Notas iniciais
Oi gente, fico muito feliz que eu tenha leitores.
Esse é o cap é o que a Alice conhece o Jasper , espero que gostem

Alice encontrava-se inquieta em um banco de madeira. Há vinte e oito anos tinha certeza de que seria hoje, e estava decidida a esperar. Depois da primeira visão que teve no seu primeiro dia de recém-criada, estava perdidamente e incondicionalmente apaixonada por uma pessoa-vampiro, mais especificamente- que nunca tinha visto na vida.

Ele chegara. Mais parecido com a ultima visão que Alice tivera do que com as outras cinco. Seus olhos continuavam âmbar. Alice tivera vontade de pular e correr, mais nenhum de seus músculos colaborava e se movia. Ensaiara o que dizer pelo menos cinco vezes por dia em todos esses vinte e oito anos o que dizer, mais sua voz tinha sumido. Suspirou e levantou-se do banco com graciosidade o suficiente para qualquer bailarina morrer de inveja.

–Me deixou esperando tempo de mais.- disse ela com sua voz de sinos.

–Desculpe senhora-disse ele educadamente-Meu nome é Jasper Whitlock.

–Prazer Jasper, meu nome é Alice.- disse ela concentrando-se para não gaguejar, e agradecendo aos céus por não corar mais.

–Nos conhecemos de onde¿

–Eu vi você-disse Alice recordando-se de cada visão que tivera e esforçando-se para não rir.

–Como assim me viu¿ Não me lembro da senhorita.- disse ele franzindo o cenho

–Bem...eu vejo o futuro.- Alice estava apreensiva. Não conhecia muito bem o mundo dos vampiros e não sabia se isso era comum, não queria que Jasper pensasse que ela era louca.

–Jura¿!Isso...é simplesmente magnifico! A senhorita pode ver tudo que vai acontecer¿-disse Jasper perplexo

–Não tudo. Vejo as decisões que as pessoas tomam, e se as decisões mudam, o futuro muda. Bem, e você...er..mora aqui¿- Alice tinha ensaiado isso a noite toda, mais para ela continuava parecendo ridículo. Esperava corar mais lembrara-se de que seu corpo já não era mais capaz de tal ação.

Jasper riu.

–O que tem de tão engraçado na minha pergunta¿

–É que vampiros não tem o costume de ter moradia própria. A maioria deles é nômade. Nunca conheceu nenhum¿

–Er...na verdade não. Nunca vi nenhum vampiro por aqui. Acredito que aqui não seja um bom lugar para caçar.

–Aqui é um péssimo local de caça. Como consegue ficar aqui com opções tão limitadas de caça¿

–Bem, é que nunca me ocorreu sair daqui.

–Espera aí. A senhorita está me dizendo que nunca saiu daqui¿ Quantos anos faz desde que a transformaram¿

–Vinte e oito anos mais ou menos...

–A transformaram aqui¿- Jasper lembrou-se das regras dos Volturi. Como alguém conseguiria transforma-la em um povoado tão pequeno onde todos se conheciam¿

–Bem...eu não sei.- Alice disse lembrando-se daquele dia em que acordara sozinha em um sanatório.

–Como pode não saber onde transformou-se¿ E quem a transformou....

–Eu simplesmente não me lembro. Acordei sozinha nos fundos de um sanatório, sem me lembrar de simplesmente nada .-as imagens corriam-lhe a cabeça e por mais estranho que parecesse sentiu todos os seus pelos eriçarem –Levei algum tempo para descobrir que era vampira e experimentar pela primeira vez, sangue humano.

–Então não se lembra de nada , nem da dor da transformação¿- perguntou Jasper boquiaberto- E sua vida humana¿ Talvez se souber de alguns fatos possa assimila-los e descobrir quem a transformou...

–Eu realmente não me lembro de nada, não sabia que transformação doía...- depois dessa declaração de Alice , Jasper boquiabriu-se ainda mais.- mais e você¿

–E-eu¿- disse Jasper encolhendo-se no banco. Lembrou-se que fazia pouco que fugira de Maria e seu exercito de recém-criados. Lembrou-se também do que aconteceria Alice, que tinha uma aparência tão frágil, se cruzasse seu caminho um década antes. Não poderia fazer amizades. O que pensaria Alice se soubesse de seu passado¿ Sabia que Alice não tinha nada a ver com o seu passado e que seria melhor afastar-se do que magoa-la.

Jasper correu deixando Alice intrigada. Alice afundou-se no banco repesando o que teria ela feito de errado¿ Ela não tinha chegado ali para desistir com tanta facilidade. Alice seguiu um cheiro diferente do seu , e pensando ser o de Jasper seguiu-o. Preveu seu destino, pegando um atalho. Jasper surpreendeu-se ao ve-la sentada em uma árvore, balançando uma das pernas e brilhando ligeiramente, pois o sol fraco de outono atingia um pouco de sua pele.

–Alice, o que você está fazendo¿

–Tentando descobrir por que você fugiu de mim.- disse ela pulando da árvore e dirigindo-se a Jasper. Ele tentou passar mais Alice bloqueara seu caminho.

–ALICE, SAIA DA MINHA FRENTE!

–Não antes de receber minha resposta!- disse ela tão petulante quanto antes.

–Alice por favor...- ele gostaria de que ela saísse, de que ela não tivesse o seguido. Queria simplesmente que ela o odiasse , não queria por sua vida – ou morte – em risco.

–Não.

–Alice, eu não sou bom. A senhorita com certeza não vai querer minha companhia. Alice, vai em bora por favor, se não for fazer isso por você faça-o por mim!

–Jasper, como pode dizer que não é bom? Por a caso alguém que realmente é mau avisa a sua vítima do que vai fazer?´´Olhe, eu vou rouba-lo, então vamos fazer igual pique-esconde, eu vou contar até cinco, e ai você corre..``- Jasper ficava cada vez mais irritado, lembrando-se do quanto Alice brincava com algo sério.- Jasper, se você fosse mau estaria ouvindo-me ou arrancando minha cabeça?

–Alice, você realmente quer saber, sim eu sou mau. Sabe por quanto tempo eu vivi exclusimente para matar pessoas? Por mais de vinte anos! E acredite, eu não usava a sua ideia de avisar antes ! Eu participei de um exercito de recém criados, EU FUI CRIADO PARA MATAR . Eu deveria ter morrido ao fim do meu primeiro ano de vampiro , mais eu fazia muito bem o que devia fazer: EU MATAVA. Ah! É claro! Meu talento de manipular as emoções dos outros ajudou a manter-me vivo , mais depois disso EU passei a matar os recém-criados que passavam de um ano de vida! E sabe o que aconteceria com você se cruzasse meu caminho antes¿ Não estaríamos mais nós DOIS conversando aqui!

Jasper esperou que Alice fosse correr, dizer que tinha medo dele ou ao menos demonstrar isso , mais ela continuava ali, imóvel, com a mesma expressão impassível. Pela primeira vez que viram-se ele não vasculhou suas emoções , como fazia com todos, estava olhando-as apenas agora. Ele sentia, amor, como nunca havia sentido antes era intenso e inexplicável. Ela o amava. Ele sentia-se feliz. Pela primeira vez desde que fora transformado, sentia vontade de viver, viver apenas para Alice. Ele o amava tanto quanto ela o amava.

–Jazz, de que importa o que você fez no passado?-disse ela com sua voz de sinos – Acredito que não tenha sido uma boa pessoa em minha vida humana, mais mesmo assim, você não afastou-se de mim, pelo contrario, tentou proteger-me do perigo que você acha que existe, — Alice agora exibia um sorriso bondoso, e Jasper no intuito de protege-la a fez sentir raiva — e Jasper, não ira adiantar sua tentativa de fazer-me sentir raiva de você, isso é simplesmente impossível.- agora Alice aproximava-se graciosamente de Jasper – Eu gosto de você desde a primeira visão que tive com você- Alice evitou a palavra amo – e nada, jamais mudará isso.

Jasper aproximou-se lentamente de Alice , que por sua vez , ficou na ponta dos pés. Seus lábios tocaram-se, fazendo Alice a pessoa — vampira – mais feliz do mundo. Alice sentira como se milênios nunca seriam suficiente tempo, para ela e Jasper. Gostaria que o tempo parasse para sempre, no momento mais especial de toda sua existencia. — Talvez não o mais especial, já que o mais especial de todos mesmo, foi quando ela descobriu que o veria em breve. Jasper , por sua vez sentira-se vivo. Alice agora parcia ser a razão de sua exitencia. Ele pensou em como um anjo como Alice poderia querer ficar com um monstro como ele, e com esse pensamento afastou-se de Alice.

–Tudo bem, você me convenceu – disse Jasper considerando-se a pessoa mais egoísta do mundo, pois botava Alice em perigo, e por mais que tentasse ignorar sua conclusão precipitada, ele a amava – Você tinha me chamado de Jazz?

–Você não gostou? — disse Alice formando um biquinho

–Eu gostei nunca tinha tido um apelido antes, e falando nisso, já lhe disseram que a senhorita parece uma fada?

Alice riu

–Eu?

–Sim, você. E já que a senhorita me deu um apelido, eu gostaria de dar um a você também: fadinha.

Alice riu novamente. Ela e Jasper sentaram-se em uma árvore observando silenciosamente, o pôr-do-sol.

–Alice, você sabe que sou nômade, não sabe? — Alice assentiu com a cabeça – E eu vou partir hoje ao anoitecer, você...quer...ir comigo?

–Eu ? Ir com você/ — Japer esperava de Alice algo como: ´´ Sinto muito mais gosto de mais daqui...´´ porém Alice abriu um enorme sorriso — É claro que eu vou ! – E Jasper retribui com um sorriso tão caloroso quanto o de Alice. Ao crepúsculo Jasper e Alice partiram rumando para o Norte .