Breath Of Life - Dramione

29 Capítulo 28 - A história de Theodore Nott


Rony estava sentado nos jardins olhando para a neve no chão. Gostava de estar em Hogwarts novamente embora quisesse que fosse em circunstancias diferentes. Ouviu passos e então Astória estava sentada ao seu lado, segurando uma poção.

- Tenho mesmo que tomar isso? — perguntou rabugento.

- Sim — ela sorriu suavemente — Se quiser melhorar, é recomendado.

Rony tomou o liquido roxo em um só gole, fazendo uma careta pro gosto ruim que já estava se tornando conhecido. Os problemas com o álcool já estavam indo embora. Porém, ele achava que era mais pela ausência do mesmo do que pelo uso da mesma.

- Pronto — lhe entregou o frasco vazio — Melhor assim?

- Muito — Astória riu fraco — Olha, eu queria pedir desculpas, pelo jeito que falei contigo naquele dia. Ando fazendo coisas bastante erradas e... gostaria que a gente tentasse de novo.

- Tentar o que? — perguntou confuso — Somos médica e paciente, nada mais disso. Você é irmã da minha ér.. ex-noiva e além disso você está com Zabini.

- Não mais — ela disse baixinho — Ele terminou comigo dias atrás.

Então o ruivo sentiu raiva. Era por isso que ela estava ali?

- Entendi — se levantou — Você veio atrás de mim porque seu namoradinho não te quer mais. Sabe de uma coisa? Você não é nada parecida com Daphne.

- Rony.... — Astória o chamou, mas ele já tinha ido.

Rony não sabia que havia olhos o observando. Olhos que não eram de Astória. Quando ele andava pelos corredores, também não percebeu os passos que estavam o seguindo.

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O livro sobre plantas curativas havia se tornado um pequeno passatempo para Hermione. Agora, ela já estava quase no fim do livro. Era tudo muito interessante e útil. As vezes, ela ia ler para se desconcentrar da dor de estômago causada pela fome. As raízes comestíveis estavam acabando e como era inverno, havia poucos animais naquelas matas.

Então, durante uma noite enquanto ela estava folhando as páginas novamente, ela percebeu duas páginas coladas que ela provavelmente havia passado sem notar.

Era um desenho de uma flor.

- Merlim — ela passou os dedos pelo desenho muito bem detalhado — Malfoy! Nott!

Os dois vieram correndo para a sala. Hermione tentou não notar que ambos estavam sem camisa.

- O que foi? — Theo perguntou — Sabe o quanto é difícil correr quando você está pura pele e osso?

- Ah, por favor — Draco rosnou — Não faça drama adolescente.

- Calem a boca! — Hermione exclamou e então mostrou a página para os dois — Estão vendo isso? Tenho quase certeza que é a flor dourada que estamos procurando! Estava aqui o tempo todo e, meu deus, como eu sou idiota.

Draco pegou o livro e observou o desenho da flor com uma sobrancelha levantada.

- Granger, isso aqui foi desenhado a mão — ele disse e lhe entregou novamente o livro — E se você percebeu, é um desenho, não especificadamente a flor.

- Eu sei, mas pelo menos agora temos uma noção de como ela é! — a sua animação era maior do que qualquer coisa — Theo, o carro já está pronto? Quando podemos ir?

- Querida Granger, o carro estava totalmente quebrado e amassado — o moreno respondeu, se escorando na parede — Embora minhas qualidades de mecânico são incríveis, vai demorar pelo menos mais um mês até que ele esteja pronto.

Hermione gritou e se jogou no sofá, colocando o rosto entre as mãos.

- Não temos todo esse tempo.

- Eu posso trabalhar mais — Theo sugeriu — Mas não acho que adiante alguma coisa.

- Granger... — Malfoy se aproximou dela — Tente ser racional, é só um desenho. Não vai adiantar muita coisa.

- Eu sou a mais racional entre nós e eu sinto — Hermione o olhou com lágrimas de frustração — Está tudo conectado, você não vê? Primeiro achamos a pedra naquele lago, justo onde estávamos acampando e agora esse livro está aqui, bem nessa casa onde estamos e justo com a foto da flor que precisamos. Tem que ter alguma coisa!

- Olha — Draco se sentou ao seu lado — Você está começando a acreditar em coisas misticas que não existem porque sua fé em si mesma está indo embora.

- Virou um psicólogo agora? — Theo resmungou — Eu acredito nela.

Draco o olhou com raiva.

- Eu não sei o que é isso — se levantou bruscamente — Mas eu sei o que você está tentando fazer, Nott.

- Sabe? — o moreno avançou — Me ilumine, Malfoy.

- Quer fazer ela acreditar em algo que seja impossível, não quer? — o loiro rosnou — Não vamos sair daqui até termos uma pista concreta de onde a flor está e não apenas um desenho em um livro qualquer. Nem sabemos se está é mesmo a flor! E... argh, se me dão licença, vou dormir.

Então ele saiu, fazendo questão de bater a porta do quarto quando chegou no andar de cima. Theo rosnou alto e se sentou no outro sofá, mexendo no cabelo de uma maneira frustrada. Hermione o olhou curiosa. Por que ele agia daquele jeito...dele?

- Você realmente acredita em mim? — Hermione perguntou — Sobre... a flor?

Theo lhe deu um meio sorriso.

- Em Hogwarts você geralmente estava certa — ele deu em ombros — Não vejo o porque de ser diferente agora.

Hermione lhe deu um sorriso fraco. Não gostava de pensar em substituições, mas estava sendo difícil não comparar Theo com Harry mesmo os dois tendo personalidades totalmente diferentes. Deixando a curiosidade falar mais alto, ela perguntou:

- Como sabe tantas coisas sobre trouxas? — falou rapidamente e se mexeu desconfortável — Digo, você já comentou sobre filmes e coisas trouxas e agora mesmo você disse sobre psicólogos... como sabe tanto? Achei que fosse sangue-puro.

- E eu sou — ele concordou — Mas vamos dizer que sou um pouco diferente. Posso contar para você, Granger?

- Claro — revirou os olhos — Eu iria dizer para quem seus segredos?

- Malfoy — Theo sorriu de canto.

- No meio do sexo? — Hermione perguntou sarcástica — Acho que não.

Theo riu fraco.

- Certo, vamos começar com as partes boas — ele suspirou — Olha, saiba que é estranho mas não me julgue depois disso. Bem, eu nasci no interior da Inglaterra e como sabe meus pais eram muito ricos, assim como todas as famílias de sangue-puro. Minha mãe se chamava Cassandra e meu pai era Frederick. Se conheceram em uma loja de lingerie, o que explica esse meu jeito. Depois de dois anos de casados, eu nasci. Me ensinaram tudo o que eu precisava saber na visão deles. Ou seja, visão sobre sangue... sobre os trouxas. Apesar de tudo, eles eram pais bons. Digo, minha mãe sempre fazia de tudo para me agradar e meu pai era... legal. Não éramos próximos mas mesmo assim ele me ensinou tanta coisa e de vez em quando, quando eu era menor, a gente brincava nos jardins. Éramos uma família feliz.

Hermione escutava tudo com atenção. Theo falava como se ela não estivesse ali, como se estivesse contando a história para si mesmo.

- Então minha carta de Hogwarts chegou e eles não poderiam estar mais orgulhosos — ele seu um riso fraco — Então eu fui selecionado para a Sonserina e tudo pareceu melhorar. Eles me mandavam cartas todas as semanas com notícias. Minha mãe estava grávida e no começo eu fiquei com ciúmes é claro, mas... depois, acho que me animei com a ideia de ter um irmãozinho ou irmãzinha. Só que... depois de umas semanas, as cartas pararam de chegar.

Hermione viu que seu semblante com um sorriso se foi.

- Foi antes do Natal do primeiro ano — ele contou — Comensais da Morte mataram eles porque não estavam mais tão fiéis ao Lorde das Trevas. Não sei bem quem eles eram, acho que o pai de Malfoy estava envolvido, Lucius. Não culpo Draco, claro, ele tinha a minha idade e mesmo ele sendo um grande idiota desde aquele tempo. O diretor me contou. Foram mortos a sangue frio depois de passarem sessões de tortura, no fim de tudo, queimaram nossa casa. Eu era de menor, tinha apenas onze anos e fiquei com medo. Ninguém nunca soube. Nunca contei pra ninguém.

O rosto dele agora estava mais sombrio do que nunca.

- Fui levado para um orfanato, mas não um orfanato qualquer, um orfanato trouxa — ele riu fraco — Eu me senti no meio do lixo e tudo piorou quando fui adotado por um casal trouxa. Gustav e Felícia Grenothanov, um casal polonês. Eles me tratavam com todo o amor possível mas... eu fui criado para os odiar. Eles eram trouxas. Eles eram lixo. Antes de mim, eles tinham uma filha com câncer, Melissa. Eu... a amava. Era a irmã que eu deveria ter tido e nunca pude ter. Mas os meus pais? Eu não os considerava meus pais. Eram estranhos. Fiz tanta coisa ruim para eles... ameacei tirar o tubo de ar de Melissa mesmo que eu nunca teria coragem para isso. Mesmo assim, eles faziam de tudo para me agradar. Diziam que meu comportamento era porque eu havia passado por muita coisa.

Hermione sentiu um aperto na garganta.

- No verão do sexto ano, Melissa faleceu — Theo parecia estar com algo no olho — Eu fiquei arrasado. Ela era a minha única família de certa maneira. Gustav tentou de tudo para animar a mim e as Felícia mas nenhum de nós parecia estar a ponto de melhorar. Felícia foi internada com depressão. Naquela mesma semana ela saiu do hospital. Eu me tornei pior. Queimei as cortinas da casa... tentei de tudo, até mesmo fugi. Me sentia horrível. Entenda Granger, eu fiz muitas coisas erradas. Mas nada se comparou a o que eu fiz... antes disso tudo começar.

- Theo... — Hermione tentou o confortar.

- Mordedores invadiram a nossa casa — seu olhar estava longe — Foi quando eu descobri o que estava acontecendo, estava tudo tão... confuso. Não nos avisavam nada. A relação entre mim e meus pais estavam melhorando. Nós três ainda estávamos tristes com a morte de Melissa mesmo depois de tanto tempo. Então, aquelas coisas entram. Várias delas, no mínimo umas vinte. Tentei usar magia mas não adiantou.... morderam eles, eu fiquei assistindo. Sabe o que Felícia disse para mim? "Fuja, eu te amo, mas fuja" e eu nunca respondi nada de volta. Fui um covarde. Fugi e depois de alguns dias fui para o mundo bruxo onde encontrei Pansy e Blaise.

- Merlim, Theo! — Hermione pulou e o abraçou — Eu sinto muito, eu não deveria ter pedido isso. Por favor, me perdoa.

- Tudo bem Granger — ele escapou do seu abraço — Sabe, você me lembra ela, Melissa. Ela conseguia enxergar coisas boas em todo mundo, até mesmo em mim.

Então ele saiu da sala, a deixando sozinha.

Hermione entendeu porque Theo vivia fazendo piadas de tudo e não se importava com as consequências.

Theodore Nott se considerava um homem sem esperança.

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- Weasley! — gritou uma voz.

Rony se virou, pronto para ver ninguém menos do que Pansy Parkinson correndo em sua direção. Ela estava ofegante e parecia que estivera o seguindo durante muito tempo.

- Estava me seguindo? — perguntou confuso.

- Vi sua pequena discussão com a Greengrass — deu em ombros — Achei que talvez quisesse uma companhia.

- Você — ele zombou — Querendo minha companhia? Ou pior, eu querendo a sua? Acho que você andou bebendo demais Parkinson.

Ele se virou e voltou a andar.

- Não de as costas para mim, Weasley — ela rosnou e o seguiu, o empurrando contra a parede — Eu estou tentando ser simpática, será que já não é um começo?

- Você tentando ser simpática — ele fingiu uma risada — Prefiro ser morto esmagado por um marshmallow.

Pansy revirou os olhos.

- Tudo bem — ela o soltou — Vou embora então. Aproveite essa noite com você mesmo. Sei como é triste ficar sozinho.

Rony a observou ir. Os cabelos curtos pretos, os olhos castanhos escuros. Ela era com certeza mais baixa do que ele, mas isso era normal para qualquer garota. Mesmo assim, Pansy Parkinson parecia ser diferente de qualquer garota que ele já conheceu.

- Parkinson — a chamou — Tem uma garrafa de uísque cheia no meu dormitório, se você estiver interessada.

Pansy se virou e sorriu.

- Agora você etá falando minha língua, Weasley.

Notas finais
Saudações cupcakes!
Para começar as minhas incríveis notas finais quero recomendar uma fic: Não Importa O Que Nos Digam da minha incrível amiga Sincere Tears ♥ é uma fic incrível, e, vejam só, é Dramione! Então, se estão procurando uma fic incrível essa é a fic.
Agora vamos lá:
Muito obrigada como sempre pelos comentários incríveis. Gente, eu responderia todos, mas eu não posso porque geralmente tem gente que comenta atrasado e então eu me perco todinha. Maaas, eu amo todos e vocês são os cupcakes mais lindos do mundo ;3
E aí, querem Rony com Astória ou Rony com Pansy? Hmmmm, prevejo tretas.
E eu tenho uma fic original! Isso mesmo. "Amor em sete cantos" que é sobre duas pessoas que se odeiam (eu amo esse tipo de casal) que são forçados a viajar pelo mundo juntos e então vão conhecendo história e, é claro, se apaixonando. Confiram cupcakes!
E é isso, espero que tenham gostado desse cap e até a próxima.
Beeeeeeijos da Icey :3