Breath Of Life - Dramione

5 Capítulo 4 - Primeiro Dia


Aquela era a ultima noite na segurança que o subterrâneo oferecia. Logo amanhã, bem cedo, a equipe toda sairia para cumprir a missão. Hermione estava preparando a bolsinha de contas, a mesma que tinha usado na guerra, havia até mesmo usado o mesmo feitiço e agora a bolsa estava cheia de roupas, comidas enlatadas, lanternas caso precisassem, produtos de higiene e muito mais.

- É Bichento — Hermione disse pro seu gato, que pulou em seu colo — Parece que eu estou indo direto para a morte certa.

Duas batidas foram ouvidas na porta e Harry entrou. Sua cara era de preocupação absoluta e seus óculos estavam rachados, Hermione se perguntou se ele tinha ido em alguma missão.

- Hey — ele cumprimentou.

- Hey.

- Está tudo bem? — ele perguntou se sentando ao seu lado na cama.

- Tudo, considerando o fato de que em algumas horas eu vou enfrentar um monte de zumbis — ela suspirou — Está tudo maravilhoso.

- Você sabe que eu nunca escolheria você pra isso, Malfoy sim, mas você... nunca — ele respondeu — Foi ideia de Kingsley, talvez eu possa o convencer de eu ir em seu lugar.

- Não! — Hermione exclamou se levantando — Nem pensar, você não deve mais nada pra essa gente Harry, você já fez demais, você fez o que cabia a você e não fugiu. Agora é a minha vez.

Harry suspirou derrotado, ele passou a mão nos cabelos e Hermione percebeu que ele estava escondendo alguma coisa. Ela levantou a sobrancelha, num sinal para ele falar logo.

- Gina cancelou o noivado — ele contou — E-ela disse que não quer se casar com tudo isso acontecendo mas agora ela está fazendo a mesma coisa do que fez na guerra, tentar evitar nosso relacionamento. E-eu devia ter feito que nem Neville, assim como ele pegou Luna e se casou escondido... eu poderia ter feito o mesmo com Gina.

- Não se culpe — Hermione disse rapidamente — E eu sinto muito, sei que deve ser difícil pra você, mas.. olha, tente entender Gina, ela está com medo de perder você.

- Claro, isso eu entendo Hermione! Eu também tenho medo de perder ela, você não sabe o que eu faria se algo a acontecesse mas isso não é motivo para evitar nosso relacionamento ou cancelar um noivado! — ele gritou e Hermione pulou — Desculpe Hermione, eu não preciso gritar com você.

- Está tudo bem, eu entendo que você precise desabafar — Hermione disse.

Harry sorriu e então, tirou algo de seu bolso, era um notebook trouxa, Hermione conhecia bem. Ele a entregou.

- Eu achei isso em uma loja trouxa, pensei que seria útil — contou — Escreva tudo como é lá fora, não tem conexão a internet mas você pode usar o bloco de notas para escrever.

Hermione sorriu e o abraçou.

- É claro — disse- e obrigada.

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De manhã cedo Hermione se despediu de todos os seus amigos e ficou incrivelmente feliz em ver que Rony estava sóbrio. Ele estava indo para um tratamento.

Depois que ela se despediu de todos, foi em direção ao Hall principal. Lá, encontrou toda a equipe, incluindo Malfoy e o chefe do exército trouxa.

- Vocês vão ser largados numa pequena cidade trouxa, de lá, vocês vão estar sozinhos e terão que por confiança uns nos outros — ele disse e tirou um mapa — esse mapa é mágico, dado pelo Ministro, nele, esta o ponto onde cada item está, mas não o lugar específico de cada.

Ele entregou o mapa para Jarold, que era o mais velho do grupo. Ele o guardou como se fosse a própria vida.

Em cima de uma mesa, havia várias armas. O chefe disse para cada um ir lá e pegar aquela que desejasse. Hermione pregou dois revolveres e viu que Malfoy pegou uma metralhadora. Será que ele não percebe que seria muito melhor uma arma mais leve? Ela ficou calada de qualquer maneira.

Para raiva de Hermione e de Draco, eles não iriam por chave de portal ou aparação. Eles estavam indo de helicóptero. Malfoy reclamou na hora e gritou com o chefe de Exército, mas depois de muita discussão, cedeu.

Então, naquele momento eles foram largados em uma cidade pequena trouxa. Ela estava completamente deserta, o cheiro era horrível de se aguentar. O helicóptero pousou onde antes tinha sido uma avenida movimentada e todos desceram, então, o helicóptero partiu.

- Muito bem — começou Jarold para todo o grupo — Todos estamos cientes da nossa missão, precisamos trabalhar juntos e colaborar.

- Colaborar? — Myla disse zombando — Olhe para eles, uma raça estranha... não precisamos deles. Poderíamos fazer isso sozinhos.

- Oh mesmo? — Zombou Malfoy de volta — Se você não notou, nós fomos chamados para essa missão. Não vocês.

- Não pedi a sua opinião, bruxos deveriam estar em contos de fadas — ela disse irritada — Não contem comigo para salvar suas vidas, eu quero é mais que vocês se fodam!

- Myla, pare com isso — O marido de Myla, Scott, interviu — Agora vamos precisar uns dos outros.

- Eu nunca vou precisar deles! — Myla berrou e Jarold olhou em volta, em busca de perigo.

- Sabe, eu vou me lembrar disso quando seu corpo estiver coberto de sangue — Malfoy disse, com veneno em sua voz — Terei questão de esfregar na sua cara que no fim, você precisou de nossa ajuda.

- Não ouse falar assim com ela! — Scott gritou e Malfoy o olhou sarcástico.

- Ah, você se importa com a esposinha não? Deve ser lindo saber que ela não passa de uma vagabunda — Draco disse.

No momento em que as palavras foram ditas, Scott voou em Draco lhe dando um soco no olho direito. Jarold empurrou Scott e olhou em desaprovação para todos.

- Isso não é maneira de se comportar, isso aqui é uma guerra! — Jarold berrou e sua voz era forte e fazia todos ficarem com medo — Ninguém vai morrer! Aqui todos somos iguais, todos precisamos e temos algo para qual viver e todos vão se ajudar, não existe trouxas ou bruxos, nesse momento somos todos seres humanos!

Depois dessas palavras, todos se calaram. Scott pareceu arrependido mas a face de Draco não tinha nenhuma expressão. O silêncio ficou ali por vários minutos, fazendo todos pensarem.

- Acho que precisamos achar um lugar para ficar a noite — Hermione opinou.

- Isso, isso um lugar seria ótimo! — disse Mike, olhando em volta nervoso. Myla murmurou "viadinho de merda".

Todos começaram a andar pela rua, olhando em volta a procura de algum perigo. Mike sugeriu a casa de tijolos no fim da rua e todos concordaram, bem, Malfoy não disse sim ou não. Jarold entrou primeiro, com a arma na mão.

- Todos atrás de mim — disse ele.

Era uma sala bonita e confortável, havia um grande lustre de cristal pendurado e um tapetinho de babados na porta escrito "Bem vindo a casa dos Madson´s". Discos de vinis nas prateleiras ao lado de fotos de família. Havia um televisor no chão, quebrado. Hermione pegou um bastão de Baiseball feito de ferro, bem a tempo.

Um zumbi apareceu atrás de na frente de Jarold, ele não havia atirado e então Hermione tomou a frente, batendo na criatura inchada e defeituosa, com olhos leitosos e dentes pontudos amarelos. Ele andava de maneira devagar e fazia gemidos.

A cabeça rolou pela sala, o sangue podre tão escuro feito petróleo saia do pescoço, como um daqueles idrantes quebrados, sujando todo o tapete persa que devia ter custado fortunas. Outro zumbi apareceu, mas esse foi Malfoy que tomou conta, tirando o bastão da mão de Hermione e batendo na cabeça do bicho. Esse, diferente do outro, apenas caiu se quebrando como uma marionete.

- Obrigado — Jarold agradeceu solene.

- De nada — Hermione respondeu, ainda olhando em volta a procura de mais zumbis.

- Eu vou olhar lá em cima, dar uma limpa se for preciso — Scott disse.

- Eu vou com você! — Mike disse animado.

- Não — Myla interrompeu — Não precisamos tomar conta de um gayzinho de merda, nem sabemos o porque de você tar aqui. Eu vou, você fica.

Jarold jogou o bastão para Scott.

- Use isso, nada de tiros, não queremos chamar mais deles — ele disse severo.

- Claro — Scott disse e então ele e Myla desapareceram nas escadas.

Mike olhou para os dois zumbis caídos. O que Hermione matou ainda jorrava sangue preto, que fez uma poça enorme.

- O que vamos fazer com eles? — perguntou.

- Vamos jogar pela janela — Draco sugeriu e olhou para Hermione — Venha Granger, vamos jogar as nossas primeiras vítimas dessa bosta.

Hermione não reclamou, foi até os zumbis e junto com Draco os jogaram pela janela. Os corpos explodiram em pedaços e sangue, fazendo o som de uma melancia quebrando. Draco riu com aquilo.

E os dois entraram para dentro.

Notas finais
Um capítulo maior e com mais coisas. Agradeço muito a quem está comentando e pooor favor, comentem esse capitulo e me façam eu feliz! =)