Brincadeiras e Confusões. -Que Dure Para Sempre!
2 E Vem Com Tudo!
Notas iniciais
Cheguei em casa e fui direto pro meu quarto. Meu pai e a Marcela já estavam com certeza dormindo, e o Gil e seus amiguinhos com certeza viriam para cá daqui a pouco.
Entrei no banheiro para tomar um banho, e quando sai de lá, dei de cara com o idiota do Vitor deitado na minha cama. O que esse idiota está fazendo aqui ?
–Não pode entrar nesse quarto. Ele tem dona agora. -disse fazendo-o se virar para mim, já que ele estava mexendo nas minhas gavetas. Depois ele vai devolver as minhas balas.
–Esqueci que tem regras por todo o lugar dizendo que eu não posso entrar aqui! Posso até ser preso! -riu ele enquanto olhava para todos os lados do quarto.
Ele me olhou, sorrindo malicioso, e depois prosseguiu:
–Aposto que você adoraria ir para o meu quarto! -disse ele me olhando, como se fosse a melhor pessoa do mundo. Só se acha!
–Você que pensa! -disse olhando convencida para ele, com cara de tanto faz.
–Duvido que eu não consiga! -ele está me desafiando? Agora que só do tapa na cara!
–Espere sentado! -rebati.
–Você vem, e é agora! -disse ele me puxando, o que fez ele cair junto comigo, deitado na cama. Ele ficou me olhando, e ia se aproximar de mim, mais eu dei um beliscão no filho da mãe, e fiz ele sair voando de cima de mim.
–Filho da mãe! -disse tacando uma almofada nele. -Pode sair daqui agora! Alias, o que você tá fazendo aqui uma hora dessas garoto? Pode vazar direto pra sua casa. -falei apontando para a porta, o que fez ele rir, como se ficar ali fosse uma coisa muito lógica.
–Doeu! -reclamou. -LiGatinha, eu sou de casa! Conheço essa casa melhor que você, pode ter certeza! -riu ele como se eu fosse desinformada, a dor passou?.
–Tá bom! -disse irônica, ''concordando'' com o que ele tinha me dito. -Agora vou descer lá em baixo, na cozinha, fazer uns sanduíches pra mim! -disse colocando minha pantufa, e me preparando para sair do quarto. A Vitor, você vai pra fora, e vai me deixar dormir.
–Também estou morrendo de fome! Pode deixar que eu te acompanho! -disse ele se levantando da cama, e indo atrás de mim, que já tinha saído do quarto. -Mas você faz os sanduiches.
–Não, eu não vou fazer. -disse parando em frente a escada, enquanto ele me olhava com olhar desentendido. Aproveitei seu momento de distração, e entendimento para sair correndo. Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Ele não saiu por bem, mais saiu por mal, e com vontade de comer sanduiches ainda. Agora vou dormir, Vitor querido!
–Lia, sua abestada, abre essa merda dessa porta, sua filha de uma mãe! -disse o idiota batendo na porta.
–Nossa, fiquei com medo de você derruba-lá, por isso vou abri-la, só que não! -ri. Qual seria a diferença entre ele ficar pra dentro ou pra fora?
–Enquanto não abrir eu não saio daqui! -falou.
–Oba! Vou dormir com segurança. -disse pulando na cama. Ele ficou batendo na porta por mais alguns instantes, mais logo depois deve ter se cansado e ido pra qualquer quarto que ele achasse. Ou eu achava mesmo que ele iria me deixar em paz?
Acordei na manhã seguinte, com uma dor de cabeça do caramba. Não deveria ter bebido todas aquelas coisas ontem. Mas hoje decidi tirar meu dia na piscina. Ou não!
Sai do quarto e dei de cara com uma dezena de malas na sala, e aqueles garotos de ontem tomando café da manhã. A Marcela e meu pai logo desceram. Desajuizados!
–Lia, querida, nós vamos viajar! E você vai tomar conta da casa, porque esses meninos com certeza não vão fazer muita coisa não é mesmo? -como assim? Eles vão ter que ficar aqui? Ata! Vou destruir a casa, ao invés de arruma-la.
Depois de muita discussão e enrola-enrola, o meu pai e a Marcela saíram. Os meninos só riam da minha cara por ter que passar por toda essa situação. Estávamos nos sentando na mesa quando a campainha tocou e eu fui atender, é claro.
–Oi Lia, o Vitor tá ai? -perguntou a loira que eu havia visto ontem. Se eu não me enganava, o nome dela era Fatinha. Ela olhou para dentro da casa, e entrou, esbarrando-se em mim.
–E ai Fatinha? -falou ele enquanto tomava o MEU suco de abacaxi. Que filho da mãe. Ele tá pedindo pra morrer.
–Vitor, aquela periguete da Luana por acaso se encontra? -perguntou ela batendo os pés no chão. Quem sabe agora aquela vaca aprende, né?
–Não, ela não es...
–Ela está lá em cima! Com certeza foi um dos brinquedinhos de alguém! -eu disse interrompendo o Vitor. Havia visto ela lá em cima hoje, quando desci para o café, mais ela estava mexendo no celular, então nem me notou.
–Lia! -repreendeu Vitor bravo. O que será que a vadiazinha fez?
–Obrigada Lia! -disse Fatinha, subindo as escadas correndo. -Agora eu acabo com essa periguete de décima quinta categoria.
–Ficou maluca? -disse Dinho rindo. Tenho certeza que eles gostaram dessa minha ''atitude''. Todos, menos o Vitor, mais animal agente não tem que contar não né?
–Ué gente... Ela perguntou e eu respondi. -falei. -Quem sabe ela não aprende umas lições com a loira periguete dois... E você Vitor? Vai ficar ai com cara de trouxa? -ironizei. -Opa! Esqueci que trouxa você sempre foi!
–Podia ter dormido sem essa em?! -o Nicholas riu.
–Vai pro inferno todos vocês! -disse Vitor irritado, saindo da mesa. -Vou lá em cima vez o que a Fatinha tá fazendo, antes que aconteça um assassinato nessa casa.
–Aproveita e morre junto? -disse Gil, fazendo todos rirem.
Terminamos o nosso café, e eu consegui fazer com que o Dinho lavasse a louça toda, enquanto eu ficava vendo TV. O Vitor ainda estava lá em cima com a Luana, e a Fatinha já tinha saído irritada a alguns minutos, bem irritada alias.
–Luana, você ficou maluca? -gritou Vitor lá de cima. Eba! Agora a coisa está ficando boa! Nem demorou muito para a Luana descer as escadas correndo, e saiu batendo a porta. Casa pegando fogo!
–Cuidado com a porta querida! Sua mãe fica brava viu? -ri assim que ela saiu. O Vitor me olhou, revirou os olhos e depois foi para fora de casa, provavelmente para a área da piscina. -Acho que vou nadar!
–Queridinha, está o maior frio lá fora, sabia? -disse Gil, me olhando com o canto dos olhos. Não tava nem notando... Mais eles estavam de blusa, então eu acredito.
–Droga! -disse levantando do sofá, já que o Nicholas e o Dinho me olhavam com cara de idiotas, em pé na minha frente.
Fui para o meu quarto, e me joguei na cama. Acabei vendo que o Vitor tinha esquecido o celular no meu quarto, provavelmente ontem. Como o idiota não percebeu? Boa oportunidade para provocar ele, né? Novamente desci as escadas rumo ao quintal, mais desta vez os meninos não estavam na sala.
–O que tá fazendo ai? -perguntei vendo o Vitor girar uma bola na mão dele. Ele estava de óculos de sol, no meio de uma quase chuva?
–Tomando sol, não está vendo? -disse ele irônico.
–Já que vai ser grosso comigo, também vou ser com você. Começando pelo seu lindo celular, que vai dar um mergulho pra te fazer companhia! Ai você coloca ele pra tomar sol também, quem sabe não sobrevive? -ri com o celular dele em mãos, enquanto ele balançava a cabeça negativamente. Estava vendo a hora que ele viria atrás de mim.
–Não teria coragem, né LiGatinha? -disse ele rindo, como se eu não fosse capaz de jogar o celular dele na piscina.
–Tá duvidando? -perguntei ameaçando jogar o celular.
–Não, calma ai! Vamos conversar! -disse ele colocando uma música, que era até que boa.
Você está inseguro ,en
Não sei para quê ,en
Você está virando cabeças quando você caminhar através da porta ,en
Não precisa de maquiagem ,en
Para encobrir ,en
Sendo a maneira que você é, é o suficiente ...
,en
Todo mundo na sala podem vê-lo ,en
Todos os outros, mas você ,en
–One Direction Vitor? -perguntei rindo. -Bem legal.
–Eu gosto. -disse ele me olhando como quem não diz grande coisa. -Agora pode me devolver meu celular?
–Não. Você vem pegar se quiser. -disse enquanto saia correndo. Claro que ele se levantou e veio correndo atrás de mim. Estavamos fazendo a maior bagunça. Derrubamos latas de tinta no chão, e ele me pintou de amarelo. Acabei por pintar o idiota de azul, porque eu não ficaria pintada sozinha não é mesmo?
en
Bebê você acender meu mundo como ninguém ,en
A maneira que você virar o cabelo fica me oprimido,en
Mas quando você sorri para o chão , não é difícil dizer ,en
Você não sabe ,en
Você não sabe que você é linda ... ,en
Se você só viu o que eu posso ver ,en
Você vai entender por que eu quero que você tão desesperadamente ,en
Agora eu estou olhando para você, e eu não posso acreditar ,en
Você não sabe ,en
Você não sabe que você é linda
Mas isso é o que te faz bela ...
Corremos por todo o lugar, e sujamos todo o chão também. Para falar a verdade eu não estava nem tão preocupada com isso. Estava me divertindo e ao mesmo tempo implicando com o Vitor. Começou a chover, e eu ainda estava com seu precioso celular na mão. Ele chegou por trás de mim, e praticamente me segurou. Idiota! Acabei jogando o celular dele na piscina.
–Segura essa Vitor! -disse zoando da cara dele, que praticamente deveria estar querendo me matar, de tanta raiva.
–Agora você vai ver! -disse ele me jogando na piscina, de roupa e tudo. Filho de uma mãe! Idiota! Viado! A agua estava muito fria, e ele me paga.
–Pega meu celular agora, e da aqui na minha mão. -disse ele rindo, enquanto eu tentava me encolher dentro da piscina.
–Agora você vai ver. -disse o puxando para dentro da piscina também.
Começamos uma outra guerra, só que dessa vez, dentro da agua. Eu já estava ensopada mesmo. Esquecemos do celular, mais quanto saíssemos daqui, esse idiota iria me pagar. Bem feito para ele! Ninguém manda ser pirigueto.
Você entendeu errado
Para provar que estou certo que eu colocá-lo em uma canção
Eu não sei por que
Você está sendo tímido
E se afastam quando eu olho em seus olhos ...
,en
Todos os outros na sala podem vê-lo
Todos os outros, mas você ,en
–O que vocês estão fazendo? -perguntou a chata da Luana, entrando na area da piscina, e observando toda a bagunça que se encontrava ao redor. -Olha essa piscina! Vocês deixaram ela um verdadeiro arco iris!
–Luana, você tá... QUE MERDA É ESSA AQUI? -gritou Dinho assim que nos encontrou, também vindo atrás da Luana.
–Gente, desculpa, mais eu to com muito frio e vou ter que entrar. Vitor, desculpa, mais acho que você vai ter que fazer tudo sozinho. -ri, enquanto, ele me olhava com ar de indignação. Não mandei ele me mandar ir pro inferno, agora aguenta!
–Mais nem nunca que ele vai arrumar tudo isso sozinho! -disse Luana entrando na frente dele. Agora a chata vai querer arrumar encrenca por causa disso?
–Ah, que bom! Já que a advogada se manifestou, pode ajudar ele! Se quiser, é claro, por que eu não mandei ele esquecer o celular no meu quarto ontem. -disse por querer, sabendo que isso a provocaria.
–Vitor, você não vai dizer nada? Essa garota me desrespeita, e ainda por cima, recebe seu total apoio quanto a isso? -falou.
–Lu, sua linda, eu vou ter que entrar agora também, ver se eu recupero o meu celular, você arruma isso ai, enquanto eu me troco. Depois eu venho aqui. -disse Vitor querendo livrar seu lado. Esse não presta mesmo em?
–Bom gente... Estou vendo que vai dar confusão, então eu vou entrando... -disse entrando para dentro. A Juliana e a Fatinha estavam conversando no sofá, e eu até tentei passar despercebida, mais não deu.
–Lia, e Vitor, né... Que amor é esse querida? O Dinho disse que vocês fizeram a maior bagunça lá fora, e a Luana vai limpar tudo sozinha! -disse Juliana, rindo. Eu sabia que elas ainda iam me provocar.
–Sim, e a melhor parte é que ela vai limpar. -falei. -Agora, se me dão licença, eu vou subir pro meu quarto e tomar um banho. To cansada. -ia subindo as escadas, mais a Fatinha me chamou.
–Lia, fico muito contente que você esteja colocando a Luana no quadrado dela. -disse ela sorrindo. -Mais também não fique achando que vou virar sua amiguinha, por que eu não vou. -pronto. A parte amiga da Fatinha acabou.
Revirei os olhos e subi pro meu quarto. Me joguei na minha cama, e quando eu acordei já havia passado bastante tempo da hora do almoço, e haviam algumas mensagens dos meninos do celular. Eles diziam que iam almoçar fora. Eu desci do quarto e fui pra cozinha. A Luana estava conversando com a Juliana e a Fatinha, e as duas pareciam super irritadas com ela.
–Então quer dizer, que você quer nossa ajuda pra se arrumar? -disse Fatinha ironica. -Olha, se você tivesse um pingo de educação eu até pensava no caso. Eu sei que você é brega, mais tipo: Não vou ajudar. Hello! Se vira. -disse a Fatinha batendo a porta e saindo de casa.
–Juli, por fa...
–Nem vem Luana! Te vira ai com as suas coisas! Só vem atrás de nós quando quer favores. Vaza, chispa! -interrompeu a Juliana. -FATINHA, ME ESPERA. -gritou ela. -Tchau Lia, boa sorte com essa praga. -a Juliana saiu de casa.
–Tá querendo ajuda pra se vestir o cara de trapo? -provoquei rindo, encostada no balcão, bebendo um copo de agua. -Por que não vai com as mesmas roupas que usou para limpar o chão hoje cedo? A sua cara não ajuda, então não ia fazer uma grande diferença. -juro que ela viria para cima de mim se eu não tivesse começado a fazer sanduiches com a ajuda de uma faca. Pode ser idiota, mais também não é burrinha.
–Olha Lia, você não vem se achando não, que eu já não to com bom humor hoje! Você só vai ajudar a piorar. -falou, sem me dar medo nenhum. O menina lerda. -E sim! Vou sair com o Vitor, e preciso de ajuda com o que vestir. Não vai ser uma festinha qualquer, tá?
–Só não bato nessa sua cara de pau, porque dizem que bater em madeira da azar, porque ao contrario, eu iria te matar! -disse brava, e pude ver o medo nos olhos dela. Pensando bem, eu poderia muito bem me aproveitar dessa situação. Fazer ela passar um vexame seria muito bom. -Pode deixar que eu te ajudo. Pelo menos uma vez na vida o Vitor vai achar que você tem bom gosto! -disse sorrindo amigável. Meu lado vingativa falou bem mais alto dessa vez.
–Está falando sério? -disse ela arqueando suas sobrancelhas. Não sua anta, eu só falei pra ver sua cara de abestada com chifre ficar ainda mais surpresa do que quando a sua mãe disse que você era filha da sua tia, com o seu avo.
–Claro que estou! -sorri. Ai como meu lado atriz é divo. -eu sei que você precisa de um toque poderosa, pelo menos uma vez na sua vida. Com esse visual chinfrim, até eu ia desanimar. -eu estava morrendo de rir da sua cara apreensiva.
–Muito obrigada Lia! Apesar de você ser uma metida, convencida, é uma diva linda e poderosa! -disse ela quase me abraçando. Ai que melação. Eu sei que eu sou linda, mais não precisa de toda essa droga!
–Antes que eu me arrependa, vai pro seu quarto, e quase na hora de sair você me chama. -disse saindo da cozinha. Agora agente vai mostrar pra essa Luana, com quantos paus se faz uma canoa! Agora, ela me paga! Confusões? E Vem Com Tudo!
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