Breathless
12 Twelve
Notas iniciais
*No dia seguinte*
Eu acordei pela manhã e acordei a Mayumi. Nós resolvemos arrumar o quarto e depois irmos comer no McDonalds... então fizemos isto. Algumas horas depois, Kurt ligou para a japonesa. Ele nos convidou para irmos na casa dele, e a Mayumi mais uma vez falou por nós dois dizendo '' É claro que a gente vai ''. Bom... Adeus, McDonals. Olá, casa do Kurt.
*Na casa do Kurt*
Chegamos na casa do Kurt e ele nos recebeu com um grande sorriso, ele nos convidou para entrar e depois nos chamou para irmos em seu quarto. A casa dele era linda por dentro e por fora. Era grande, simples porém luxuosa, era algo inexplicável.
Quando chegamos ao quarto do rapaz, eu me espantei ao ver quem estava deitado na cama dele. Era o Matt... eu achava que ele já havia ido embora depois de repousar, mas muito pelo contrário... ele estava deitado na cama enquanto jogava um mini-game portátil. Ele abaixou o olhar quando me viu.
— Bom, vou deixa-los sozinhos. — disse Kurt pegando na mão da japonesa e se retirando do quarto, me deixando sozinho com Matt em seu quarto. Aquilo era tão estranho. Matt sequer olhou para mim. Ele simplesmente se concentrou no jogo que tinha em mãos, como se eu fosse invisível, aquilo me deixou irritado... Como ele podia me ignorar daquela forma? Eu fiquei o observando perto da porta enquanto ele estava deitado. Que droga, por que era tudo tão difícil?
— Matt... — eu disse enquanto me deitava ao lado dele na cama. — Oque aconteceu ontem a noite? — perguntei fitando o této.
— Você disse que eu só te fazia mal... — as suas palavras se arrastavam, meu coração doeu só de escuta-lo dizer aquilo. Talvez eu tivesse sido um pouco rude quando disse aquilo a ele.
— Você me magoou, Matt...
— Você não me deixou explicar...
— Matt, eu não quero ouvir suas mentiras...
— Eu nunca menti para você, Lucas. — ele disse deixando o portátil de lado e olhando para mim. As palavras dele realmente tocaram fundo em mim, comecei a me perguntar quantas vezes eu o escutei... e percebi que nunca parei para escutar oque ele tinha para falar... — Será que eu posso te explicar oque aconteceu aquele dia? — ele perguntou.
— ...Tudo bem... — eu disse o olhando nos olhos. — Pode falar... — completei.
— Naquele dia, a Elizabeth disse que queria falar comigo no final da aula e eu falei ''tudo bem... '', quando eu fui falar com ela ... ela disse que estava apaixonada por mim, mas eu disse que não gostava dela daquele jeito... e... ela simplesmente me beijou, ai juntou um monte de gente ao redor da gente e foi isso... mas logo depois eu me afastei dela e disse que já existia outra pessoa que tomava conta do meu coração, um garoto... foi isso oque aconteceu, Lucas.
Droga, eu era mesmo um idiota. Se eu tivesse ouvido oque ele tinha para falar, talvez as coisas tivessem sido diferentes. Talvez eu não tivesse visto ele bêbado, talvez eu não tivesse magoado ele e nem ele tivesse me magoado. Eu me sentia um completo idiota naquele momento.
— Matt... — meu coração acelerou e eu me aproximei dele sem hesitar. Eu o beijei. — Me desculpe, eu sou um idiota! — eu o abracei com força, nunca mais queria me afastar dele... era tão estranho aquele sentimento incontrolável que a cada segundo aumentava.
— Lucas... — ele sussurrou. — Eu te amo. — ele disse. Eu queria vomitar meu coração e entregar a ele, mas seria um pouco nojento da minha parte... então eu o beijei. Se amar era aquilo, então eu estava apaixonado. Eu já não aguentava pensar em perder o Matt novamente, seria doloroso... nem mesmo a idiota da Elizabeth iria tira-lo de mim, eu não deixaria. O Matt apartir daquele momento, ele era somente meu.
— Matt, você gostou do beijo que a Elizabeth te deu? — perguntei enquanto me afastava dele.
— É claro que não, Lucas. — ele disse. — O beijo que ela me deu só me fez perceber uma coisa... — completou.
— Posso saber oque?
— Só me fez perceber... que eu realmente te amo, Lucas. Antes eu confesso que só achava você bonito e inocente, mas depois do beijo que a Elizabeth me deu... eu senti nojo de mim mesmo, eu não queria ficar com ninguém que não fosse você, Lucas.
— Eu senti o mesmo quando... beijei a Mayumi...
— Você beijou a Mayumi? — ele pareceu irritado ao saber daquilo, eu me senti tão bem quando o vi daquela forma por causa do beijo que dei na japonesa. Foi um sinal de que ele se importava.
— Sim... — eu disse. — Mas eu não senti nada além de remorso, eu não queria ter feito aquilo, eu não queria uma garota... eu queria um garoto, queria você, Matt... — acrescentei.
— Você me ama? — ele perguntou acariciando minha face.
— E-eu... eu não sei, Matt... oque eu sinto por você é confuso, difícil de dizer.
— Você sente seu coração acelerado quando está comigo? — ele perguntou.
— Sim... — respondi.
— Você sente que quando estamos juntos... o mundo já não importa?
— Sim. — respondi envergonhado.
Matt me puxou para um lento e apaixonado beijo, eu senti faíscas nos rodiarem. Meu corpo estremeceu, eu queria permanecer daquele jeito para sempre. Era como se eu estivesse vivendo um sonho, mas aquilo era melhor... porque... era a vida real.
— Eu sinto o mesmo. — ele disse sorrindo. — Eu te amo, Lucas.
— Matt Hunting... — eu disse. — M-Meu coração... parece que vai explodir quando eu estou perto de você, isso é oque eu sinto por você. Sinto que meu coração vai explodir de tantas emoções que se juntam em um só lugar, em um só momento...
— Eu te amo. — ele reptiu enquanto me abraçava.
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