Notas iniciais
Oi meninas!!
Desculpem a demora gigantesca a postar o capítulo.
Eu estava super ocupada com a faculdade....
Ando lotada de coisas, mas nunca vou deixar de escrever as fics, eu realmente amo escrever.
Espero que vcs ainda queiram ler.
Tentei fazer essa capítulo mais leve e menos dramático.
Espero que gostem.
O prox cap vai ser hot
Beijinhos

As palavras de Damon haviam me afetado mais do que eu poderia imaginar, haviam me desorientado. Eu realmente o havia magoado e bem, eu não podia dizer muita coisa em minha defesa. Eu havia feito tanta coisa errada lutando contra meus sentimentos, eu havia criado um bloqueio em mim, um bloqueio que me dizia que eu não podia sentir nada por ele. E embora eu dissesse não sentir, isso nunca foi verdade. Eu sempre senti. Eu sempre o amei. E eu não demonstrei isso, eu apenas fiz com que ele ficasse cansado de mim. Ele parecia ter desistido de mim e eu não posso negar que isso é algo que eu mereço. Baixei o olhar, por um instante, todas as palavras haviam me faltado. Eu não sabia o que dizer. Não, eu não podia começar a chorar de novo. Eu não quero ficar chorando pelos cantos, não mais. Eu realmente preciso aprender a controlar minhas emoções, mas isso não é tão fácil quando se é uma vampira. Respirei profundamente e consegui, de alguma estranha forma, achar uma paz dentro de mim. Havia conseguido me acalmar.

-Damon... -Chamei hesitante. Tentei aproximar-me mais uma vez. -Você podia tentar me dar uma chance. –Senti ridícula por falar isso, era uma frase tão clichê, mas de fato era de uma chance que eu precisava. Eu precisava convencê-lo que eu o amava.

-Chance? Pelo que, Elena? –Damon perguntou-me entediado.

-Para mostrar que eu te amo pelo que você é e que você não precisa mudar para me agradar. –Falei sinceramente.

-Isso não é necessário. –Respondeu-me em um tom frio, distante.

-Por que não é necessário? –Perguntei.

-Porque isso não tem importância alguma. –Acariciou meu rosto lentamente, fazendo com que eu sorrisse por um breve momento até que ele se afastou de mim.

Damon pareceu me ignorar completamente quando pegou o celular e discou um número calmamente.

-O que você está fazendo? –Perguntei.

-Telefonando. -Damon ergueu o telefone como se quisesse disser que a resposta era totalmente óbvia.

-Eu sei. -Rolei os olhos. –Eu quero saber para quem você está telefonando.

-Para o Stefan.

-E para que você está ligando para ele?

-Para ele vir te buscar.

-Eu não acredito nisso, Damon. –Protestei. Por que ele tinha que ser tão teimoso e insistir nisso de ligar para o Stefan para ele vir me buscar.

-Eu disse que eu ia ligar para ele.

-Isso é ridículo.

-Ele deixou uma vampira fora de controle sair de casa e agora ele que resolva. Você é responsabilidade dele.

-Desde quando eu sou responsabilidade dele? –Perguntei verdadeiramente irritada. –E eu não estou fora do controle.

-Está sim, você mal consegue conter suas próprias emoções, Elena.

-Melhor do que você que finge que não tem nenhuma. –Retruquei e no instante seguinte achei que eu não deveria ter falado nada, mas a verdade é que de fato eu não conseguia controlar muito bem o que eu estava falando. E se ele está magoado, que fique com raiva de mim, então. –Se fosse para eu ser responsabilidade de alguém, seria sua, afinal, eu fui transformada com o seu sangue. –Olhei diretamente nos olhos dele. –Nós não deveríamos ter uma ligação por isso?

-Você está assistindo True Blood demais, Elena. Isso não existe. –Damon respondeu exibindo um daqueles seus sorrisinhos cínicos. E bem, esse sorriso meio torto dele é completamente irresistível. Eu quase perdi o ar só de vê-lo sorrir daquele jeito.

Rolei os olhos quando Damon pegou novamente o celular, não podia acreditar que ele iria mesmo continuar com isso de telefonar para o Stefan. Ele podia ligar para quem quisesse por que eu não iria embora, não iria ficar longe, nunca mais ficaria. Tentei tomar o telefone da mão dele, mas foi inútil, por um instante, eu me senti humana, porque eu simplesmente não conseguia ser mais rápida. Isso era até engraçado, no fundo, nós dois brigando pelo celular foi algo que me fez bem, alegrou-me coração. Por um instante, eu percebi que ele estava rindo, talvez, se divertindo comigo, mas no instante seguinte, o sorriso se desfez. Sentei-me no sofá, cruzei os braços, estava quase irritada.

-Damon, é serio? Você vai continuar fazendo isso comigo? -Exigi, por que ele tinha que ser tão teimoso, chato, lindo, gostoso... Quando eu percebi meu olhar tinha passeado muito mais do que deveria pelo corpo dele. E obviamente ele havia percebido. Aquele sorriso cinicamente satisfeito desenhou-se em seus lábios. Desviei o olhar, só que ele já havia notado.

-E o que você quer que eu faça com você, Elena? -Damon me perguntou ainda com aquele risinho sarcástico em sua face. -Que eu te leve para o banheiro para que nós façamos um sexo selvagem em cima da pia?

Bufei, minha expressão se fechou completamente. Mas a verdade é que uma parte de mim não achou aquilo tão irritante ou despropositado. Mas o que eu estou pensando? Eu devo estar com algum problema! Como assim pensar nem que seja por um segundo em fazer sexo em cima da pia do banheiro. -Por que você tem que falar essas coisas pra mim?

-Porque você não para de olhar pra mim. -Divertiu-se. Por que ele tinha que adorar me provocar? Pelo menos, ele não estava sendo mais tão frio comigo. E bem, eu até gosto quando ele fica implicando comigo, é engraçado. -Você podia ser mais discreta, Elena. -Piscou.

-Se não quer que eu olhe você devia fechar o botão da sua calça e colocar uma camisa. — Respondi num tom quase desafiador.Confesso que seria bem melhor se ele ficasse como estava. Não me incomodei de ficar olhando o tempo inteiro desde que havia chegado. – A culpa não é minha, é você que fica aí se exibindo.

-Eu não estou me exibindo, foi você que chegou num momento inapropriado. –Provocou-me, mais uma vez aquele sorrisinho cínico que era tão sedutor.

-Tá eu já sei, você estava transando com a vadia. –Fechei a cara novamente. Sim, eu estava com ciúmes, muito ciúme. Eu deveria ter voado no pescoço dela e tê-la matado. Mas o que eu estava pensando? Eu realmente acabara de ter planejado o assassinato de alguém em minha mente em tão poucos segundos? Bem, eu acho que sim, mas não posso culpar-me por isso. Ela bem que merece mesmo. -Você tem sorte que vampiros não pegam doenças sexualmente transmissíveis. –Respondi a provocação. –Sim, ter me lembrado da garota fez com que eu ficasse com muita raiva e com muito ciúme que eu já não tinha muita ideia do que eu estava falando.

-Isso é ótimo, Elena. Eu também tenho sorte em saber que não serei processado por ter largado filhos por aí sem pagar pensão.

Eu iria falar alguma coisa, mas Damon me interrompeu.

-Shhh... -Damon sussurrou, levando um dos dedos aos próprios lábios.-Está chamando.- Inacreditável! Ele estava mesmo telefonando para o Stefan.

Damon ligou o viva voz do celular e eu ouvia o toque continua indicando que estava chamando. No terceiro toque Stefan atendeu:

-Alô?

-Olá, irmãozinho. — Damon falou em seu típico tom irônico, exibindo um sorriso que combinação com aquele tom.

-Damon, é você? -Stefan pareceu surpreso, não deveria esperar a ligação do irmão.

-Não, é um esquilo. -Balançou a cabeça negativamente e o sorriso alargou-se seu rosto, provavelmente pensando em como Stefan podia ser tão sonso. -É lógico que sou eu.

-Não imaginei que nós fossemos nos falar em tão pouco tempo.

-Nós não iríamos, mas por sua causa nós estamos nos falando. -Fez uma pausa e me olhou, eu bufei e olhei para cima. Damon pareceu achar graça da minha expressão. -Parabéns, irmãozinho, você é tão incompetente que não conseguiu controlar uma bebê vampira e ela terminou no meu apartamento.

-Eu não sou uma bebê vampira. — Retruquei.

-É sim, você é uma vampira a pouquíssimo tempo.

-De onde você tirou isso de “bebê vampira”?

-Eu inventei agora. –Arqueou uma das sobrancelhas. –Ou eu posso ter visto em algum lugar...

Rolei os olhos.

-Irmãozinho, você tem que vir buscar a Elena. –Damon voltou a sua conversa com Stefan.

-Mas ela não quer...

-Mas você tem que cuidar dela. Se ela é uma vampira, é por sua causa.

-Não precisa ficar me lembrando disso. E ela não foi procurar você porque se tornou uma vampira, ela foi...

-Não interessa porque ela veio, interessa é que ela tem que ir embora e voltar para o que ela escolheu.

-Damon, ela não vai vir mesmo se eu for aí.

-Eu não vou mesmo. –Gritei. Lógico que eu não ia embora.

-Tá vendo?

-Ela vai sim, Stefan, só você prometer que não vai obrigá-la a comer esquilos. Eu também teria fugido se eu tivesse que viver nessa dieta.

-Não foi por isso que eu fugi. –Eu me intrometi na conversa novamente. –Eu fugi porque eu quero ficar com você, Damon, porque eu te amo...

Ele fingiu que não ouviu o que eu disse. Pelo menos, fingiu não ter ouvido a segunda parte.

-Elena, eu aposto que você nunca bebeu de um humano...

-Mais ou menos... -Respondi.

-Mais ou menos quer dizer não.

-Bem, eu me alimento das bolsas de sangue...

-Igualmente nojento.

Não respondi, apenas balancei a cabeça negativamente. Só que no fundo, eu também me imaginava bebendo diretamente de alguém. Eu conseguia beber sangue de animais, bolsas de sangue eram um pouco melhor, mas muitas vezes, não pareciam o suficiente, pareciam não me saciar completamente. Mas eu não iria falar sobre isso, eu não me sentia bem falando sobre isso comigo mesma. Minha mente por um instante ficou distante demais para que eu pudesse prestar atenção na conversa de Damon e Stefan, eu estava muito longe, meus pensamentos mantiveram a distancia até que as palavras de Damon me trouxeram novamente a realidade.

-O Stefan vai vir te buscar. Quando ele chegar você vai, eu não te quero aqui. -Falou num tom tão frio, tão insensível que fez com que meu coração se partisse em milhares de pedaços. Ele não me queria por perto, ele não me queria perto dele.

Olhei-o novamente, olhei-o em seus olhos tão azuis e ele não parecia de fato feliz. Ele estava apenas fazendo o que sempre fazia, ele estava fingindo que não se importava para não se envolver mais, não se magoar. Só que de um jeito ou de outro, ele iria me abandonar. E eu não poderia ficar sem ele, eu simplesmente não posso.

-Isso Damon, faz o que faz de melhor. -Falei num tom choroso, dessa vez não havia conseguido conter as lágrimas. -Me larga sozinha. Me larga com o Stefan. Como você fez quando me fez esquecer de você, quando você foi embora depois que eu me tornei vampira e agora você está fazendo de novo... -Uma pausa, mal conseguia falar, o choro era intenso demais, era até difícil articular as palavras. Meu corpo inteiro doía, doía porque a dor emocional era forte demais, dilacerava minha alma, me destruía.

-Ah, Elena... -Falou num tom de um quase lamento, ele não gostava de me ver chorar.Damon abraçou-me carinhosamente, pude sentir seus braços fortes ao meu redor, o calor de seu corpo envolvendo cada molécula do meu.

-Por que você me fez esquecer? -Perguntei ainda chorando. -Por que você me fez esquecer de tudo?

-Por que você era tão doce, a boa. Desde o início, eu soube que você era boa demais para mim. -Confessou enquanto acariciava os longos fios castanhos de meu cabelo.

-Mas eu tinha me apaixonado por você e eu me apaixonei de novo... -Sorri, um sorriso fraco, afetado.-Eu te amo...-Confessei, confessaria várias vezes.

-Eu também te amo, eu nunca deixei de amar, Elena. -Ele finalmente admitiu.

-Por favor, não me deixa... -Pedi.

-Eu não vou deixar. Nunca mais. -Prometeu enquanto olhava-me nos olhos. Nossos olhares haviam se encontrado de uma forma tão doce, tão perfeita. Eu pude sentir que nós éramos mesmo perfeitos um para o outro.

E antes que eu pudesse notar, meus lábios estavam colados aos dele num beijo deliciosamente amoroso, um beijo dedicado, apaixonado. Pude sentir uma corrente elétrica percorrer toda a extensão de meu corpo, era uma sensação tão boa, tão única. Minhas mãos acariciavam o rosto dele ao mesmo tempo em que ele muito mais ousadamente percorria cada curva de meu corpo provocando sensações tão intensas. Meu corpo pulsava, pulsava tão forte por ele, pelos toques dele, pelos beijos... Eu já nem raciocinava mais, não conseguia. Só havia nós dois, unidos pelos beijos que de românticos se tornavam ardentes, pelos toques tão quentes e deliciosos que trocávamos... E então meu corpo estava sendo pressionado contra a parede, uma pressão quase convidativa. Eu havia me rendido tão facilmente. Ele havia reclamado meus lábios para ele, num beijo que atingiu até mesmo minha alma e acendeu um desejo fortíssimo dentro de mim. A boca dele descia por meu pescoço, depositando beijos provocantes, mordidinhas que me fizeram arrepiar. No instante seguinte, eu o havia feito trocar de lugar comigo, colocando-o contra a parede. Minhas mãos percorriam ansiosamente o peitoral nu, sentia cada músculo bem definido, fui adiante, descia pela barriga sarada... o corpo dele era delicioso. E de repente, apenas toques não eram suficientes, meus lábios delicados roçavam na pele dele, beijando seu corpo gostoso. Só pude dizer que todo o amor se misturava ao desejo, um desejo que eu não podia e nem queria controlar, apenas queria me entregar. Sorri satisfeita ao perceber que nós estávamos nos agarrando como vampiros. Eu me comportava naturalmente como uma, cada instinto estava ampliado mais de mil vezes e tudo em que eu pensava era fazer sexo com ele. E então eu estava sentada sob a mesa da sala, minha blusa desapareceu rapidamente revelando o sutiã rendado que cobria meus seios.

-Vermelho... -Ele sussurrou, um sorriso sacana se desenhou em seus lábios. Beijou o vão entre meus seios. Fechei os olhos, suas mãos tiraram o sutiã vermelho de mim, deixando meus seios volumosos à mostra. Apalpou-os, massageou-os. Soltei um gemido alto quando sua boca quente tocou a minha pele sensível. Chupou meus seios intensamente, roubando qualquer sanidade que eu ainda pudesse ter. A língua brincou como se massageasse. Um suspiro profundo, não pude contê-lo. Meu corpo ardia, queimava numa luxuria interminável. Minha respiração era irregular, eu ofegava, meu coração acelerava. Ele se dedicou um bom tempo em meus seios, quase me levando a loucura, e depois fez o caminho de volta até meus lábios. Os beijos eram lascivos, intermináveis quentes. Eu nunca havia beijado assim e os beijos se tornavam ainda melhore, ainda mais sedutores convidativos. Eu já não podia mais me reprimir, mas como poderia? Entreguei-me ainda mais. Podia sentir o volume na calça dele contra meu corpo. Gemi nos lábios dele. Respondi aos beijos com ainda mais lasciva. Finquei as unhas nas costas dele, arranhando com vontade. Passeava no corpo dele, queria explorar cada parte dele.

-Eu te quero tanto... -Sussurrei no ouvido dele sedutoramente.

No instante seguinte, as bocas se uniram novamente em um beijo ainda mais libidinoso, nossos corpos se uniam ainda mais numa sincronia perfeita...

Notas finais
Por favor, comentem =*