Breath Of Life - Dramione

23 Capítulo 22 - Água e sangue


No morro perto do castelo todos olhavam alarmados. Era muito mais deles do que haviam imaginado e infelizmente a tempestade de neve não ajudava em nada. Talvez era bom acenderem uma fogueira e passar a noite antes de tentarem entrar em Hogwarts.

- H-Harry? — Gina chamou, sua voz sendo cortada pelo vento — Acha sensato pararmos aqui?

- Não temos outra opção — Harry suspirou — Olha quantos deles tem.

As criaturas batiam conta a proteção azulada de Hogwarts debilmente e lentamente. Algumas delas estavam atoladas na camada de neve que cobria o chão, outras, tentavam se aproximar do Salgueiro Lutador e eram arremessadas longe antes de voltarem e tentarem de novo. Mesmo sendo uma cena idiota, aquele lugar ainda transmitia a sensação de um lar.

- A neve está muito alta — Gina comentou — Podemos passar... eles não. Se um pouco da neve derreter durante a manhã eles vão conseguir voltar a andar, acho melhor irmos... temos algumas vassouras... podemos ir com elas...

- Isso é uma boa ideia — Harry pareceu pensar — Hermione faria algo assim.

- Bem, alguém me ensinou não é? — Gina sorriu e o beijou na bochecha — Vá falar com Zabini.

Harry assentiu e deixou Gina. A ruiva olhou novamente para baixo, onde havia uma grande inclinação. Suspirou e olhou novamente para Hogwarts. O castelo estava intacto, mesmo depois da guerra já que naqueles quatro anos haviam o reconstruído. McGonagall estava com eles, então, somente os elfos domésticos estavam dentro da escola, cuidando de tudo.

Hagrid, porém, havia decidido ficar por ali. Ninguém sabia mais notícias dele... as corujas, todas estavam no Corujal, esperando para que algum dia alguém volte a mandar cartas. Ia demorar, mas todas estavam ali.

- Mamãe? — Teddy perguntou, caminhando com suas pernas curtas — O que está acontecendo?

- Nada — Gina sorriu para ele — Você não deveria estar com Andrômeda?

- Ela foi achar água pra gente — ele respondeu — Vicky está com a mãe dela.

- Vicky é uma menina inteligente — Gina o pegou no colo — Sabe se cuidar. Brincou muito com ela esses dias?

- Sim — Teddy mudou seus cabelos para preto — Mas ela tem medo de algumas coisas, como daqueles bichos tipo a gente. Mas eu vou proteger ela. Vou, vou, vou!

- É, você vai — Gina o colocou no chão — Preciso que você fique com a vovó Molly agora, ok? É muito perigoso você ficar aqui comigo.

Teddy assentiu e saiu correndo para sua avó. Gina suspirou e começou a andar. Algumas pessoas estavam encolhidas em grupos, tentando se proteger do frio. Ela olhou novamente para a inclinação porém viu algo alarmante. Eram tanques de guerra, soldados com armas e carros super equipados. Prendeu a respiração. Estavam vindo em sua direção.

- Harry! — gritou e correu para avisar.

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Naquelas duas semanas que se passaram, Hermione ganhou uma nova rotina.

Todos os dias durante a manhã ela ia escovar Ginger e todas as vezes que ela se aproximava a égua a ameaçava ou tentava correr para longe. Depois de quatro dias, ela se acostumou com sua presença. Então, ela e Myla iam até o galinheiro que ficava atrás da casa e pegavam os ovos das galinhas. Comiam ovos mexidos ou fritos de almoço. Durante a tarde, ficavam na casa, apenas mexendo nas coisas dos antigos proprietários. Durante a noite, Myla preparava um café e as duas ficavam na sala com a lareira acesa. Falavam muito pouco.

Nessa manhã, Hermione selou Ginger ( coisa que ela aprendeu com facilidade) e a montou. Myla tinha outro cavalo, um negro, chamado Pilgrim, que era muito mais dócil. Myla cavalgava lentamente, pelo fato de estar grávida e ser muito perigoso se ela caísse.

- Aqui seria um lugar muito bonito — Hermione observou enquanto elas passeavam — É uma pena estar tudo congelado.

- Acho que o gelo conserva as coisas — Myla observou — Tem um arbusto cheio de flores perto do galinheiro, não sei você observou, e todas as flores estão congeladas. Intactas. Como se estivessem esperando a primavera.

- Sim, eu vi — a morena confirmou — Mas quando a primavera chegar o gelo vai derreter e as flores vão murchar e cair. Então, vai dar sementes, que vai gerar outro arbusto de flores.

- Não — Myla riu — As galinhas vão comer as sementes.

Hermione riu baixinho. Ginger tentou brigar com Pilgrim e teve que a controlar. Odiaria que Myla caísse.

- Bem... — suspirou — Queria que o gelo conservasse outras coisas.

- Por exemplo? — a outra perguntou.

- Amor — respondeu — Famílias, memórias... tudo o que a praga destruiu. O gelo poderia conservar isso ao invés de flores, não acha?

- Acho que isso não é questão de conservar, mas sim de reconstruir — Myla disse baixinho — Reconstruir o amor que você teve uma vez. Unir uma nova família. Fazer novas memórias. Criar novas lembranças.

Myla falou sobre Scott uma das raras noites em que as duas conversavam. Disse que trabalhava numa galeria de arte até seus singelos dezesseis anos e foi lá que aprendeu tudo sobre Picasso e Van Gogh. Arte era uma grande parte de sua vida assim como Magia era para Hermione. Seu trabalho era seu orgulho. Um dia, teve uma exposição de um artista não muito famoso em Boston e a galeria contratou um Buffet Chinês, já que o artista era chinês. Um dos garçons era Scott. Os dois se apaixonaram e decidiram se casar um ano depois, quando ambos tinham dezessete. Porém, o pai de Scott morreu na guerra do Iraque e o filho revoltado decidiu se alistar no exército. Myla ficou o esperando por seis meses, até decidir se alistar também. Foi como tudo começou, até a praga aparecer. Os pais de Myla foram mortos por bruxos, que achavam que os dois eram zumbis... mas estavam errados. O ódio dela começou ali. Foi por isso que ela aceitou a missão e, Scott, foi com ela.

Naquela noite, Hermione achou um livro.

- Está todo sujo — disse para a outra mulher — Uma pena, fala muito sobre medicina com plantas aqui.

- Uma pena seria se ele estivesse coberto com sangue — Myla suspirou — Vou ver se ainda tem café.

Ela saiu da sala. Hermione se sentou e abriu o livro, assoprando o pó para longe. Folhou as folhas, vendo os desenhos feitos a mão. Encontrou uma página sobre flores medicinais. Leu quase tudo, não percebendo que tinha duas páginas coladas uma na outra.

- Voltei — Myla anunciou e entregou uma xícara de café — O ultimo pote, vou sentir falta de uma boa cafeína.

- Eu não muito — confessou e deixou o livro de lado — Mas cansei de comer ovos.

- Podemos matar uma galinha se quiser — Myla disse — Eu corto o pescoço.

Hermione riu.

- Não — ela tomou um gole da bebida — Chega de sangue.

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Ele deu mais um tiro e viu a carne cair na neve e o líquido vermelho se misturar com o transparente. Viu Steve pular em outro e o rasgar em pedaços. Acharia nojento se não fosse naquela situação, porém agradeceu o animal por matar mais um.

- Nott? — chamou — Onde está você seu bosta?

- Aqui — Theo apareceu, limpando o sangue do seu casado — Por que esses trecos tem que sangrar tanto?

- Temos sangue no nosso corpo, o que você esperava? — Draco levantou uma sobrancelha — Que saísse danoninho?

O moreno revirou os olhos e foi até Steve. O cachorro estava com a boca vermelha, mas não havia comido nenhum dos cadáveres caídos. Ainda bem.

Eles estavam entrando em Suddley naquele momento, passando por uma estrada pequena e montanhosa. Porém a má sorte era que tinha um pedágio no caminho e os antigos guardas e funcionários avançaram neles. Steve matou uns três e Theo e Draco cuidaram do resto. Pelo menos, o cachorro era grande e para aquilo ele prestava.

- Estamos indo para Suddley — Theo olhou em volta, estavam em uma estrada, na montanha — E está de noite, acho melhor pararmos.

- Certo — o loiro resmungou — Pegue água.

- Não temos mais água — Theo contou — As últimas garrafas se foram.

- Já olhou ao seu redor? — Draco girou o dedo — Neve. Sabe o que é neve? Água. Ferva a neve, mas muito bem, para qualquer micróbio vá embora.

- Onde aprendeu isso? — Theo perguntou, erguendo uma sobrancelha.

- Granger — Draco respondeu simplesmente antes de se afastar.

Se sentou em uma pedra e olhou as árvores sem folhas. A montanha era rochosa e sabia que escalar era suicídio já que a neve iria os fazer escorregar. Então, ficaram na beira da estrada mesmo, onde a neve era muito mais baixa. Mesmo assim, o carro escorregava.

Se lembrou de uma conversa com Granger, um dia naquele lago perto de York.

Flashback

- Você não sabe muita coisa sobre sobrevivência não é Malfoy? — ela perguntou para ele, enquanto andavam em busca da pedra.

- Tenho cara de guarda florestal, Granger? — retrucou, mal-humorado.

- Não — surpreendentemente ela riu — Mas é bom saber essas coisas, dada a situação. É tudo. Ainda mais que o inverno está chegando.

- O inverno está chegando — ele resmungou — Parece que essas são as palavras mais sábias que você proferiu na sua vida.

- Talvez tenha um significado escondido que apenas eu entenda — ela o olhou — Afinal, eu sou mais inteligente do que 90% dos bruxos.

- Considerando que desses 90% sobrou apenas os outros 10% de bruxos vivos, não significa muita coisa — Draco zombou — Muito bem, sabe-tudo, me diga como conseguir água.

- Já olhou o seu redor? — Hermione girou o dedo — Neve. Sabe o que é neve? Água. Ferva a neve, mas muito bem, para que qualquer micróbio vá embora.

- Onde aprendeu isso? — perguntou surpreso.

Ela riu de novo.

- National Geographic — respondeu simplesmente antes de se afastar.

Fim do Flashback.

Riu para si mesmo. Droga. Ele começou a sentir falta dela... queria perguntar o que era National Geographic e porque algo desse tipo iria ensinar sobrevivência na mata. Suspirou para si mesmo e foi atrás de Theo.

- Nott! — gritou — O que é National Greographic?!

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- Eu estou aqui.. — ele sussurrou em seu ouvido — Nada vai lhe acontecer, prometo.

- Eu estou com medo — ela sussurrou de volta, timidamente.

- Medo é uma maneira de mostrar coragem — Teddy murmurou de volta — É o que meu pai sempre diz.

- E ele está certo? — Victoire perguntou — Seu pai está certo?

- Ele sempre está certo — ele sorriu para ela — Sempre.

A menininha sorriu e pegou sua mão. Eles estavam do lado de uma Andrômeda e uma Fleur, que estavam com suas varinhas na mão. Bruxos estavam correndo por todos os lados, pegando o resto de armas e em busca de suas varinhas. Crianças choravam. O caos reinava.

Os trouxas haviam os encontrados.

Lançaram feitiços estuporantes, mas eles repeliam e apenas alguns soldados caiam ao chão. Estavam começando a correr para o castelo, para sua única chance. A neve e a escuridão atrapalhavam na visão, tudo estava tão confuso...

Não se sabiam mais quem era os vivos e quem eram os mortos. Ambos andavam.

- Pegue isso — Harry entregou uma faca para Gina — Fique segura, ok? Tente passar a barreira, trouxas não conseguem passar mas você sim... prometa que vai passar.

- Harry... — Gina chorou.

- PROMETA! — ele gritou, colocando as mãos em seu rosto — Prometa.

- Eu prometo — ela disse baixinho — Eu te amo. Eu prometo.

Harry gritou uma ordem e os bruxos com armas começaram a avançar para mais perto da barreira de proteção de Hogwarts. Os andantes, com tanto som, já haviam notado os invasores chegando. Avançavam por um lado enquanto trouxas atacavam pelo outro. As chances deles conseguirem eram muito pequenas.

Pansy atirou para um grupo de homens em uniforme, matando alguns deles. Eles atiravam em sua direção, mas ela tentava ao máximo se esquivar. Malditos trouxas, pensou, seus merdas. Levou um tiro em seu ombro e rosnou de dor. Tentou correr mais um pouco e quase caiu, quando tropeçou em algo no chão. Não viu o que era, mas apenas correu, atirando para os zumbis e ao mesmo tempo para os soldados.

Gina se aproximou lentamente de um homem deitado ao chão, ele estava atirando atrás de um tronco caído, se protegendo. O pegou de surpresa pelos ombros e depois de uma fraca luta corporal passou a faca contra sua garganta, sentindo a cabeça sair do corpo e cair ao chão.

- Isso foi por todos nós — resmungou e voltou para a batalha.

Os tanques tentavam ao máximo quebrar a barreira, com suas fortes explosões. Erravam e batiam o chão, fazendo enormes crateras e punhados de neve voarem. O fogo que saía de armas e essas explosões era o que iluminava a noite.

Fleur e Andrômeda conseguiram passar pela barreira e agora tentavam passar as crianças, inclusive Teddy e Victoire que já estavam seguros.

Astória não conseguia caminhar direito, havia torcido seu tornozelo. Chorava por Blaise, pois não sabia onde ele estava. Temia por ele. Se sentia uma fraca, uma inútil quando via todas as pessoas que havia conhecido naquela semana caírem mortas ao chão. Seu sangue se espalhando. Escutava os choros das crianças.

- MATEM TODOS! — ouviu um berro — MATEM TODOS ESSES IMUNDOS!

- Não — sussurrou — Por favor, não.

Não foi ouvida, o som das explosões eram mais altos do que a sua prece.

Rony lançava feitiços sem saber para onde estava indo. Um andante tentou pegar sua perna mas ele estourou sua cabeça antes que ele tivesse a chance. Uma árvore estava pegando fogo não muito longe de onde ele estava. A fumaça entrava em seu pulmão. Queimando. Ardendo. Rasgando. Quase caiu ao chão se não fosse pego por mãos geladas.

- Sou eu sempre quem tem que lhe salvar, Weasley? — Parkinson pediu — Ande, vamos logo!

BANG!

Algo explodiu ao lado deles e mais gritos. Mais e mais gritos.

Gina cortou algo ou alguém ao meio. Sua lâmina era bem afiada. Arrancou a cabeça de outro e sabia que era um zumbi quando escutou um rosnar e som de algo muito frágil quebrando. Pensou em Harry. Estaria Harry bem? E sua família?

Sentiu um tiro atingir sua perna e caiu ao chão, a dor era insuportável.

- Weasley? — perguntou Blaise, que se aproximou — Levante, eles estão vindo.

- Não consigo — ela rosnou — T-tiro.

Zabini a apoiou e ambos tentaram ir até o castelo. Uma explosão na direta o fez perder equilíbrio e quase caíram no enorme buraco. A neve derreteu onde o fogo apareceu e a fumaça subia cada vez mais em direção ao seu noturno. Se levantaram novamente e Blaise conseguiu a levar até depois da barreira. Estava nos terrenos de Hogwarts, segura.

- Teddy — murmurou — H-Harry...

E caiu na escuridão.

Blaise balançou a cabeça e viu McGonagall vir até o corpo de Gina antes de voltar para a batalha.

Harry percebeu que estavam perdidos. Era fogo e corpos para todos os lados. Tiros e explosões. Todos estavam morrendo. Sentiu a terra tremer sobre os seus pés... mas, espere ai, a terra estava tremendo mesmo.

Algo saiu da floresta proibida, algo enorme...

Flechas vieram de todos os cantos, atingindo cabeças de andantes e corações inimigos. Grope, o gigante, pegava tantas pessoas em apenas uma mão que parecia bonequinhos de pano. Hagrid estava sentado em seu ombro, com uma cara série em seu rosto. Harry sorriu.

Hogwarts sempre ajuda aqueles que merecerem.

Tentavam atirar no gigante, porém os tiros eram como mordidas de mosquito: Insignificante. Os centauros, porém, caiam ao chão. Mas eram muito poucos já que eram ágeis e rápidos. As flechas vinham como gotas de chuvas: silenciosas.

Sabiam que agora, a batalha era com eles.

- ENTREM NA BARREIRA — berrou para todos — ENTREM NA BARREIRA! AGORA!

Todos correram, os tiros continuaram assim como as bombas. Tudo estava prestes a terminar.

Duas horas depois, terminou.

Os tiros se foram, mas o som dos carros e tanques se afastando vieram. Não foram derrotados, não completamente. Aquela havia sido uma batalha... a guerra estava longe de acontecer. Harry correu para Gina e Teddy, sua família. Pansy e Rony sentaram em um canto, olhando para o nada, apenas em silêncio. Astória encontrou Blaise e o beijou como nunca antes.

Hagrid sorriu, era bom ver todos de volta. Mesmo naquela situação.

McGonagall guiou todos para o castelo, Madame Pomfrey apareceu novamente em sua enfermaria, cuidando dos tantos feridos. Os elfos domésticos ajudaram com a comida estocada de Hogwarts, com água e bandagens para estocar os terríveis machucados. Estavam em casa, estavam salvos.

A manhã chegou e todos olharam para fora, o que a noite não pode mostrar, a luz trouxe.

Do lado de fora da barreira, a neve antes branca estava vermelha. Corpos estavam por todos os lados, fumaça saia dos buracos abertos pelas bombas.

Água e sangue se misturaram.

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A manhã apareceu para outras pessoas também.

- Vamos ir por ali mesmo? É muito ingrime — Theo retrucou.

- É o caminho para Suddley — Draco respondeu — Vamos logo.

Eles entraram na camionete amarela e começaram a dirigir, não imaginando o que ia acontecer e quem iriam encontrar.

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- Vamos cavalgar nas montanhas — Myla disse, selando Pilgrim — Está uma manhã linda.

- Não acho uma boa ideia — Hermione selou Ginger — As montanhas são ingrimes demais, Myla, rochosas e cheias de neve.

- Não vai acontecer nada, deixa de ser pessimista — a outra bufou — Vamos logo, temos que voltar para comer novamente os ovos das galinhas — riu.

Hermione montou em Ginger e segurou as rédeas, fazendo ela andar lado a lado com Pilgrim e Myla. Ambas passaram pela estrada e os cascos dos cavalos faziam um baque surdo na neve. Ginger ergueu as orelhas, ouvindo algum som.

Myla fez Pilgrim começar a subir a inclinação para cima da estrada, o cavalo retrucou um pouco mas obedeceu.

- Myla... não é uma boa ideia — Hermione disse, hesitante. Sua montaria parecia pensar o mesmo quando não quis escalar — A neve... é escorregadia.

- Bobagem — Myla riu e subia — Venha logo, vadia.

Hermione suspirou e fez Ginger escalar, ao contrário do cavalo negro, a égua marrom sabia exatamente onde pisar: nas partes a mostra da rocha da montanha e em terra. Pilgrim começou a respirar ofegante.

- Myla — Hermione avisou — Vamos voltar.

- Não — retrucou — Vamos até o fim dessa montanha. Não é alta e é plana no fim. Vamos, Hermione...

Ginger e ela ultrapassaram os dois. O cavalo negro começou a escorregar levemente, seu fôlego estava se indo.

Escutaram som de rodas, um carro.

- Isso é um carro? — Myla perguntou espantada e com a surpresa, esqueceu e largou as rédeas de Pilgrim.

O cavalo escorregou e caiu do tanto que havia escalado, caindo ao chão e Myla indo junto. Hermione gritou. O pé de Myla ficou preso na sela e Pilgrim escorregou ainda mais, indo em direção da estrada. Uma buzina alta foi ouvida. Ginger se assustou com o som estranho e entrou em disparada para o fim da montanha, derrubando e deixando Hermione caída no chão em cima de uma pedra.

- Myla! — Hermione gritou.

O cavalo negro de Myla escorregou ainda mais, caindo na estrada com ela ao mesmo tempo que a camionete amarela passou pela estrada e atingiu ambos.

Notas finais
Como prometido um capítulo maior e gente eu tentei ao máximo caprichar, espero que tenham gostado!
Obrigada, como sempre, pelos comentários e comentem nesse porque ele é muito importante e quero saber se eu fiz legal e coisa e tal.
Como eu disse, dependia do meu humor o que ia acontecer com Myla... está ai o resultado ( MUAHAHAHAHHAHAHA) tio George, Rick e a tia Jo me inspiraram. É claro que Suzanne também.
Tantas mortes...
Pois bem, obrigada de novo e novamente: comentem babies, comentem.
Até o próximo o/ e vou decidir se mato mais alguém.