Breath Of Life - Dramione
12 Capítulo 11 - Uma nova guerra começa.
Harry Potter se preparava para enfrentar a multidão de bruxos descontentes. A Ordem havia organizado uma grande reunião secreta nos fundos do subsolo, onde era frio e muito úmido já que ficava abaixo de um lago. Os bruxos iam escondidos até o local. O objetivo era: Começar a rebelião.
- Tome cuidado Harry, os corredores estão cheios de soldados — Gina disse — Se eles o pegam você vai ser condenado a morte.
- Parece que eu estou sempre ligado a morte não é? — ele brincou mas ficou sério assim que viu que Gina não havia rido — Vai ficar tudo bem Gin, eu sei me cuidar.
Gina suspirou e lhe deu um beijo antes de o ver sair. Ela então tomou outro rumo, indo encontrar Astória Greengrass e Pansy Parkinson na área dos hospitais.
Harry andou, literalmente, pelas sombras. Os soldados passavam marchando pelos corredores com as armas na mão. Ele foi correndo, olhando para os lados, tendo certeza que não estava sendo seguido. Zabini logo o encontrou, caminhando lado a lado em direção a área nunca antes utilizada.
- Quantas pessoas vão estar lá? — O ex-sonserino perguntou em um sussurro.
- Todas — Harry respondeu no mesmo tom.
- Todas?! Estão malucos? Já pensaram na atenção que isso vai causar quando os soldados perceberem que estão todos os bruxos fora de seus quartos? — Blaise parecia realmente irritado.
- Claro que sim, mas não temos tempo para isso, cale a boca e ande Zabini — Harry retrucou.
Chegaram em um corredor escuro, com paredes feitas de tijolos e pedras. O ar era frio. Havia buraquinhos nas paredes de onde saia água. Eles andaram em linha reta por uns bons minutos até chegarem em uma enorme sala com pouca iluminação. Havia pessoas sentadas em cadeiras de plástico que conversavam entre si. No centro, um pequeno palco improvisado. As pessoas se calaram no momento que eles estavam a vista, subindo no palco.
Harry olhou para Zabini, que fez um sinal para os companheiros sonserinos rodearem as pessoas, para impedir que uma delas faça algum escândalo.
- Muitos de vocês devem estar se perguntando o porque de estarem aqui. Outros, já devem ter alguma ideia — Harry começou — Todos nós viemos aqui em baixo na procura de abrigo e de uma chance para sobreviver, mas o que temos vivido está muito longe disso. Estamos sendo controlados, querem que nós deixemos de ser quem somos. Para eles, somos apenas uma marionete. Não podemos deixar isso acontecer podemos?
- E o que sugere Sr.Potter? — Uma mulher perguntou, ela tinha dois filhos pequenos em seu colo.
- Eu sugiro que nós lutemos — ele respondeu alto.
E então os sussurros começaram. Zabini bateu palmas e todos se calaram.
- Não podemos lutar! Isso é o que a Ordem da Fênix deveria estar fazendo! — Um homem disse rudemente, se levantando da sua cadeira.
- A Ordem da Fênix não tem poder o suficiente para lutar sozinha, nós precisamos de ajuda — Harry respondeu ao homem, dando um olhar cortante — Além disso, não podemos lutar pela vida dos outros.
- Então é por isso que eles estão aqui! — Um outro homem gritou.
- Que absurdo! — A mulher com os filhos exclamou.
- Querem que nos lutemos ao lado de Comensais da Morte! — O homem rude praticamente berrou.
Os sonserinos apontaram as varinhas e todos eles se calaram.
- Eu lhe asseguro meu senhor, que não há nenhum Comensal da Morte nessa sala — Zabini disse lentamente e Harry não pode negar que a sua figura transmitia elegância e medo — Os tempos são outros. Uma nova guerra está surgindo será que vocês não percebem? Seja um seguidor de Dumbledore, está no passado. Seja um Comensal da Morte, também está no passado. O inimigo agora é outro — Zabini apontou o dedo para a porta, como se havia alguém do lado de fora — E eles estão lá fora, matando o nosso povo, não ligando se eles foram da Trevas ou da Luz. Se eles não ligam na hora de matar, por que temos que ligar na hora de lutar?
Todos ficaram em silêncio. Então a mulher e os filhos se levantou.
- Eu irei lutar — seu rosto era sem emoção — Pelo bem dos meus filhos.
Ninguém falou. Harry então explicou o plano sobre ir para Hogwarts e respondeu cada pergunta sobre o mesmo. Zabini apenas olhava. Algumas pessoas ainda se recusaram e Blaise apenas disse:
- Então fique e morra.
- Se nós sairmos vamos morrer de qualquer jeito — O mesmo homem de antes disse.
- Então vai de sua conduta se você prefere morrer com dignidade ou como um covarde — Zabini disse friamente.
O homem se sentou. Todos então se levantaram, juntos. A mulher com as crianças pequenas, que também estavam de pé, disse uma vez por todos.
- Nós vamos lutar — disse e olhou em volta — Todos nós vamos.
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Hermione acordou com um som de um trovão e viu pela janela do carro que estava chovendo. Meio tonta e sonolenta se sentou e viu que eles estavam parados no meio da estrada. No lado esquerdo havia um galpão com luzes ligadas. No banco da frente viu Malfoy a olhando pelo retrovisor. Theo não estava ali.
- Cade o Nott? — perguntou, ainda meio grogue.
- Foi no galpão atrás de comida já que a nossa está acabando — ele respondeu sem emoção.
Hermione se sentou no banco e vestiu a jaqueta. Olhou para trás do banco e viu todas as armas ali, junto com as caixinhas de munição.
- Você deixou ele ir lá sem nenhuma arma? — ela perguntou lentamente — Está louco! Ele pode estar morto agora.
- Theo sabe se virar Granger, ele saiu faz poucos minutos — ele disse e se virou para a olhar — Eu vou lá então.
- Não! Você não pode ir sozinho... eu vou com você — ela disse, já se inclinando para pegar um revolver.
- Eu sei me cuidar Granger — Malfoy disse e não esperou resposta.
Assim como ele pegou uma arma, saiu batendo a porta do carro. Ela viu sua figura correndo na chuva indo em direção ao galpão. Quando ele entrou ela pode deixar o ar sair dos pulmões. Se viu sozinha dentro da camionete vermelho sangue. Olhou do outro lado da estrada, onde estava completamente escuro. Lá provavelmente era a mata que ficava ao redor das rodovias. Ela encostou a cabeça na janela, olhando a chuva forte. O silêncio quase a fez dormir de novo até que um raio caiu muito perto de onde ela estava, a fazendo pular e soltar um grito. Seu coração estava batendo forte. O som parecia muito com o som de um tiro. Foi quando ela fechou os olhos novamente, tentando controlar a sua respiração. Ela abriu os olhos lentamente, olhando para o lado direito da estrada.
Foi quando ela viu vultos vindo em sua direção lentamente.
- Droga.. droga... — ela murmurava para si mesma, enquanto tentava abrir a porta do lado esquerdo: trancada — Mas que merda Malfoy!
Ela continuou a tentar abrir a pota, mas Draco a havia trancando. Ela desistiu então, assim que com um "baque" o primeiro zumbi se encostrou no vidro, rosnando com os dentes podres e os olhos leitosos.
- Bela maneira de acordar Hermione Granger — murmurou para si mesma então se agachava no banco para pegar a sua arma. O segundo zumbi chegou — Calem a boca! — ela berrou para ninguém.
Tentou dar um tiro, mas viu que estava sem balas. Gritou um palavrão assim como o quarto, não o terceiro zumbi se chocou com o vidro da frente. O alarme do carro disparou e ela rezou para que isso tivesse chamado atenção de Draco e de Theo.
Os três zumbis que estavam no vidro da esquerda conseguiram o quebrar com os socos e até mesmo com as cabeçadas que deram. Hermione gritou e se viu presa contra o vidro da direita, onde o quarto zumbi já estava tentando corromper. Sem armas, ela chutou o primeiro zumbi bem na cara, fazendo a sua cabeça explodir em sangue podre incrivelmente fedorento.
Viu seu punhal no banco da frente.
Pulou entre os dois bancos, sendo agarrada por um braço gélido e sangrento que empurrou com toda a força que tinha. Pegou o punhal e rapidamente cortou o braço e não pensando duas vezes para fincar a lâmina bem do meio da testa do que antes havia sido um oficial da policia.
Não precisou cuidar do terceiro e do quarto pois Malfoy havia chegado. Sem sinal de Theo. Draco deu quarto tiros com a metralhadora no primeiro zumbi. O segundo era uma mulher, já parecia estar morta a muito tempo, as unhas eram incrivelmente grandes e pontiagudas. Ela o pegou pelo braço e ele grunhiu de dor assim como as unhas o fincaram. Ele esperou até as unhas serem substituidas pelos dentes e deu quatro tiros na morta-viva.
- Se divertindo sem mim Granger? — ele perguntou, tentando recuperar o folego.
- O que você estava pensando em me trancar aqui nesse carro Malfoy?! — ela gritou, batendo nele com os punhos assim como pulou para junto dele no banco de trás — Eu quase morri!
- De nada por salvar sua vida — ele gritou sarcástico e então seu rosto ficou sério como ele olhou para a direita — Mas parece que ainda não acabou.
No minimo vinte zumbis estavam vindo em direção a eles. Todos pareciam ter a mesma cara e o mesmo motivo: Morte.
- Merda de alarme! — Hermione jurou — Cadê o Nott? Ele está com as chaves!
- Aaaargh! — Draco gritou enquanto segurava o braço que estava sangrando — Aquela puta tinha umas merdas de umas unhas.
Theo estava vindo correndo do galpão, ele tinha uma pequena pistola na mão. Ele praticamente chutou a porta que dava para o volante e a fechou batendo. Ele pegou as chaves e as girou, o motor fez que ia ligar mas não ligou.
- Mas é claro que não vai funcionar! Quando a gente está cercado de zumbis pronto para comer nossos cérebros o motor não funciona! Por que vida?! — Theo gritou enquanto girava as chaves.
- Nott.. — Draco tentou avisar, quando os zumbis estavam a poucos passos de distância.
- Liga merda... LIGA! — Theo berrou, ainda tentando fazer o motor girar.
- Theo... — Dessa vez foi Hermione tentando avisar, quando os zumbis estavam praticamente na sua janela. Ela colocou munição no seu revolver.
- Liga porcaria de caminhonete! Parece ser feita de coco! Isso vai... aee! — Então ele comemorou assim como o motor ligou e assim como Draco deu um tiro no zumbi que quase entrou dentro do veículo.
Theo pisou no acelerador, fazendo até fumaça sair das rodas. Hermione riu alto e Draco deu um sorriso de canto. Theo praticamente cantava e de tanta alegria ele colocou metade do seu corpo para fora da janela, erguendo sua arma para cima.
- Chupem meu pau otários! — ele gritou, sorrindo de orelha a orelha e dando tiros pro céu.
Assim como ele entrou para dentro novamente. Ele ficou sério e começou a dirigir. Theodore Nott parecia realmente uma pessoa bipolar. Hermione olhou para o braço de Malfoy, que estava sangrando na marca das unhas. Ela sabia que ele não iria se transformar, mas mesmo assim era bom evitar que aquilo não infecionasse.
- Me estique o seu braço — ela pegou o braço mesmo assim.
- Me larga Granger! — ele gritou e a empurrou.
- Eu disse.. — ela começou pausadamente e com raiva, antes de acrescentar docemente — Me estique o seu braço.
Ele esticou contra a sua vontade, e ela o pegou, analisando os cortes feitos pela unha. Não eram tão fundos assim, mas não eram superficiais. Ela pegou uma garrafinha de água da sua bolsinha de contas e largou em cima do corte, vendo divertida como ele fez uma careta de dor. Ela então rasgou um pedaço da camiseta dele, divertida viu como ele fez um olhar de indignação.
- O que? Achou mesmo que eu ia rasgar a minha blusa? — perguntou e riu um pouco nervosa.
Ele só ergueu uma sobrancelha em resposta. Ela então atou o pano no corte firmemente.
- Obrigado — ele disse, e parecia que ele havia cuspido aquelas palavras.
- Não há de que, considere um pagamento por ter salvado a minha vida alguns minutos atrás — ela disse, um pouco de brincadeira e um pouco seriamente.
- Eu só queria impedir que o carro tivesse mais estragos — ele respondeu grosseiramente, se virando pro outro lado.
Ela riu baixinho.
- É claro que sim.
E então tentou voltar a dormir, pelo menos por algumas horas considerando tudo o que aconteceu.
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O Ministro Trouxa andava de um lado para outro junto com o chefe do exército. Ele estava na sala central, onde abaixo estava todos os seus soldados treinados e suas armas.
- Os bruxos se recusam a colaborar — ele disse alto, para todos ouvirem — Eles acreditam que são criaturas iguais a nós. Talvez até acima de nós. Podemos permitir isso?
- Não senhor — todos responderam juntos.
- Podemos permitir que uma raça tão inferior nos controle? Podemos permitir que nossos homens fiquem em risco? Que nossas crianças sejam mortas por uma raça tão impura? — ele falou mais fortemente.
- Não senhor — todos responderam novamente.
- Como iremos impedir isso? — Ele gritou dessa vez.
- Por morte, controle e soberania! — Todos responderam simultaneamente, em uma voz forte e em sinal de sentido.
- Então que eles saibam por agora! Uma nova guerra começou! — O Ministro gritou — Deixe que eles saibam que nós estamos no controle agora! Que nós mataremos cada homem, mulher e criança até que eles estejam deitados sobre os nossos pés! Sejam vivos ou mortos! Que deixem que eles saibam que agora NÓS somos os puros e eles os impuros! Que eles saibam que uma terceira guerra começou! E que não iremos nos cansar até que todos sejam eliminados ou escravizados!
Gina Weasley assistiu tudo escondida e no horror absoluto. Ela tinha que avisar aos outros.
Tinha que avisar que a nova guerra havia começado.
Notas finais
Beijos :*
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