Brother And Sister
23 Capitulo
Notas iniciais
Minha mãe não saia de perto do papai, parecia que se ela saísse de perto dele eu iria fazer mais perguntas, mas por hora eu estava satisfeita, se a pergunta é se eu falarei para o Justin, sim eu vou falar, mas somente se meus pais não falarem, acho que ele merece saber.
Respirei fundo na cadeira, mamãe estava no quarto com papai e meus avós, vendo como ele estava, faziam cinco minutos mais ou menos que eles estava lá eu não entrei para evitar que ele passasse mal de raiva ou qualquer coisa do tipo.
– Você vai falar com ele? – perguntou Ryan ao meu lado.
Ryan não tinha saído de perto de mim desde que falei com meus pais, estava tentando entender o porquê daquela aproximação, Caitlin deixou escapar que ele estava esperando a hora que eu surtaria, eu estava tentando me segurar para não surtar, descobrir que seu irmão, não é seu irmão não é uma coisa muito legal, mas em partes sim.
– Acho melhor não, acho que ele não quer me ver, principalmente se ele lembrar de alguma coisa. – dei um meio sorriso forçado.
– Acho, acho, da para parar de falar isso? – perguntou. – você estava disposta a enfrentar Deus e o mundo para ficar com ele e agora esta com medo dele? Que porra é essa?- Ryan estava de pé me olhando com os olhos vermelhos, não sei se de raiva, mas me assustou.
– Mia? – chamou-me uma voz calma e serena atrás de Ryan.
Meu coração quase parou, era vovó , espero que ela não tenha escutado nada do que Ryan falou. Ryan ficou branco e deu um sorriso amarelo para vovó.
– Sim vovó? – perguntei.
– Aquele seu namoradinho pediu que você o ligasse, isso desde cedo, só que lembrei apenas agora. – vovó abriu um sorriso que me fez sorrir também.
– Está bom, obrigada. – disse. – como ele esta? – perguntei depois de um longo suspiro.
– Ele...
– Ele quer ver você. – papai interrompeu vovó.
Olhei para Caitlin e Ryan que estavam abraçados a duas cadeiras de distancia de mim. Ryan e Caitlin assentiram me incentivando a ir. Não sabia se já estava pronta para encarar seu par de olhos castanhos, mas uma hora ou outra eu teria que fazer isso, então que seja logo. Fui indo em direção ao corredor onde Justin estava, encontrei mamãe saindo do quarto e fechando a porta atrás de si com cuidado.
Levantei soltando o ar, respirei fundo umas duas vezes e fui confiante ate a porta do quarto e então travei, não abri, apenas fiquei ali parada. Vamos lá Mia, coragem, e respirei fundo mais uma vez. “vamos Mia, abre a droga dessa porta”. Antes que eu pudesse abrir a porta ela foi aberta, uma mulher com pouco mais de 30 anos, loira saiu de dentro do quarto, quase enfartou e me levou junto.
Ela abriu um sorriso.
– Deve ser a Mia. – indagou.
A olhei sem entender.
– Ele pediu três vezes que a chamasse, ou ele esta com amnésia ou muito louco para ver você. – falou em forma de cochicho.
– Acho que com amnésia. – cochichei de volta.
Ela me olhou espantada, mas sorriu.
– Boa sorte. – sorriu.
Ela não tinha ideia do quanto estava precisando daquela sorte, respirei fundo e entrei fechando a porta atrás de mim, me aproximei lentamente do lado da cama, Justin estava com o rosto tombado para o lado oposto no qual eu estava.
Não sabia como começar uma conversa, perguntar se ele estava bem era besteira, eu bem sabia que ele não estava bem, nem eu estava bem.
– Oi. – falei tocando sua mão esquerda.
Ele estava com a mão direita engessada e a perna esquerda, tinha um curativo na cabeça, e alguns arranhões no rosto, nem os tais arranhões o deixaram feio, ele estava um pouco pálido, mas seu tom normal parecia esta voltando.
Ele me olhou e puxou sua mão da minha.
Aquilo foi como se ele tivesse levantado daquela cama e ter me dado uma facada. Mas acredito que a facada teria sido menos dolorosa.
– Me desculpa. – pedi tentando segurar as lagrimas.
– Papai disse que o medico falou que quebrei um braço e uma perna, bate a cabeça também e se eu estivesse sem o cinto eu poderia está morto. – comentou ele. – esta doendo, a mulher que saiu agora pouco estava me dando um analgésico. – continuou. – tem outro lugar que esta doendo e essa dor e ainda mais insuportável do que toda a dor que estou sentindo ate a droga desse remédio fazer efeito.
– Onde? – perguntei.
– Aqui. – ele colocou a mão esquerda no peito.
Outra facada.
– Dói tanto Mia que queria poder pedir um remédio, você não tem ideia do quanto me machucou, pensei que estávamos bem resolvidos quando conversamos naquela tarde, disse que não queria você apenas como a garota que faço sexo, queria você para ser minha de todas as formas possíveis, mas a noite foi só ele se aproximar e você estava tão entregue...
– Justin, para. – pedi o interrompendo.
– Parar? Mas o que eu estou fazendo? Estou apenas relatando o que aconteceu do meu ponto de vista...
– Não, não esta, você esta me machucando, esta me mostrando o quão vadia sou, esta me matando aos poucos.
– Você me matou, acho justo fazê-la sofrer um pouco. – disse com um sorriso debochado.
Outra facada. Mas aquela foi injusta.
– Você não sabe o quanto eu estou sofrendo...
– Não é mais do que eu, você me traiu Mia...
– Desculpa. – foi quase um grito. – desculpa por ser assim, por ser uma vadia descontrolada, não amo Aaron, mas adoro esta com ele, pronto era isso que queria ouvir? – perguntei. – mas te amo com todas as minhas forças, mas eu não devia te amar, você é meu maninho, o que cuidava de mim o que implicava comigo, mas que sempre fui loucamente apaixonada, então me desculpa ou simplesmente me mata logo, esta doendo tanto em mim que por um momento pedi a Deus para que me tirasse logo daqui, eu não vou suportar nossa distancia, eu voltei por você, mas se quiser volto para Suíça e te deixo em paz. – falei em um fôlego só, respirei fundo e esperei.
– Eu não quero que vá para porra de Suíça nenhuma, eu nunca quis você lá, para de fugir...
– Para de me machucar. – pedi o interrompendo. – apenas me ame.
Ele ficou surpreso com o que eu disse.
– Acho melhor acabar tudo.
Uma facada e para finalizar um tiro.
– A-a-acabar? – gaguejei.
– Para facilitar vou me mudar para meu apartamento, já conversei com mamãe e com papai, eles vão contratar alguém para me ajudar...
Eu não estava acreditando no que eu estava ouvindo, não iria continuar ouvindo... dei as costas para Justin e sair do quarto sem dizer nada, bati a porta atrás e mim e parei ali, Ryan junto com Caitlin estavam escorados na parede acho que me esperando para poderem entrar. Ryan deu um passo a frente e apenas me olhou, foi o suficiente para que eu o abraçasse com tanta força que talvez ele estivesse sem ar.
– Ele não me ama mais. – disse entre soluços.
Ele apertou minha cintura.
– Claro que ama. – disse.
– Ele não me quer mais. – falei.
– Ele só esta irritado Mia, temos que ter paciência, ele também esta sofrendo. – falou me afastando um pouco.
– Ele quer ir morar sozinho. – falei e olhei para Caitlin que me olhava preocupada.
Foi uma surpresa para ambos.
–Ele esta irritado só isso, quando isso passar vai ficar tudo bem. – Caitlin me puxou para um abraço.
– Isso vai demorar muito? Porque eu acho que não suporto muito tempo. – falei retribuindo ao abraço.
Eu queria ele de volta, era pedir demais?
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