Broken Hearts

65 A calmaria antes da tempestade


Notas iniciais
Meus lindos, No próximo capítulo, começa à caçada para capturar Ra’s. Então, teremos capítulos mais dinâmicos. Ok?! >> Esse capítulo é introdutório para eventos que serão de extrema importância posteriormente, com relação aos deuses. Vocês entenderão porque em breve. No mais, boa leitura! ♥

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O que somos nós, senão meros peões nas mãos dos deuses?

(desconhecido)

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♣ Monte Olimpo || Aposentos de Afrodite ♣

— Aproxime-se, irmã! – Convocou a deusa, sinalizando o convite gestual, ao perceber a entrada recente da figura feminina que identificara sem desviar os olhos do que roubara-lhe as atenções.

O som melodioso da voz feminina acompanhara a ondulação que se formara sobre a superfície aquosa que preenchia uma espécie de cuba, provocada pelo movimento de um par de dedos finos.

A recusa ao seu chamado, evidentemente não escapou à deusa do Amor, que parecia não se importar com deselegante ofensa, absorta pelo que via.

— É o suficiente para convencê-los, irmãos? – A beleza indizível da figura feminina voltara sua atenção em direção às demais.

— Você não se cansa de seus jogos tolos, irmã? – A indagação de Atena tinha nada de curiosidade e tudo de desdém.

— Obviamente não, irmã – Apolo respondera, divertindo-se com o olhar de repúdio que Afrodite dirigira à deusa da sabedoria.

— Eu supunha que Tróia lhe serviria de lição. – o sorriso satisfeito no rosto de Afrodite irritara Atena sobremaneira – Suas tramóias parvas para configurar romances e enlaces nos seus joguetes desimportantes levaram à guerra.

— Não desperdice sua homilia citando Tróia como vitrine nefasta do mal provocado pela obsessão de nossa irmã, Atena – Ao contrário das irmãs, Apolo parecia não se inclinar sobre nenhum dos lados – Afrodite está longe de enxergar Tróia com o mesmo olhar que você, que lamenta a guerra. Para ela, a paixão insana de Paris por Helena é um de seus mais apreciados enlaces. Ela não vê relevância no fato de ter motivado uma batalha sangrenta.

— O que realmente me intriga é observá-la tão interessada em um simples mortal. – Atena dirigiu o comentário ao deus da música, como se só houvesse dois e não três deuses presentes. – Ainda que meus interesses não envolvam tais enlaces, toda essa excitação seria compreensível se direcionada para aquele a quem nosso pai chama filho teu, Apolo, ao invés do mortal. Seria uma união vantajosa, a escolha mais sábia.

— Não tente entender o amor por padrões, lógica ou regras, irmã. – Afrodite finalmente voltou sua atenção aos deuses em seus aposentos – Decerto o Filho de Apolo é tentadoramente atraente. Ele seria um maravilhoso amante... Para mim – A deusa da beleza tomou a pausa para enfatizar suas lascivas intenções aliando a expressão sedutora ao som de um gemido, após um longo suspiro – Não para Diana.

— Devo confessar que me deixastes curioso, minha cara... Tu queres afastá-lo das afeições de Diana apenas porque queres tê-lo como amante? – Apolo questionou – Influenciá-los utilizando seus dons, poções ou os serviços de seu filho, Eros, invalida nosso acordo. Além do mais, diga-me o que você vê de tão excitante em um mortal, para causar-lhe um interesse que você não tinha há séculos?

— O Filho do sol é inegavelmente impressionante... Confesso que ele capturou-me a atenção e foi minha primeira aposta para nossa Diana – Afrodite tinha honesta euforia ao narrar romances – Ele é incrivelmente bonito, forte e poderoso. Também é muito gentil, bondoso e justo. – “Como Diana”, Atena sussurrou, como quem diz para si mesma uma conclusão lógica – Exatamente... Igual a Diana... Você sabe, irmão, como essa ‘perfeição’ me aborrece.

Apolo sorriu, satisfeito com a resposta de Afrodite. Conhecendo-a como ele, um número tão grande de semelhanças físicas e de personalidade compartilhada por Clark e Diana entediavam sua irmã ao limite da insatisfação implicante. Em alguns casos, sofrendo com sua influência direta sobre o casal – Contudo, ao contrário da maioria, não em favor da união, e sim do rompimento.

— E quanto ao mortal? – O deus do sol indagou.

— Não o subestime... Mesmo eu fiquei surpresa – Afrodite serviu-se de uma taça de ambrosia – Diana parecia detestá-lo em suas primeiras interações. Mas assisti-lo divertindo-se ao provocá-la é um sinal clássico de que ela o atraía. Não demorou para ela se afeiçoar a ele, o amor mais improvável, o cavaleiro das sombras, o Filho de Hades – Atena e Apolo viram o encanto nos olhos de sua irmã. Concordando ou não, ambos começaram a entender o interesse da deusa.

— Unir-se a um mortal, um filho do senhor do Submundo, que assume espontaneamente a forma de um demônio, é tão absurdo que me leva a desconfiar de que Diana só poderia se apaixonar sob a influência de suas poções, Afrodite – Atena soltou.

— Tão sábia e versada sobre tudo, todavia, tão ininteligente no amor. – Afrodite debochou – Não é tão difícil de entender, Irmã. Basta lembrar-se de Hipólita. Nossa Diana compartilha com sua mãe a mesma atração por homens sombrios. Apesar da pobre Diana ingenuamente crer na História ridícula que Hipólita inventou sobre seu nascimento, nós três sabemos quem é seu pai e que Hipólita a pariu naturalmente, não é?

— Essa insanidade não terá meu apoio durante a audiência no Panteão! – Atena teimou.

— Pois eu ouso desafiá-la a manter as mesmas ponderações de agora, irmã – Afrodite estreitou os olhos de turmalina – Após minha breve apresentação sobre o meu querido mortal que terei prazer em mostrá-la.

(...)

Afrodite sabia exatamente que valores e virtudes de Bruce/Batman teriam mais impacto positivo sobre Atena, para convencê-la a tomar partido favorável à relação de Bruce e Diana.

A deusa do amor observou a postura respeitosa da deusa da Sabedoria, diante da cena do assassinato dos pais de Bruce, de sua promessa ainda menino, de sua missão; A satisfação no sorriso de Atena, assistindo algumas cenas da dedicação hercúlea do mortal em seus anos de treinamento; A admiração inegável na expressão da deusa que rege a estratégia de combate, encantada com a genialidade do mortal ao traçar planos, sair de situações adversas, combinar técnicas de combate à outras jamais utilizadas por nenhum outro guerreiro que já vira em milênios.

Diana reverenciava as qualidades de um guerreiro como ela. Atena observara com prazer o balé vigoroso do Cavaleiro Negro em batalha, misturando estilos de luta à técnicas de escapismo dos mágicos e efeitos usados por ilusionistas para criar ilusões. Como Diana, ela encantou-se por ele, sem ao menos conhecer seu rosto.

Afrodite tinha plena consciência de que mostrara o bastante. Atena sequer escondeu que mudara de ‘contra’ para ‘a favor’ do enlace do mortal à imortal Campeã dos deuses. Entretanto, as ofensas de sua irmã não haviam lhe escapado. Dar-lhe um pouco de tormento não era tão leviano... Afinal, para a deusa do sexo, seria um presente.

Atena mal permitira-se respirar, que dirá piscar, hipnotizada com a imagem do sparring entre o casal. Excitada ao quadrado, pelo prazer orgástico provocado ao combinar o combate à perfeição de dois guerreiros ao erotismo sedutor que ambos exalavam.

A deusa do sexo poderia jurar que sua irmã estava a deliciar-se ao ver o mortal, a encarnação de Adonis, adornado pelas medalhas de honra de suas cicatrizes, lutar, amar e reclamar o corpo de Diana como dele.

— Você tem o meu apoio, irmã! – Atena admitiu, diante do sorriso de Apolo e Afrodite.

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♣ Gotham City || Mansão Wayne ♣

Diana girou o trinco da porta suavemente, sorrindo para a abertura da porta após o som do clique de destrave. Ela estava feliz por encontrar destrancada a porta que, nas últimas três semanas, se manteve travada.

A amazona fez sua entrada conscientemente devagar. Ela queria dar um certo tempo de cortesia ao ocupante do quarto – para que ele percebesse, não apenas que tinha companhia, sobretudo quem seria. Queria deixá-lo à vontade para ponderar sobre sua reação à presença dela.

— Sentimos sua falta no jantar – Diana começou com uma abordagem sutil, sentando-se na extremidade da cama, sorrindo para ele.

“Até parece!”, ele respondeu para si mesmo, dando a ela apenas um olhar breve. Desviando a atenção do livro por um ou dois segundos. Ele não queria conversar... Nem com Diana, nem com Dick ou Tim, muito menos com seu pai – prova disso era manter a porta de seu quarto trancada sempre que estivesse na mansão.

Quando ouviu o som dos passos de alguém entrando, amaldiçoou a si mesmo pelo descuido – que certamente seu avô veria como sua incapacidade lamentável de manter-se invariavelmente focado e vigilante. Contudo, embora tivesse certeza de que expulsaria quem quer que tivesse entrado em seu quarto sem sua permissão, a consciência de que era Diana o provocou uma reação diferente.

— Eu comi por aí... – Damian respondeu, sem tirar os olhos do livro – Não estava com fome – Completou, em um tom de voz que, combinado à atenção no livro, mostrava que ele não queria conversar.

— O que está lendo? – Ele não conseguia avaliar se ela estava tolamente tentando puxar conversa ou realmente interessada em saber como ele estava. – Nós mal nos vimos no último mês, Damian.

— Você se enclausura no seu quarto quando está em casa e há semanas não se senta à mesa conosco na hora do jantar – Diana prosseguiu, tomando o silêncio dele como permissão – Ao menos, não quando eu estou aqui... Você está zangado conosco, não é? Eu e seu pai...

— Não... – Damian a cortou, finalmente olhando pra ela, inclinando o tronco pra frente, deixando a posição desleixada de antes, sentado com as costas apoiadas nos travesseiros, na cabeceira da cama, com as pernas estendidas. – Não se dê tanta importância, amazona. Eu não me importo se o pai copula com você... – O tom frio das palavras trazia à memória o Damian agressivo de quando chegou à mansão.

A ferocidade dele não a afugentara. Ao contrário, fizeram-na aproximar-se, sentando-se ao lado dele, tomando a mesma posição.

— Não importa quantos filhos seu pai tenha, Damian... Você, Dick e Tim ainda serão seus filhos – Diana voltou um olhar compassivo para ele, como se pudesse ver suas aflições mesmo que ele as escondesse, mesmo que lhe dissesse o que não sente – Outro filho não poderia ocupar o lugar de vocês...

— O de Graysson e Drake talvez... Mas eu não tenho lugar nenhum – A resposta triste a interrompera. E Diana sentiu o coração pesado ouvindo Damian dizer isso, com a cabeça baixa e os ombros encolhidos, tão diferente do guerreiro altivo e orgulhoso de sempre. – O pai não gosta de mim. Não como gosta deles. Eu pensei que talvez um dia... Ele fosse gostar de mim... Por ter o sangue dele, mas agora (...) Além disso, ele deve me odiar já que foi minha culpa ele sair da Liga e você quase morrer.

— Damian, seu pai ama você – Diana sorriu suavemente pra ele. Seus olhos marejados assumiram um brilho intenso e quando ela segurou sua mão, o calor dela fora reconfortante o bastante para convencê-lo, mesmo que por um instante, disso. – Eu sei como é difícil acreditar nisso... – Ela não parecia nada feliz quando, em sincronia, emitiu um suspiro irritado e uma interjeição aborrecida.

— Bruce não é do tipo que mostra o que sente, que diz ‘eu te amo’. Na verdade, quanto mais ele se importa com alguém, mais se esforça pra esconder isso... mais se afasta – Diana respirou fundo e suavizou a voz – Seu pai é um homem ridiculamente tolo, Damian – Ambos deram risadas curtas, misturando o som divertido às expressões um tanto tristes em seus rostos.

— Mas, embora seja estúpido, é o modo dele de amar. E nós temos que aprender que as pessoas nos amam à sua maneira, não da forma como queremos – Diana sorriu amplamente e apertou suavemente a ponta do nariz do menino, ganhando um meio-sorriso discreto de volta. Uma cópia exata do sorriso patenteado de seu pai.

— Ele vai me devolver ao meu avô... – Diana não sabia se era uma pergunta ou afirmação – Minha mãe me trouxe para o pai como parte de um plano para derrotar a Liga. Ele vai me mandar de volta antes que meu avô mande seus assassinos ou a mãe virem até aqui para me levar.

— É o que você quer, Damian? Voltar a viver com Ra’s? – Ela sabia a resposta, mas queria ouvir dele.

“Não”... Ele respondeu com um sussurro fraco, balançando a cabeça em negação.

— Só há duas maneiras de tirá-lo daqui, meu menino guerreiro: 1. Se você sair por vontade própria; 2. Se puderem burlar o sistema de segurança da mansão e passar por dois jovens rapazes incrivelmente habilidosos (treinados pelo Batman), por um ex-agente da Scotland Yard (que treinou o Batman), por uma amazona furiosa (que já chutou o traseiro do Batman) e pelo pequeno ninja (que um dia será o Batman).

— Mas se o pai...

— Ele jamais permitiria que o levassem, Damian. Muito menos seria capaz de entregá-lo ao seu avô espontaneamente – Diana esperou que o menino olhasse em seus olhos antes de continuar – Seu pai ama você, meu menino guerreiro... Seus irmãos, mesmo Alfred e eu, também o amamos.

Aos poucos, eles se acomodaram até chegarem a uma posição confortável: Diana sentada, apoiando as costas na cabeceira da cama e Damian ao lado dela, inclinando a cabeça devagar na direção do ombro da amazona, permitindo que ela lhe acariciasse os cabelos, deixando-se receber um instante de carinho.

(...)

O cenho enrugado e as sobrancelhas elevadas expressavam a reação imediata de Bruce ao conferir despretensiosamente as horas: 21h52 – no horário de Gotham. A expressão intrigada lhe traduziu à perfeição. Ele estava se perguntando o motivo do atraso de Damian – que sempre fora rigorosamente pontual, descendo à caverna 10 minutos antes das 22h para se preparar para patrulha.

Tão ou mais estranho, era não encontrar Diana em seu quarto. Não vê-la antes da patrulha, descumprindo o ritual que habituara-se a reproduzir todas as noites: Beijar os lábios de Diana com paixão, inclinar-se sobre sua barriga (como se estivesse falando com o bebê) e despedir-se dela ouvindo suas orações (pedindo que seus deuses o protejam), causara-lhe uma sensação incômoda de insatisfação – que ele jamais admitiria estar sentindo.

Ao passar pelo quarto de seu filho, ele viu uma cena que o trouxe quietudo ao coração tão acostumado às pancada das vida. Diana e Damian dormindo, lado a lado, com Diana abraçando seu filho de modo protetor.

Bruce se dirigiu ao armário, pegou um cobertor e os cobriu.

Gotham o esperava, mas hoje, diferentemente da maioria dos dias, o vigilante da cidade levava um quê de esperança em seu coração que há muito não sentia. Afinal, ser feliz não parecia tão ruim!

Ele pensou que depois de tantas buscas, encontros, desencontros, a sensação de sentir-se com sua vida em família não o desviara da missão, como ele pensava. Ele sentia-se confortável mesmo quando acessava, vez ou outra, lugares da memória que ele adoraria que fossem inacessíveis. Tristezas que não cicatrizaram, padrões que ele ainda não soube transformar em memória extinta.

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♣ Gotham City || Madrugada de patrulha ♣

Batman estava de pé em uma gárgula, no prédio da catedral, esperando para pegar sua presa, como o leão espera para abater um antílope. Gotham estava quieta por um tempo. Isso era o prenúncio de tragédias e ele sabia disso. O Comissário Gordon nem sequer iluminou o holofote que incorpora seu símbolo sobre ele, para chama-lo para emergências. Isso significa que não há casos para ele resolver. Não agora!

Há duas semanas as taxas de criminalidade diminuíram – afinal, os grandes estavam presos em Arkham ou Belle Reeve.

— Algo acontecendo, O? – Perguntou a voz emblemática e rouca do cavaleiro noturno.

— Tudo quieto esta noite, B... Pare de se preocupar – Bárbara respondeu, parecendo divertida por sua paranóia, o que o fez ainda mais insatisfeito e paranóico. Sua cidade nunca foi tão tranquila. Nunca!

Ele estendeu a pergunta à Asa Noturna e Tim para saber como iam as coisas nos arredores de Gotham e Blüdhaven, tendo a mesma resposta de que nada de suspeito estava acontecendo – além de bandidos comuns tentando fazer algo estúpido.

— Não no meu turno, Bat – Respondeu Dick

— Nada aqui, além de duas tentativas de furto – Foi a vez de Tim.

— Não gosto disso – Resmungou o Batman.

— Talvez você deixar os caras nos cuidados intensivos dos hospitais antes mesmo da sentença por dez meses ajude a baixar a criminalidade, Batman. – Tim Brincou.

Talvez a população de Gotham esteja encantada por alguma magia. Tudo está calmo, ele está se preparando para pedir a mulher que ama em casamento. Seus filhos não o odeiam. Alfred está feliz e ele é a causa. Algo não está bem, definitivamente. É o que Bruce pensa.

“Diana, isso não é real”, ele lembra de ter dito à sua musa na noite anterior, recebendo um sorriso divertido dela. “Se fosse um sonho, você não sentiria isso...”, ela disse, envolvendo seus braços ao redor de pescoço dele, se inclinando para beijá-lo. “Eu posso dar mais sinais de realidade lá em cima, caso haja alguma dúvida”, ela sorriu maliciosamente.

Bruce tinha que admitir, era um argumento válido. Sacudindo a mente de tais boas memórias, ele olha pra lua. Que lembra sua amada. Suas princesa. Ele conecta-se ao rádio da polícia, mas não há nada além de fofocas inúteis.

Assim que pula da gárgula, ouve-se uma explosão. As botas negras atingiram o telhado de um prédio. Ele já estava ouvindo as sirenes abaixo dele, sinalizando a corrida do carro dos bombeiros na mesma direção. Chegando em frente ao seu destino, ele poderia dizer que o prédio, que era apenas um complexo de apartamentos de cinco andares, que estava queimando. A construção parecia abandonada há anos, mas Batman sabe que pode haver dependentes químicos fazendo uso de drogas lá, correndo perigo.

Batman tira a máscara de gás do cinto de sua utilidade e desliza até o prédio. Ele atravessa a janela no terceiro andar. Rapidamente correndo para o corredor, ele começou a abrir as portas de cada apartamento. Ele gritou para saber se havia alguém. Nada... Nenhum grito ou gemido.

Ele ativou o scanner de raio-X de suas lentes e olhou para o andar de cima e o piso abaixo para ver se havia alguém que precisava ser salvo. Olhando para o lado esquerdo do edifício, ele não conseguiu encontrar ninguém. Enquanto ele estava virando a cabeça para a direita, seu scanner de raio-X encontrou o que parece ser um cãozinho, enrolado em um canto de um quarto. Provavelmente era um cão de rua que se refugiava no prédio abandonado.

Então ele começou a subir as escadas, em direção ao último andar, onde o cachorro estava. O cachorro era preto e seus olhos pareciam duas luas brilhantes. Batman reconheceu como uma raça híbrida. Não tinha pedegree, definitivamente. Era um cruzamento de vários cães que daria um bom cão de guarda. O cão tinha um focinho de um Bloodhound e um corpo de um Boxer.

Batman anda até o cachorro e se inclina para inspecionar se ainda está vivo. O cachorro estava enterrando sua cabeça no estômago do vigilante. Bruce viu as feridas em seu corpo e teve a impressão que ele não ia sobreviver, mesmo que o resgatasse. Ele olhou por cima dele e encontrou muitas feridas ao redor de seu corpo. Mas o que viu depois o surpreendeu:

Não era um cão. Era uma Cadela. Protegendo seu filhote. A mamãe-cadela levantou a cabeça e olhou para Batman. Seus olhos luminosos olharam profundamente para ele e Bruce reconheceu uma dor que ele conhece tão bem nela. A dor da despedida... Ele pegou seu pequeno filhote, abrigando-o com cuidado embaixo da capa.

Ele inspecionou o cachorrinho quando saiu do prédio. Ele estava dormindo, com os olhinhos fechados. Assim que pularam do prédio, tudo desabou, entrando em colapso com o calor das chamas.

"Eu vou cuidar dele, eu prometo", ele lembra de ter dito à mãe do pobre animalzinho em seus braços.

Abrindo o dossel ao Batmóvel, Batman colocou o cachorrinho no banco do passageiro. Vendo a pequena costela do cachorro subir e cair, deixando-o saber que estava respirando, Bruce o deixou envolvido na capa, para mantê-lo aquecido.

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♣ Gotham City || Mansão Wayne ♣

Ele foi saudado pelo olhar daquele que é lendário em seu ofício. O homem que é amado pelas mulheres. Que ensinou a arte das entradas e saídas dramáticas ao Cavaleiro das Trevas. Que o ensinou como cortejar mulheres: Alfred!

O mordomo havia testemunhado muitas coisas estranhas em seus anos de trabalho, mas era a primeira vez que seu mestre saia com um cão nos braços.

— Senhor, eu fico feliz de não ter que limpar sangue do estofado. Mas devo dizer que não tenho tempo para cuidar de cães, mestre Bruce. – Alfred foi cortado por dois ‘adolescentes’ correndo pelas escadas.

— Eu cuido, pai – Gritou Damian.

— Eu também – sua amiga amazona gritou em uníssono.

— Achei que estivessem dormindo – Bruce disse.

— Estávamos... Mas acordamos – Bruce viu Diana aproximar-se e esperou um beijo, mas tudo que ela fez foi pegar o cão e levar até Damian, ignorando-o completamente.

— Eu vou pegar leite – Alfred fez o caminho para cozinha. – Você pelo menos tem um nome para ele, senhor? – Bruce olhou para seu filho e sua futura esposa com o cão nos braços. A criatura negra e peluda, estreitando os olhos e balançando o rabo.

Ele examinou o cachorrinho para descobrir um nome que lhe coubesse. Palavras dançando em sua mente, pensado na recente história do animal, por mais curta que fosse: ele nascera poderoso. Solitário. Órfão. O olhar de Bruce se acendeu com a imagem de alguém vindo a sua mente, para emocioná-lo.

— Ace (Ás)! – Ele respondeu.

Damian não sabia, mas Diana e Alfred sorriram para a menção do nome.

Eles sabiam exatamente porque o nome era tão perfeito para o novo integrante da família.

— Ela ficaria feliz e grata se estivesse aqui, Bruce. – Diana o abraçou com força.

Era bom ter uma família... Era muito bom, afinal de contas!

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Notas finais
Para entender o nome dado ao cãozinho: Liga da Justiça: https://www.youtube.com/watch?v=dbzsf2i4wlY A trilha de hoje, eu recomendo HOZIER. Essa música é deliciosa Para quem não conhece, é da trilha sonora de Tarzan, com a Linda Margot Robbie https://www.youtube.com/watch?v=Wm4CrOfbHMI