Broken Wing - Aprendendo A Voar
17 Capítulo 17 - O que Ela Sente
Notas iniciais
O porteiro permitiu a entrada da rosada no condomínio de luxo. Sakura se dirigiu até a casa de Sasuke, sabia muito bem onde era. Tocou a campainha e esperou o moreno atender o portão. Por mais que seu olhar estivesse sério, seu estômago se revirava. Seria aquilo medo, ansiedade ou só o desejo de vê-lo novamente?
Sasuke abriu a porta e foi até o portão de barras, segurando a chave. Sakura não pode deixar de notar como ele estava lindo. Bem, ele sempre estava bonito, mas talvez fosse o brilho da lua, que já estava no céu, que refletia naqueles cabelos negros e naqueles olhos igualmente escuros. O moreno vestia uma simples calça jeans velha e uma camiseta azul escura. Estava até descalço. Assim que ele se aproximou do portão e abriu-o, olhando-a de um jeito curioso, ela teve vontade de socar-lhe a cara. O maldito bem podia abir o portão de dentro da casa, mas foi abri-lo pessoalmente só para poder encará-la por mais tempo, perturbando-a e lançando a ela aquele olhar penetrante e misterioso.
Tentou ignorar isso e entrou, enquanto ele fechava o portão e sem uma palavra indicava a entrada da casa a ela. Mas era óbvio que ela não iria entrar. Parou de frente a ele, tentando parecer impassível, estendendo-lhe a pasta que a ruiva a entregara mais cedo. Ele só arqueou a sobrencelha esquerda, pedindo por uma explicação.
– Sua amiga Karin pediu para eu te entregar isso. Ela avisou que o prazo está acabando. – Sakura disse séria, e quis parecer desinteressada. Sasuke olhou para a pasta e depois para a rosada. Ele pegou o arquivo e começou a analisá-lo, enquanto Sakura se preparava para ir embora.
– Espere, aonde vai? – ele perguntou de repente.
– Já cumpri meu dever de pombo-correio. – ela falou com ironia. – Preciso voltar.
– Ainda não. – ele abriu um leve sorriso. – Eu ia levar amanhã na empresa, mas já que você está aqui, vou te entregar uns relatórios que acabei de terminar. Entregue ao meu pai quando o encontrar – a rosada deu um suspiro.
– Não pode entregar a ele amanhã?
– Como eu disse, já que você está aqui, pode levá-los agora. Assim meu pai já analisa. Vem, entra. – ele estava curioso em relação à cena. Parecia que Sakura tentava dar o fora dali o mais rápido possível.
– Te espero aqui. – ela dise cruzando os braços.
– Vai demorar.
– Então entrega amanhã!
– Sakura, por que está fazendo isso? Está com medo de entrar na minha casa? – opa. Não, não era medo, exatamente. Era só um pressentimento. Mas não podia deixar o Uchiha perceber que ela estava com receio de ficar perto dele. Soltou um suspiro antes de responder.
– Que seja.
O moreno deu um sorriso enquanto eles entravam. Sakura se limitou a esperar de pé encostada na porta do hall de entrada. O Uchiha entrou no escritório e de lá gritou.
– Pode entrar, Sakura. Eu não mordo. – ela odiava aquele jeito dele. Sabia que ele fazia isso de propósito, e podia sentir que ele estava se divertindo com a situação. Entrou no escritório e observou-o ajeitar mais alguns papéis antes de ficar na frente dela e os entregar.
– Diga a meu pai que é o relatório sobre abrir uma nova filial em parceria com a Sekai no Shisou no País do Trovão. – Sakura pegou os papéis sem olhá-lo nos olhos, decidida a sair dali o mais rápido possível.
– Certo. – ela se limitou a dizer. Mas então percebeu algo e voltou a encará-lo, com um brilho nervoso nos olhos. – Era essa a “demora” a qual você se referia? – o moreno só estendeu ainda mais seu sorriso.
– Na verdade não. Só queria que você entrasse. – ele observou ela bufar com raiva enquanto se dirigia a porta da frente. Mas notou que estava trancada.
– Uchiha, abre isso ou vou derrubar essa porta. Você sabe que posso fazer isso. – ela disse com raiva enquanto ele se aproximava dela, no hall.
– Mas não precisa. Você sabe que também queria entrar. – ela, já sem paciência, avançou o punho na direção do olho dele, mas ele segurou o ataque. É, o treinamento estava dando resultado.
– Calma, Sakura! Por que você é assim tão estressada? Só quero conversar.
– Então abra a porta.
– Não, porque você vai fugir. – eles se olhavam com expressões sérias, um tentando decifrar o outro. O pulso de Sakura ainda estava preso na mão forte de Sasuke. – Se você não me ouvir hoje, vai me ouvir outro dia. – com aquelas palavras, Sakura desistiu e se soltou do braço dele, indo até a sala de visitas, para sentar-se no confortável e elegante sofá, seguida do moreno.
– Fala logo então. Sou toda ouvidos. – Sasuke sentiu uma pontada de ironia e raiva vindas dela.
Sasuke ficou de pé na frente dela, que se aconchegava no sofá de sua sala. Não pode deixar de achar aquela cena divertida.
– Primeiro, quero que você me diga o que sente por mim. – o que? Ele estava realmente falando sério? Sakura sentia a raiva percorrer todas as veias do seu corpo. Maldito moreno.
– Nesse momento, ódio. – ela falou fuzilando-o com o olhar.
– E na floresta? Não pareceu ódio. Pelo contrário... – Sasuke pronunciava as palavras devagar, olhando-a e sorrindo levemente. Iria tirar a verdade dela hoje mesmo.
– Bom, o que eu poderia fazer? Com você me pressionando daquele jeito... – ela tentou escapar, mas o Uchiha não ia deixar. Ele soltou uma risada alta quando ela disse aquilo.
– Eu te pressionando? Ambos sabemos que não foi assim, Sakura. Você queria aquilo tanto quanto eu. – “tanto quanto eu”? A rosada se perguntava o que ele quis dizer exatamente com aquilo. Mas ela precisava ser forte. Ainda bem que sabia mentir. Ou achava que sabia.
– Tá, então foi assim: fazia tempo que eu não transava e você estava lá. Mais alguma coisa, sr. Policial? – ela respondeu ironicamente. Sasuke só levantou uma das sobrancelhas.
– Então foi só isso? – ele disse descrente, com as sobrancelhas arqueadas.
– Sim. – ela respondeu indiferente. Ele se aproximou do sofá e se abaixou, ficando cara a cara com ela.
– Vai me dizer que não sentiu mais nada? – ela olhou com dificuldade nos olhos dele, tentando não ser sugada por aqueles orbes negros. Tinha que se manter impassível.
– Não. – respondeu entre dentes. – Assim como você. – agora Sasuke fizera uma cara de genuína surpresa.
– “Assim como eu”? – ele perguntou, agora curioso. Sakura deu um suspiro.
– Uchiha, ambos sabemos que aquilo não significou nada. Até agora, agimos como se nada tivesse acontecido e eu gostaria que ficasse assim. Não sei por que você está tão obcecado em relação a isso. – ela falou do jeito mais natural que pode, mas só depois percebeu o conteúdo de suas palavras. – A não ser que você... – ela não conseguia acreditar no que ia dizer – A não ser que para você tenha significado alguma coisa! – ela se levantou, e os dois se encararam de pé.
Sasuke não sabia o que responder. Estava certo de que a moça nutria algum sentimento por ele, mas ele mesmo estava obcecado com a tarde que passaram juntos. Será que talvez, ela estivesse certa? Sakura começou a rir, mas Sasuke não queria se dar por vencido.
– Não acredito em você. – ele disse, o que a fez olha-lo séria novamente.
– Como assim?
– Não acredito quando disse que não sentiu nada a mais por mim naquele dia. Não foi só uma transa, eu vi o desejo nos seus olhos, Sakura. Você queria a mim. – ele olhava diretamente para o verde dos olhos dela, abrindo um sorriso.
– Não, seu idiota, eu só sinto ódio por você. Você não tem nada a ver comigo, somos tão diferentes quanto uma protistuta e uma freira. – ela disse cheia de raiva.
– Mas não dizem que os opostos se atraem? – ele disse sem perder a pose.
– Isso é para ímãs, nós somos pessoas. – a rosada respondeu asperamente. Sasuke já sabia que iria ser difícil lidar com ela, mas não ia desistir.
– Então prove que não sente nada.
– Não preciso provar nada.
– Então está admitindo que gosta de mim.
– Como você é chato, Sasuke, que merda!
– Está admitindo?
– Claro que não!
– Então será capaz de resistir quando eu te beijar agora.
– Quando você o qu... – e ela nem teve tempo de terminar a frase.
Sasuke estava falando sério. Ele sabia que se a rosada estivesse falando a verdade, seria capaz de se desgrudar dele e dar-lhe um belo tapa na cara. Mas se ele estivesse certo, e Sakura realmente nutrisse algum tipo de sentimento mais sério por ele, seria mais difícil resistir ao sentimento, ela acabaria se entregando a ele. De novo.
Por isso o moreno se apressou em prendê-la em outro beijo. Ela no começo, tentou afastá-lo, mas ele estava certo, ela não pode resistir àquele toque dos lábios tão possessivos e sensuais dele. Rapidamente se entregou, tentando esquecer tudo. “Já que estou no inferno, não custa abraçar o capeta”. Sasuke ficou feliz ao notar que ela correspondia tão sensualmente. Ele a abraçava e ela, com as mãos no peito dele, estimulava-o.
Eles se deixaram cair no sofá, tirando as almofadas para que o caminho ficasse livre. Sasuke passava a língua com desejo por toda a boca da rosada, decidido a fazer tudo com calma dessa vez. Desceu os beijos pela bochecha, chegando na orelha dela, onde ficou mordiscando, enquanto ela afagava os cabelos dele.
– Acho que somos ímãs humanos então. – ele sussurrou antes de dar outra mordiscada, e antes que ela pudesse reagir, voltou aos lábios dela, sugando-os.
Sakura queria resistir, mas o desejo era mais forte. O corpo inteiro dela pedia por ele, queria ele. Sua mente gritava “não”, mas seus impulsos estavam no controle. Prova disso é que as mãos dela, involuntariamente, começaram a levantar a camiseta dele, tirando-a por completo. Sasuke estava ajoelhado, já no meio das pernas de Sakura, enquanto ela tinha uma visão perfeita do rosto, peito e abdômen do moreno. Ele se abaixou de novo, para beijar os lábios da garota, enquanto ela arranhava suas costas e seus bíceps. Sasuke desceu os beijos para o pescoço, sugando a pele de Sakura no caminho. Parou em uma área sensível e começou a chupar ali, em meio a mordidas leves. Sakura estava adorando aquilo, tanto que não conteu um gemido enquanto suas mãos puxavam o cabelo dele.
Sasuke deu um sorriso malicioso ao ver que agradava a rosada, direcionando suas mãos para a blusa vermelha de manga comprida que ela vestia. Tirou-a em um movimento só e voltou aos beijos no pescoço, descendo para o meio dos seios. Sakura respirava aceleradamente, seu peito subia e descia enquanto Sasuke desabotoava seu sutiã por trás, passando a mão direita por suas costas enquanto com a esquerda, apertava o seio de Sakura. Aquele órgão feminino enchia direitinho a palma da mão dele, era de um tamanho perfeito. Sasuke apertou com força, enquanto o sutiã vermelho era jogado no meio do chão da sala.
Sakura estava se sentindo exposta demais a ele. Não queria que ele a descobrisse, que a visse daquele jeito tão vulnerável, mas agora parecia ser tarde demais. Sasuke descia os beijos, trilhando um caminho até o umbigo da rosada, quando ela o chamou e ergueu sua cabeça. Ele ficou confuso, olhando-a como se perguntasse “algo de errado?”. Sakura iria pedir que parasse, que não deviam fazer aquilo. Seu plano falhou no momento em que olhou nos olhos dele. Mandou tudo para os ares mentalmente enquanto o puxava de volta a seus lábios, segurando fortemente sua nuca. Sasuke desceu pelo corpo dela novamente, dessa vez mais rápido. Ficara surpreso com a repentina iniciativa da rosada, aquilo só o tinha estimulado mais.
Sasuke tirou a calça dela, deixando-a em sua calcinha vermelha. Desceu para a parte interna da coxa, beijando e sugando próximo à virilha. Sakura agora gemia, ele estava muito próximo de sua intimdiade e ficara com raiva dele por estar provocando-a daquele jeito, é isso o que ele estava fazendo: deixando-a louca de desejo, para que ela implorasse por ele. Bem, ela não faria aquilo. Sasuke resolveu que era hora de agir. Retirou a calcinha habilmente com uma das mãos, afastou as pernas de Sakura e começou a lamber a intimidade dela.
Sakura já havia sentido os prazeres do sexo oral, mas nunca por lábios e língua que ela agora sentia em si. Sasuke começou lambendo verticalmente, cada vez mais rápido, passando por seu clitóris e massageando seu quadril com as mãos. Os lábios dele eram tão possessivos que sugavam cada parte externa de seu sexo, sua língua quente se demorava mais em seu clitóris, ela não agüentava ficar em silêncio, gemia cada vez mais alto e mais demorado. A voz dela era profunda e feminina, Sasuke adorava ouvi-la. Ele beijava a intimidade dela, explorando cada parte com a língua e os lábios. Sakura gemeu mais alto enquanto atingia o ápice, e Sasuke se levantou sorrindo.
– E pensar que um dia eu faria você gemer desse jeito. – ele disse a ela maliciosamente.
Sakura iria discutir, mas ainda estava em êxtase. Sasuke não havia terminado, ele estava excitado ao máximo e não queria desperdiçar aquilo. Tirou a calça rapidamente e abaixou a cueca preta, enquanto a penetrava lentamente, fazendo o prazer de ambos durar mais. Maldito, ele estava fazendo de propósito! Sakura queria se vingar dele mais do que nunca. Mas não houve tempo, quando percebeu, ele já estava fazendo movimentos de vai e vem dentro dela. Não era violento, não era agressivo, mas também não era delicado. Era na velocidade certa, na pressão certa. Sasuke a abraçou, afundando sua cabeça no sofá acima do ombro direito dela, enquanto Sakura enlaçava as pernas na cintura dele e fincava as unhas nas costas do moreno. Sasuke continuou os movimentos por alguns minutos. Sakura mordia os lábios para não gemer alto, enquanto ouvia a voz do moreno e os próprios gemidos dele. A rosada deu um sorriso, desfazendo o laço de suas pernas e usando as mãos para pressionar os quadris dele, empurrando contra ela, incentivando-o a não parar.
Sasuke logo atingiu o ápice, deixando escapar um gemido menos abafado e mais alto. Sakura afagou os cabelos dele, enquanto voltava a abraçá-lo, também em êxtase pelo segundo orgasmo. Ficaram ali por um tempo, ouvindo as respirações um do outro, cheios de calor. Sasuke finalmente se levantou e voltou a vestir a cueca boxer, enquanto Sakura fazia o mesmo. Procurava as roupas que ele havia espalhado pela sala, agora cobrindo suas partes íntimas, fato que ele achou engraçado e sem necessidade.
– Eu disse que era mentira. – ele falou por fim, colocando a calça, ainda com o peito a mostra. Sakura estava de calcinha e sutiã, procurando sua blusa. Tentava ficar calma. Sem sucesso.
– O que?
– Você sente alguma coisa por mim, Sakura. Muito mais do que por alguém que se tem sexo casual.
– Cadê a merda da minha blusa? – ela procurava em volta, ignorando o que ele dizia.
Sasuke foi atrás do sofá e pegou a peça de roupa que a rosada procurava, incentivando-a a ir até ele pegá-la. Quando ela foi, com raiva, ele a surpreendeu com outro beijo, ao qual ela, mais uma vez, não resistiu.
– Por isso que é mentira. – ele disse soltando-se dela. – Você gosta de mim. – a rosada ficou sem resposta, terminando de se vestir. A camisa de Sasuke ainda estava jogada e ele não tinha intenção de recolocá-la.
A rosada, vendo-se completamente vestida, ajeitou o cabelo, tentou manter uma pose natural, pegou o relatório que o moreno a havia pedido para entregar ao pai e fez seu caminho para a saída, mas ele a segurou.
– Ei, vai fugir de novo?
– O que você queria que eu fizesse? Você já me usou por hoje. – ela respondeu brava. Era isso que dava se entregar a alguém que só procurava prazer momentâneo, ela pensava consigo. Mas a expressão de Sasuke era confusa.
– O que? Acha que eu estou te usando?
– E não está? Ou você tem outra palavra mais bonita para o que estamos fazendo?
– Não estou te usando! – ele falava de um jeito surpreso, quase ofendido com aquela acusação. – Estou te mostrando que você gosta de mim!
– Nossa, que diferença! Me sinto bem melhor agora. – o jeito sarcástico dela fechou a cara dele. Ela se soltou do forte braço que antes apertava com desejo e saiu apressada do sobrado. Sasuke tentou segui-la.
– Sakura, volta aqui! Não estou te usando! É você quem está fugindo e com medo de admitir o que sente!
– E o que você sente, Sasuke? – ela se virou antes de abrir o portão, na varanda. Seus olhos estavam começando a ficar úmidos. Sorte dela que estava escuro. – Acha que sabe tanto sobre meus sentimentos, mas e os seus?
– Eu gosto de você. – ele respondeu naturalmente, assustando-a.
– Isso é alguma piada?
– Não. – ele achava curiosa aquela situação. – Não amo voce, nem estou apaixonado. Mas voce é interessante. Eu gosto disso. – ele se aproximou com um sorriso malicioso no rosto.
– Vá se foder. – ela pulou o portão, deixando-o confuso na varanda.
– Ei, espera! Não é mentira! – percebeu que era inútil, ela já se distanciava. Agora ele estava com raiva. – Então vai, sua covarde! Minta e finja para si mesma! Não é isso o que você mais sabe fazer?
Ele gritou enquanto ela corria, derramando lágrimas. Fazia tempo que não chorava. E agora só queria tentar tirar de sua mente tudo aquilo. Aquelas sensações que só ele lhe causava, aquelas sensações internas que sempre foram estranhas a ela. Borboletas no estômago? Desejo? Paixão? Amor? Nem conseguia distinguir o que era, já que nunca havia sentido aquilo antes.
“Eu gosto de você”, ele havia dito de maneira simples e natural demais. E o que ele sabia sobre aquilo? O que sabia sobre gostar de alguém, sobre amar alguém? Sakura não sabia nada daquilo, mas ele também não. Não via como poderia exigir dela algo que nem ele mesmo conseguia sentir. Ela, apaixonada por ele? Nunca.
Sentia as lágrimas correrem-lhe pelas bochechas coradas de raiva. Não era paixão e muito menos amor. Não podia ser. O que sentia por ele era algo estranho, e ao mesmo tempo que era bom, também era confuso. Talvez gostasse dele mais do que o odiasse, e apesar de não saber nada sobre o amor, tinha medo que aquele simples sentimento de “gostar” evoluísse para algo a mais.
Let’s get these teen hearts beating faster, faster
So testosterone boys and harlequin girls
Will you dance to this beat and hold a lover close?
Vamos fazer esses jovens corações baterem mais rápido, mais rápido
Então garotos testosterona e garotas arlequim
Vocês dançarão nesse ritmo e abraçarão seus amantes?
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