Broken Wing - Aprendendo A Voar

40 Capítulo 40 - Sob a Luz da Lua


Notas iniciais
Voltei a ter dias ocupados, então provavelmente os capítulos serão postados de 15 em 15 dias. Farei o possível para não atrasar hehe. Aviso: esse capítulo terá hentai. Espero que gostem, boa leitura :)

Ino agradeceu Temari, mas pelo sorriso de seu rosto, ela não parecia ter terminado a relação com Gaara. Isso ainda tinha muita história pela frente.

Sakura’s POV

A festa só acabou meia-noite. Não houve grandes confusões, então nosso trabalho não foi tão pesado. É claro que eu e as meninas só estávamos preocupadas com Ino e Gaara, cuja irmã descobrimos hoje, é Temari. Havia muita história para explicar.

– Eu não devia ter nem um ano quando cheguei à base. – Temari nos contou no avião, em nossa viagem de volta à base das Wings. Estávamos em uma cabine, e o resto das Wings, em outra. – Tudo o que aprendi foi com Tsunade. Mas ela me contou a verdade depois de alguns anos.

– E guardou-a com você até hoje, Tema? Deve ter sido doloroso. – Hinata servia água à Ino, que havia se acalmado.

– Foram ordens de Tsunade, e eu também não sabia como contar a vocês. Tsunade me contou sobre o caso do meu pai e como ele tinha deixado minha guarda a ela. “Eles não são mais sua família, esqueça-os”, ela me disse. Mas de alguma forma, Kankuro, meu irmão mais velho, descobriu sobre mim, e começou a querer contato. Tsunade foi gentil e permitiu nossa comunicação por cartas, e foi assim que eu conheci Gaara. Escrevíamos em alguns meses para os outros e nos falamos no telefone também, mas eu não sou muito próxima a eles. Graças ao meu “pai”.

– Mas por que Tsunade não permite que vocês se encontrem? – questionou Ten Ten. – Vocês já se conhecem mesmo.

– Foi ordem do meu pai. Ele queria apagar minha existência. Aqueles no País do Vento que souberam de sua traição com minha mãe foram presos ou eliminados. E eu, a única prova que restara, fui entregue a uma estranha. Não sei por que ele não se deu o trabalho de me matar também.

– Acho que ele não poderia fazer isso. – Hinata disse tímida. – Você é filha dele, afinal.

– Como se isso fizesse alguma diferença para ele. – Temari revirou os olhos e bebeu água também. – Mas não me importo mais. Minha vida com Tsunade e com vocês é boa. Mas mudando de assunto... – o olhar dela alcançou Ino. – Não tem ninguém nos ouvindo, Ino. Conte-nos toda a história. Somos suas amigas, e eu sou irmã do pai. Temos o direito de saber.

Ino soltou um longo suspiro e começou a contar tudo: como ela conheceu Gaara fazendo missões para a família Sabaku, como ficaram amigos e como a amizade evoluiu e eles eventualmente começaram os encontros às escondidas, resultando na gravidez.

– Eu sinto muito, Tema! Sinto muito por quebrar o código de conduta das Wings, sinto muito por esconder isso de vocês, sobre Gaara e sobre a gravidez. Mas eu... não podia contar...

– Ino, não se preocupe. Estamos do seu lado. – Hinata a tocou no ombro gentilmente.

– Mas depois que Tsunade souber disso, você vai estar ferrada!

– Não, Ten Ten! Tsunade não pode saber disso.

– E como pretende esconder a gravidez?

– Não vou esconder a gravidez. Mas... – ela olhou para Temari e fez um olhar suplicante. – Pretendo esconder quem é o pai. Não faço isso por mal, Tema, mas se Tsunade souber de meu contato com Gaara, quem sabe o que não vai acontecer comigo? Ou com ele, quando o pai dele souber? E com o contrato entre os Sabakus e Tsunade...

– Entendo isso, apesar de não concordar, Ino. – Temari estralou os dedos da mão direita. – Mas quem vai assumir a paternidade?

– Um funcionário do Senhor Feudal do País do Fogo. A cronologia bate com a gravidez. Assim, o caso será abafado mais facilmente.

– Certo. Posso ter sido rude hoje com você Ino, mas só por causa da natureza das notícias. Agora que já foi tudo explicado, estou do seu lado. – Temari finalizou, dando a Ino um sorriso, que o retribuiu.

– Sim, estaremos do seu lado para lhe dar apoio emocional. – Ten Ten sorriu também.

Eu e Hinata não precisamos dizer nada, mas Ino sabia que nossas intenções eram as mesmas.

– Mas o assunto ainda não acabou. – Temari chamou a atenção de novo. – Você e Gaara não podem mais se ver desse jeito. – o sorriso de Ino morreu.

– Eu sei. Nós iremos parar.

– Não está com raiva de mim por eu dizer isso? – Temari olhou-a suspeita. – Não vai espernear, protestar ou...

– Não. Isso tudo foi um erro. – o olhar de Ino era triste. – Tenho que admitir que amo seu irmão, Tema. – Temari olhou-a surpresa, Ten Ten ficou ansiosa e Hinata segurou o... choro? Eu só observava em silêncio. – Eu amo Gaara. Sei que isso é errado para nós, Wings, mas é como me sinto. Gaara é o único que me faz sentir especial, como Itachi disse a Konan hoje. Quando penso nisso, se eu e Gaara tivéssemos nos encontrado em outra ocasião, quem sabe seríamos felizes? Acho que nosso destino tomou o rumo errado em algum lugar.

– Você tem que esquecê-lo, Ino. Sinto muito.

– Eu sei disso. É fato que eu o amo. Tenho certeza disso, e nada poderá mudar essa afirmação. Mas iremos acabar com tudo. Amarei-o à distância. Quem sabe meus sentimentos sejam enviados para ele à noite, enquanto durmo...

– Ino, eu sei que isso é difícil, mas você promete, não é? – Temari insistia. – Eu só não quero você e ele sofrendo de novo.

– Eu sei, Tema. Obrigada por ser tão compreensiva comigo. Não verei mais seu irmão. E amanhã contarei à Tsunade sobre o bebê. Vocês irão lá comigo?

– Sim! – Ten Ten abriu um sorriso.

– Claro, Ino. – Hinata a abraçou.

– Conte com a gente. – entrei na conversa, abraçando-a junto com Hinata.

Temari nos olhava, aliviada e com um sorriso triste.

Apesar das palavras de Ino, no fundo eu sabia: ela não iria parar de ver Gaara. Era só um pressentimento meu.

****

Ino’s POV

Mentir para as meninas foi a coisa mais difícil que já tive de fazer. Sinto muito, Temari, muito mesmo, mas eu não posso parar de ver Gaara. Eu o amo. E ele me ama. Perdemos muito ficando juntos, mas ganhamos muito mais. Fiquei muito nervosa quando ele veio falar comigo hoje no casamento. Temi que ele fosse me rejeitar, me abandonar. Mas tudo isso se dissipou quando ele me olhou, e nos seus olhos não havia raiva. Havia preocupação. Ele ainda não sabia que eu estava grávida quando veio falar comigo, e entendeu quando eu mencionei o aborto e disse que teria de colocar a culpa em outro homem.

Gaara me entendia, e assim como eu, estava disposto a tudo para ficarmos juntos. Não havíamos chegado até aqui para desistirmos agora. Eu já iria perder meu bebê para Tsunade, e não aceitava perde-lo também. O único homem que já foi meu de verdade. O único para quem verdadeiramente me entreguei.

E não importava se assim como eu, ele tinha que se casar com outra garota algum dia para honrar a família. Escolhemos viver como dois adúlteros. Eu, do dever, e ele, da esposa ou namorada que um dia teria. Aquilo era errado? Em algum ponto sim. Mas eu não tenho culpa e ele também não, de termos nossos caminhos separados assim. Se eu não estivesse presa à vida de uma Wing, tenho certeza que não haveria problema em nos encontrarmos e namorarmos, e eventualmente sermos felizes para sempre, assim como Konan e Itachi no casamento de hoje. Eles eram sortudos porque puderam escolher com quem ficar.

E se eles podiam, se outras se pessoas podiam, por que eu não poderia também? Por que os céus tinham que conspirar contra mim desse jeito? Eu nunca fiz nada tão terrível para não poder amar. Então por que eu tinha que assistir à felicidade dos outros enquanto abria mão de minha própria? É muito sofrimento, e eu nunca fui forte. Eu precisava de Gaara, e ele precisava de mim. Sentia que eu poderia perder tudo, menos minhas amigas e ele. Se algum dia tudo der errado na minha vida, eu sei que ele estaria lá por mim. Por isso eu não aceitava isso. Não aceitava não poder ficar com ele e amá-lo como outras pessoas faziam. O amor não era livre? Não era algo incentivado nesse mundo cheio de guerras? Então por que só permitiam a mim a guerra e não o amor?

Eu não aceitaria isso. Não desperdicei todas as minhas lágrimas para desistir dele agora. E ele também não queria desistir de mim. Não. Iríamos ficar juntos, nem que fosse às escondidas para sempre. Tomaríamos mais cuidado e nossa relação só ficaria mais forte. Desculpe mentir, meninas. Hinata, sempre tão gentil, Ten Ten, sempre tão animada, Temari, rígida, mas honesta, e Sakura, minha testuda favorita. Não seria maravilhoso se você também pudesse ficar com Sasuke? Então por que somos privadas disso, se somos humanas e temos sentimentos, como todos os outros?

É por isso que eu não iria desistir, Gaara. Nosso filho foi concebido com amor, mas eu não poderia ficar com ele. E não pretendo te perder também. Me espere, eu voltarei para seus braços. Aguarde mais um pouco.

Deixei um sorriso involuntário escapar de meus lábios, enquanto encostava a cabeça na janela do avião. Passava da uma da manhã e logo chegaríamos à base. Hinata me ofereceu uma almofada para apoiar minha cabeça, e eu comecei a divagar, meus olhos foram se fechando lentamente. As lembranças daquela noite começaram a vir em minha cabeça. Não faz tanto tempo assim desde nossa última vez, que não seria a última, prometi a mim mesma.

****

As ondas batiam forte na praia, a brisa da maré batia contra meu rosto e fazia meus longos cabelos esvoaçarem para trás. Sempre gostei de ver o mar. Eu preferia quando Gaara vinha me ver no País do Fogo do que quando eu ia ao País do Vento. E essa noite, ele concordou em me encontrar em uma das praias desertas do sul do meu país, já que o dele era composto por desertos.

Aquele dia foi arriscado. Terminei uma missão ali perto, e já estava com as jóias que Tsunade me mandou recolher. Gaara disse que poderia me encontrar no País do Fogo sem seu pai ou irmãos notarem. Era a primeira vez que eu vinha àquela praia, então não sabia se ele iria encontrar. Mas ele me surpreendeu, chegando de mansinho, como sempre fazia, e me beijando na bochecha por trás.

Estava com saudades. – ele se sentou do meu lado, no grande lençol branco que eu coloquei na areia para não me sujar tanto.

Tirou seus sapatos, e deixou o vento bagunçar seus cabelos ruivos também.

Desculpe não ter falado com você antes. – disse, sorrindo arrependida. – Estava em uma missão, e o cliente quase morreu. E precisei cuidar de uma nova recruta. – a missão envolvendo Meiko e a família Uchiha aconteceu há apenas alguns dias, um cliente já requisitara meus atributos sexuais e só agora eu consegui me encontrar com ele.

Não tem problema. Também tive dias ocupados, visitando todo o País do Vento. – sentei mais perto dele e deixei minha cabeça descansar em seu ombro.

Não é lindo aqui? – perguntei, olhando as ondas se quebrarem na praia. Uma fogueira queimava atrás de nós. Armei-a para me proteger do frio e iluminar um pouco o ambiente deserto.

U-hum. – Gaara concordou. Ele nunca foi de falar muito.

Olha, uma estrela cadente! – apontei subitamente para o céu, onde uma linha luminosa formou-se de repente. Gaara riu.

Faça um pedido, criancinha. – belisquei-o de leve no braço, mas fiz um pedido. De olhos fechados e tudo.

Pronto. – abri os olhos de novo, abraçando-me a ele. Só queria aquele momento ali, sem horário para voltar à base, sem medo de tê-lo para mim.

Gaara virou o rosto gentilmente, me olhando, e me beijou na testa. Ficamos ali por mais ou menos uma hora, sentindo o vento e os respingos de água vindo das ondas, quando se chocavam brutalmente com as pedras nas extremidades. Não era uma praia grande, mas era só nossa. Peguei-me contando a ele sobre Sakura e Sasuke.

Eu acho que eles estão apaixonados. Mas não como nós.

Como assim? – por mais que o assunto fosse entediante, Gaara sempre me ouvia até o final, fazia comentários e me dava conselhos.

Sakura gosta dele, eu sei disso. E ele também parece gostar muito dela. Mas ela tem medo de admitir. Fui um pouco cruel com eles quando pedi para que parassem com os encontros. Nunca conseguiria fazer isso com você.

Então por que pediu isso a eles?

Sakura não é igual a mim. E ela ainda não o ama totalmente, ou não está pronta para assumir, então ainda há tempo de voltar atrás. Mas o nosso caso não tem mais volta.

Isso é bom ou ruim? – ele me perguntou com a voz rouca e baixa.

É bom, porque eu te amo. – olhei-o sorrindo, e ele retribuiu tudo.

Também te amo, loira. Apesar de você ainda fazer pedidos a estrelas cadentes. – rimos juntos e ficamos conversando sobre outras coisas banais.

A areia da praia, as travessuras dos irmãos mais novos dele, as travessuras de Meiko ao chegar à base, e como meu cabelo comprido já estava me irritando.

Não o corte. – ele pediu.

Mas já alcançou meu quadril!

Não o corte. – ele pediu mais sério dessa vez. Olhei-o derrotada.

Eu já o cortei curto uma vez. Não ficou ruim.

É mesmo?

Sim, em um duelo que tive com Sakura, aos 13 anos. Ela tinha o cabelo curto na época também. Se eu não o tivesse cortado daquela vez, teria perdido a luta. – aquelas lembranças eram nostálgicas. Naquela época, Sakura era tão teimosa e ousada como agora.

E você ganhou a luta no final?

Empatamos. – fiz uma careta, e ele deu risada. Eu adorava a risada dele.

As nuvens que cobriam a lua se dissipavam vagarosamente, e agora podíamos vê-la, cheia e brilhante. Enorme. A luz prateada dela vinha diretamente a nós.

Sabia que há uma lenda sobre a criação da lua? – sussurrei em seu ouvido, mordendo o lóbulo da orelha.

Sobre o grande monstro de dez caudas selado em uma prisão de pedra por um sábio e mandado aos céus para proteger a população? – ele falou, como se contasse uma história a crianças. – Conheço.

Não acredito que um monstro esteja preso lá. A lua é tão linda e tão brilhante. – falei sonhadora, ainda com a cabeça em seu ombro. – Eu e as meninas costumávamos dançar sob a luz dela quando Tsunade dava festas ao ar livre.

Eu sei de outras coisas que dá para se fazer debaixo da luz da lua. – ele se virou sorrindo e me beijou.

Aqueles momentos eram sempre maravilhosos. Seus lábios nos meus, sua língua na minha, seu corpo dentro do meu. Gaara me abraçou e me deitou gentilmente em meu pano branco, separando-nos da areia. A brisa batia fortemente, mas eu não sentia frio com ele. Gaara massageava minha nuca e explorava minha boca, sua língua movendo-se em um ritmo musical. Passei a mão por seus cabelos de fogo e senti ainda mais seu calor. Ele depositou seu peso em mim e me beijou docemente.

Comecei a desabotoar seu colete e a erguer sua camisa. Seu peito nu refletia a luz da lua, contrastando ainda mais com seus cabelos vermelhos. Percorri suas costas com as mãos, enquanto ele descia os beijos por meu pescoço. Retirou minha blusa roxa e alcançou meus seios. Apertou-os delicamente enquanto eu suspirava de prazer. Retirou seu peso de mim e ficou ajoelhado, retirando minha saia e acariciando minhas pernas. Fiquei sentada também e nos beijamos novamente. Alcancei o cós de sua calça, desabotoando-a. Mordi seu lábio inferior, rindo levemente.

Ele terminou de retirá-la, deixando-a suja de areia. Estiquei meu braço para dentro de sua cueca e acariciei seu membro, enquanto recebia mais da brisa marítima. Masturbei-o até ele gemer baixo e roucamente. Retirei sua cueca e admirei-o nu, olhando para mim com desejo. Ele sentado, eu ajoelhada à sua frente. Aproximei-me de seu corpo, deixando-o preso entre minhas pernas. Abaixei minha cabeça, colocando meus grandes cabelos para trás, envolvendo a cabeça de seu pênis com minha boca. Ele gemeu alto e jogou a cabeça para trás, com os braços também atrás de seu corpo. Comecei a sugar seu membro delicadamente, tocando-o com os dedos e com a língua. Gaara gemia. Levava minha boca até onde podia, deixando minha língua passear por ali. Fiquei assim até ele gemer mais alto. Senti que ele iria gozar. Levei a boca até a cabeça de seu pênis novamente, e rodeei aquela região com a língua, duas, três vezes, até sentir seu gozo quente em minha boca. Chupei-o até sair tudo, ele gemia deliciosamente.

Aaa Ino... isso é bom... – quando ele não tinha mais a oferecer, engoli seu esperma e limpei a boca sensualmente. Esperei o orgasmo dele acabar, e voltei a beijá-lo e masturba-lo. Eu também merecia meu prazer. Fiquei assim até senti-lo duro de novo, quando ele olhou para mim.

O rosto dele encostou em minha barriga e ele começou a me beijar ali, envolvendo meu umbigo. Suas mãos acariciavam minhas coxas por trás, fazendo a curva de meus quadris. Ele abaixou minha calcinha e eu terminei de tirá-la. Só a luz da lua cobria nossa nudez agora. Ele alcançou o bolso de sua calça e retirou de lá uma camisinha. Abriu-a e eu tive o prazer de coloca-la. Sentei em cima do membro dele, colocando-o dentro de mim. Cruzei as pernas em suas costas, e ele, me encarando diretamente, começou a se movimentar.

Eu dançava com Gaara, abraçada a ele, minhas pernas em volta de suas costas. Ele colocava suas mãos nas minhas, por cima de meu cabelo, e o puxava levemente, enquanto seu rosto descansava em meus seios. Comecei a cavalgar. Para cima para baixo, para frente e para trás, e eu gemia. Gemia seu nome, gemia vogais, qualquer coisa. E ele me acompanhava. Desceu seu rosto até meu umbigo, uma de suas mãos foi para minha coxa e ele me empurrou para trás, deitando-me no lencol branco, ficando por cima de mim de novo.

Gaara estocava forte. Profundamente. Eu fazia questão de abrir minhas pernas ao máximo para ele se encaixar. Minhas mãos agarravam seus quadris e o estimulavam para dentro de mim. Ah, que sensação maravilhosa. O cheiro de maresia, a brisa da maré, a presença da lua e a voz de Gaara em meu ouvido.

Geme para mim, Ino... – ele sussurrava, enquanto me abraçava, aprofundando as estocadas.

Aah Gaara. Aaaaa... Ah! Aa! Aa! Aa! Aaaa! – eu gemia a cada estocada. O corpo de Gaara de encontro ao meu era delicioso. Eu iria gozar. – Aaa, mais um pouco... mais forte... agora...

Gaara iria gozar. Ele levantou sua cabeça, seus olhos estavam fechados, uma de suas mãos abrindo minha perna, a outra apoiada no lencol ao lado do meu rosto.

Ah, ah, ah, ah, ah... mais um pouco, Gaara… oh isso… assim… ah, aí mesmo, fique aí. Ah! Ah! AH! AH! Agora!

Gaara gozou, deixando-se cair em cima de mim, e eu o abracei forte. Sentia o orgasmo colocar um sorriso nos meus lábios e mandar fogos de artifício à minha cabeça, enquanto meu interior tremia de excitação com Gaara ainda dentro dele. Ele me olhou e me beijou profundamente, descendo aos meus seios e chupando-os também. Ah, a sensação era boa. Gaara envolvia meus seios inteiros com os lábios, e sua língua brincava com meu mamilo. Ele se retirou de dentro de mim, respirando ofegante. Tirou a camisinha com seu líquido branco, deu um nó na ponta, levantou-se e atirou-a ao mar.

Voltou a se sentar ao meu lado e a me beijar. A brisa começou a soprar mais forte, e então ele me abraçou. Encontrar com ele era sempre a melhor parte de meu dia. As ondas bateram mais forte e eu comecei a sentir frio. Levantei e me vesti, com ele fazendo o mesmo. Deitamos um ao lado do outro no lençol branco, perto da fogueira, com a lua ainda a nos iluminar. Ele me abraçou e me esquentou, e disse que me amava. Sorri deliciada, e deixei-o me abraçar. Dormimos encolhidos e abraçados, com um ao outro para nos esquentar. Naquela noite, a praia estava linda e fresca, e a lua nunca deixou de nos iluminar. Brilhou enquanto gemíamos, brihou quando dormimos.

****

– Ino, acorde! Já chegamos. – dormi o resto da viagem inteira, lembrando-me daquela noite. Em algum momento, o preservativo dele havia falhado, resultando em minha gravidez.

Limpei as imagens de seu rosto sorridente de minha mente e saí do avião com as outras.

– Vamos direto à sala de Tsunade. – Temari disse assim que descemos do avião. Olhei para ela assustada. – Quanto antes isso for feito, melhor.

– Não se esqueça, estamos aqui com você. – Hinata sorriu, encorajando-me.

Senti Sakura pegar em minha mão. Ela sorria.

Sorri também e acenei com a cabeça. Vou contar à Tsunade agora. Vou mentir sobre a paternidade. Vou retirar o pobre embrião de dentro de mim. E depois eu poderia voltar a me encontrar com Gaara.

So pinch me I must be dreaming

My life has lost all its meaning

But I like the way I'm feeling now

Kissing her lips at midnight

Under the stars and moonlight

But I never thought we'd be this wrong

Então me belisque, devo estar sonhando

Minha vida perdeu todo o significado

Mas gosto do jeito como me sinto agora

Beijando os lábios dela à meia-noite

Debaixo das estrelas e do brilho da lua

Mas nunca pensei que estararíamos tão errados

McFly — Ultraviolet

Notas finais
O que acharam? Deixem a opinião nos comentários XD Planejo concluir o "dilema de Ino" nos próximos capítulos para que a história já siga para os capítulos finais. Até o próximo então ^^