Notas iniciais
Hey, hey, hey, gatonas. Então aqui esta mais um capitulo... CAPITULO DEDICADO A MINHA LINDONA, MARAVILHOSA E DRAMATICA AMIGA JHEN, EU TE AMO MAIS DO QUE JUJUBA E LASANHA. Estou pensando em mandar um aperitivo do próximo capitulo, algo por volta de 100 palavras, ainda estou resolvendo... Para as leitoras que sempre estão tão presente, mas não é certeza, porque talvez eu não consiga fazer isso... Enjoy.

Não estava me aguentando de felicidade, parecia que eu ia explodir. Não tinha certeza se ele me aceitaria de volta, se ainda me queria, mas estava insuportável de conter minha alegria e minha ansiedade, queria chegar logo em casa, mas aquele elevador não estava ajudando, o porteiro disse que o elevador não estava com defeito que só podia ser alguém que parou. Sentir um ódio que não sabia que poderia sentir de pessoas desconhecidas.

Será que eles não poderiam ter escolhido um lugar mais apropriado, ou pelo menos ter ido para... Escadas... Amaldiçoei ate a décima geração dos infelizes que pararam o elevador, plena tarde para fazerem sabe lá o que, na verdade imagino bem o que seja. Corri escada à cima, parando em alguns pontos para descansar, na verdade só para tomar fôlego.

Quando finalmente cheguei ao meu andar, sentir que iria enfartar, porém, mandei meu coração se aquietar, porque tinha algumas coisas ainda para fazer. Respirei fundo tentando me recuperar da correria, e finalmente cheguei em casa.

– Esta tudo bem?- perguntou mamãe assim que me viu.

– Sim. – respondi.

Ainda estava difícil de respirar, se eu visse os dois que pararam o elevador eu juro que bateria em um deles.

– O Justin...

– Ele foi para o apartamento. – papai respondeu antes que eu terminasse de falar.

Droga! Mas tudo bem iria ate o fim do mundo se fosse para ir atrás dele.

– Ele disse que o que vocês tinham combinado antes do acidente ainda estava de pé se quisesse. – mamãe avisou

Contive o sorriso que queria sair por entre meus lábios. Um sorriso radiante quando estava aquele dia. Meu coração parecia que ia sair do peito de tão rápido que batia. Obrigada Deus.

– Ah, legal. – tentei não dar tanta importância. – pai, você poderia anotar o endereço enquanto arrumo algumas coisas? – perguntei.

Meu pai foi logo pegando um bloquinho para anotar. Fui para meu quarto pegar algumas coisas. Afinal eu dormiria lá, ele queria que eu fosse, isso já era outra coisa. Tentei ser o mais rápido possível, tínhamos que conversar antes de qualquer coisa. Mas se ele não quisesse conversar não seria contra.

Sentia um calafrio na espinha cada km que eu me aproximava do apartamento, não sei se era medo, não sei o que era, não sei se estava fazendo o certo. Na verdade não, tudo aquilo era errado, afinal eu amava ainda mais meu irmão. Era errado, mas afinal o que é realmente errado nessa droga de vida? Eu queria, Ele queria, qual era o problema então? O que os outros iriam pensar? Que se foda a opinião dos outros, fazemos o que queremos da nossa vida e se formos feliz ÓTIMO.

Finalmente eu estava ali. Parada de ante o prédio. Meu corpo todo tremia, eu estava quase tendo uma parada cardíaca, mas tinha que ser forte, tinha que resolver aquilo, afinal eu estava ali para isso, para resolver tudo e para que ficássemos juntos novamente.

Respirei fundo e entrei no prédio.

– Em que posso ajuda-la? – perguntou um homem.

– Vim ver meu irmão. – sorri amigável.

Mas por dentro estava xingando aquele homem de todas as formas possíveis.

– Ah me diga quem para que eu possa avisar. – disse pegando o interfone.

Respirei fundo. Droga, eu só queria fazer um surpresa, seria difícil?

– Não precisa, é que a gente esta meio que brigados e vim tentar melhor isso. – tentei me justificar.

– Mas tenho que avisar. – ele respondeu.

– Por favor, é um caso importante, eu posso garantir que sou irmã dele, ele sofreu um acidente há alguns dias depois de uma briga nossa, por favor, não avisa. – pedi.

Será que eu teria que chorar para que aquele homem me deixasse passar sem ter que ligar para o Justin?

– Juro que não lhe trará problemas, se trouxer falo seja com quem for. – tentei mais uma vez.

Ele suspirou. Ninguém resistia a minha carinha de menina pura e inocente.

– Sabe o andar? – perguntou derrotado.

Abrir um largo sorriso.

– Sei. – falei e sair em disparada para o elevador.

Por sorte aquele sim era um prédio familiar, já que não tinha ninguém se pegando plena 16h00min da tarde dentro de um elevador. Espero que eles quando terminaram tivessem ficado presos. Seria mais do que bom. Para verem se aprende que elevador não é lugar de se agarrar.

Toquei a campainha, uma, duas, três vezes, quando ia tocar uma quarta vez a porta se abriu. Revelando quem eu menos queria ver, e o pior do jeito que não queria ver. A loira com pernas torneadas, estava enrolada apenas em uma toalha, mas seus cabelos não estava úmidos, seu corpo não apresentava nenhum vestígio que ela estava no banho.

– Mia, oi. – ela disse com um sorriso nos lábios.

Respirei fundo tentando me controlar.

– Oi. – dei meu melhor sorriso. – posso falar com o Justin? – perguntei.

Não sei o porquê perguntei, afinal, ele era meu quem não devia esta ali era ela.

“Você não pode achar ruim, você quase transou com Aaron” passei essa frase na minha cabeça enquanto entrava no apartamento.

– Ele esta no quarto. – falou.

Enquanto caminhava para o quarto, passei meu mantra na minha cabeça, tentando na me importar com o fato daquela vadia esta apenas de toalha ali. Não queria dizer nada não é? Afinal isso sempre acontece. Uma vadia loira no apartamento do cara que você ama, é uma coisa supernormal, não quer dizer nada.

Entrei no quarto que estava com a porta entre aberta. Justin estava vestido apenas com uma bermuda, deitado com a perna quebrada levantada por dois travesseiros, a mão que ele havia quebrado estava apenas com uma tala, o que queria dizer que ele estava melhorando. Fechei a porta atrás de mim, fazendo com que ele me olhasse.

– Oi. – dei um meio sorriso.

– Oi. – seu sorriso foi mais aberto.

Eu ainda estava hesitante, não sabia o que falar.

– Vim para fazermos o que havíamos combinado. – falei me aproximando da cama.

– Estava com medo que não viesse. – respondeu se sentando com um pouco de dificuldade.

Um silêncio mais do que perturbador se seguiu ali. Meu coração batia a mil, não sabia o que dizer, mas sabia o que não queria. Sentei-me em uma cadeira que estava próxima a cama e soltei a bolsa no chão.

– Isso esta estranho. – ele falou rindo um pouco.

Concordei com a cabeça também rindo.

– Não devia ser assim Mia, éramos tão próximos quando crianças. – lembrou com a voz um pouco melancólica.

– Eu não devia ter dado condições ao Aaron, por isso estamos assim, porque eu quase lhe trair. – baixei minha cabeça.

– Não devíamos ter começado. – olhei para Justin com o cenho franzido. – fui fraco, transei com você, fiz você minha mulher e não devíamos.

– Se arrepende Justin? – perguntei com os meus olhos começando a marejarem.

– Me arrependo...

Não deixei que ele terminasse de falar, levantei da cadeira com uma brutalidade que a fez cair atrás de mim.

Me sentir um lixo, como ele pode se arrepender, ele disse que nunca se arrependeria de nada. Eu estava triste e irritada ao mesmo tempo, porque eu fui ate ali mesmo?

– Pois eu não, não me arrependo de nada. – falei sem permiti-lo terminar de falar. – na verdade eu me arrependo, de ter vindo aqui. – continuei pegando minha bolsa.

– Por que veio? – gritou.

– Porque eu ainda te amo caralho, porque ainda te amo desesperadamente. – gritei de volta.

– Não sou o melhor para você. – falou com a voz mais baixa. – e nem você para mim.

– Pois vai se foder, você e sua enfermerinha, não era isso que estava fazendo antes de eu chegar? – falei aos berros. Estava me lixando se aquela vadia loira iria escutar.

Sair do quarto batendo a porta atrás de mim com força mais do que desnecessária. A vadia loira apareceu no corredor com uma expressão assustada.

– MIA. – gritou Justin do quarto.

– Diz a ele que já que ele se arrependeu, esqueça também, e só para não perder o costume, mande-o se foder. – falei a ela. – Ah, não a culpo, ele é gostoso mesmo. – sair pisando duro.

Justin berrou mais umas duas vezes meu nome ate eu bater a porta do apartamento e não escutar mais nada. Decidir ir pela as escadas de emergência não estava nenhum pouco a fim de esperar o elevador.

Maldita hora que fui escutar o Aaron, maldito Aaron, porque aquele imbecil teve que me dar força para que eu fosse parar ali? Idiota, imbecil.

Passei pela a portaria correndo, não queria olhar para a cara do senhor gentil que estava tentando me ajudar.

Um taxe parou em frente ao prédio, uma mulher saiu de dentro dele, me enfiei dentro do taxe sem nem saber para onde iria. Só sabia que não iria para casa. Eles ficariam me perguntando o que tinha acontecido ligariam para o Justin. Não queria que me perguntassem o que aconteceu, queria apenas alguém.

– Para onde moça? – perguntou o homem.

Falei o endereço com a voz embargada de choro.

– Esta tudo bem? – perguntou o taxista.

– Vou ficar melhor quando chegar onde quero. – tendei dar um leve sorriso.

Meu peito doía, aquela dor era insuportável, me sentia sozinha, sentia que ninguém poderia me ajudar. Era como se eu estivesse em um pesadelo, mas não conseguisse acordar. Meu celular vibrava no bolso do meu short, mas não iria atender, seja lá quem fosse.

Assim que o taxe parou enfrente ao prédio, entreguei o dinheiro ao homem e sair do carro, entrando no prédio o mais rápido que podia. O porteiro, não falou nada, já me conhecia, agradeci a Deus mentalmente por isso, não estava em condições de esperar autorização para subir. Ainda bem que também não tinha que esperar o elevador, assim que cheguei na porta, uma meninas de mais ou menos da minha idade saia de dentro dele.

Toquei a campainha apenas uma vez, e ela logo foi aberta, revelando um rapaz bonito. Ele estava sem camisa e com o botão da calça aberto, seus cabelos estavam assanhados. Ele deveria esta com alguém.

– Mia? –indagou surpreso abotoando a calça.

– Porque você insistiu que eu fosse lá? – perguntei lhe dando uma tapa no seu peito.

As lagrimas voltaram a cair, me lembrando de tudo que Justin disse.

– Você é um imbecil Aaron, eu te odeio. – dei inúmeras tapas em seu peito na esperança de machucar, mas não estava o machucando, eu não tinha forças para machuca-lo.

Aaron segurou meus pulsos, me fazendo parar de batê-lo e me puxou para junto de si.

– Ele se arrepende Aaron, ele acha que foi um erro. — falei retribuindo ao abraço dele.

– Me desculpe Mia. – pediu me puxando para dentro do apartamento.

As lagrimas insistiam em cair, malhando o abdome definido de Aaron que parecia não se importar. Ele pegou minha bolsa e soltou em qualquer lugar pelo o apartamento.

– Me leva com você, me leva de volta para a Suíça. – pedi me afastando um pouco para olha-lo.

– A levo a onde quiser, mas agora você vai tomar um banho e dormir um pouco. – ele falou me pegando no colo. – vou cuidar de você. – sussurrou no meu ouvido.

Iria protestar, mas não via porque fazer isso. Assim que chegamos ao banheiro, Aaron me sentou na pia e se afastou alguns centímetros. Enxugou minhas lagrimas com o polegar. Dei um leve sorriso para ele.

Ele tirou minha bota, soltando próxima a porta do banheiro. Aaron levantou minha blusa, levantei meu braço permitindo que ele tirasse minha blusa por completo, ele olhava para meu corpo, mas não com desejo, mas sim com cuidado. Ele me desceu da pia e desabotoou meu short, mas antes que de tira-lo por completo eu tirei meu celular do bolso colocando em cima da pia.

Aaron acariciou meu rosto delicadamente.

– Não queria que fosse assim. – ele falou – acho melhor você tomar banho sozinha, vou pegar uma blusa minha para você dormir. – ele falou soltando um suspiro pesado. – não demore, volto logo. – complementou.

Seria tão mais fácil se eu amasse ao Aaron e não ao Justin.

Notas finais
E então mereço reviews e recomendações? Não? Tudo bem... Beijos ate o proximo