Broken

4 Resoluções e Revelações


Notas iniciais
Gente, esse capitulo já tem bomba! No próximo teremos Dandael. Se preparem pra novidade com Perina. Tem uma cena linda Jadianca preparem os lenços...

René chegou em casa mais uma vez bêbado. João estava jogando e o pai gritou.

–Larga esse vídeo game, moleque imprestável!

–Para de gritar, René.

–Não me chama assim, eu sou seu pai! –gritou mais uma vez, com a voz embolada.

–Você não é nada meu! Meu pai é o Gael! –João alterou a voz.

–Ele tá morto, e por causa dele, a Dandara também! Aquele maldito a matou!

–Lava essa sua boca pra falar dos meus pais! –gritou. Com isso, René segurou o braço do garoto com força e o jogou no chão. Em seguida, deu chutes nele.

–O papaizinho Gael não te ensinou a lutar? –João chutou a perna de René, que caiu, e saiu correndo do apartamento. Foi para o QG jogar.

–Fala, Johnny... Cara, você tá bem? –perguntou Cobra, notando a angústia no rosto do amigo.

–Não é nada. –respondeu, se sentando em frente ao computador. Ele mandou uma mensagem para Pedro, que foi encontrá-lo.

–Johnny, preciso da tua ajuda... Você tá legal, cara? –Pedro estava todo entusiasmado com as novidades, que só percebeu a tristeza do amigo depois.

–Eu tive um briga com o René, ele ficou falando do meu pai, aí eu vim pra cá. Mas, fala aí. –João não gostava de falar de sua vida, ainda mais envolvendo assuntos delicados, como sua paternidade e a bebedeira de René.

–Sabe a “mina” que eu te falei que eu tô apaixonado?

–Sei, a misteriosa. –João revirou os olhos.

–É a Karina. A gente ficou, mas rolou um mal entendido com a Bianca e ela meio que quer me matar. –revelou.

–Eu já te falo que ela é mega ciumenta, sempre foi, mas depois do que aconteceu, piorou. Eu posso falar com ela, mas você não pode dar mancada com a K.

–Eu gosto demais dela, eu cansei de fugir do que eu sinto por ela.

–Então eu te ajudo. É melhor dar um tempo pra ela esfriar a cabeça, mas amanhã eu falo com ela.

–Valeu, Johnny. Eu tenho que ir pro Perfeitão, se quiser, vai lá pra casa depois. –ele saiu.

Enquanto jogava, a manga da camisa de João subiu, e Cobra viu uma marca roxa.

–Cara, o que é isso no teu braço? –perguntou arregalando os olhos.

–Não é nada... –João tentou puxar a manga pra baixo, mas Cobra puxou o braço do menino e observou.

–Isso é marca de mão. Foi o babaca do René, né?

–Foi, mas não conta pra Bianca, eu não quero ela com mais uma preocupação.

–Foi mal, mas ela é minha amiga e eu não posso esconder um lance desse dela.

–Cobra...

–Tá na hora de fechar, vou te levar pra casa da sua irmã. –ele mandou uma mensagem para Jade; Bianca ia precisar da amiga.

Eles saíram do QG e bateram na porta do apartamento de Bianca.

–Oi, maninho. Cobra, aconteceu alguma coisa? –perguntou, enquanto os dois entravam.

–João, você vai contar ou quer que eu fale?

–Não tenho nada pra falar. –João ainda tinha esperança de Cobra se apiedar com seus pedidos e não contar pra irmã.

–Bia, o João tá cheio de marcas no braço. Foi o René.

–O quê? Aquele desgraçado pensa que é quem pra encostar em você?! Por que você não me contou antes?

–Você já tem responsabilidade demais com a K...

–Você também é meu irmão. Cobra, chama a K lá no quarto leva ela pra dar uma volta, que eu preciso ter uma conversa com o João. –Cobra foi em direção ao quarto da amiga.

–Ai, Cobra, que susto! Tá fazendo o quê aqui?

–Se troca, que vamos dar uma volta. –mandou, saindo do quarto e esperando na porta. Mesmo sem entender nada, a loira pôs uma blusa e um shorts. Calçou o tênis e saiu com o amigo em direção a sala.

–Bi, tá tudo bem? –indagou Karina.

–Não se preocupa, pequena, depois eu te explico. –disse dando um beijo no topo da cabeça da irmã, antes dela sair. Assim que desceram, deram de cara com Jade.

–Vagabundo, o quê tá rolando?

–A Bia tá tendo um papo com o João. Acho que depois ela vai querer conversar com você. Vamos comer alguma coisa lá no Perfeitão, enquanto isso.

–Machinho, aonde você se meteu, que não dormiu em casa? A sua irmã quase surtou! –Karina revirou os olhos e contou a história.

–Esse cara é um mané, a Bia fez bem... –disse Cobra.

–Cobra, já basta a Bi no meu pé...

–Lutadora, a sua irmã exagera, sim, mas se você quer ganhar a confiança dela pra ter liberdade, encher a cara não é o caminho. Se o Pedro fosse algum idiota, ele poderia, sim, ter se aproveitado da situação.

–Eu sei que eu fiz besteira.

–A Sem Sal te pôs de castigo?

–Não.

–A Bianca te mima demais, machinho. –afirmou. Eles chegaram no restaurante e logo foram atendidos por Pedro.

–Esquentadinha, achei que sua irmã fosse te trancar no quarto pra sempre...

–A Bianca só é má com os pretendentes a cunhado. Com a K, ela é mole.

–Pê, a Bi vai conversar com você, ela entendeu que você não fez nada.

–Tá, eu só quero alguém pra servir de testemunha, caso ela tente me matar. –disse, fazendo todos rirem.

–--*---

–João, agora me conta, o quê tá acontecendo?

–O René voltou a beber, ele fica falando mal do papai, a gente discute e, às vezes, ele me bate. –Bianca abraçou o irmão.

–Isso não vai mais acontecer. Hoje, você fica aqui, amanhã eu falo com a advogada pra ver o que podemos fazer. Agora, me deixa ver esses machucados. Depois de cuidar dos hematomas do irmão, Bianca sentou no sofá e ele deitou com a cabeça no seu colo.

–Bi, o Pedro me contou da confusão. Ele gosta de verdade da K, ele sempre gostou, mas é que depois que o pai dele traiu a tia Delma, ele meio que desacreditou nessa coisa de romance, por isso ele pagava de pegador. Ele só criou coragem pra enfrentar o medo de se magoar agora.

–Eu só não entendo por que a Pri mandou a mensagem daquele jeito...

–Bi, a Pri é amarradona na K, certeza que ela fez de propósito.

–Nossa, eu tenho que pedir desculpas pra ele e pra Delma, então. Eu vou lá no Perfeitão. Você vai ficar bem sozinho?

–Bia, eu tenho 17 anos não 7. –ela riu, deu um beijo no roso do irmão e saiu. Assim que chegou no restaurante, foi direto para o balcão onde Pedro e Delma estavam.

–Dona Delma, Pedro, eu vim me desculpar pela minha atitude hoje cedo. Eu achei realmente que o Pedro tinha feito alguma coisa com a K, mas ela me explicou tudo...

–Tá tudo bem, minha linda. Se já é difícil pra mim, que sou uma mulher feita, cuidar dos meus filhos sozinha, imagina você, que é tão nova.

–Pedro, será que a gente pode conversar só nós dois? Eles foram pra dispensa, onde guardavam as bebidas.

–Olha, Bia, antes de qualquer coisa, eu gosto muito da Karina. Eu tentei lutar contra o que eu sentia, mas eu não consigo mais.

–Eu já entendi isso, o João falou comigo. E o que você quer exatamente com a K?

–Eu quero namorar com ela, se você permitir...

–Eu permito, mas se você fizer minha irmã chorar uma vez que seja, eu juro que acabo com você. Decorou?

–Decorei. Eu posso fazer o pedido pra Karina?

–Minha irmã é tímida, não faz isso na frente de todo mundo. Traga ela pra casa às 10hrs.

–Pode deixar, cunhadinha. –brincou. Ele foram até a mesa onde K e Cobra e Jade estavam.

–K, o Pedro vai conversar com você. Eu tô de olho em vocês dois.

–Bora fazer uma reuniãozinha da cúpula? –perguntou Cobra.

–Vão indo, que eu vou assegurar que a Karina chegue na hora dessa vez.

–Vagabundo, vai indo, que eu vou levar um papo com a sonsa.

–Jade, assume que me ama e para com esse apelidos.

–Até mais tarde, minha dama. –disse beijando a namorada.

–Você vai na casa do René, né?

–Claro.

–Tá, mas eu vou com você.

–Não, Jade, me espera na Academia. A Nat, o Duca e o Alan estão lá.

–Tá bom, mas cuidado, doida.

–--*---

–Esquentadinha, eu gosto muito de você. Sei que eu tenho essa fama de galinha, mas você é a única que eu quero de verdade. Você aceita ser minha namorada?

–Pedro, eu não sei...

–Você não gosta de mim? –perguntou decepcionado.

–Claro que eu gosto. Besteira minha... Eu aceito, sim, ser sua namorada. –eles se beijaram.

–Vamos assistir um filme juntinho? –propôs Pedro.

–Tá bom, namorado. –Pedro sorriu com o apelido. Eles escolheram Jogos Mortais 4 e deitaram juntos no sofá. No meio do filme, Karina perguntou:

–Pedro, você promete que não vai me deixar?

–Prometo. E você promete que nunca vai mentir pra mim?

–Eu juro. –eles deram um selinho. Ficaram lá abraçados, curtindo a presença um do outro. Pensando se podiam juntar os pedaços do coração um do outro.

–--*---


Bianca já chegou abrindo a porta da casa de René.

–O quê você tá fazendo aqui, garota? –perguntou René, que estava sentado no sofá.

–Eu vim saber com que direito você ousa bater no meu irmão!

–O João é filho único! Eu sou o pai dele, não aquele desgraçado do Gael!

–Não fala assim do meu pai!

–Ele me tirou tudo. A minha mulher e até o meu filho!

–Você que os abandonou!

–Depois que o seu papai me expulsou da Ribalta! E sabe por quê?! Ele achava que eu tinha um caso com a sua mãe! Só que eu, Bianquinha, só fui ajuda-la depois que o Lobão a violentou!

–O quê? –perguntou perplexa.

–É. Quando ela ficou grávida da Karina e não sabia quem era o pai, eu a apoiei, só que o doente do Gael pensou outra coisa e me expulsou! Eu fiquei calado até agora porque o Lobão ameaçou o João e a Dandara, mas, já que seu pai a matou e o João não quer saber de mim, eu não tô mais nem aí!

–Fica longe do meu irmão e não ouse contar isso pra Karina. Se qualquer um dos dois sofrer por sua causa, eu não respondo por mim, seu bêbado imprestável. –ela saiu de lá pisando forte e foi até a academia.

–Sem Sal, o Duca, o Alan e a Nat foram no mercado... Que cara é essa? –Bianca ficou em silêncio e se sentou na escada.

–Bi, você tá me assustando. Me conta o quê aconteceu.

–Eu não posso.

–Bi, você é minha melhor amiga, pode me contar qualquer coisa.

–Não é isso... Se eu te contar, eu vou te envolver e eu não quero você metida nisso.

–Olha pra mim. –disse segurando o rosto da amiga com as mãos. –Foi você que esteve do meu lado na hora mais difícil da minha vida, nós somos amigas, irmãs. O quê envolve você, me envolve. Então conta.
–A K... Ela pode ser filha do Lobão. Ele violentou a minha mãe.

–Meu Deus, Bi. –disse abraçando a amiga.

–Não tem como provar o quê ele fez com a minha mãe. Se ele quiser, ele pode tirar a K de mim a menos que...

–Que a gente prove os crimes dele.

–Eu não quero ninguém mais metido nisso. Eu já perdi gente demais pra vida inteira.

–Sozinha você só vai se matar! Eu vou te ajudar e os nossos amigos também vão. O Lobão vai pagar por tudo que ele fez.

Notas finais
Espero que tenham gostado. O que vocês querem que eu coloque no próximo capitulo? Que tal Lobão dando a ar da graça? Ou quem sabe o Doutor? Uma assistente social vai fazer uma vista pras irmãs Duarte. O que ele vai achar do modo como a Bia cuida da K? E o João fica aonde? Comentem e digam o que acham.