Broken Strings

3 Cap. III – Os anos que passaram


Notas iniciais


Olá minhas pessoas lindas, estou aqui com mais um capítulo, peço desculpas por ainda não ter tido tempo de responder aos comentários do capítulo dois, a vida anda meio corrida e estive doente esses dias. Mas prometo que até o final da semana os do cap dois serão devidamente respondidos.

Aqui há uma passagem de tempo de três anos. Sendo que a história começou 2 anos após os jogos mágicos de x791. Ou seja, passagem total em relação a história original de cinco anos

Espero que gostem.

Boa leitura.

Cap. III – Os anos que passaram

Aquele era um dia de festa na Fairy Tail, aniversário de um de seus magos mais ilustres, Laxus Dreyar a completar 29 anos. E como não podia deixar de ser, uma grande festa foi organizada para que pudessem comemorar. Sem dizer que alguns meses antes tinha saído sua colocação como mago santo, aquele com certeza era um bom ano em sua vida. Nesse momento estava recebendo os presentes de Evergreen e Bixlow, realmente estava feliz com a velha amizade estar muito bem.

O trio começou a conversar animadamente a respeito das missões que haviam feito fazendo um relatório completo de suas façanhas. Ficou até implicitamente no ar um convite para fazerem algo juntos, mas o que mais surpreendeu o loiro naquele dia foi um cumprimento formal, só que não menos importante por isso, de seu velho melhor amigo.

Cerca de três anos passaram desde aquele acontecimento deplorável e durante esse período algumas coisas tiveram que mudar como a quantidade de bebida comprada para o bar. Só que obviamente aquele foi o menor dos problemas. Quando a polêmica a respeito do acontecido acalmou é que se pôde fazer um ensaio detalhado dos estragos. Como por exemplo a raijinshuu que não mais era vinculada a Laxus e a amizade que acabou por ficar estremecida durante muitos meses.

Ever e Bixlow tinham receio de se aproximar muito do ex-chefe sendo que Fried estava tão terrivelmente abalado. A dupla jamais havia visto o amigo tão fora de si, sem dizer a perturbação. De um homem educadíssimo e elegante, passou a ser uma pessoa introspectiva e mal humorada. Não falava com quase ninguém e até mesmo bateu em um par de engraçadinhos que ficou fazendo chacota. Depois do estado deplorável que os deixou, ninguém mais teve coragem de falar nada.

Sem dizer nas missões solo, tanto fez e trabalhou que no ano seguinte foi indicado para a prova Classe S sendo o candidato mais bem colocado e acabou sendo o escolhido daquele ano com a mais impressionante performance em muitos anos. Os cabelos longos foram cortados bem baixo e houve uma mudança na coloração das roupas para tons mais escuros. Mas a mudança maior foi no fato do Justine ter se tornado um namorador. Não havia uma nova integrante que veio a entrar para guilda ou uma fã que aparecia por um autografo que não foi só bem tratada como cortejada e namorada.

Todos se surpreenderam com tal ato, mas ninguém ousava falar nada, aquele acontecido tomou proporções de sigilo de guerra. Ninguém falava no assunto, alguns por medo, outros por não se importarem e outros por respeitar os envolvidos. Afinal, as mudanças que vieram afetaram a todos.

Nenhuma festa foi mais a mesma sem a comunicativa e beberrona Cana Alberona. Seu lugar no bar ficou vazio por praticamente um ano até que uma alma corajosa tivesse coragem de sentar-se ali. Sua bebida favorita, vinho com especiarias não era mais pedido e terminou por ser retirado do cardápio.

Gildarts que tinha se tornado uma figura mais presente no salão após saber de sua paternidade passou a aparecer só esporadicamente, juntamente com a vez que voltou e soube do acontecido, só havia retornado uma vez e confidenciou apenas ao mestre notícias da filha. Todos estranharam o fato do Clive não ter nenhuma reação para com Laxus, mas os mais espertos logo descobriram que seu silêncio e distância foi muito mais reprovativo do que qualquer surra. O velho mago bem que tentou não mudar com Mira, mas infelizmente já não conseguia olhá-la como antes.

Era vivido demais para levar aquilo para o lado completamente ético da coisa. Sabia que as coisas na vida não eram preto no branco, mas realmente decepcionou-se com a atitude do casal. Sabia muito bem quanto podia custar no futuro um erro como aquele da juventude e talvez isso fosse o pior. Por isso, resolveu não voltar tão logo ao salão. Fairy Tail seria sempre seu lar, mas preferia resguardá-lo de sua mágoa conjecturada com a filha para não estragar mais o ambiente.

Cana realmente não tinha uma sorte muito convidativa e temia que ela encarasse aquela topada do destino como motivo para desistir das outras pessoas. E infelizmente foi isso que viu com o passar dos anos. A filha estava cada vez mais poderosa e diretamente mais afastada do contato social. Tinha desenvolvido a clarividência e com isso previa o futuro com uma perfeição assombrosa... O mundo já não tinha mais cor e ela vinha se enterrando numa realidade confusa e perturbadora.

Laxus olhou ao redor vendo os amigos festejarem e sorriu. No final, logo ele, a ovelha negra estava feliz por estar ali e ter amigos. Anos antes jamais se veria naquele papel e talvez não fosse tão feliz. Com o tempo e a reintegração ao clã foi descobrindo pequenas coisas que mudaram sua vida. Muitos diziam a boca pequena que Makarov tão logo lhe daria o comando da Fairy Tail. Entretanto, nem pensava muito nisso, ficaria esplendidamente feliz em sê-lo, mas não ficaria chateado ou triste se outro como Erza ou mesmo Gildarts que considerava a figura mais sensata para tal, fosse o escolhido.

Viu que os anos pesavam cada dia mais nas costas do avô, por mais que ele tentasse esconder. Queria que o velho tomasse uma decisão logo para o bem de sua saúde, sabia que cada situação de estresse o deixava mais perto de um fim que não desejava. Queria que o velho sossegasse o facho e vivesse o mais tranquilamente os anos que lhe restam vendo seus pirralhos crescerem.

Havia alguns casamentos na guilda e outros perto de se tornar realidade, talvez logo houvessem crianças correndo sobre o assoalho de madeira, gritando e brigando dando a luz a uma nova Era, um novo ciclo. Dali mais alguns anos, seriam a velha geração que tenta levar a nova para bons caminhos. Algumas lutas seriam lutadas por outros e o fulgor da juventude esmaeceria em tons pastéis. Parecia um pensamento um tanto apressado para um jovem adulto de 29 anos que estava provavelmente entrando no auge de sua força física e vida ativa, mas era o correto em seu ver. Afinal, o auge é o começo do declínio.

Naquele instante um pensamento caiu em Cana.

Fazia algum tempo que tentava não pensar nela, mas entre idas e vindas, ela sempre estava em seu pensamento. Já tinha se pegado sentindo falta de sua risada e sorriso... Tinha o mais belo deles. Recentemente encontrou uma das cartas de seu baralho em algumas coisas guardadas e foi uma avalanche de memórias voltou. Ficaram juntos por volta de um ano e meio depois dos grandes jogos mágicos que trouxeram a glória da guilda. Com certeza o ano e meio mais feliz que já teve.

Se perguntava onde a Alberona estava atualmente, ela vinha pegando missões após missões, sem nem mesmo voltar a Magnólia. Recentemente teve uma matéria sobre os cinco magos mais proeminentes do mundo mágico nos últimos anos e ironicamente quatro eram da Fairy Tail: ele próprio, Erza, Cana, Fried e Bacchus. Ela havia se tornado um ícone. Garotinhas queriam ser como ela e achou magos do lado errado da lei que não demonstraram felicidade em lembrar-se dela.

Olhou ao redor e notou o quanto aquela festa demonstrava a nova guilda, aquela onde a marca da traição estava presente até hoje. Ocasionalmente via nos olhos de Mira a culpa e dor, principalmente quando Fried aparecia com uma namorada nova ou quando lhe tratava com tanta cordialidade que beirava a frieza. Cerca de um ano após o acontecido soube que tiveram uma conversa definitiva onde ele pediu desculpas por seus atos que a constrangeram, mas ele não perdoou. Haviam trocado palavras poucas nesse tempo, só que com certeza não tinha muito clima, mesmo tanto tempo já ter passado.

Gostaria de que mesmo sem ser completamente como antes, que tudo voltasse ao mais próximo disso. Quase que o namoro de Ever azedou completamente por conta da instabilidade formada, por isso mesmo teve uma conversa com Elfman para findar aquilo e hoje os dois estavam casados aos trancos e barrancos.

Mirajane apareceu a sua frente limpando a bancada que já estava limpa, um claro sinal de que ela tinha o que dizer. Ficou quieto tomando sua bebida esperando que falasse e não demorou muito. A albina começou num tom despretensioso falando sobre a festa, as gafes, as fofocas... Até que chegou onde desejava.

- Wendy e Gray estavam conversando super animados mais cedo...

- Hn... – foi um sinal para ela continuar –

- A Cana mandou uma carta para eles junto com a recomendação positiva do último contratante dela... Eu acho que poucas pessoas como os dois sentiram tanto. Wendy estava tão apegada a ela na época e o Gray era seu melhor amigo...

- Se quer ouvir que também senti, esqueça, não preciso disso.

Ouviu a risadinha sobre o fôlego dela.

- Marrento como sempre... Mas se te interessa, ela contou dos lugares que visitou ultimamente, falou da missão, contou estar machucada e que vai demorar umas semanas antes de pegar outro trabalho e que vem ao casamento do Gray.

Um meio sorriso formou-se nos lábios masculinos. Não que acreditasse que aquilo significava grande coisa para ele em especial, entretanto, consolava a culpa saber que talvez ela estivesse finalmente pronta para se reintegrar, afinal, todos sentiam sua falta.

Virou sua tequila no copo vendo as nuances de cor lembrando dela lhe falar sobre como apreciar uma boa tequila sem se focar unicamente do ardor da garganta.

- Será que isso é o marco do recomeço?

- Não seja tola, Mirajane, isso é apenas o que parece, ela está voltando. Por favor, não se encha de esperança achando que ela vai voltar e tudo se resolver. Não esqueça que ela me odeia!

***

Algumas semanas se passaram e a guilda seguia seu ritmo habitual de brigas e confusões. Era um dia nublado e frio no meio da primavera e por algum motivo estranho o salão estava quase vazio. Erza sentada no balcão comia bolo de morango enquanto analisava os últimos detalhes da check list do casamento de Gray e Juvia. Mirajane atrás do balcão cantarolava alguma coisa baixinho enquanto limpava e arrumava.

Pelas portas duplas, a tribo do trovão entrou com o Justine na dianteira. Os cabelos verdes haviam crescido novamente e jaziam presos num rabo baixo rente a nuca. Vestia-se impecavelmente com uma calça, colete e casaco de um azul quase negro, a camisa era bordô foi revelada quando retirou o casaco colocando nas costas da cadeira. Os dois amigos brigavam a respeito de uma coisa qualquer até que Elfman apareceu levando a esposa embora para cuidar dela.

Kinana logo apareceu para anotar-lhes os pedidos.

Em outro ponto do salão, Wendy e Romeo flertavam adoravelmente enquanto conversavam a respeito de qualquer assunto. Havia alguns outros perdidos pelo lugar completamente insignificantes... Ah, Laxus estava sentado em uma mesa de fundo com seus headphones tocando um rock pesado enquanto lia um livro sobre magia.

Tudo estava na mais santa paz até que uma onda estranha fez com que os magos mais sensíveis despertassem atenção. Sendo que se fitaram como se procurassem uns nos outros a confirmação daquela percepção e por alguns instantes foi como se o tempo parasse de correr. Erza largou sua lista matrimonial e estava pronta para uma batalha se necessário, olhando para trás. E então som de passos ecoaram no segundo andar vindo tranquilamente numa sequência de batidas a caminho da escada.

Os magos menos sensíveis estranharam a mudança de comportamento e a tensão dos amigos que fitavam os pés da escada como se o mais terrível dos monstros fosse surgir. A aura mágica era meio que entorpecente, como se quisesse levar a um mundo diferente e ao avesso. Passos nas escadas fizeram os magos prenderem a respiração. De sua mesa, Laxus puxou o ar, tentando identificar a natureza do visitante e como um soco poderoso arregalou os olhos ao notar que conhecia o perfume... Sentiu que o coração disparava e a boca secou. O som dos passos na escada estava cada vez mais perto e já era possível visualizar uma sombra.

E então saindo de seu pequeno mundinho de flerte, Wendy hoje já não mais tão pequena, ergueu-se da cadeira deixando Romeo confuso e correu em direção as escadas e assim que a figura ainda encoberta por sombras chegou ao último degrau, abraçou-lhe com um sorriso.

- Cana-onee-san!!!

Continua...

Notas finais


Então meus amores? O que acharam? O Fried-chan mudou em... Tantas coisas se transformaram naqueles anos. Só que até o momento estavam num equilíbrio estático que será rompido pela volta na nossa onee-chan favorita. Ou seja, o que estava amortecido vai ser jogado novamente no chão duro.

Aos leitores fantasmas, gostaria que aparecessem para me dizer olá, adoraria saber suas opiniões. Aos que sei que darão sua opinião, meu já agradecimento, vocês sabem que moram no meu kokoro.

Até semana que vem, Kisskiss