Breath Of Life - Dramione

25 Capítulo 24 - Escolhas devem ser respeitadas


Era raro pássaros cantarem no inverno, mas em Hogwarts tudo parecia ser impossível. Gina Weasley esperava pacientemente Madame Pomfrey voltar com um diagnóstico. Ao seu lado, Harry Potter estava sentado em uma cadeira de madeira olhando para suas mãos. Nenhum dos dois fala um com o outro. Não estavam sozinhos na sala, Astória e Blaise estavam sentados em outra maca, ao lado de outra que estava ocupada por uma garota desconhecida. Luna Longbottom também estava ali, olhando em volta sem rumo.

- É tão incomum os pássaros cantarem nessa época do ano — ela disse sonhadoramente — Talvez seja um bom sinal.

- Não acho que sinais significam muito hoje em dia, Luna — Gina disse suavemente — Mas obrigada por pensar no melhor.

A loira sorriu em um sinal de que estaria sempre disponível. O nervosismo de Harry parecia só ter aumentado. Madame Pomfrey entrou na enfermaria e todos, menos Blaise, estavam em expectativa para saber qual era os resultados dos testes.

- Uma boa notícia tenho a dar — a mulher mais venha disse — Você perdeu, sim, sua capacidade de andar Srta.Weasley, mas apenas por algum tempo indeterminado... talvez um ou dois meses.

- Graças a Merlim — Astória suspirou, colocando a mão no peito.

- Isso é maravilhoso! — Harry exclamou feliz e olhou para Gina com um sorriso no rosto — Você vai ficar bem.

- Eu sempre estive bem — ela resmungou, mais para si mesma. Deu um sorriso calmo para a senhora Pomfrey — Vou ter que tomar algum remédio?

- Apenas umas poções — ela colocou uns frascos coloridos na mesinha de canto — Todos os dias, de preferência durante a noite ou em algum horário que seja melhor para você. É bom que tenha alguém que lhe auxilie nesse tempo Srta. Weasley.

- Eu faço isso — Harry disse prontamente.

- Não — Gina o cortou — Qualquer pessoa, menos você. Não achou que tudo iria ser normal não é? Se os resultados dessem que eu nunca mais iria andar você já não estaria mais nessa sala.

- Gina... — Harry tentou explicar — Eu entrei em pânico, certo? Eu te amo. Você sabe disso.

- Não o suficiente — a ruiva parecia bastante abalada, então, olhou para Astória e Luna — Vocês me ajudariam? Confio em vocês.

- Claro — Astória respondeu sorrindo — Pode ter certeza, em menos de um mês você já vai estar correndo por ai.

Gina sorriu e Luna pegava as poções, as colocando em uma sacola com desenhos estranhos. Harry observou como as duas carregavam a ruiva para fora da sala. Zabini o olhou com diversão nos olhos.

- É, Potter — ele sorriu de lado — Parece que o amor não está mais a seu favor.

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Ela acordou com o cheiro calmante de um chá de cidreira. Em seu colo, havia uma bandeja com queijo, pão torrado, uma xícara de chá e manteiga um pouco dura demais. Hermione olhou em volta e viu Malfoy encostado na porta. Ele não vestia nada mais do que uma calça preta, estava descalço e sem camisa, deixando o peito bem definido a mostra.

- Sua febre aumentou um pouco antes — ele disse com a voz rouca — Tive que tirar suas roupas.

Ela olhou para si mesma e percebeu que estava apenas com um short branco e um sutiã preto. O olhou e sorriu.

- Tirando vantagem da situação — levantou uma sobrancelha — Típico.

Ele revirou os olhos, mas ela pode perceber o fantasma de um sorriso em seus lábios. Se aproximando, ele se sentou no outro lado vazio da cama. Claro, ele nunca mostrava nenhuma emoção.

- Achei que estaria com fome quando acordasse — ele apontou para a bandeja com um aceno — Achei isso na cozinha, é sorte ter ainda algumas coisas nessa casa, parece tão antiga.

- É uma fazenda, Malfoy — ela comeu um pão torrado com manteiga e o mastigou — Os donos provavelmente tem grãos em estoque em algum lugar. Você...

- Se eu sei de algo sobre Myla? — ele interrompeu — Sei, Theo ficou reclamando a noite inteira sobre os gritos de dor dela... não o deixavam dormir. Em minha opinião, ela vai morrer logo.

Hermione pegou a xícara de chá e sua mão começou a tremer. Cenas do acidente veio em sua mente... os cavalos escorregando na neve, a camionete amarela se aproximando, o sangue e seus berros. Sentiu uma mão quente tocar a sua, que estava gélida, e levar a xícara até seus lábios rachados. Olhou para Malfou que estava a fazendo beber o chá levemente.

- Obrigada — disse baixinho — Acho que não vou esquecer isso tudo tão cedo.

- Não deveria ir lá depois... pode ser, chocante sabe? — ele sugeriu, se afastando. É claro que ele não iria lhe passar nenhum "Está tudo bem" ou "Estou aqui para você" — Dizer adeus.

- Ou tentar curar ela — Hermione falou fortemente — Não iria dizer adeus, iria tentar fazer ela ficar melhor.

- Não sei se já lhe disse isso, Granger — Draco pegou a xícara de chá vazia e colocou na cômoda — Mas eu acho incrivelmente estranho essa sua mania de ver o lado bom em tudo.

Ele saiu do quarto, em passos silenciosos. Hermione se viu sozinha e decidiu terminar de comer. Depois, se levantou, os pés nudos tocando o chão de madeira. Odiava andar descalça no chão de madeira. Surpreendentemente, não sentiu frio. Talvez os rapazes haviam posto um feitiço de aquecimento na casa, afinal, não parecia ter nenhum perigo em usar magia ali. A casa era afastada, em uma fazenda, em um morro. Mesmo se tivesse andantes por ali, não conseguiriam subir a inclinação.

Desceu as escadas, seus pés fazendo a madeira ranger. Viu o cachorro horrendo deitado no sofá. Ele a olhou e rosnou, mostrando os dentes. Por que eles estavam com um cachorro que parecia o demônio em pessoa?

- Wow — disse uma voz arrastada — Isso sim que é uma boa vista logo de manhã.

Se virou e viu Theo, com a manga curta que deixava suas tatuagens de runas a mostra. Ele tinha deixado a barba rala crescer e a olhava. Ah sim, esqueceu que estava apenas de sutiã e um short. Tentou se cobrir com os braços.

- Olá Theo — sorriu pra ele — É bom lhe ver de novo.

- É claro que é — ele piscou — Sou eu afinal de contas.

Ele se sentou no sofá e o cachorro feio foi logo a seu encontro, deitando ao seu lado. Hermione se sentiu segura o suficiente para acabar de descer as escadas e andar pela sala. Se sentou na outra poltrona e tentou ao máximo não encarar o bicho.

- Ele é ahn... — tentou achar uma palavra — Interessante.

- Quem? Steve? — Theo perguntou e ela ergueu as sobrancelhas por causa do nome do cão — Ele foi abandonado em uma loja indígena, Malfoy e eu decidimos cuidar dele. Infelizmente, ele não parece gostar de você.

Steve rosnou para ela, novamente.

- Da pra notar — riu baixinho — Hum, onde fica o quarto de Myla?

- Imaginei que você iria querer vê-la — Theo suspirou e se levantou, apontando para uma porta pequena na mesma parede onde ficava a lareira — É bem ali, só... tenta não entrar em pânico.

A morena se levantou e caminhou para a porta. Girou a maçaneta e entrou. Viu uma cama de molas e ferro, com um colchão sujo. O quarto cheirava a metal pesado e sabia que era o cheiro de sangue. Na cama, Myla estava quase irreconhecível. Seus olhos estavam abertos, e sua boca abria e fechava. Ainda estava viva. Feridas horrendas em todo o seu corpo, as pernas colocadas de maneira estranha, quebradas.

- Merlim — Hermione suspirou — Isso é horrível.

- H-H-Her-mione? — Myla gaguejou — É... v-você?

Ela se ajoelhou ao lado da cama da amiga e pegou sua mão, a única parte de seu corpo que não parecia ter sido machucada de alguma forma. Estava gelada. A mulher soltou um gemido de dor.

- Sim, sou eu — respondeu suavemente — Vim ver você, tentar te curar.

- N-não-o — Myla fechou os olhos fortemente — P-por f-a-avor, deixe, e-eu i-irr.

- Eu posso fazer você ficar melhor, você pode construir uma vida nova quando tudo isso terminar — Hermione tentou lhe colocar algum sentido, tinha lágrimas em seus olhos. Como ela ainda estava viva? — Conhecer um novo amor, ter uma nova família.

- Mi-n-nha fam-í-lia es-tá m-morta — Myla cuspiu sangue — E-eu q-quero -i-ir com e-eles... p-por f-avor, e-eu im-plo-loro.

- Você vai se concertar! — Hermione chorou alto dessa vez.

- E-eu j-já e-estou q-q-quebrada de-m-mais — Uma lágrima caiu no rosto dela — P-por f-favor. F-amil-i-ia.

Hermione deixou as lágrimas caírem. Pela primeira vez, o que estava quebrado não queria ser concertado. Uma escolha que não era feita por ela, que teria outro desfecho. Não queria matar ela com um Avada, ou deixar ela sofrer. Pegando um travesseiro, se preparou.

- Então encontre sua família — tentou sorrir para ela — Onde quer que ela esteja.

Colocou o travesseiro no rosto de Myla, ignorando os braços se mexendo. Chorava que nem na morte de Lucy. Myla começou a se mexer como um peixe fora da água... e então, ela parou. Estava morta, sufocada pelo travesseiro. Quando Hermione o retirou de sua face, viu um sorriso. Pelo menos, ela se foi feliz.

Jogou o objeto do outro lado do quarto e gritou, colocando as mãos sobre o rosto. Chorou e chorou. Por que tudo era tão difícil? Por que ela tinha que se apegar tanto? Ouviu a porta abrir e Malfoy e Nott entrarem no quarto, correndo. Sentiu os braços de Draco a pegando no colo e chorou contra ele.

- Que merda Nott! — berrou ele — Por que deixou ela entrar aqui dentro?!

- Vai se foder, Malfoy! — Theo berrou de volta — Ela pediu! Você não pode tratar ela como se fosse uma boneca de porcelana quebrada!

Mas Draco o ignorou e subiu as escadas rapidamente com ela aos prantos. Entrou no quarto e colocou um feitiço silenciador. Se deitou na cama com ela junto.

- Pare de chorar — ele resmungou entre dentes — Isso me irrita.

- E-eu matei ela — Hermione fungou — Eu a matei. Por que eu fiz isso?

- Porque você é inteligente Granger — ele tirou o cabelo de seu rosto — Você soube o que era melhor... ela estava sofrendo. Magias de cura não iam funcionar. Era a escolha dela e você a respeitou.

Parando de chorar, percebeu que era verdade. Pela primeira vez, ele soube o que era certo a dizer. Notou a posição deles e talvez fosse sua mente nebulada, mas sabia o que queria fazer. O que tinha que fazer para tudo ir embora por um momento.

- Me faça esquecer — sussurrou pra ele — Por favor, me faça esquecer.

Os dedos finos e quentes traçaram a sua bochecha, os olhos cinzentos estavam negros de fome. Seus seios cobertos pelo fino tecido do sutiã roçavam contra seu peito nu. Colocando um cabelo longe do rosto, a beijou, sendo retribuído no mesmo instante. Ela ficou por cima, enquanto seus dedos já mexiam no fecho da fina peça negra. Ela loucura, mas já haviam feito isso antes. Precisavam de um contato contra a pele quente, um prazer dentro de um mundo onde tudo parecia destruído.

Seus seios médios foram liberados e as mãos dele, quentes como se tivessem pegando fogo, começou a os massagear. Com um gemido saindo por entre seus lábios, deixou os quadris mexerem suavemente sobre sua ereção já aparecendo sobre a calça.

Gemidos e mais gemidos, principalmente da parte dela. Sim, tudo já parecia estar esquecido.

Ele deixou os dedos vagarem dentro do short, entrando pela calcinha e puxando as duas peças para baixo. Estava ciente que estava totalmente nua agora e também, ciente de seus dedos entrarem em sua fenda, mexendo suavemente e a fazendo soltar algo parecido com um miado, algo que o fez sorrir. Beijou seu queijo fino, descendo pelo seu pescoço, distribuindo mordidas.

Então, ele os virou, ficando por cima. Ela já estava totalmente nua, sentindo o lençol macio contra sua pele. Os dedos não estavam mais lá, porém, sua boca descia mais e mais... até chegar onde planejava.

- Oh meu Merlim! — Hermione gemeu alto, enquanto a sua língua se movia com destreza.

Depois de um tempo, ambos não aguentavam mais. Com a calça e a roupa íntima jogada em um canto qualquer, ele entrou. Ambos rosnaram baixinho e começaram a bater os quadris em sincronia, parecia uma dança, totalmente esquecidos de onde estavam e do que cada um estava fazendo. Gritos, gemidos, rosnados e até mesmo miados foram ouvidos. Depois de um tempo, eles caíram sobre a cama. Ela, por cima dele, se aconchegou enquanto os braços estavam em sua cintura.

- Obrigada — ela sussurrou contra sua pele suada. Ambos estavam suados, cansados.

- Não foi nada Granger — ele murmurou em seu ouvido — O prazer é todo meu.

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Theodore Nott olhou para o teto e sorriu para si mesmo. Steve ao seu lado, inclinou a cabeça para o lado, como se perguntasse o que estava acontecendo.

- Sabe amigão — Theo sorriu de lado — Não entendo essas pessoas que não conseguem colocar um feitiço silenciador corretamente.

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Luna Longbottom estava na enfermaria, cuidando da única paciente que ainda estava ali. Ninguém sabia quem era, porém, sabiam que era desumano não curar dos seus ferimentos, mesmo que eram poucos. Ela estava desacordada por três dias agora. Luna olhou para Blaise Zabini, que estava sentado em uma poltrona com um livro na mão.

- Acho que sua mente está bastante fluenticada — Luna o olhou curiosa — Ou você apenas não tem mais para onde ir? A enfermaria é um lugar estranho para você ficar, Blaise Zabini.

- Astória me pediu para ficar aqui — ele respondeu amargamente — Ela está com o Weasley em algum lugar... o macho, para deixar esclarecido.

- Ronald? — Luna perguntou e ele assentiu — Ele gosta dela.

- Preferiria se você não falasse dos homens que gostam da minha namorada, obrigado — Blaise a olhou com raiva — E você, lunática, não tem um marido para cuidar?

- Gostaria que não me chamasse assim, obrigada — Luna não demonstrava raiva, seus olhos sonhadores vagavam pela garota desacordada — Neville está arrumando mais plantas na estufa, ainda sobrou. É usado para poções, sabe?

- Sei — Blaise não mostrava interesse — Aliás, diga ao Weasley para ficar longe de Astória.

- Você não a ama — ela disse, sem medo e suavemente — Não do jeito que ela espera. Você a ama da mesma maneira que Draco Malfoy a amou: cegamente.

- Draco nunca amou Astória — Zabini agora parecia estar realmente com raiva — Namoraram por duas semanas, não sentiam nada um pelo outro. Agora se tratam como irmãos. Eu gosto dela.

- Ela estava se apaixonando por ele, dava pra ver em seus olhos. Sentimentos são muito notáveis quando se observa atentamente — Luna pegou umas poções e começou a misturar — Mas terminou na hora certa, está certo ao fato de se tratarem como irmãos. Mas, sabe, Blaise Zabini, que seu amor por ela vai ir ao mesmo caminho. Os flickedinkins seus são roxos e os dela são azul claro. Você não encontrou o seu amor. Ronald Weasley parece ter encontrado o dele... nela.

- Você é maluca — ele rosnou.

- É o que a maioria das pessoas acha — ela sorriu.

Na cama, a garota se mexeu e Luna se aproximou, a ajudando a se sentar. Blaise voltou a ler o seu livro, não prestando atenção. A garota tinha os cabelos cacheados curtos e ruivos. Quando abriu seus olhos, eram castanhos tão escuros que pareciam pretos. Não devia ter mais que vinte anos e era tão baixinha que a idade que lhe dava era de quinze anos, no máximo.

- Como você está? — Luna perguntou suavemente.

- B-bem — ela gaguejou assustada — Onde estou?

- Segura — Luna suspirou — Qual é o seu nome?

Blaise continuava a ler.

- Harriet — ela respondeu, com os olhos vagando pela sala. Então, eles pararam justamente nele.

Quando Blaise Zabini levantou o seu olhar, seu mundo parou por um instante.

Notas finais
Querem me matar eu sei.
Mas gente... eu estive doente e totalmente ocupada com o fim do trimestre, eu realmente sinto muito. Prometo que nunca mais vou atrasar tanto assim, pelo menos vou tentar evitar. Me perdoem? :c
Enfim, obrigada pelos comentários ( e pela paciência ) e espero que tenham gostado desse capítulo. E hum... eu tenho muita vergonha de escrever essas cenas hot, mas senti que estava na hora. Myla morreu, upa. Sou uma assassina, espero que entendam minha vontade de matar alguém.
Comentem gente o/ me digam se gostaram ou não e deem dicas, eu adoro ouvir... e bem vindos aos leitores novos *----*
Adios! Vejo vocês no próximo cap!