Notas iniciais
Vooooolteeeeei suas diva divonicas, esse capitulo é só para eu voltar a postar, esta uma merda, não corresponde nem a metade do que vocês merecem porem minha criatividade não voltou por completo, só quando eu voltar a ter aqueles reviews divonicos, vocês sabem né? Enjoy, Angie e eu não vamos demorar a postar, acredito eu, dessa vez vai dar certo.

Aquele momento uma pergunta que há muito tempo não passava pela minha cabeça, voltou a se instalar em minha mente, faria a pergunta, ate abrir a boca para isso, porém resolvi ficar quieta, apesar de tentar justificar as atitudes de Aaron para o Justin em relação a mim e a Melissa, o porquê de Aaron querer ter o tipo de relacionamento que tem comigo, sendo que ele tem Melissa, sempre foi e sempre vai ser algo que vem e vai na minha cabeça, nunca tive coragem de perguntar e é provável que eu nunca vou ter.

– Te vejo depois. — falei tirando o sinto de seguranças.

– Melissa disse que lhe mandaria uma carta, me pediu o seu endereço e eu dei. — comunicou-me.

O encarei com a sobrancelha erguida, quase que uma expressão incrédula.

– Eu disse para ela mandar um e-mail para você pelo e-mail falso dela, mas ela disse que uma carta sairia mais sincero e mais apropriado, sei lá, Melissa é doida. — tentou explicar.

Melissa nunca fez contato comigo, nunca tentou, nem nada do tipo, às vezes falava de mim como o Aaron, mas pelo que o Aaron me dizia ela falava mal, não sei o que ela quer com isso, mas estou louca para saber.

– Vocês estão se falando com mais frequência? – perguntei.

– Sim, não com a frequência que queríamos, mas está melhor do que antes, depois que ela conseguiu configurar o notebook dela para apagar o histórico sempre que ele é desligado ficou bem mais fácil.

– Quem está vigiando ela? – perguntei.

– Chantel. — respondeu.

– Não foi ela que dedurou vocês? – indaguei.

– A própria vinda direto do inferno. — respondeu com um sorriso irônico.

Chantel é a governanta de Melissa, ela era bem nova quando começou a trabalhar na casa da família, era um tipo de dama de companhia, porém ela sempre teve uma quedinha pelo Aaron, quando descobriu que ele e Melissa estavam namorando contou aos patrões e fodeu com a vida do Aaron e de Melissa. Acredito que ela achava que mandariam a Melissa para longe e não Aaron, mas seu feitiço virou contra aquela vadia.

Sorri para Aaron.

– Diga a ela que vou esperar ansiosamente por essa carta. — falei e abrir a porta do carro.

Aaron saiu do carro para me ajudar a tirar as sacolas de compras. Assim que sair do carro e olhei para a entrada do prédio vi papai e o Justin, Justin olhava descaradamente com um semblante nitidamente enfurecido. Fingir não prestar muita atenção e olhei para Aaron.

– Seu irmãozinho é ciumento. — comentou Aaron se divertindo com aquilo.

– Ele já era antes de tudo, agora piorou. — comentei tirando algumas sacolas.

– Sei que meus conselhos pouco valem de alguma coisa...

– Aaron, você me tornou assim através de conselhos, eles valem muito para mim. — o interrompi.

Ele sorriu um pouco.

– Converse com ele, vocês não podem ter esses ciúmes excessivos, vocês moram na mesma casa, vocês convivem com pessoas que conhecem vocês como a palma da mão, se eles descobrirem tudo que vocês têm acaba, o ciúme de vocês é tão excessivo que se não tomarem cuidado vocês mesmo vão acabar com algo que mal começou.

Engoli em seco o que Aaron falou, ele tinha razão, eu não aguentava ficar presa daquela forma e ele provavelmente também não suportaria eu controlando os passos dele e vice e versa. Teria que entrar em um acordo com ele, mas de um jeito que ele não soubesse que Aaron aconselhou, do jeito que ele é talvez se irritaria ainda mais.

– Você tem razão, obrigada pela dica. — sorri para ele enquanto ele fechava o porta-malas.

– Falo porque quando eu e Melissa começamos a parte mais complicada foram os ciúmes, passamos uma semana separados, foi uma das piores semanas para mim, então cuidado. — deu um meio sorriso. – se mudar de idéia em relação a não me querer mais, me liga, vou adorar ter essa notícia. — falou com um tom brincalhão, porém eu sabia que ele estava falando sério.

Eu ri fingindo levar na brincadeira.

– Beleza. — falei ainda sorrindo.

Aaron se aproximou e me deu um beijo no rosto.

– Tchau. — disse enquanto ia para o lado da porta do lado do motorista.

Direcionei-me a entrada, o porteiro abriu o portão da frente, papai e Justin continuavam ali parados, me encarando como se eu estivesse me agarrando com Aaron na porta de casa.

Não sei exatamente o porquê, mas eu estava com mais medo do Justin do que do meu pai.

– Oi gente. — falei como se não tivesse reparado nas suas caras.

– Quem é aquele garoto? – perguntou papai cruzando os braços.

– Aaron, meu amigo da Le Rosey. — respondi simples. — então, tiveram um bom dia? – perguntei sorridente.

– Acabou de piorar. — falou Justin baixinho, tão baixo que se eu não estivesse olhando para ele e tivesse visto seus lábios se moverem teria achado que era coisa da minha cabeça.

– Sim. — falou papai por cima do que Justin tinha falado.

– Que ótimo. — falei. — vamos ficar o resto do dia aqui ou vamos subir? – perguntei.

Estiquei as sacolas para meu pai, Justin se virou caminhando em direção a porta das escadas.

– Vou com o Justin, leva para mim? – perguntei.

Papai pegou as sacolas e eu corri para acompanhar Justin que apesar de ter escutado o que eu falei, não me esperou, passou pela porta deixando-a bater. Também passei pela porta, mas sem batê-la, corri escada a cima para acompanhar Justin que subia as escadas rapidamente.

– Me espera. — pedi.

Ele parou a uns quatro degraus a cima de onde eu estava.

– Por que você e ele estão sempre tão juntos? – perguntou ele com os braços cruzados.

– Justin, ele e eu somos amigos. — falei.

Justin revirou os olhos para mim.

– Contei a ele de nós dois, disse que estamos juntos, que sou sua. — falei subindo os quatro degraus até parar na frente dele.

Ele titubeou, sua expressão se suavizou um pouco.

– E ele? – perguntou fingindo que ainda estava irritado.

– Ele vai respeitar, ele sabe que gosto de você, Aaron não tentará mais nada comigo e eu não vou me afastar dele. — falei puxando seus braços para descruzá-los.

Resolvi colocar a dica do Aaron em prática logo, quanto mais cedo começarmos melhor para que não acabe.

– Temos que parar com isso, de ser tão ciumentos, nós temos que nos controlar e confiar um no outro. — falei colocando sua mão na minha cintura. — mamãe falou comigo hoje no shopping, se ela continuar prestando atenção em nós ela vai perceber, e não queremos que eles saibam antes da hora, não é?

Justin se limitou a apenas apertar minha cintura e respirar fundo.

– Agora, por favor, me beija estou morrendo de saudades. — falei entrelaçando meus dedos em seu pescoço.

– Devia deixá-la na vontade, mas fazendo isso estaria me torturando também, então...

Justin não concluiu seu pensamento, selou nossos lábios, não foi um beijo quente, apenas um beijo calmo, beijo que não estou acostumada, mas que era tão gostoso quanto o beijo quente, sentir os lábios dele acariciar os meus é maravilhoso, nunca pensei que sentiria o beijo dele, mas lá estava eu, parada no meio da escada sentindo seu beijo calmo, enquanto ele acariciava minha cintura, como se eu fosse a coisa mais preciosa para ele. Separamos nossos lábios lentamente, dando leves selinhos.

– Vamos pelo elevador, por favor, andei demais para subir 20 lances de escada. — supliquei.

Justin riu.

Voltamos para o hall do prédio, o porteiro nos olhos confuso. Passamos rindo para o elevador que para minha sorte já estava parado.

Justin me abraçou quando a porta do elevador se fechou.

– Eu estou com tanta vontade de você. — sussurrou Justin no meu ouvido.

– Quando vai me levar no seu apartamento novo? – perguntei.

– Quando quiser ir. — respondeu.

– Vovó e vovô vão vir amanha, talvez passem a semana aqui, porque não ficamos no seu apartamento e sedemos o nosso quarto para eles? – sugerir com malicia.

Ele riu um pouco e deu um beijo no meu rosto, me apertando contra si.

A porta do elevador se abriu, nos afastamos um pouco e entramos no apartamento. Papai estava sentado no sofá com a mamãe. Eles conversavam como se estivessem combinando alguma coisa.

– Fiquei sabendo que o Justin ganhou um apartamento. — falei me sentando no colo do meu pai.

Ele se endireitou e ajeitou em seu colo.

– Quando vou ganhar um? – perguntei.

– Quando você entrar para a faculdade. — respondeu mamão.

– O.k, eu quero um bem legal, não precisa ser grande, mas ser bem bonito e...

– Quem vai escolher é sua mãe. — disse papai me interrompendo.

Dei de ombros.

– Depois conversamos. — falei animada.

– Vamos buscar seus avos hoje à noite. — contou papai. — se forem sair não cheguem tarde. — complementou.

Poderia ficar em casa, mas acho que não estou dando tanta atenção a Caitlin como deveria está, só estou com o Justin para cima e para baixo isso não é muito legal, na verdade é só que para Caitlin não é muito.

– Vou dormir na casa da Caitlin. — falei rapidamente.

– Vai? – perguntou Justin.

– Ela sabe disso? – perguntou mamãe.

– Ainda não, mas não dei muita atenção para ela desde que chegamos, então vou ligar para ela e ter uma noite só de garotas. — olhei para Justin na última parte.

Ele revirou os olhos, entortando a boca como quem dissesse “mereço”.

– Ótima idéia. — falou mamãe. — passar muito tempo com os garotos não é saudável, eles não falam coisa com coisa. — disse mamãe baixinho como estivesse me contando um segredo.

– Ah, você tem que me explicar que história é essa de você e Aaron. — mamãe falou.

Respirei fundo.

– Que história? – perguntou papai e Justin ao mesmo tempo.

– Eu e Aaron fingimos que estamos namorando para os pais dele. — falei dei de ombros.

– Que? – perguntou papai e Justin mais uma vez.

– Aaron tinha uma namorada só que era um namoro escondido, porque os pais deles nunca aceitariam, Valerie decidiu mandar o Aaron para a Le Rosey, o pai dele concordou, eles sempre estavam indo visitar ele para ter certeza que ele e a antiga namorada não estavam se falando nem por sinal de fumaça, em uma das visitas eles me viram com o Aaron e eles pensaram que estávamos namorando. — tentei explicar sem dar muitas explicações.

Papai e mamãe absorveram a explicações antes de fazer outras perguntas.

– Mas por que não disseram que não namoravam? – perguntou papai.

– Aaron e eu somos... bem próximos e esse era o único jeito dos pais deles deixarem ele em paz. — respondi.

Justin não falou nada.

– Por que os pais deles não queriam eles namorando? — perguntou mamãe.

– É assunto deles e é segredo. — disse.

– Deve ter um bom motivo. — disse papai. — mas é estranho por os pais de ambos não apoiarem. -

Dei um meio sorriso e olhei para Justin que me soltou um olhar de cumplicidade.

– Vocês me apoiariam independente da minha escolha? — perguntei ainda olhando para Justin que também sustentava o meu olhar.

– Claro que sim. — disse papai. — mas, assim, só para saber... Você já fez essa escolha? — perguntou papai meio nervoso.

Eu ri.

– Talvez sim, talvez não... Quem sabe. — falei e dei de ombros.

Papai engasgou com ar.

– E você Justin? — perguntou mamãe tentando tirar o foco de mim.

Justin olhou para mamãe e soltou um sorriso sedutor.

– Esse é meu garoto. — disse papai com um sorriso largo.

Mamãe e eu reviramos os olhos.

– Quem é a nova? — perguntou mamãe.

Justin baixou a cabeça, nem um pouco a fim de responder.

– Não me diga que é aquela menina de tempos atrás. — disse papai.

– Vocês dois são tão metidos. — disse Justin rindo.

– Não, não é ela, ele tá calmo e acho que só uma pessoa tem esse poder sobre ele. — observou mamãe. — é ela não é? — perguntou mamãe.

– É mãe é ela, pronto, acabaram com o interrogatório? — perguntou Justin ficando de pé. — vou para meu quarto. — disse já a caminho da escada.

Observei-o subindo as escadas e olhei para meus pais.

– Menino nervosinho esse que vocês fizeram. — brinquei já ficando de pé. — vou ligar para a Cait. — disse.

Subir as escadas já discando o número da Caitlin. Antes que eu entrasse no quarto, Caitlin já tinha atendido.

– Aaaaah lembrou que tem uma amiga? — ironizou Caitlin.

Entrei no quarto encontrando Justin deitado na sua cama.

– Foi mal, é que aconteceu tanta coisa. — suspirei. — mas estou ligando para dizer que vou dormir na sua casa. — falei sorrindo largo, fechei a porta do quarto e a tranquei em seguida.

Ela riu.

– Tudo bem, mas vamos sair, passei esses dias todos enfurnada em casa, preciso de ar. — disse. — mas só nós duas, quero saber o porquê passou dois dias sem me ligar.

– Se você não surtar. — falei e me aproximando do Justin.

Mordi meus lábios e mandei um sorriso malicioso para meu irmãozinho. Passei minha perna para o outro lado do corpo do Justin e fiquei de joelhos com seu corpo entre minhas pernas.

– Nossa, é sério então. — Cait parou para pensar.

Abaixei-me e dei um selinho no Justin.

– Seriíssimo. — falei me sentando bem em cima do membro do Justin.

Justin se endireitou e colocou suas mãos na minha coxa.

– Você não sabe quem me ligou. — Caitlin disse com animação.

– Quem? — perguntei.

Mexi-me em cima do Justin, Justin apertou mais minha coxa.

– Ryan. — respondeu. — ele me chamou para sair. — contou.

– Ele é gato, e você? — perguntei interessada.

Dei uma leve rebolada no colo do Justin.

Justin soltou um olhar reprovador.

– Eu disse que poderia acontecer de eu um dia aceitar. — respondeu.

– Se fazendo de difícil? — perguntei.

E mais uma vez provoquei o Justin.

– Estou. — riu.

– Ele é um cara legal, bonito, gostoso para caramba, não perde a chance. — falei.

Justin se sentou segurando minha cintura, eu dei outro selinho nele. Ele puxou o celular da minha mão.

– Caitlin, aqui é o Justin, desculpa interromper a interessante conversa de vocês, mas nesse momento eu preciso da minha irmãzinha, depois ela te liga. — falou e desligou o telefone e o jogou na outra cama. — agora, você me paga. — falou ele me girando, fazendo com que eu me deitasse na cama.

Soltei uma gargalhada.

– Não pode, nossos pais estão lá em baixo. — lembrei-o.

Ele soltou um sorriso maldoso.

– Eu posso, nem que eu tenha que lhe amordaçar. — falou ele.

– Mas...

Ele selou nossos lábios, apesar do modo como ele me pegou, o beijo era calmo, assim como o beijo da escada, Justin não estava com pressa, ele parecia querer saborear meus lábios, assim como eu saboreava os dele, sua língua acariciava a minha, suas mãos que me segurava não me apertava apenas me acariciava, ele parecia querer fazer tudo devagar, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Justin foi parando o beijo com leves selinhos. Abrir meus olhos devagar dando de cara com seus olhos castanhos encarando os meus, sua boca parecia tão mais convidativa, queria mais dos lábios dele, o queria. Meu corpo era somente dele.

Justin baixou seu olhar para minha boca e depois pelo resto do meu corpo, depois voltou a olhar para meus olhos.

– Nosso relacionamento não pode se basear apenas em sexo. — falou sem tirar os olhos dos meus. — isso era o que eu fazia com as outras e você fazia com Aaron, quero que seja minha não só de corpo, quero conhecer você. — complementou.

– Você me conhece como ninguém. — falei.

– Conheço como minha irmãzinha, a caçula irritante. — riu. — quero conhecer você como mulher, quero que saiba como eu realmente sou. — continuou.

O que ele disse não fazia muito sentido para mim, mas eu achei tão fofo, aquele era o garoto que eu tinha me apaixonado, não o idiota pegador, aquele que disse tais palavras — lindas alias- era o meu Justin. Naquele momento eu tive certeza, ele não mudou tanto.

– Eu te amo tanto que às vezes ate dói. — falou.

Meu coração que já estava a mil pelo simples fato dele estar ali comigo, bateu mais forte, fiquei ate com medo de ter uma síncope ou qualquer coisa do tipo. Meus olhos marejaram. Quando imaginei que escutaria aquilo, meu Justin dizendo que me amava, mas não do jeito de irmãos, mas me amava de um jeito carnal.

O abracei com força.

– Também te amo tanto. — falei ainda o abraçando. — promete que não vai pensar tanto nos pros e contras do que temos. — pedi.

– Prometo. — respondeu com um pouco de duvida.

Acredito que ele se perguntava o porquê pedi aquilo, não explicaria, quando ele começasse a pensar nos pros e contras ele entenderá, sempre pensamos, é impossível entrar em um relacionamento sem pensar nos que poderia acontecer, principalmente em um relacionamento tão complicado como seria o nosso.

Notas finais
Então o que acharam? espero que seeja pelo menos aceitavel. Obrigada por esperarem tanto.. Estou a espera de reviews... Vamos lá me ajudem... obrigada