Breath Of Life - Dramione

17 Capítulo 16 - A cura em nossas mãos


Alguns momentos da sua vida fazem você parar e pensar no que poderia ter acontecido se você tivesse feito diferente ou no que influenciaria isso no agora. Talvez se uma escolha não tivesse sido feita, uma dor deixaria de ser sentida. Talvez se outra escolha fosse realizada a felicidade poderia vir, mas quem garante que a dor não iria aumentar até ser agonizante?

Nos últimos dois dias o trio estava tentando agir da maneira mais normal possível. O inverno estava chegando e as temperaturas abaixando. Tinha caído até mesmo alguns flocos de neve, mas nada para se alarmar. Mas com o frio, eles utilizavam bastante lenha para as fogueiras durante a noite, já que eles tinham que se aquecer e achavam muito arriscado usar um feitiço de aquecimento considerando o número de andantes que se depararam na entrada da cidade. Theo era quem buscava a lenha, mas sempre voltava tarde. Hermione achava que ele pensou que buscar lenha seria a desculpa perfeita para ficar bêbado em algum canto.

Draco e Hermione eram quem ficavam no acampamento, que eles tinham mudado de local e posto para dentro da mata para não serem vistos por possíveis pessoas indesejáveis como Phill e Jenna, mas era Hermione quem cuidava das tarefas "domésticas" por assim dizer. Ela quem tinha que lavar as roupas no lago, que além de tudo era onde eles tomavam banho, cozinhar a comida que restava e catar frutinhas. Ela já estava se irritando disto e também porque lembrava ela da caça as Horcruxes, onde era ela também que tinha que fazer tudo.

Hermione estava dobrando as roupas limpas quando olhou para cima e viu Malfoy lendo um livro que ela havia trazido. Era Hogwarts, uma História, mas mesmo assim ela ficou brava. Será que ela era mesmo quem tinha que fazer tudo?

- O que é isso? — ela perguntou, colocando as mãos nos quadris.

- Um livro — ele respondeu, sem tirar os olhos da página.

- Eu sei que é um livro — ela revirou os olhos.

- Então por que perguntou? — ele finalmente levantou o olhar e sorriu de canto. Viu quando Granger soltou sua camiseta no chão, a sujando de novo — Hey! Aquela roupa estava limpa!

- Sim, estava limpa mas não graças a você não é mesmo? Será que eu que tenho que fazer tudo por aqui? Pra mim chega Malfoy, enquanto eu que tenho que fazer cada merdinha que vocês dois mandam eu tenho que ao mesmo tempo aturar vocês reclamando e lendo o meu livro — ela começou o seu discurso — Quem lhe deu permissão pra pegar as minhas coisas?

- Eu não preciso de permissão — Draco respondeu, deixando o livro em um canto qualquer — Escuta, ninguém está te tratando como um elfo doméstico.

- Mas parece muito — ela resmungou.

- Mas não é a minha culpa se o Nott quer ficar bêbado — ela lhe deu um olhar feio quando ele disse isso — Desculpa, mas é a verdade.

- E o que a falta de vontade do Theo tem a ver com a sua falta de vontade? — Hermione revirou os olhos pela segunda vez — Você parece não ligar pra nada, nesses dois dias só ficou pelos cantos quieto e não fala com mais ninguém. Até parece que você não é mais Draco Malfoy.

- E como eu tenho que ser pra ser o Draco Malfoy? — ele perguntou, divertido com o rumo da conversa.

- Eu não sei... deixa eu ver, tudo o que você falar tem que ter no mínimo 46% de sarcasmo ou ironia. Você tem que reclamar de tudo que tem ao seu redor, mas pra isso você tem que ir lá e fazer melhor. Você tem que ser egoísta e arrogante e principalmente você tem que me odiar e odiar tudo o que eu faço — ela ergueu os braços em sinal de derrota — Será que é tão difícil ser assim?

- Mas quando eu sou assim você reclama. Honestamente Granger, onde está a sua opinião fixa sobre mim? — ele zombou, tirando proveito da situação — Quando eu faço alguma coisa você reclama, quando eu não faço você reclama também.

- Mas eu não quero que você haja como um vegetal sangrento que fica em um canto fazendo absolutamente nada! — Hermione gritou de repente e ele segurou a vontade de rir — Mas que droga Malfoy, será que você não pode a voltar a ser divertido?

Então ele entendeu: ela estava se sentindo entediada e estava tentando colocar a culpa nele. Claro, em Theo também, mas principalmente nele. O fato de que Hermione Granger achava as suas brigas e discussões divertidas era um fato divertido por si só. Talvez, ele poderia deixar esse tédio ir embora com um pouco de persuasão.

- Oh, entendi... entediada não é Granger? — Draco perguntou, se aproximando e a empurrando contra uma árvore — Podemos resolver isso se você quiser.

- O que é que você está fazendo? — ela perguntou, tentando sair do seu aperto mesmo sendo impossível já que estava prensada entre o seu corpo e a árvore.

- Deixando de ser um vegetal sangrento — ele falou antes de a beijar.

Seu beijo era bom, ela tinha que admitir. Era errado e certo ao mesmo tempo, não havia outra maneira de caracterizar. Talvez ela estava muito tensa naqueles últimos dias ou talvez foi a falta de um contato romântico com alguém desde o término do seu noivado com Rony, mas ela respondeu o beijo com a mesma intensidade, deixando sua língua entrar em contato com a sua quando Draco pediu passagem.

- Por que está fazendo isso? — perguntou ofegante quando eles se separaram.

Nem ele sabia o porque na verdade. Seu ultimo "relacionamento" havia sido com Astória, mas havia durado apenas duas semanas e não havia dado muito certo já que ele começou a considerar ela como uma irmã. Parecia ser incesto. Mas era menos errado do que agarrar a sua inimiga de infância e uma das pessoas que ele mais odiava?

- Eu não sei, mas quem se importa? — Então ele a beijou de novo, satisfeito em ela retribuir — Não precisamos nos importar. É só um lance físico, nada sentimental.

- Certo. Um lance físico. Nada sentimental — ela repetiu, como se tentasse se convencer — Tudo bem então.

Dessa vez foi ela quem inciou o beijo, o mais fevoroso de todos. Quando os beijos começaram a não se focar apenas na boca, os dois começaram a ir em direção ao lago, ainda com o contato físico que eles não queriam nunca deixar ir embora. Hermione pegou na ponta se sua camiseta preta e a puxou com força, rasgando e jogando no chão de qualquer jeito. Começou a passar a mão pelo seu peito tonificado e pelas costas, as vezes dando leves arranhões que o fazia arrepiar. Cegaram a beira do lago e foi Draco dessa vez quem começou a tirar as roupas dela, começando pela jaqueta de couro que jogou no chão e chutou para o lado e depois pela blusa de mangas longas e preta. Se deparou com um sutiã rendado e apertado, que fazia os seios ficarem mais erguidos.

- Sexy — comentou.

- Cale a boca — ela retrucou e o beijou.

Enquanto os dedos dele brincavam com o fecho, os dela desabutuavam a sua calça. Enquanto os seus lábios estavam descendo para o seu peito, os dela estavam mordiscando a sua orelha. Assim como a calça dele caiu ao chão, junto ao sutiã dela, sendo esquecido simultaneamente no chão de folhas e galhos. Os sapatos estavam junto. Agora, só faltava as calças dela e o resto das roupas íntimas.

Draco começou a massagear um seio com a mão enquanto sua boca cuidava do outro. Hermione deixou um gemido escapar da sua boca, acompanhado de vários outros murmurios sem nexo. Rapidamente, ele tratou de tirar a calça jeans rasgada que ela usava, a rasgando ainda mais sem ter intenção.

Os dois começaram a entrar dentro da água, com as bocas ainda coladas.

- Está frio — ela sussurrou, começando a tremer. Totalmente nua em contato com a água gelada.

- Vamos nos esquentar então — ele murmurou contra a pele sensível de seu pescoço. Sua voz rouca a fazendo tremer, a fazendo não distinguir se era de fato do frio ou do tom que ele usava.

Ela foi contra o seu corpo, que mesmo naquelas águas ainda estava quente e de certo modo confortável. As mãos de Draco começou a descer mais e mais, indo pela cintura até chegar no laço de sua calcinha, que ele desatou rapidamente. Jogou-a longe, na margem. Finalmente seus dedos longos chegaram aonde ela queria, começando a se mover e fazendo gemer alto.

Nunca sussurrava seu nome.

Ela já estava nua, mas e ele? Como poderia ser tão mal a ponto de a privar de um contato completo? Enquanto ele "trabalhava", decidiu que não queria mais esperar e por isso arrancou a única peça que restava.

- Apressada — ele comentou em seu ouvido.

- Persuasiva — corrigiu em tom baixo.

Quem fez os movimentos agora foi ela. Quem murmurou agora foi ele. Quem ficou lenta e em jeito doloroso foi ela, assim como foi ele quem se tornou apressado e persuasivo. Assim, ele deu um tapa em sua mão e os uniu sem festas. Ela deu um gemido alto, assim como os movimentos começaram até chegarem em um ritmo que logo não pareciam o suficiente. Mais e mais era o que ambos precisavam.

Com um grito e um gemido, tão rápido como começou, terminou.

Ficaram ambos ofegantes, olhando um para o outro sem acreditar no que tinham feito. Ela foi a primeira a se afastar sentindo algo queimando em seu pé.

- O que é isso? — perguntou mais para si mesma, quando viu algo brilhando no fundo do lago — Parece queimar.

O brilho variava entre azul e prata. O lago não era fundo onde eles estavam. Então eles notaram, que eles nunca tinham vindo ao lago durante a noite.

Foi Draco quem mergulhou e Hermione foi logo atrás. Em baixo da terra do lago havia uma pedra, ela parecia estar fervendo. Eles se entreolharam... a pedra estava ali o tempo todo. Perto deles, onde eles nunca tinham imaginado procurar.

Malfoy pegou a pedra na mão e eles voltaram para a superfície. Correram para as roupas e se vestiram rapidamente, não se olhando.

- Nós achamos — ele disse — Nós conseguimos Granger, nós achamos a pedra.

- Eu já li sobre ela, é a Pedra de Stardust, existe três no mundo todo e cada uma tem um poder diferente. A azul tem um poder de cura extremo mas só brilha durante a noite porque precisa da luz da lua — Hermione contou — Theo! Ele...

- Está bem aqui — Disse Theo saindo de trás de uma árvore — Por que vocês estão molhados? O sol tá suando?

- Achamos a pedra — Draco anunciou, mexendo a pedra entre os dedos — Mas não, o sol não tá suando. Estamos apenas dando uma olhava por aqui quando vimos um brilho no lago, mergulhamos e achamos a pedra.

- Parabéns pra vocês — Theo ergueu uma sobrancelha e então olhou Hermione de cima a baixo — Mergulharam apenas de roupas íntimas? E nem me chamam, obrigado pela consideração.

- Você poderia... eu não sei, ser um pouco mais sensato? — Hermione perguntou — Acabamos de achar a primeira cura, isso significa que estamos cada vez mais perto de encontrar a cura final.

- Qual é a próxima — Nott perguntou, mesmo sem interesse.

- A flor — Draco respondeu — Inglaterra rural, Surrey acho... direção sudoeste.

- Não é muito longe, devemos ter gasolina o suficiente para chegar em Surrey em duas semanas — Hermione calculava com a mente — Theo, preciso que guarde todos os alimentos e coloque lenha no porta-malas. Malfoy, você vai organizar as roupas e os pertences, quero todas as roupas limpas.

- E o que você vai fazer madame? — perguntou Theo, irônico.

- Dormir — ela respondeu.

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Não significou nada.

Ela repetia para si mesma, olhando para o teto da camionete. Estava deitada no banco traseiro.

Não significou nada.

Ela não devia ter feito aquilo, ela foi pelo momento não é? Ela odiava Draco Malfoy com todas as forças. Ele fez de sua vida um inferno, ela quase chorou por causa dele na escola. Aquilo foi o maior erro da vida dela.

Não significou nada.

Ele nem lhe olha na cara mais. Mas veja o lado bom, encontraram a pedra, estão mais perto de achar uma cura para tudo isso. Quem sabe se ela não tivesse feito o que fez, talvez nunca teriam achado não é?

Não significou nada.

Mas então...

Não significou nada.

Por que ela sente como se tivesse significado alguma coisa?

Notas finais
Nunca senti mais vergonha na minha vida.
Sério.
Mas espero que tenham gostado do meu primeiro smut.
E obrigada quem está comentando a fic, adoro os comentários de vocês, todos ♥
Comentem esse também, o que acham? ;)
Desculpem qualquer erro, eu não tive tempo de revisar esse capítulo e ainda postei atrasada por um motivo: preguiça. Sorry guys.
Mas é isso, beijos :*