Notas iniciais
Magoado.

*Naquela noite*

Depois de explicar para Mayumi tudo oque havia acontecido entre mim e Matt, a japonesa tentou me animar pedindo uma pizza e alugando alguns filmes de terror. Tudo oque eu mais gostava. Quando os filmes acabaram, nós resolvemos ir para a cama. Mas quando eu já estava apagando as luzes, meu celular tocou então eu as acendi novamente e atendi o celular.

— Alô? — eu disse ao atende-lo.

— Lucas, você atendeu! — era o Matt.

— Eu já disse que não quero falar com você nunca mais!

— Lucas, eu não queria que você visse aquilo. Vamos conversar, eu posso ir ai na sua casa? Você tá sozinho?

— A Mayumi está aqui e eu já disse que não quero te ver nunca mais!

— Lucas, eu te amo. — ele disse, aquilo me irritou profundamente.

— Não me faça de idiota, Matt! Por que você não vai atrás das outras garotas ou garotos, sei lá! Não me importa contanto que você fique longe de mim! Tchau. — então eu desliguei o celular.

Mayumi me olhava um pouco confusa, ela nunca houvera me visto daquela forma, tão irritado mas cheio de lágrimas nos olhos. Era impossível não me sentir daquela forma...

— Lucas, não chora... — disse a Mayumi enquanto enxugava minhas lágrimas.

— Eu acho que gosto dele, Mayumi... eu acho que gosto do Matt... — eu disse chorando.

— Avá.

— Como ele pode ser tão idiota? Ele não podia ter beijado aquela idiota da Elizabeth.

— Quer saber de uma coisa? Eu vou na casa do Matt agora! — disse a japonesa pegando um casaco e saindo do quarto. Eu a segui até a sala, eu nunca havia visto ela tão decidida.

— Mayumi, não! — eu tentei impedi-la, mas ela não quis dar para trás e sumiu entre a escuridão da noite. Fiquei muito preocupado, afinal, uma garota como a Mayumi... sozinha no meio da noite... naquelas ruas perigosas...

Eu a procurei por todo lado, mas eu não sabia onde era a casa do Matt e aquilo me deixou realmente frustrado, resolvi voltar para casa, estava frio nas ruas. Liguei no celular da japonesa e ela o atendeu.

— Mayumi, onde você está? — perguntei preocupado.

— Estou na porta da casa do Matt, vou falar umas verdades para esse baka! — ela disse.

— Mayumi, volta já para casa!

— Não. — ela respondeu — Eu não vou deixar que o idiota do Matt te faça sofrer, você não merece isso! — ela completou.

— Mayumi!

Ela desligou o celular na minha cara e aquilo me deixou irritado, logo liguei para o Matt. Afinal, já estava tarde e se a Mayumi voltasse sozinha, ela corria muito risco de ser assaltada, morta ou estrupada...sei lá. Não gostava nem de pensar naquele tipo de coisa, então liguei para o mais velho:

— Matt! — eu disse.

— Lucas, você ligou! — ele disse com uma voz animada — Você quer que eu vá ai? — perguntou.

— Escuta aqui, a Mayumi está na porta da sua casa. E eu preciso que você deixe ela dormir ai, já está muito tarde para ela voltar sozinha para a minha casa.

— Nossa, você falando assim até parece que é ''mãe'' dela.

— Você entendeu?!

— Ta entendi...

— ótimo. — desliguei o celular e me sentei no sofá.

— A vida é mesmo uma droga. — eu disse a mim mesmo. O tempo passou bem rápido, logo fui vencido pelo sono e acabei adormecendo no sofá de casa.

*Na manhã seguinte*

Acordei com um delicioso cheiro de café, abri os olhos lentamente e fui até a cozinha. Quando vi que não era a japonesa que estava lá e sim Matt, a última pessoa que eu gostaria de ver em minha casa logo pela manhã.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei irritado porém sonolento.

— Eu trouxe a Mayumi bem cedo e ela acabou indo dormir, eu percebi que você estava bem cansado pelo jeito que você estava ontem a noite no celular e resolvi fazer o café da manhã. — ele disse sorrindo.

— Matt, vai embora daqui. Eu já te disse tudo o que você tem que saber, não quero mais te ver!

— Lucas... — ele sussurrou dessa vez com um aspecto triste em sua face — Me deixe explicar o que aconteceu... — ele pegou em minha mão e meu coração voltou a acelerar, eu nunca pensei que sentiria tanta falta daquela sensação de desespero e medo. Mas eu não iria facilitar para ele, o Matt havia me magoado muito.

— Eu não quero te ouvir, Matt. — eu disse me afastando dele.

— Você vai me ouvir sim, eu preciso que você saiba, Lucas. — ele disse.

— Não! Já chega! — bramei. — Eu não quero te ouvir, você só me faz mal, você não entende isso?

— Eu... só te faço mal, Lucas? — eu pude sentir a dor em suas palavras.

— ... Sim. — eu disse quase chorando. — Vá embora daqui!

Matt me olhou por alguns segundos, ele parecia surpreso com minhas palavras. Então ele foi embora.

— AAAAAAAH — gritei irritado. — Que droga de vida! — gritei ainda mais alto, eu queria que tudo acabasse de uma vez, que eu não precisasse gostar dele, que eu não precisasse me sentir tão mal, que eu não precisasse chorar. Eu queria não precisar de mais nada.

Notas finais
AAAAAAAIn, que drama T^T deu até vontade de chorar quando escrevi esse cap. Digam o que estão achando ;D
e deem idéias, ok? BEEEEEEEEEEIJos :*