomitar.

— Me desculpe Enid. Mas é que desde que ele chegou, você me olha diferente, me trata diferente como se — Dei uma pausa- como se me considerasse apenas um conhecido.

Ela abaixou a cabeça e não disse nada, apenas ficou fitando os dedos. Me levantei hesitante e ia saindo quando ela me pediu um favor.

— Caso veja o Thomas, fale para ele vim me ver.

Assenti com a cabeça e fechei a porta atrás de mim. Me escorei na parede e me sentei colocando meu chapéu do meu lado. Depois de alguns minutos tentando decifrar qual era a imagem que estava no quadro do corredor, ouvi algumas risadas vindas da sala de estar da casa. Desci até ela e vi Olívia e Carol rindo de alguma coisa que estava num livro. Quando me viram a risada cessou, mas continuavam sorrindo.

— Olá Carl, acho que não conheceu ela ainda. — Carol aponta para a garota de cabelos loiros e olhos verdes que estava sentada na poltrona. Ela me fitou dando um sorriso tímido e abaixou a cabeça. Eu meio sem jeito, disse:

— Ah, olá Olívia, você está melhor? Ela me olha meio suspeita e depois soltou o sorriso mais lindo que eu já tinha visto.

— Olá Carl, eu estou bem. Obrigada por perguntar.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo haha! Me digam o que acharam dela e se ela devia ficar com Thomas ou Carl! Obrigada aos que comentaram, fico muito feliz. beijinhoss.