Notas iniciais
a fic é minha e da ana, mas o jogo n nos pertence
Capitulo um

O olhar baixo demonstrava a exaustão de ambas, o chão molhado refletia a luz do fogo nas pequenas tochas presas as paredes. Uma boa confusão passava pela cabeça das duas, uma preocupava-se com o velho companheiro perdido agora e com a falha que cometera quanto à honra de uma vingança, já a outra se irritava consigo por falhar em promessas, por trair a si mesma e a falta de competência no que melhor sabia fazer.

Os olhares se encontraram depois de um tempo, uma encarava a outra seriamente:

- a culpa é sua por estarmos nessa. A mercenária falou calma e séria, estava aos trapos como a caçadora a sua frente.

-a culpa é minha...? Por acaso a culpa é minha se você não pensa nas conseqüências do que faz ou sou eu que não sei fazer o meu trabalho? A caçadora retrucava exaltada, indignada quanto às palavras da mercenária.

- se não fosse você! Se não fosse aquele lobo maldito eu não estaria aqui! Caçadores não prestam mesmo! A mercenária exaltou-se também, levantando até as correntes presas aos pulsos repletos de corte por onde escorriam filetes de sangue, o que a fez sentar novamente reclamando de dor.

-você fala como se você prestasse! Mas não presta!Já gritava a caçadora levantando-se para ver a outra, mas seus braços não estavam em situação muito diferente, e escorregou de volta ao chão pelo mesmo motivo da mercenária. E esta por sua vez riu baixo.

- nenhuma das suas presta! A mercenária tinha certo tom sarcástico, que pareceu amenizar a discussão. Por um tempo apenas o som de gotas de água caindo no chão foi ouvido, até mercenária interromper o silêncio do local:

- então a culpa é daquele maldito lobo! Desgraçado.

-não fale assim dele sua retardada! Foi graças a ele que você teve a grande honra de me conhecer!

- você que teve a honra de conhecer uma grande mercenária sem ser a vitima!

Involuntariamente as duas pararam de falar, encarando-se novamente os pensamentos fluíram nas mentes ao mesmo tempo, tomando o mesmo rumo...

“Desde quando essa peste me perturba mesmo?”