Broken Wing - Aprendendo A Voar

9 Capítulo 9 - Vingança


Notas iniciais
Olá, boa leitura :)

Claro. – respondi abrindo um sorriso. Um sorriso de ansiedade, de malícia, de vingança, de excitação. Me preparei e esperei a porta abrir. A diversão iria começar.

Narração em 3ª pessoa

Tudo havia corrido bem naquela noite. Seu sócio não a desapontara. Havia colocado um pouco do dinheiro que havia roubado dos Uchiha em uma conta no banco de Gan’u, e estava fazendo de tudo para que aquela quantia rendesse. Já havia ficado tempo demais naquela cidade. Mesmo sendo o último lugar que pensaria em ser procurada, esse ainda não era seu destino final. Mas mais alguns dias e já estaria pronta para partir, só que dessa vez para nunca mais voltar.

Chegou até um pouco mais cedo do que geralmente chegava. Estava precisando de um banho quente e uma comida caseira, feita por sua vizinha, uma senhora gentil e simpática que a tinha ajudado logo que chegara na cidade sob o nome de Kyou Harena. Claro que não podia continuar com seu outro nome falso, Maya Stonem. Esse novo nome até a agradava mais que o outro. Mas não importa o quanto mudasse de nome ou de aparência, seria sempre Sakura Haruno, ex-Wing e ex-aprendiz de Tsunade, que somente almejava por sua própria vida.

Abriu a porta da fechadura e entrou na casa de dois andares, porém pequena e simples. Acendeu as luzes e trancou a porta. Colocou a bolsa na poltrona mais próxima, se espreguiçando em seguida. Nem notou que um moreno de olhos igualmente escuros e fulminantes a secava dos pés a cabeça, com um sorriso malicioso nos lábios. Sentiu, porém, a presença dele se aproximando dela. Pensando que fosse algum ladrão azarado, por ter escolhido justo a casa dela para invadir, foi logo para cima dele, mas se surpreendeu com a situação que se seguiu.

Sakura virara-se rapidamente para render o “ladrão” e dar nele uma chave de fenda, mas ele foi mais rápido. Já conhecia esse movimento. Uma mulher que aparentava ser jovem, de cabelos loiros e grandes seios o havia ensinado a se defender daquela técnica. Deu um sorriso de canto de lábio, um costume já seu, que havia se aprofundado agora, enquanto contra-atacava a mulher de cabelos rosados e olhos verdes, girando o braço que ela usara para tentar enforcá-lo, enquanto passava-lhe uma rasteira e a derrubava no chão, imobilizando seu braço direito nas costas e sentando-se em cima dela, jogando todo o seu peso na, aparentemente, frágil mulher.

Ela olhou para ele assustada, enquanto se via forçada de bruços no chão com seu braço direito imobilizado nas costas com uma grande força. Seus olhos verdes e agora, assustados, olhavam para o homem sentado em cima dela com uma expressão descrente. Não era possível. Aquilo não estava acontecendo, não podia ser ele, pensava ela. Mas tudo em vão, porque aquilo era real e aquele era ele, Sasuke Uchiha.

A cena parecia muito familiar para os dois, já que meses antes quem se encontrava em uma situação assim era o Uchiha mais novo. Agora, os papéis haviam se invertido: ela era a refém. E ela sairia machucada e perderia muita coisa essa noite.

– Lembra de mim? – perguntou ele, com a voz baixa, mas cheia de expectativa. Desde que ela o olhara, aquele sorriso sinistro não havia saído do rosto dele. Mas a ficha ainda não havia caído para ela. Ele não poderia tê-la rastreado sozinho, e não via mais ninguém na casa. E certamente, não seria capaz de se defender com tanta eficiência de um golpe seu, ainda mais a imobilizando desse jeito.

– Uchiha...? – ela sussurrou, ainda com os olhos arregalados e o corpo imóvel, ainda não acreditando. Mas no final, era ele mesmo. Aquele rosto que ela uma vez havia machucado, aquele pescoço com as cicatrizes que ela havia causado, aqueles cabelos negros rebeldes, e aqueles olhos. Aqueles olhos cor de ônix, frios e profundos, que a haviam prendido e que absorviam cada resquício de atenção e força de vontade que existiam nela. Aqueles olhos calculistas e escuros, tão sombrios, tão penetrantes e tão... embriagantes. Mas hoje havia algo de diferente neles. Eles não estavam sérios. Estavam contidos de... malícia. Sim, era malícia. Era desejo. Desejo de vingança. O moreno exibia um sorriso sinistro, que a rosada não havia notado em nenhuma das vezes que o encontrara antes.

– Deve estar se perguntando como te achei, Sakura. – a voz dele era fria e calma. Ele frisou o nome verdadeiro dela, enquanto a olhava de forma maliciosa. Ela tentava escapar de debaixo dele, mas não conseguia. Ele era muito forte. Como aquilo havia acontecido? Meses atrás, era ele quem lutava inutilmente, e agora era ela quem se via encurralada por sua última vítima.

– O que você quer? – ela perguntou séria e direta, ainda tentando processar o que havia acontecido.

– Isso traz lembranças, não é? – ele disse ainda calmo, olhando para ela do mesmo jeito, enquanto apertava seu pulso direito com mais força. – Só que agora, é você quem vai temer por sua vida. – lógico que não iria matá-la, mas queria assustá-la um pouco. Queria brincar com ela um pouco, assim como ela havia feito com ele.

– Não se esqueça com quem está lidando, Uchiha. – ela disse, agora mais calma, tentando desviar seu olhar do dele. Logo em seguida, usou a mão esquerda livre para distraí-lo, enquanto usava as pernas estiradas no chão para movimentar-se. Ele já esperava resistência, sabia que não seria fácil lidar com ela.

Sakura era forte também, e esperta. Havia conseguido se libertar de cima do moreno, e agora os dois estavam de frente, cara a cara, olhos nos olhos. Ficaram segundos se encarando, o que pareceu uma eternidade. A rosada não se lembrava de ele ser tão bonito, e admitiu para si mesma que apesar da desagradável visita, a aparência compensava. Já ele parecia olhar para ela pela primeira vez. Já sabia como era o rosto da rosada, mas nunca havia realmente prestado atenção. Suas feições eram delicadas, ninguém imaginaria que aquela era uma ladra assassina. Seus olhos, verdes e brilhantes como sempre, contrastavam com sua pele lisa e clara e seus cabelos rosados e soltos. Não era mais alta do que ele e usava uma roupa normal, nada além de uma camiseta cavada vermelha e uma calça jeans clara desfiada nos joelhos, e nos pés uma sapatilha.

Ele tinha que admitir que ela tinha um corpo muito atraente. Seios médios e firmes que deixavam a aparência “inocente” dela muito mais sensual. Cintura marcada, quadril não muito largo e coxas grossas, mas longe de perderem a feminilidade. Sasuke sabia que não podia se desconcentrar, mas a imagem que via diante de si era tentadora.

Tendo com muito esforço feito a imagem desaparecer, ele não perdeu tempo. Sakura já tinha ido procurar alguma arma, sem sucesso, pois todas haviam sido tiradas de seu alcance. Mas para a surpresa da rosada, ele lhe apontou um revólver, do mesmo calibre que ela havia apontado para ele da última vez. Ele sorria de satisfação e malícia. Ela também não pode deixar de mover seu lábio para cima.

– Você não vai atirar. – a cena rapidamente lembrou Sasuke de quando ele mesmo havia falado isso para ela.

– Quer descobrir? – ele deu um passo em direção a ela, que permaneceu imóvel.

– Lembra? “Os vizinhos vão escutar”. “Você terá um assassinato do qual fugir”. – ela fez questão de lembrá-lo de suas palavras. Não podia ignorar que estava na frente de uma arma letal, mas aquilo não a impediria de não acabar com a festa dele.

– Acho que você que não sabe com quem está lidando, Sakura. – ele frisou o nome dela mais uma vez. De repente ela se lembrou de que ainda não sabia como ele a tinha encontrado sozinho e como sabia seu nome. – Esqueceu que eu sou um Uchiha? Mesmo você tendo me tirado 15 milhões, ainda tenho muito mais. E o dinheiro pode não comprar felicidade, mas compra muitas outras coisas úteis.

– O que quer dizer com isso? – ela o olhava agora preocupada. Ele retirou do bolso um papel, parecido com um certificado.

– Tenho aqui a autorização do Senhor Feudal do País da Terra para te encontrar e te matar. Ele sabe que você é uma ladra procurada e que representa um grande perigo para a humanidade. E claro, com uma pequena gorjeta, me deu permissão de te matar, se eu quisesse. – claro que aquilo era mentira, aquele certificado era falso e o Senhor Feudal do País da Terra nem sabia da existência de Sakura. Mas aquilo foi suficiente para enganá-la e fazê-la erguer os braços para cima em sinal de desistência.

– Esperto, Uchiha. – a expressão dela era de raiva e preocupação. Duvidava das palavras dele, mas sabia que o que ele dizia ter feito era possível. Por hora, resolvera não se arriscar. Assim que ele pensasse que a teria pego, revidaria.

– Pode me chamar pelo primeiro nome, Sakura. Não há mais motivos para tanta formalidade, já que até tentou me matar uma vez. – apesar de ser um grande desperdício de beleza, ela agora havia se arrependido de ter ficado com dó dele. Deveria tê-lo finalizado. Assim, estaria livre agora.

– Tem razão, Sasuke. – ela disse ainda com as mãos levantadas, enquanto ele se aproximava cautelosamente dela. Apesar de estar agitado por finalmente ter sua vingança, ainda estava um pouco inseguro. Tinha medo de fazer algo errado e estragar tudo.

Ela observou que ele a olhava agora de forma séria, sem nunca abaixar a arma, como se pensasse no que faria a seguir. Um segundo que ele abaixasse a guarda já era suficiente para ela contra-atacar.

– Não vai me matar? Ou essa permissão que você trouxe é falsa?

– É verdadeira, não tenha dúvidas disso.

– Então, por que hesita? Está com medo? Ou nunca matou ninguém antes?

De repente, ele se viu cheio de raiva. Já havia ouvido os insultos daquela mulher uma vez calado, agora que tinha a vantagem, recusava-se a ouvi-los de novo. Não pensou duas vezes, e para grande surpresa dela e até sua, bateu na cabeça dela com a arma, jogando-a no chão. Ela não conteve um gemido de dor, enquanto ele ficava impassível de pé ao lado dela, com uma expressão indiferente, mas que no fundo, ainda demonstrava raiva. Ela virou seu rosto para ele novamente, se levantando. O lado da cabeça atingido pela arma estava sangrando, ainda que pouco.

Sasuke nunca havia batido em uma mulher antes. De fato, apesar de gostar de possuí-las, em joguinhos e farras, detestava a ideia de usar violência contra elas. Por isso até ele ficou surpreso quando viu que havia agredido aquela mulher de rosto tão delicado tão fortemente. Por um segundo, se arrependeu, mas depois não. Aquela mulher merecia aquilo. Aquilo e tudo o que ele iria fazer com ela agora.

O moreno, agora de volta com seu sorriso e olhar maliciosos ia para cima dela como o tigre vai em sua presa. Ela era rápida, mas ele era mais, e conseguiu imobilizá-la mais uma vez no chão, sentando-se em cima dela novamente. Apontou a arma para a nuca dela, enquanto ela erguia um pouco os braços em sinal de rendimento, com os cotovelos apoiados no chão.

– Isso mesmo, boa menina. – ele disse. Segurava o revólver apontado para a nuca dela e sentava em cima das costas dela, com uma perna em cada lado do corpo da rosada.

– Faça logo o que você tem que fazer comigo, seu imbecil covarde. – ela sabia que provavelmente não deveria ter dito aquilo, já que ele poderia atirar, mas queria atiçá-lo e deixá-lo nervoso, pois quando as pessoas se vêem nervosas e pressionadas, tendem a cometer algum erro. Sakura esperava esperançosamente que Sasuke fosse uma dessas pessoas.

– Você não devia falar comigo nesse tom. Só não te matei agora porque quero me divertir com você antes. – ele havia falado aquilo de uma forma assustadoramente maliciosa. Então era isso. Ele queria vingança. Bom, era de se entender. Isso não era tão ruim. Sakura já havia suportado muitas dores antes. Não seria dessa vez que seria atingida.

– E o que vai fazer comigo, todo-poderoso? – ela virou um pouco a cabeça, encarando-o de forma desafiadora, com um sorriso típico de Tsunade nos lábios.

Sasuke tinha pensado em algumas coisas que poderiam ser feitas. Queria agredi-la mentalmente, usar palavras como armas, fazê-la se enfurecer e depois cuspir na cara dela. Mas agora, vendo-a encará-lo tão decidida, tão desafiadora, com aqueles olhos verdes tentadores, sentiu-se intimidado, receoso. Perdeu-se naquele mar verde e ficou sem reação por um momento, como se fosse errado fazer o que estava planejando. Como se aqueles olhos desafiadores fossem o reflexo de alguém que já havia sofrido tanto que agora a única arma que lhe restara fosse a ferocidade do olhar.

Mas a hesitação dele havia dado a ela tempo para reagir. Ele demorara muito a se decidir. Aproveitando-se da distração do moreno, Sakura virou seu corpo rapidamente, pegando a arma da mão de Sasuke, para a grande surpresa do mesmo, e apontando-a para ele, enquanto com as pernas chutava-o para longe de si.

Assim como a situação havia se invertido por um tempo na casa do Uchiha, ela se invertia agora na casa da Haruno. Sakura havia recuperado o controle. Agora, ela é quem o olhava com um sorriso vitorioso e malicioso nos lábios. Tudo o que ele conseguia fazer era se xingar mentalmente. Maldita mulher.

– Foi legal participar da sua vingancinha, Sasuke, mas você ainda tem muito o que aprender. Como por exemplo, não hesitar antes de agir. Sua distração foi sua ruína. E agora, quem vai morrer é você, como devia ter acontecido meses atrás.

Sasuke não acreditava no que acontecia. Como ele poderia ter sido burro o suficiente para deixar aquela mulher revidar? Como poderia ter hesitado? Depois de todo aquele treinamento, toda aquela vontade de vingança, todo aquele trabalho... para nada? Para falhar? Ele, Sasuke Uchiha, falhar? E provavelmente morrer também, já que Sakura parecia muito bem disposta a puxar o gatilho. Ele não via escapatória. Iria morrer mesmo. Tsunade havia errado ao dizer que ele estava preparado para enfrentar sua aprendiz. E agora ela iria matá-lo.

Espere um pouco, Tsunade...?

Claro. Além de tudo, ele era burro o suficiente para quase deixar ser morto e não chamar ajuda. Tudo bem que aquilo seria uma facada no seu orgulho, deixar ser visto daquele jeito, de maneira tão passiva, tão vulnerável, prestes a ser morto... de novo. E pela mesma mulher. Ah, isso não iria terminar nada bem para o ego dele. Mas era viver ou morrer.

– Caminho liberado. – ele disse baixo e com a voz cheia de raiva para o micro transmissor preso em seu ouvido.

Sakura estava prestes a puxar o gatilho, quando foi surpreendida por outro tiro. Virou-se para a escada e deu de cara com sua mestra, Tsunade. Ela segurava outra arma e havia atirado em direção ao revólver que a rosada segurava, para desarmá-la. Ao mesmo tempo, Kurenai pulava na direção da companheira, imobilizando-a com mais eficácia do que quando Sasuke havia feito, capturando-a por fim.

Shikamaru foi até Sasuke o ajudou a se levantar. Mas olhava para ele de forma repreensora, como se estivesse dizendo “eu avisei”. Sasuke, envergonhado por ter sido derrotado novamente, não falou nada. Kurenai, com Sakura presa embaixo dela, contatou Fugaku e Itachi, avisando que o alvo havia sido pego. Sakura, por sua vez, nem pensou em gritar por socorro. Sabia que poderia fazer o papel de vítima para seus vizinhos, mas no momento estava com o olhar fixo na mulher loira de pé a sua frente.

– Há quanto tempo, Sakura. – disse Tsunade, olhando-a com superioridade.

– Não estavam brincando quando disseram que você iria até o inferno para me achar, Tsunade-sama. – até Sakura sabia quando havia sido vencida. O Uchiha não viera só, no final das contas. Tinha sua própria mestra como cúmplice. E ela não podia lutar contra Tsunade e Kurenai ao mesmo tempo. Havia sido pega. Tudo o que fizera até ali, todo o esforço, haviam sido em vão. Todas as esperanças e expectativas que nutria por seu futuro haviam desaparecido agora. E com elas, o brilho de seus olhos verdes também.

Iria voltar a ser uma Wing. Iria voltar a ter uma vida dependente de alguém. Iria voltar a ser alguém anônima, cuja existência deveria ser mantida em segredo, e viveria para satisfazer as vontades de sua mestra, alguém que só voava seguindo as direções de outra pessoa. Quando pensou que finalmente poderia levantar voo por conta própria e aprender a voar com uma liberdade só sua, eis que ela cai do céu, caçada por aquela que a ensinara a voar.

Sasuke olhava as duas, mestra e aprendiz, “mãe” e “filha” de maneira curiosa. Nesse momento, seu pai e seu irmão chegavam na casa. Fugaku não pode conter sua ira ao confrontar Sakura, mas Shikamaru o acalmou dizendo que não podiam chamar atenção dos vizinhos.

Tsunade então disse a todos que a missão estava cumprida. Eles iriam voltar com Sakura para o País do Fogo, de maneira sigilosa. Uma ladra pega por Kurenai em sua última missão iria levar a culpa pelo roubo da família Uchiha e seria presa em lugar de Sakura. Aquilo era só para aquietar a mídia. Sakura mesmo iria voltar com Tsunade.

A rosada não tentou resistir, pois sabia que aquilo era inútil. Bom, pelo menos havia valido a pena tentar. Apesar de ter fracassado (pela primeira vez na vida) aqueles meses haviam sido bons para ela crescer e se divertir. Afinal, assim como Sasuke, já estava sentindo tédio durante os dias há algum tempo. Pensou na possibilidade de ser pega, mas decidiu que aproveitaria a sensação de liberdade enquanto pudesse. Mas liberdade, assim como dinheiro, é algo que quanto mais se tem, mais se quer. Sakura não queria que tudo aquilo acabasse. Não queria voltar à sua vida rotineira das missões. Apesar de elas serem emocionantes, algumas vezes se via em um tédio imenso. E agora aquele tédio iria voltar. Quem sabe não conseguisse convencer sua mestra a seguir um outro caminho, ainda que sob a tutela dela... bem, isso seria algo a que pensar depois.

Agora que suas mãos eram atadas por algemas e seria arrastada de volta ao País do Fogo, nada podia dizer, nada podia contestar, além de abaixar a cabeça e pedir desculpas por seu comportamento tão rebelde, enquanto era levada para fora da casa que por algum tempo, havia sido sua.

Sasuke ainda olhava aquela cena toda com curiosidade. A menina que antes estava prestes a matá-lo estava agora pedindo desculpas à sua mestra, que apenas acenou com a cabeça.

O time inteiro agora começava a voltar para o País do Fogo. Itachi havia chamado um helicóptero particular da família para pegá-los ali perto da cidade, em uma área deserta, quando fosse a hora de partir.

Sakura não pode deixar de olhar aquilo com admiração. Enquanto Kurenai a acompanhava para dentro do helicóptero, Tsunade entrava logo atrás, seguida de Sasuke, Shikamaru, Fugaku e Itachi. A máquina levantou vôo e eles se despediram do País da Terra. Todos, menos Sakura, é claro, estavam felizes por tudo aquilo ter dado certo. A ladra eles já tinham, agora faltava o dinheiro roubado.

Mas Sasuke não havia ficado satisfeito com aquilo. Sua vingança não ocorreu como ele planejara, e apesar de o plano ter sido um sucesso, ele não queria que as coisas acabassem naquele ponto. Não queria voltar à sua vida de tediosa rotina enquanto Sakura saía impune pelo que lhe causou. Ele não iria deixar aquela rosada sair disso impune.

Give me a little time

Leave me alone a little while

Maybe it's not too late

Not today, today, today, today, today

Me dê um tempo

Deixe-me sozinha por um momento

Talvez não seja tarde demais

Não hoje, hoje, hoje, hoje, hoje

Avril Lavigne — Tomorrow

Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado :)
Não sei se a música ficou brega demais, minha irmã estava ouvindo quando eu estava escrevendo e resolvi colocar...
Até o próximo cap ^^