Broken
4 Maybe, just maybe it is different
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo. Enjoy!
PUCKERMAN POV
Eu não sei o que está acontecendo comigo, eu nunca me importei muito com as pessoas sempre fui popular, mas pessoas com quem eu realmente me importo são poucos, eu nunca senti uma vontade de proteger e estar perto de alguém como eu sinto por Quinn Fabray, ela basicamente nunca teve uma conversa civilizada comigo e não devia nem saber o meu nome antes de termos que fazer o trabalho de espanhol juntos. Desde aquele dia eu não consigo parar de pensar nela, sinto que ela sofre por dentro e por isso é tão fechada em relação às pessoas, e isso me faz querer estar perto dela, protegê-la, fazê-la sempre sorrir. Agora meus dias na escola se resumem basicamente a observá-la, reparar como ela nunca vai a todas as aulas do dia, ou como seus óculos ficam sempre caindo, como ela coloca os fones de ouvido na sala de aula e simplesmente esquece de tudo. Eu achava tudo nela fascinante, seu sorriso era lindo mesmo que raro de se aparecer, nesses últimos dias uma das minhas poucas felicidades era vê-la, ficar sempre perto. Amor? Ainda não sabia definir o que estava sentindo, mas era mais forte do que qualquer coisa que eu já tinha sentindo por outra pessoa.
__ Hey cara, você está parado com uma cara de lesado a aula inteira aconteceu alguma coisa? -Finn me disse sem muito interesse, mesmo sendo um idiota a maior parte do tempo e não entender a metade das coisas que as pessoas falavam ele era meu melhor amigo.
__ Não enche Hudson, eu só não estou com paciência pra essa aula chata. – ouvimos o sinal tocar e eu sou o primeiro a sair, Finn se despede de mim com o nosso famoso “toque” e eu sigo andando pelo corredor quando vejo uma figura um pouco pequena demais pra tantos livros.
__ Hey princesa judia precisa de ajuda aí? –digo já pegando seus livros, Rachel me deu um de seus sorrisos de 1000 watts.
__ Obrigada seu judeu safado. –nós dois rimos, Rachel era uma grande amiga que eu tinha ganhado no Glee club, ela era irritante quase o tempo todo, mas mesmo assim eu gostava muito daquela baixinha, a acompanhei até a sala.
__ Te vejo no Glee club. – ela disse e eu dou um aceno de cabeça.
Apressei-me pra ir para a minha próxima aula, já estava um pouco atrasado, estava andando no corredor quando uma cena chama minha atenção.
__ Já que os perdedores do Glee club já não são assim tão perdedores, decidimos fazer as honras com a pessoa mais estranha dessa escola, você Ice Queen. Parabéns. –um dos estúpidos jogadores de futebol falava enquanto o outro gargalhava.
Quando eu consegui sair do transe que estava já era tarde demais, eles já tinham jogado dois copos de slushies nela, sai correndo, mas não consegui alcançá-los, depois eu me importava com aqueles idiotas agora tudo que importava era Quinn sentada no chão com uma expressão indecifrável, peguei-a pelos ombros e levantei, ela não fez nenhuma objeção e eu continuei com ela perto de mim.
QUINN POV
A única coisa que sentia era os braços de Puckerman em minha volta e o líquido gelado em todo o meu corpo, devido a ardência algumas lágrimas já rolavam dos meus olhos. Não sabia pra onde ele estava me levando a única coisa que queria era sair dali o mais rápido possível, depois de um tempo vi que estávamos entrando no vestiário do time de futebol, tive um sobressalto, ele pareceu me entender.
__ Nesse horário ninguém entra aqui, é melhor que o banheiro feminino.
Ele me sentou num dos bancos e pegou duas toalhas, me deu uma e com a outra foi limpando meu rosto devagar, pela primeira vez eu não o vi como um idiota, afinal não era qualquer um que me ajudaria naquele momento.
__ Você este bem? –ele me perguntou ainda tirando o slushie do meu rosto e cabelo, balancei a cabeça em concordância, ele tirou meus óculos e quando viu meus olhos vermelhos se revoltou.
__ Aqueles idiotas, eles não podiam ter feito isso Quinn, mas eles vão pagar por isso, não vai ficar desse jeito eu... – ele parou de gritar quando toquei sua mão de leve, nos encaramos por um tempo e dessa vez não desviei o olhar.
__ Obrigada. – disse num sussurro, ele abriu um pequeno sorriso e seus olhos brilhavam, ele se levantou e tirou sua jaqueta entregando pra mim.
__ Vamos, eu vou te levar pra casa. –ele disse e fez um sinal para eu colocar a blusa, coloquei e limpei meus óculos e o segui até o estacionamento, ele abriu a porta do carro.
__ Não precisa, eu vou a pé. –ele me olhou indignado.
__ Nem pense nisso, eu vou te levar em casa Fabray. –revirei os olhos, ele parecia Santana agora, acabei cedendo e entrei no carro.
Ele perguntou o endereço da minha casa e em poucos minutos já estávamos lá.
__ Você vai ficar bem?
__ Vou, obrigada de novo. –disse lhe dando um sorriso sincero.
__ Até mais Quinn. –ele disse sua costumeira frase e estendeu sua mão, apertei e dessa vez me senti diferente, feliz, me apressei a soltar sua mão e entrei em casa.
Russel estava jogado no sofá de qualquer jeito, com uma garrafa de whisky pela metade na mão, totalmente desprezível, passei rapidamente por ele e quando já estava subindo as escadas ele me disse alterado:
__ Matando aula de novo Quinnie? Mamãe ia ficara tão decepcionada com você. –ele soltava sonoras gargalhadas, era realmente um ser desprezível, me apressei a subir as escadas e entrar no meu quarto.
Já tinha guardado a jaqueta do Puckerman em minha gaveta e estava sentada na cama vendo algumas fotos depois de um banho descente, quando ouço alguém entra no quarto.
__ Quinn sua vadia. –arqueei a sombracelha – Minhas fontes disseram que você e Noah Puckerman foram vistos saindo juntos do estacionamento hoje, Quinn pegadora de volta a área? –ela disse bem a seu estilo bitch de ser, revirei meus olhos e ela apenas me olhava querendo explicações.
__ Ele só estava me ajudando. –digo querendo por fim a esse assunto.
__ Então é assim que é chamado agora? Puck sério? Não achei que ele era seu estilo. –ela gargalhava abertamente, quando viu que eu não tinha achado um pingo de graça tentou se recompor.
__ Sério agora, como ele te ajudou? –ela tentou parecer séria, mas ainda tinha aquele sorriso debochado no rosto, suspirei pesadamente.
__ Um jogadores de futebol jogaram slushies em mim e ele me ajudou a vir pra casa. –eu disse tudo num fôlego só.
Santana estava com uma expressão indecifrável no rosto, ela ficou assim por quase um minuto e eu comecei a ficar realmente preocupada.
__ Santana ta viva? –disse e depois de um tempo perdi a paciência, deu um tapa na sua cara e ela pareceu sair do transe que estava.
__ EU VOU MATAR ESSES JOGADORES, ME FALA O NOME DELES AGORA FABRAY, YO LES VOY A MOSTRAR EL ESTILO LIMA HEIGHTS, CREEN QUE SON LAS PRA HACER ESTO CON MI CHARLIE? EU VOU MATAR ELES LENTAMENTE, NO MEU GUSTA. –depois desse ataque eu olhava assustada, não era boa coisa quando Santana Lopez falava espanhol.
Ela parecia travar algum tipo de batalha em sua mente, esperei um tempo até ela se acalmar e toquei de leve suas mãos.
__ Não precisa fazer nada latina, já estou bem. –eu disse tentando acalmá-la, o que pareceu dar certo, ela me olhava um pouco mais calma.
__ Mas eles não podiam ter feito isso Quinn. – ela disse de cabeça baixa.
__ São apenas idiotas. –disse e vi que não a tinha convencido.
__ Vamos lá Santana, chame o Sam e vamos ter um dia do filme como antigamente. –ela sorriu e isso me fez sentir melhor, ficamos esperando o Sam chegar, enquanto ela mexia em algumas coisas no meu notebook.
__ Quinn, é pra ficar preocupada com o seu pai desmaiado lá embaixo? –ela disse arqueando uma sombracelha.
__ Apenas ignore aquele bêbado idiota, quando a ressaca passar ele acorda. –disse dando fim no assunto.
O resto da tarde passou normalmente, e eu me diverti como há muito tempo não me divertia. Sam chegou e nós fomos assistir alguns seriados, comemos chocolates e eles me obrigaram a tirar fotos com os dois, eu realmente sentia falta dos dois.
Já fazia algum tempo que Sam e Santana tinham ido embora e eu estava pensando nos acontecimentos do dia, eu nunca tinha levado slushie em toda a minha vida, e naquele momento eu senti o que os integrantes do Glee sentiam um integrante em especial me veio em mente, nunca pensei que me enganaria tanto em respeito a uma pessoa, Puckerman não era nada do que eu tinha pensado, eu achava que era apenas um popular idiota, mas ele havia provado o contrário hoje quando me ajudou e por ter sido atencioso e paciente enquanto fazíamos o trabalho de espanhol. Lembrei-me da blusa que ele havia me emprestado, não tinha reparado que era a jaqueta do time de futebol americano, não seria muito bom as pessoas me verem com ela, devolveria pra ele amanhã.
Dessa vez não me assustei quando a vi, ela me olhava com olhos intensos que perfuravam minha alma, seus movimentos eram graciosos e sua beleza continuava incomparável, como antes ela me estendeu a mão.
__ Está na hora. – me disse sem mudar a expressão de calma do rosto.
Dessa vez diferente de antes eu não queria ser levada, queria viver, não sabia o que me puxava para a vida, só sabia que não queria decepcioná-la.
__ Eu não vou. –tentei passar segurança, mas minha voz me decepcionou.
Me manti firme enquanto ela me olhava atentamente, seus olhos percorriam meu corpo calmamente, finalmente ela me olhou nos olhos e já não estava tão calma, com uma rapidez impressionante ela já estava atrás de mim, puxou meu pescoço pra trás abriu sua boca e começou a sugar minha alma, me debatia sem nenhum efeito sobre seus braços.
__ Eu não quero ir. –gritava a todo pulmão.
De nada adiantou, senti meus sentidos indo embora e por fim a escuridão me tomando por completo.
Acordei assustada e com uma dor de cabeça muito forte, meu nariz sangrava de novo e tive que me deitar novamente pra ver se a dor ia embora, ela se alastrou por mais alguns minutos e eu suava frio. Finalmente a dor parou e eu sentei na cama tentando acalmar minha respiração, minhas dores de cabeça estavam mais freq uentes e cada vez eu me sentia mais cansada, tentei voltar a dormir, mas passei mais uma noite em claro.
***********
O avistei de longe com alguns amigos, esperei até ele ficar sozinho e fui a seu encontro, ele ainda não tinha me visto e se assustou um pouco com minha chegada repentina, mas logo depois abriu um de seus enormes sorrisos dessa vez o acompanhei.
__ Precisava devolver sua jaqueta. – lhe entreguei a jaqueta e ele pareceu indiferente.
__ Nem estava lembrando disso, não precisava me devolver Quinn. – ele disse e pegou a jaqueta.
__ Ia ser um pouco estranho eu ser vista por aí com uma jaqueta do time de futebol Noah. — retruquei revirando os olhos. Quando olho pra ele de novo, ele está com o mesmo sorriso bobo que eu já conhecia, arqueei a sombracelha esperando uma resposta.
__ Você me chamou de Noah. – dei de ombros.
__ E...? –digo ainda sem entender seu raciocínio.
__ Você nunca me chama de Noah — ele disse fazendo aspas com os dedos — E quase ninguém me chama assim, eu gostei. –tive que sorrir com esse seu raciocínio estranho.
__ Tchau. –digo já saindo dali.
Fui interceptada pela sua mão segurando meu braço, ele olhou profundamente nos meus olhos, sua mão quente sobre a minha fria me fez sentir um pequeno choque, uma sensação reconfortante, ele pareceu sentir o mesmo.
__ Posso te levar em casa hoje? – disse isso ainda sem soltar minha mão.
Me olhava esperançoso e eu acenei a cabeça positivamente, não sabia o que estava fazendo mas decidi seguir meu coração depois de muito tempo sem levar a sério seus desejos. Ele levou minha mão até sua boca e ali depositou um pequeno beijo.
__ Até mais tarde. – ele se virou e me deixou sozinha co meus pensamentos, o lugar do seu beijo ainda formigava.
Passei o resto do sai pensando na cena que tinha vivido no corredor, de um tempo pra cá eu nunca tinha deixado ninguém se aproximar assim de mim, e nenhum garoto tinha me deixado do jeito que ele me deixava, tentei em vão afastar esse pensamentos da cabeça. Tirando a cena no corredor o resto do dia passou normalmente, tive aula de biologia junto com o Sam e ri de suas piadas sem graça sobre o olhar de reprovação da professora substituta e encontrei com Santana na hora do almoço.
As aulas já tinham acabado e eu estava indo pro estacionamento quando uma baixinha me parou no meio do caminho, ela exibia um sorriso enorme.
__ Oi, seu nome é Quinn não é? É sim, Quinn Fabray, ouvi falar muito de você, do Sam e da Santana e principalmente do Puck, ele não para de falar de como você é linda, de como você é interessante, de como ele adora seus olhos, e eu sempre te observei você foi sempre mais reservada, mas me parece muito legal você devia entrar no Glee Club lá também é muito legal, temos muitas músicas, às vezes musicais, temos muitas vozes boas, nenhuma melhor do que a minha, claro, mas mesmo assim tem Mercedes, Blaine, Joe, Britanny e você realmente devia entrar.
Depois desse longo monólogo, dito em um fôlego só acredite ou não, Rachel continuava a me encarar com seu enorme sorriso, sim eu sabia o nome dela, derrepente ela teve um sobressalto e olhou pra trás e se vira pra mim novamente.
__ Meu namorado está me chamando, mas foi ótimo conversar com você Quinn. – dito isso ela saiu saltitando até Finn Hudson, seu namorado.
“Conversar”? Eu não dito nenhuma palavra, tive que sorrir, essa Rachel era realmente estranha, continuei andando pelo corredor.
Ele estava encostado em seu carro distraído e não notou minha aproximação, dei um pequeno pigarro, quando me viu abriu um enorme sorriso e abriu a porta do carro pra eu entrar.
__ Senhoritas primeiro. – ele disse fazendo uma reverência exagerada revirei os olhos e entrei no carro.
Ficamos num silêncio reconfortante enquanto um rock calmo passava na rádio, as vezes trocávamos olhares comigo acabando desviando os olhos, não demoramos a chegar em casa, ele novamente pega em minha mãos.
__ Vamos a um lugar comigo amanhã? – ele perguntou e vendo minha confusão se apressou a se corrigir. –é um lugar especial e eu queria mostrar pra uma pessoa especial, e não eu não digo isso pra todas.
__ Hm, sei. –digo ironicamente, eu conhecia seu estilo pegador.
__ Tá bom, eu sei que minha reputação não é das melhores, mas você é realmente diferente Quinn, você é melhor que todas as outras. Você aceita? –ele me olhava com olhos pidões.
__ Ok, você ganhou, eu aceito. –digo levantando as mãos em sinal de rendição.
__ Te pego as 10:00AM, esteja pronta senhorita.
Dito isso ele foi embora, sai do carro e fiquei observando ele se afastando. Talvez Noah Puckerman possa entrar na minha vida.
Fale com o autor