Notas iniciais
Hello There! ~ Aqui está finalmente, o capítulo que muita gente esperava! (ou não) Se acham que o anterior foi uma reviravolta, esse aqui é mais ainda! XD Antes de mais nada, eu escrevi o capítulo escutando a música "No Air - Jordin Sparks ft. Chris Brown", porque é o tema desse casal da fic! *-* Enfim, sem mais delongas.. Boa leitura e espero que gostem!

Querido Diário...

Aquela madrugada estava apenas começando, e eu definitivamente estava fora de mim. Tinha me dado conta de que agora, estava nos braços de meu melhor amigo, e nada mais importava... Mas o que eu não esperava, era que ele ainda sentisse algo por mim. Bem, a essa altura do campeonato, o que estava acontecendo entre nós não envolvia apenas sentimentos...


Ao sentir o corpo dele junto ao meu, um arrepio se espalhou por cada milímetro da minha pele. Eu ainda poderia estar um pouco bêbada, mas as investidas do Kazemaru-kun foram fortes o suficiente para me fazer perceber. Tudo o que eu pude fazer foi abraçá-lo enquanto ele passava uma das mãos por dentro da minha blusa. Eu não poderia fazer mais nada para impedí-lo, então permiti. E pensar que antigamente eu ainda era uma garota super fechada.


Ele não parava de me beijar, ora estava em meus lábios, e depois descia para o meu pescoço... Oh, céus! Desde quando o Kazemaru-kun ficou tão ousado? Eu não sabia responder. Porém eu não poderia ser apenas uma submissa nas mãos dele. A casa se tornou pequena para nós, porque em um ato rápido ele me pegou por uma das pernas e me levou até a parede, fazendo eu ficar prensada ali, entre a superfície gelada e o corpo dele, que estava tão quente...



– Kazemaru-kun... O que está fazendo? — Disse com um pouco de dificuldade — Me diga...
– Você é tão inocente, Hana... — Ele me encarou com um sorriso malicioso — Eu ainda a desejo, sabe disso.
– Não me diga que...
– Shh, querida... — Ele então me silenciou com o indicador, enquanto chegava mais perto — Não diga mais nada.



Eu estava atordoada, porque era algo completamente diferente para mim, mas ao mesmo tempo não estava me importando. Queria esquecer do Fubuki, e em minha mente era a coisa mais certa a se fazer. E de certa forma, eu ainda sentia algo pelo Kazemaru-kun, mas nunca fui capaz de decifrar isso. Ele então me pegou no colo e subiu as escadas, até chegar em um pequeno quarto. Não era o dos mais arrumados, a cama ainda estava um pouco bagunçada... Mas para nós dois, aquilo não fazia diferença. Ao me jogar na cama, imediatamente ele pôs o corpo dele sobre o meu, e segurou meus dois braços, para que eu não escapasse. Percebi que a coisa ia esquentando cada vez mais, porque ele estava excitado. Olhá só o que eu estou fazendo... Quem diria que Yumene Hanakichi, a mulher mais introvertida da face da terra, seria capaz de deixar um homem louco de desejo. E por mais que eu não quisesse, meu lado fechado veio à tona.



– Kazemaru-kun... Eu nunca fiz isso...
– Hana... — Ele então me olhou preocupado — Você é uma mulher virtuosa?
– Não seria mais fácil dizer virgem? — Disse o encarando — E sim, é verdade...
– Mesmo assim... Não precisa ficar com medo, estou aqui com você.
– Mas... Não deixo de me preocupar, não sei se isso é certo. — Virei o rosto com as bochechas ainda mais coradas — E quanto a Reika?
– Ei, Hana... — Ele então sorriu, enquanto soltou levemente meus cabelos — Nessa noite, somos só você e eu. Você confia em mim?



Nessa hora, tomei uma decisão. Eu estava disposta a esquecer de tudo o que aconteceu de ruim comigo, e se fosse capaz de me entregar ao meu melhor amigo, eu o faria sem pestanejar. Foi um de meus minutos de silêncio mais importantes.



– Sim... Eu confio em você, Kazemaru-kun.



Aquelas palavras foram as últimas que eu disse antes dele tornar a me beijar, só que de uma maneira muito mais ardente do que antes. Eu o correspondi na mesma hora, deslizando minhas mãos pela nuca dele, contornando suas madeixas azuladas. Por um instante ele parou, e me levantou da cama, tirando lentamente a minha blusa. Nem preciso dizer que fiquei com vergonha, porque dava pra perceber pela minha cara. Porém, eu ouvia sempre ele me acalmando, e dizendo "Tudo bem, Hana... Apenas olhe para mim."


Quando me dei conta, estava apenas com as minhas roupas íntimas, e com as madeixas caindo sobre meus ombros. Tenho certeza que me ver daquele jeito deixou o Kazemaru-kun hipnotizado. E aquele transe só durou poucos segundos, porque logo após isso ele me deitou sobre a cama de novo, passando uma das mãos na minha coxa, enquanto apertava meu seio esquerdo com a outra. Tenho que confessar que aquilo estava me excitando também, ele sabia muito bem o que estava fazendo.


Eu o beijei profundamente, e comecei a arranhar as costas dele, com uma certa força. Era uma sensação tão boa... Poderia amá-lo de todas as maneiras, sem que ninguém me impedisse. Senti ele se mexer um pouco, e creio que sabia o porque... A mão que antes estava em minha coxa deslizou um pouco para cima, e depois minha calcinha fora tirada lentamente. Céus... Eu devo estar ficando louca! Era como se eu estivesse cometendo um pecado! E de certa forma, eu estava. Mas não havia como escapar do Kazemaru-kun, ele era uma tentação. E enquanto tentava arrumar minha mente, estávamos ali, em uma cama desarrumada, sem nenhuma peça de roupa. E ter o corpo do Kazemaru-kun junto ao meu, me fazia aos poucos perder a sanidade. Talvez porque nunca tivesse passado por aquilo.


Ele ainda me encarou por um instante, e eu fiz o mesmo. As longas madeixas dele estavam caídas sob seus ombros, enquanto a franja cobria um pouco o rosto dele. Para mim, aquilo dava um ar de mistério... E ver seus orbes topázio brilhando ao estar comigo, me deram um pouco mais de confiança.



– Fico feliz por ter escolhido a mim, Hana...



Só tive tempo de repetir o nome dele uma vez, e ainda mal. Porque ele já havia invadido a minha intimidade. Num ato automático soltei um gemido, que o atiçou ainda mais. Mas como estava indo com uma certa força, eu senti um pouco de dor. E não tinha certeza se algo estava errado. Então para tentar amenizar isso, o abracei e pousei minha cabeça em seu ombro, enquanto ele ia um pouco mais rápido. E parece que ele percebeu que eu estava incomodada...



– Hana... Quer que eu pare?
– Não precisa, está tudo bem...
– Se você diz... — Ele então pega uma mecha do meu cabelo e afasta um pouco, me encarando — Só quero que se sinta bem, ok?
– Kazemaru-kun, eu quero que saiba... — Então levei uma das mãos ao rosto dele e afastei sua franja, revelando seu rosto por completo — Que sou somente sua.



Aquilo foi o suficiente para deixar as preocupações de lado, e continuar com nossa noite de luxúria. O beijei com uma certa malícia, deixando-o sem ar. Enquanto isso, ele continuou a se mover dentro de mim, enquanto explorava cada parte de meu corpo. Eu gemia constantemente, e isso o deixava ainda mais excitado. Ainda podia ouvir ele repetir meu nome várias vezes, com certas pausas... Parecia que tudo o que estava acontecendo era o que o Kazemaru-kun mais queria. Me esperar por tanto tempo realmente valeu a pena...


Trocamos de posição inúmeras vezes, ele estava me guiando naquela noite, e eu estava gostando daquilo. Havia me entregado ao meu melhor amigo, e não sentia um pingo de arrependimento, pois meu desejo falou mais alto. Nós dois selamos uma promessa, cedendo aos nossos pecados, até chegar ao ápice. E eu tenho que dizer que foi uma das melhores noites de minha vida.


Ele ficou deitado na cama, ao meu lado, e estava um pouco ofegante. Pudera, depois de tudo o que fizemos... Eram quase 5 da manhã, e precisávamos descansar. Porém, ele ainda se virou e olhou para mim. Eu estava lagrimando um pouco, porém estava com um sorriso nos lábios. Kazemaru-kun viu aquela cena, e mesmo preocupado, sorriu. Ele pegou as cobertas da cama e botou sobre nós dois, me cobrindo quase completamente e deixando-o a mostra da cintura para cima. Deitei sobre seu peito, que era bem definido, diga-se de passagem... E em seguida ele me abraçou, fazendo carinho em meus cabelos. Nossos corpos estavam suados, mas tanto eu quanto ele, não nos importávamos... Só queria estar, mesmo depois daquela noite, junto ao Kazemaru-kun. E creio que ele estava pensando no mesmo. Tudo isso se confirmou quando ele sussurrou em meu ouvido, lentamente.



– Eu te amo, Hana...



Depois disso, nós dois pegamos no sono. Quando acordei, eram quase 10 da manhã, e percebi que ele não estava na cama. Como o quarto estava mais claro, pude ver a bagunça que fizemos há algumas horas atrás. Levei uma das mãos aos lábios, demonstrando surpresa. Estava pensando como fomos capazes de fazer tudo aquilo, e tão repentinamente. Levantei da cama enrolada nas cobertas e fui procurar as minhas roupas. Havia um banheiro ao lado do quarto, então aproveitei e tomei um banho não muito demorado. Alguns minutos se passaram e eu já estava vestida, só não tinha prendido os cabelos. Senti um cheiro de chá vindo do andar de baixo, então resolvi descer para ver do que se tratava. E quando chego a cozinha vejo uma mesa posta e o Kazemaru-kun com um pequeno bule nas mãos.



– Ah... Bom dia, Hana... Dormiu bem?
– Sim, Kazemaru-kun. — Respondi sorrindo — Olha só, quem diria que você sabe fazer um bom café-da-manhã...
– Fiz isso por sua causa, bobinha. — Ele então chegou perto de mim e deu um peteleco na minha testa — Sente-se, fiz coisas que sei que você gosta.
– Você não vai tomar café?
– Claro que vou... Mas primeiro as damas, certo?



Ainda rindo um pouco, me sentei à mesa, e vi que ele tinha realmente caprichado. Haviam onigiris, biscoitos, suco de morango (que eu nunca disse que era meu favorito pra ele, então nem sei como ele adivinhou), e bolo de chocolate. CARAMBA, ATÉ O BOLO! Sem contar que haviam algumas flores espalhadas na mesa, como enfeite. Ele fez uma mesa digna de uma rainha.


Depois que ele botou o chá na mesa, se sentou ao meu lado, enquanto eu me servia. Já tinha atacado um onigiri antes, mas isso não vem ao caso... Então peguei uma fatia do bolo e comecei a comer, enquanto o Kazemaru-kun me encarava com uma xícara de chá na mão e um biscoito entre os dentes. E tenho que falar, aquele bolo estava uma delícia! Deu vontade de comer tudo! Porém eu resolvi tirar uma pequena graça com o Kazemaru-kun, aproveitando aquele momento de descontração.



– Hey, você quer um pouco do bolo? Posso dar um pedaço na sua boca, se quiser...
– Não, Hana... Obrigada. — Ele sorriu de canto — Mas não sou muito chegado a doces.
– Haha, você nunca vai saber o quanto é bom um bolo de chocolate.



Enquanto levava um pedaço de bolo aos lábios, Kazemaru-kun me surpreendeu de uma maneira única. Assim que eu tirei a colher da boca, ele virou o meu rosto e me deu um beijo apaixonado. Nossos lábios agora estavam cheios de chocolate, o que me deixou com as bochechas levemente coradas.



– Bem... Agora eu sei. — Ele então me encarou sorrindo — E fica bem melhor quando ganho um beijo seu.



Depois de algum tempo, terminamos de tomar café, de uma maneira bem romântica, diga-se de passagem. Mas aí lembrei que eu não estava em minha casa. E ao pegar o celular e ver que tinham mais de OITENTA ligações da Aiko-san, e algumas mensagens do Shuya, levantei de sopetão da cadeira. Um pouco desajeitada, coloquei minhas botas e arrumei meu cabelo. Não dava tempo de prender, então o deixei daquela maneira. Se bem que o Kazemaru-kun me disse que eu fico bem mais bonita de cabelos soltos... Enfim.


Ele me levou até a porta, e terminou de se arrumar. E por incrível que pareça, estava com roupas formais, similares as do Shuya. Estranhei o fato dele sair mais tarde da casa dele, mas fora uma coisa temporária. Quando finalmente ficamos prontos, eu tinha que seguir na direção oposta, então ele me parou.



– Hana, não quer que eu te dê uma carona? Posso te levar na minha moto...
– Não se preocupe, Kazemaru-kun. A floricultura é a três quarteirões daqui.
– Bem... — Ele então segurou minhas mãos, me olhando com o rosto levemente corado — Eu irei te ver de novo?
– É claro que vai. — Respondi prontamente, dando um beijo no rosto dele em seguida — Ligue para mim que venho te visitar, ou se quiser ir para outro lugar...
– Eu quero que saiba, Hana... — Percebi ele chegar mais perto, com o rosto praticamente junto ao meu — Que ontem foi a melhor noite de minha vida.



Tomada por uma sensação que nem eu mesma sei definir, o abracei e o beijei novamente. As mãos do Kazemaru-kun prenderam a minha cintura, enquanto as minhas passavam pelo pescoço e pela nuca dele. Fora um beijo apaixonado, eu tenho que dizer. Mas mesmo assim, eu sentia algo muito forte por ele, que só pude revelar naquela noite... E talvez de hoje em diante.


Depois do beijo, finalmente me despedi e segui o meu caminho. Era bem fácil andar pelas ruas de Inazuma, então não demorou muito para eu chegar na minha casa. O melhor de tudo é que não me reconheceram, o que é meio curioso, porque sou uma artista... E conhecço pessoas que ficam no encalço até chamar a atenção dos fãs... Aí, já sabe. Gente enlouquecida atrás de você, pedindo fotos, autógrafos... É a vida de estrela, fazer o que.


Cheguei a floricultura e percebi que não havia ninguém em casa, e que o carro do Shuya não estava na garagem. Então deduzi que tanto a Aiko-san quanto o Shuya não iriam chegar cedo. Entrei na casa e fui direto pra cozinha. Quando vi alguns onigiris postos na mesa, peguei e comi sem pensar duas vezes... Afinal é meu prato favorito. Eu ainda estava um pouco cansada, então resolvi ir para o quarto e descansar um pouco. Entrei no quarto, deixei a porta entreaberta e me joguei na cama, afundando a cabeça no travesseiro. Ao mesmo tempo, havia pensado em tudo o que havia acontecido comigo.


Não demorou muito, e eu já havia apagado. Mas sou interrompida quando meu celular vibra. Eu percebo que meu quarto está um pouco escuro, então já haviam passado das 4 da tarde. Ainda esfregando os olhos, vejo que a mensagem era bem incomum. Era uma mensagem do Shuya.



"Yumene, preciso falar com você. Irei buscar a Ai-chan no treino, e depois saímos. Se estiver em casa, se arrume, porque é sobre algo muito importante."

Shuya.

Eu não estava entendendo o porque dele ter me mandado essa mensagem, mas se era algo importante, eu não poderia deixar passar. Apesar de odiar o Shuya, eu reconsidero quando ele diz que o assunto é sério. Não vou mentir que fiquei um pouco preocupada também, mas como ele precisava falar comigo com uma certa urgência, fui me arrumar para esperar por meu algoz meio-cunhado. Enquanto isso, mais coisas vieram a minha mente.


Estava de fato ferida e iludida por causa do Fubuki, o que ele fez foi irreparável. Mas depois do que aconteceu com o Kazemaru-kun, de uma coisa eu tinha total certeza.


O inverno despedaçou uma flor. Porém, suas pétalas foram jogadas ao vento. E o mesmo vento faz com que essa flor se sinta livre.


Diário... Desculpe ter que sair agora, mas é por uma boa razão. Mas eu juro que volto o mais rápido possível, e te conto tudo o que aconteceu.
Até a volta.

Beijos,

De sua amiga, Hana.

Notas finais
E então, gostaram? Como eu disse, foi uma grande mudança na história, mas é por um motivo bem melhor, acreditem! XD Pra quem não acompanha desde o começo, a Hana sempre esteve nesse triângulo amoroso com o Kazemaru e o Fubuki. E pelo desenrolar da história, vamos ver no que vai dar! XD Enfim, o próximo capítulo é da Sheevah (Clara-chan), que posta no diário dela! Manda ver, flor!