Breath Of Life - Dramione
37 Capítulo 36 - Os olhos fechados para o mundo.
Quando eles finalmente se separaram, estavam ofegantes e com urgência em seus olhos. Draco então olhou para Hermione, vendo pela primeira vez suas roupas vermelhas. Ele a empurrou rapidamente, não ligando quando ela o olhou revoltada. Hermione ouviu outra porta se abrindo e de dentro da caminhonete saiu Theo.
– Você está sangrando — disse Draco, com uma distância entre eles.
Hermione então percebeu. Ah claro, ela ainda estava coberta de sangue.
– Não é meu — ela tentou se aproximar, e ele deu dois passos para trás — Esse sangue não é meu.
Draco e Theo se olharam e então, assentiram. O loiro se aproximou de novo, a levando para dentro da caminhonete onde o ar parecia um pouquinho mais quente. A morena olhou para a colina onde Ginger estava parada, com o fucinho no chão. Ela disse rapidamente para Theo que sua bolsinha encantada estava lá e que ele precisava a pegar. O outro assentiu e saiu.
Depois daquele reencontro, ela não pensou que o ar seria tão tenso entre os dois. Draco não olhava em seus olhos, mas ela conseguia ver que ele estava mordendo o interior da bochecha. Hermione passou a mão pelo banco, até encontrar a sua. Ele a olhou com aqueles olhos cinzentos e ela arriscou um leve sorriso, apertando sua mão.
– Você tem que se trocar — ele disse, não tirando sua mão da dela — Vou lhe dar um pouco de privacidade.
Ele já estava se afastando quando Hermione pegou seu braço e o puxou.
– Não, por favor — sua voz era quase desesperada — Já ficamos muito tempo longe, não acha? E-eu sei... sei mesmo, que v-você tem coisas para me dizer e eu também tenho... m-mas não vá, não me deixe sozinha. Por favor.
Draco a olhou com indiferença, mas assentiu. Hermione então tirou o casaco cheio de sangue e jogou pela janela, assim como a calça. Sentia os olhos dele em seu corpo e estremeceu. Provavelmente o loiro iria char que era por causa do frio, mas, não era. Hermione ficou apenas de regata e uma calcinha, se encolhendo no banco em busca de uma fonte de calor. Theo já estava vindo com suas roupas e então, ela iria sair do carro ou Draco iria sair. Precisava de novas roupas íntimas também... e de uma higiene adequada. Malfoy não precisava a ver desse jeito.
Theo se aproximou e lhe entregou a bolsa. Mesmo eles não tendo trocado muitas palavras, ela conseguia ver que ele estava feliz por ela estar de volta. Draco já havia saído do carro e então, ela pode se arrumar. Usou feitiços de limpeza, não ligando para o risco. Meia hora depois, ela estava vestida com jeans limpos, sua bota, um blusão grosso e sua amada jaqueta de couro.
Ela saiu do carro e foi até eles.
– Nós vamos acampar aqui — disse Theo — Achamos melhor, já que estamos viajando muito e ahn... acho melhor eu ir buscar lenha. Talvez demore um pouco então... se divirtam.
Theo assoviou e Steve, o cão, correu atrás dele. Os dois sumiram na mata. Draco então se sentou em cima de uma enorme pedra, tirando a neve da mesma. Hermione o olhou com uma queimação da garganta. Era isso que era suposto para acontecer? Depois dele dizer que a amava, a tratar como se ela não estivesse ali?
– Por favor, fale comigo — a voz dela praticamente implorava.
Ele a olhou sem emoção.
– Falar o que, Granger? — sua voz era rouca — Que você me abandonou com apenas uma maldita carta? Você por acaso sabe o que eu passei quando, na manhã seguinte, eu acordo sem você do meu lado? Theo quase mentiu para mim e... deuses, você foi tão covarde a ponto de nem dizer adeus.
– Eu não conseguiria dizer adeus para você, nunca fui boa com despedidas! Eu me apego demais, esse é a minha maior fraqueza — ela disse, uma lágrima caindo pela bochecha — Quer dizer, era a minha maior fraqueza. Pois agora é você. Acho que sempre foi você. Eu tinha que ir atrás do meu pai, Draco, eu tinha que salvar a minha família. Não pense por um momento que foi fácil para mim.
– Eu sei como é perder uma família Granger! — Draco gritou, ainda sentado na pedra. Mas agora seu rosto estava vermelho — Mas eu nunca soube como era perder alguém... alguém que eu amo desse jeito como eu amo você. Eu nunca fui assim. Sou frio, calculista e arrogante. Nunca me importei com ninguém. E mesmo que eu te ame, eu sempre vou ser assim. Sempre vou ser frio e sempre vou ser um Malfoy. Por isso não pense que eu vou aceitar o fato de você ter me deixado, porque eu não vou. Eu não vou te dizer "eu te amo" três vezes por dia... mas eu não vou deixar você ir de novo. Quando você foi embora, eu soube que perder você é algo que eu não vou deixar acontecer de novo. Você me destruiu,Granger.
Hermione se aproximou dele, se ajoelhando na sua frente. Ele viu os olhos castanhos cheios de lágrimas.
– Eu sei, Draco, eu sei que você é frio e calculista e arrogante — ela acariciou seu rosto, que estava com aquela barba rala — Sei que sempre vai ser um Malfoy e sei que você odiou eu ter de deixado. Mas eu te amo mesmo assim. Sei que não vai dizer três vezes por dia que me ama, mas você vai me mostrar, mesmo com esse seu jeito de não se importar com nada. Você também me destruiu, Draco. E eu não me importo com isso.
Então ele a puxou para seu colo, a beijando suavemente. Ela retribuiu o beijo, com as pernas enroladas nas dele. Se separaram com um sorriso de leve. Ela não se importava com aquele jeito dele... era ele. Isso bastava. Draco lhe deu mais um beijo rápido antes de a abraçar.
– O que eu vou fazer contigo, bruxinha? — ele perguntou, sarcástico.
Hermione riu.
– Bem, só não me trate como tratou antes, isso já é um começo — ela viu ele assentir, mesmo que rapidamente — Eu tenho tanto pra lhe falar... eu achei meu pai, acredita? E oh, não sei se vocês estão precisando, mas eu tenho bastante comida comigo e...
– Eu não poderia me importar menos com o seu pai — ela lhe deu um olhar feio — O que foi? É verdade. Não me importo com ele. Nem um pouco. Agora eu quero que você pare de falar dessas coisas, nenhuma delas me importa. Theo disse para a gente se divertir e isso é tudo o que nós não estamos fazendo.
Hermione franziu a testa.
– O que ele quis dizer com "se divertir"? — ela perguntou e então, um baque de compreensão a atingiu — Oh.
– É — Draco riu, distribuindo beijos em seu pescoço — Oh.
– Não vamos fazer isso... aqui fora — mas ela gemeu quando ele chupou um ponto em seu pescoço — Embora eu tenha sentindo saudades de você e seja bastante tentador. Não é certo. Acabamos de nos reencontrar e você já quer fazer sexo.
– E tem alguma ideia melhor? Não quero ouvir suas coisas chatas e você está cheirosa agora, com todas aquelas roupas fora — ele passou os beijos para sua clavícula — E eu senti saudades do seu corpo, Granger, das suas pernas em volta de mim. Senti saudades de ficar dentro de você.
Hermione, sem pensar, bateu os quadris contra os dele, sentindo a sua ereção. Ela deu um leve gemido e o puxou com ela, ainda com seus lábios juntos, para dentro da caminhonete. Ele empurrou a porta com o pé e ficou por cima dela no banco. Hunf, era óbvio que ela não iria recusar. Conhecia aquela bruxinha como a palma da suas mãos e sabia que ela gostava quando ele falava sujo. Quem diria. Impaciente, ele jogou sua jaqueta de couro para o banco da frente.
– Eu amo aquela jaqueta! — Hermione retrucou — Não precisava jogar.
– Novamente, dizendo coisas que não me interessam — ele disse, beijando um caminho em seu corpo até sua barriga, onde deu pequenos beijos — Honestamente. Vamos fazer isso devagar, está bem? Quero aproveitar o máximo de você. Memorizar cada parte do seu corpo. Por um tempo, pensei que nunca mais iria tocar sua pele macia. Sabe do que você me privou, Granger? Você me fez ficar insano.
Hermione deu um leve suspiro e suas mãos procuraram o casaco dele, abrindo o ziper. Logo, suas mãos pequenas procuraram sua camiseta, a tirando quando ele levantou os braços. Ela passou seus dedos sobre seu peito definido com tantos anos de Quabribol. Beijou seu queixo, sua mandíbula e retribuiu tudo aquilo que ele fez para ela. Draco rodou seus dedos no botão de sua calça, mordendo sua orelha.
Ela finalmente tirou seu blusão e sua camiseta que estava por baixo, ficando com um sutiã branco que havia colocado pouco tempo antes. Se soubesse que iria tirar as roupas tão logo, não teria as colocado. Sorriu quando Draco puxou seu sutiã e capturou um de seus seios com a mão, enquanto o outro estava em sua boca. Ela gemeu quando ele deu um chupão. Colocou as mãos em suas costas e as pernas em volta dele. Sabia que aquela vez não teria joguinhos como ele a chupar em sua intimidade ou o contrário. Isso seria para outro momento.
Ele então tirou sua calça jeans, assim como ela a dele. Conseguia ver seu pênis duro em cima da roupa íntima que os separava. Ela passou a mão, quase timidamente, sobre ele. Sorriu quando ele resmungou seu nome e o beijou suavemente nos lábios, para mostrar que ela estava ali e que aquilo não era um sonho. Ele pegou seu dedo e passou sobre o tecido fino da sua calcinha, arrancando de novo um gemido mais alongado vindo dela.
Minutos depois, ele estava dentro dela e os corpos se moviam em uma dança sincronizada. Hermione gemia seu nome a cada estocada, sentindo tudo queimar dentro dela. Ele, sussurrava seu nome em retorno. Minutos depois, ele caiu sobre ela, exausto. Se mexeu para que ela ficasse confortável em cima dele e puxou um cobertor, cobrindo ambos.
– Eu te disse que seria bom — ele brincou, beijando sua testa — Deuses, eu senti sua falta.
– Eu também senti sua falta — ela se aconchegou mais perto dele — Draco, eu prometo que nunca mais vou te deixar. Mesmo que o sexo de reencontro seja incrível, ele não vale a pena toda... aquela dor, que eu senti quando estava longe de você.
Ele ergueu uma sobrancelha.
– Chega de melação, por favor — ele rosnou, a beijando suavemente — Não combina com a gente.
Hermione riu.
– Nisso eu tenho que concordar — ela bocejou e foi para mais perto dele — Theo não vai se importar eu nos encontrar nus?
– A culpa foi dele em nos deixar se divertir — Draco riu e acariciou sua bochecha, vendo ela bocejar mais uma vez — Vai dormir, bruxinha.
E ela fez exatamente isso. Draco a observou dormir por alguns minutos antes de também cair no sono.
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Rony rolou na cama e viu Pansy do outro lado do quarto, apenas em suas roupas íntimas e com um salto alto enorme. Ela estava fumando, como sempre. Se virando para ele, ela levantou uma sobrancelha.
– O que foi? — perguntou com mau humor — Perdeu algo na minha cara, Weasley?
– Não, é que acho engraçado o fato de você ser uma medi-bruxa e fumar — ele deu em ombros, se sentando na cama — Achei que se importasse mais com a própria saúde já que você vê todos os dias pessoas doentes.
– Escuta, eu já fiz o que tinha que fazer, vai querer mais alguma coisa ou vai ficar apenas falando comigo? — Pansy perguntou, cruzando os braços — Eu achei meu trabalho magnifico, você gritou mais alto do que da última vez.
– Pansy, por favor, a gente pode ser mais do que isso — Rony passou a mão nos cabelos, frustado — Sabe, eu realmente queria que além de fazermos sexo a gente pudesse... sei lá, ser amigos. A gente começou assim, com eu te oferecendo uma bebida e uma conversa legal. Poderia ser assim de novo.
Pansy revirou os olhos e assoprou a fumaça do cigarro. Ela jogou o toco em uma lata de lixo no canto do quarto e procurou seu casaco grande, que ia até o joelho. Assim, ela não precisava andar com roupas já que ninguém ia ver nada. Era mais fácil para tirar depois.
– Não vamos nunca ser amigos, Weasley, isso iria estragar tudo — ela se virou para ele, amarrando a faixa do casaco — Você sabe muito bem disso. Além do mais, sua burrice me irrita.
– Burrice? — ele perguntou com raiva.
– Sim, burrice em pensar que você ama Astória Greengrass — ela disse com desprezo — Você não ama ela, se amasse não estaria dormindo comigo. Você só ama o fato dela ser uma ponte para Daphne. Astória nunca vai ser Daphne, Weasley, aceite isso.
Rony estava vermelho.
– O que você sabe, Parkinson?! Nunca amou ninguém, não sabe como é — ele gritou, se levantando apenas de cueca — Eu sei que Astória é a pessoa certa para mim.
– Como ela era a pessoa certa para Draco? A pessoa certa para Blaise? — Pansy perguntou de volta, sem se abalar — Astória procura um amor específico, ela é uma garota que quer viajar pelo mundo com um marido e ser amada o tempo todo. Você quer Daphne e... Astória não é Daphne. Não percebe isso? Mas fique cego para o mundo, Weasley, e me chame na próxima vez que precisar de uma foda rápida. Estou sempre a disposição.
E então Pansy Parkinson saiu do quarto de Ronald Weasley. Ela correu pelos corredores mas não demorou muito antes de se encostar em uma parede e escorregar até o chão, soluçando em choro. Por que ela tinha que ser assim, tão vazia? Pansy Parkinson não era nada e Ronald Weasley era cego. Totalmente cego. Ela não se importava com nada, então, por que aquilo doía tanto?
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Gina estava sentada ao lado de Harry e ao seu lado esquerdo estava sua mãe, Molly. Seus pais ainda estavam muito abalados com a morte de George, mesmo fazendo já algum tempo. Era uma reunião enorme no Salão Principal. Até mesmo Blaise e Harriet estavam ali. A garota mais nova disse que daria qualquer informação que ajudasse, mas Gina sabia que não tinha muito o que se fazer.
– Estamos aqui para discutir a barreira de Hogwarts, que anda enfraquecendo cada vez mais — Kingsley disse em voz alta — Estamos tentando achar uma razão concreta para explicar o porque isso vem acontecendo. Preciso ouvir sugestões de todos vocês.
– Os trouxas podem ter achado uma maneira de cair com a barreira — Arthur Weasley sugeriu — Eles tem uma tecnologia avançada.
– Não avançada o suficiente para derrubar as barreiras de Hogwarts — Neville opinou — Luna e eu viemos discutindo e achamos que a barreira está enfraquecendo porque... nós estamos enfraquecendo. Não percebem? Há muitos doentes na enfermaria.
– Isso é verdade — Astória disse — Ahn, desculpe mas eu já estava indo tocar nesse assunto mesmo. Enfim, está acontecendo coisas muito estranhas entre os pacientes. Eu e Pansy não estamos conseguindo achar uma explicação para os sangramentos que vem acontecendo e muito menos aos ataques epiléticos. Talvez Hogwarts esteja percebendo algo errado e esteja enfraquecendo também.
– É uma opção, obrigado Srta.Greengrass — Kingsley sorriu para ela — Alvo Dumbledore costumava dizer que Hogwarts tinha uma conexão grande com aqueles que estão abrigados por ela, talvez isso explique o problema.
– Mas não nós dá nenhuma grande solução — Minerva disse, ríspida — Sabemos que para restaurar a barreira precisamos curar esses doentes. Mas lamento informar que pelo o que a Srta.Greengrass disse isso pode ser um sinal de epidemia. Se essa doença se alastrar aqui dentro podemos ter um enorme número de mortos e com um enorme número de mortos...
– Mais andantes aqui dentro — Luna completou, sempre com o semblante calmo.
– Exato, Sra.Longbottom — Minerva assentiu — E não é apenas isso, se essa epidemia se alastrar, a barreira irá cair de uma vez e assim os trouxas vão conseguir nos atacar. Sabemos que essa situação de guerra é mundial. Infelizmente, não podemos contatar os outros países. Mas, é uma guerra, e se as nossas barreiras caírem ela vai acontecer e não teremos retorno.
Quando Gina estava prestes a falar, alguém entrou pela porta do salão. Era Narcisa Malfoy, olhando em volta confusa. Ela estava linda, mesmo com aquela expressão meio louca em sua face. Seu vestido era azul escuro, chegando até o chão. Todos a olharam confusos. Andrômeda e Astória correram até ela.
– Gertrudes? Alguém viu a Gertrudes? — ela perguntava, mexendo as mãos — Eu a convidei para o chá e ela não apareceu. Alguém viu a Gertrudes?
– Sra.Malfoy o que você está fazendo aqui? — Astória perguntou preocupada, a puxando pelo braço — Vem, vamos voltar para seu quarto.
– Não! Eu quero passear, ninguém me leva passear — ela olhou para todos da mesa — Alguém viu Lucius? Ele me levava nos jardins. Ah, cadê Lucius? Ele está com a Gertrudes? Ele está me traindo com ela?
– Irmã, ninguém está traindo você — Andrômeda a pegou pelo outro braço — Gertrudes está te esperando no seu quarto. Vamos lá, eu vou com você.
– Ninguém me leva passear. Ninguém me leva — ela murmurava mais para si mesma, os olhos sem foco — Chá de maçã é bom, é o preferido da Gertrudes. Andrômeda, onde está o Teddy? Ah, que bom ficar no sol.
E então ela parou de andar. As duas que estavam a acompanhando se entreolharam surpresas. Foi então que Narcisa começou a tremer e seus olhos viraram para trás. A loira mais velha desabou no chão. Gina correu para ajudar as duas. Do nariz dela, saia sangue. Astória olhou para todos preocupados.
– Minerva tem razão — ela disse — Temos uma epidemia por aqui.
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