Breath Of Life - Dramione
16 Capítulo 15 - Lucy no céu com diamantes
Teddy não sabia de muitas coisas considerando a sua idade. Mas ele sabia que aquelas criaturas lá fora eram capazes de matar. Ele sabia também que Gina Weasley não era a sua mãe e nem Harry Potter o seu pai. Ele sabia que Victoire era bonita também.
Mas ele não sabia, pelo menos até agora, o quanto a palavra sobreviver era diferente da palavra viver. Viver ele fazia antes de tudo isso começar. Viver para ele era brincar nos jardins da sua avo, Andrômeda e passar os domingos na Toca onde ele brincava com seus primos e ensinava Vicky a voar em uma vassoura. Mas agora ele estava sobrevivendo, não era? Ele tinha que andar quilômetros para chegar em um lugar seguro, tinha pouca comida e água e tinha que deixar Vicky por perto, para nada acontecer com ela.
- Temos que voltar a andar garotinho — ele ouviu uma voz e se virou, vendo aquela curandeira da família Greengraass — Sua mãe deve estar preocupada.
- Ela está falando com papai — respondeu.
- Hum, certo então — Astória pareceu pensar — Acho que eu vou ver se alguém está ferido.
E então ele observou ela sair, assim como Victoire veio ao seu lado. Ela era muito baixinha, pensou, era mais baixa do que ele. Seus cabelos eram louros quase brancos e chegavam na sua cintura. Muito parecido com os de sua mãe.
- Mamãe mandou eu ficar aqui com você — disse ela olhando pro chão — O que você está fazendo?
- Nada — Teddy respondeu — Mandaram eu voltar a andar, mas não gosto de andar sozinho.
- Eu ando com você, se você quiser — Vicky respondeu e sorriu — Mamãe disse que é bom andar com uma pessoa e lhe fazer companhia.
- Sua mãe diz muitas coisas — Teddy observou — Mas eu ando com você, já que não tem outro jeito.
Vicky pegou a sua mão e as duas crianças entraram no mar de bruxos que andavam rumo ao Norte.
---------- // ---------- // -------------
Quando Hermione acordou por causa dos raios solares em sua face, ela sentiu um frio quase imediato. Viu que estava sozinha e que todos já haviam acordado. Sentindo o olhar de Malfoy sobre si, se levantou e foi checar Lucy já que sua mãe não se sentia na responsabilidade de fazer ao menos isso.
A menina já estava acordada, sentada no banco e mexendo na sua mochilinha rosa. Ela sorriu quando viu Hermione.
- Oi tia Mimi — falou — Eu estava procurando biscoitos.
- Eu tenho alguns se você quiser — sorriu — Quer alguns? Eu posso ir buscar.
Lucy assentiu e pegou a mão de Hermione, as duas indo para onde todos estavam. A morena pegou o saco de biscoitos e entregou para a menina, seus olhinhos brilharam quando os viram. Provavelmente, fazia tempo desde que a garota comeu alguma coisa.
- Você sabe que esses são os últimos biscoitos, não sabe? — Era a voz de Malfoy — Tem certeza que quer dar tudo pra ela?
- É uma criança Malfoy — Hermione disse, sem se irritar — E está morrendo de fome. Além do mais, temos comida o suficiente agora.
Ele deu de ombros, se levantando e levando uma arma consigo, indo em direção a mata. Hermione sabia que eles tinham que procurar a pedra para logo acabarem com aquilo e ir pro próximo item, a flor. Mas ela também sabia que seria impossível eles ficarem apenas naquela região e que provavelmente deveriam entrar mais na cidade e arredores, mesmo que isso seja assinar uma sentença de morte.
- Granger — era Theo — Poderia me ajudar aqui por uns minutinhos?
- Eu já volto — disse para Lucy que assentiu e foi até Theo, que estava mexendo no porta coisas da moto azul — O que foi?
Ele apontou para dentro e ela viu armas, garrafas de água e comida que eram deles. Jenna e Phill provavelmente devem ter roubado enquanto eles dormiam. Ela viu também as caixinhas de munição.
- Eles estavam planejando sair nessa manhã, achei suspeito e vim ver o que eles tinham — Theo explicou — Tem mais na outra moto também.
- Como você suspeitou? — Hermione perguntou surpresa.
- Eu sou um sonserino depois de tudo — Nott piscou e sorriu — Mas olha, não fique muito apegada naquela menina. Ela pode ser uma grande roubada Granger.
- É apenas uma criança — Hermione retrucou com raiva — O tio e a mãe não estão nem ligando para ela. Acha mesmo que eles iriam levar ela junto? A abandonariam aqui.
- Errou. A mãe não liga pra ela, mas o tio parece muito preocupado com a garota — Theo então apontou para Phill que olhava Lucy de longe — E o cara está vidrado em você Granger. Tente não ir muito longe.
- Oh, claro, o cara não está vidrado em mim Theo — ela disse de volta — Tudo bem, ele tentou me agarrar mas... ele tem algo com a própria irmã e isso é muito nojento.
- Não sei se você percebeu Granger, mas você e aquela sereia da Disney falsificada tem uma diferença muito grande — Theo brincou e ela se perguntou se ele já havia assistido A Pequena Sereia — Vamos dizer que você é um cisne e ela é um passarinho morto.
- Obrigada por suas palavras lindas e inspiradoras — Hermione disse já se afastando, mas então se virou — Como você conhece A Pequena Sereia?
Ele não respondeu, mas ela pode ouvir sua risada sarcástica. Hermione revirou os olhos e voltou para onde Lucy estava para a ver conversando amigavelmente com Phill. Ele não era um homem feio, mas também não era o mais atraente. Ele tinha uma barba ao redor da boca, cabelos pretos e era muito musculoso. Era o tipo de cara que parecia lutar em MMA.
- Tia Mimi! — Lucy correu pra ela e abraçou suas pernas — Você vai para algum lugar?
— Eu tenho que procurar uma coisa querida — Hermione respondeu, nunca deixando seus olhos saírem de Phill — Gostaria de ir junto?
- Ela não vai a nenhum lugar com você — Phill interrompeu.
- Mas tio... — Lucy tentou argumentar.
- Por que? Você acha que eu não consigo cuidar da sua sobrinha? — Hermione interrompeu a garotinha.
- Eu só acho que ela tem que ficar com alguém da família — Phill falou, se fingindo de coitado na frente da menina — Não é mesmo minha querida?
Lucy negou com a cabeça sem medo e seguiu Hermione para dentro da mata, segurando a sua mão. A morena estava levando a arma e a sua varinha, pois não sabia se aqueles arredores eram completamente seguros. Ela escutou um grito repleto de palavrões vindo de Phill e sabia que ela era, provavelmente, a pessoa que ele mais odiava.
-------- // -------------------- // ------------
Draco sentia vontade de morrer. Estava caminhando faz muito tempo e parecia nunca sair do mesmo lugar. Quantas vezes tinha passado por aquela árvore grande? Tinha perdido a conta.
Não estava perdido, sabia muito bem que se fosse para o oeste chegaria na estrada e no acampamento. Mas estava frustado por nunca chegar na maldita pedra. Havia usado já muitos feitiços para tentar a localizar e estava até mesmo com a merda do mapa encantado que Kingsley havia os dado. Mas nada parecia funcionar.
Ouviu passos e se virou, apontando a arma para atrás de uns arbustos. Eram passos meio arrastados, provavelmente um zumbi. Foi isso que ele pensou e foi isso o motivo de ele ter atirado.
Ouviu um grito de uma criança e um choro de dor que ele reconheceu ser de Granger. Ele foi para o local e viu Lucy chorando ao lado de uma Hermione Granger com um braço sangrento por causa de um tiro de raspão.
- Que merda Malfoy, está tentando me matar? — Hermione gritou.
- Você é louca ou o quê? Nunca ande desse jeito, achei que fosse um mordedor — Draco gritou de volta.
- Tia Mimi, você está bem? — Lucy perguntou preocupada.
- Estou bem florzinha, é só um machucado... não está nem doendo — Hermione mentiu para não preocupar a garota — Fique sentada aqui, eu tenho que ter uma palavrinha com o Tio Malfoy.
Ele soube que ele iria receber o maior xingão da sua vida, mas seguiu Hermione quando ela foi para trás daquela maldita árvore grande. Com apenas um braço, ela o empurrou contra o tronco grosso. Ele pode ver que ela estava com muita raiva.
- Escuta aqui, nunca mais assuste aquela garotinha me entendeu? — Granger perguntou, entre dentes.
- Não foi minha culpa, se você não percebeu Granger — ele a empurrou e ela deu três passos para trás — Eu não sabia que era você. Mas se for o caso, nós podemos curar esse braço rapidamente.
- Não vamos usar mais magia, é muito arriscado — ela comentou, inteligente — Não sabemos o quanto deles tem por aqui.
- Eles tem comida o suficiente na cidade — ele observou ela tremer, sabendo muito bem qual era o tipo de comida — Foi minha culpa, não foi? Então me estique a porra do seu braço e pare de choramingar.
E ela esticou. Draco pegou sua varinha e apontou para o ferimento e murmurando alguma coisa. Curou instantaneamente, deixado apenas um pouco de sangue seco.
- Obrigada — Granger disse — Não precisava de qualquer maneira.
- Que seja — bufou mal-humorado — De qualquer maneira acho melhor irmos para a entrada de York. Não há nada nessa parte da mata.
- Eu vou com você — ela falou — Mas Lucy vai junto, não acho bom deixar ela sozinha por aqui. Aquele Phill me dá arrepios.
Draco se perguntou se ele havia feito alguma coisa para ela. O jeito que ela falou o nome de Phill deixava óbvio que ela não ia com a cara do homem. Isso, de alguma maneira, o agradou.
- Vamos então — falou e começou a andar.
Pode sentir Granger e Lucy o seguindo. A morena estava acalmando a menina, já que ela havia ficado muito preocupada e assustada com o tiro. Granger não havia chorado por causa do machucado, na verdade, ela parecia até mesmo suportar a dor. Era intrigante.
Lucy murmurava algumas coisas para Hermione, mas ela não respondia e se fazia era em um tom muito baixo. Ele percebeu, que sem querer, Granger havia se apegado a menina e sentia a obrigação de a proteger. Sabia também, que aquilo era a pior coisa que poderia acontecer com ela, pois Lucy era muito dependente e era fraca demais para ligar com uma situação daquelas.
Chegaram na entrada de York. A cidade não era grande, pois era bastante antiga e havia pertencido ao império Romano na antiguidade. Podia ver de longe a sua famosa igreja e as casas com aspecto antigo. Mas o que mais chamava atenção eram os carros que estavam abandonados por ali, eram tantos que pareciam formar um labirinto de veículos. Havia um pouco mais adiante, algumas lojinhas para turistas e um posto onde antes ficava policiais cuidando da entrada e saída da cidade.
- Tem uma loja de brinquedos ali — Lucy apontou feliz para a tenda com pelúcias.
- Tem mesmo — Hermione observou — Tem muitos brinquedos ali.
- Posso pegar um? Posso? — Lucy perguntou, feliz e pulando no mesmo lugar — Posso tia Mimi?
- Acho que ninguém vai se importar — Granger respondeu, levando a garotinha até a tenda — Escolha o que você quiser.
Lucy empurrou a portinha de madeira e entrou na tenda, como aquelas que tinha em parques de diversões. Havia vários globos de neve da cidade de York, a maioria sendo da igreja que era o principal ponto turístico. Havia também vários bichinhos de pelúcia e a menina parecia estar muito indecisa. No fim, Draco observou com descrença que ela escolheu o furão branco que estava escondido atrás de uma abelha de plástico.
Lucy abraçou o bichinho com uma força e ele pode ver Granger sorrir pra ele. Oh claro que ela se lembraria com o incidente do furão.
- Vou chamar ele de Astolfo — Lucy olhou para Granger e sorriu — Ele tem cara de Astolfo não é?
- Tem mesmo — ela concordou — Agora, fique perto de mim e não saia. Fique segurando seu bichinho.
Ela assentiu e ficou segurando a mão de Granger. Draco andou com a sua arma nas mãos, olhando para os lados enquanto eles passavam por entre os carros. Havia papéis no chão, assim como papelão e sucata. Alguns carros estavam com as portas abertas e com defuntos podres dentro. Não pareciam andantes, mas mesmo assim, em suas mentes eles iriam se levantar e os matar.
Por entre um dos carros, saiu um zumbi sem os braços e com a carne podre se desfazendo. Sua mandíbula estava quebrada, por isso caia para o lado. Seus olhos estavam fixos neles, sem as íris.
Lucy soltou um gritinho e Granger a puxou mais para perto.
- É só um,não fique assustada — ela confortou a menina.
Draco puxou a sua faca e chegando cada vez mais perto do bicho fincou em seu crânio, a criatura caindo no chão com um baque surdo.
- Não é bom continuarmos, devíamos ter dado a volta – Ele ouviu Granger falar de novo, em tom baixo – É melhor a gente voltar
Ele concordou com a cabeça e então começaram a andar de volta para o acampamento. Foi quando eles ouviram um rosnado e outro zumbi apareceu, esse era muito mais feio que o outro já que seus miolos estavam saindo para fora. Os dentes eram pontiagudos e a boca se abria e fechava. Onde os olhos deveriam estar, era apenas os buracos negros e vazios. Sua face estava deformada, assim como seu corpo. Era como se ele tinha sido queimado.
O mordedor então, bateu contra um carro e o alarme começou a tocar. O som já era alto, então, ativou os alarmes dos outros carros.
- Merda! – Draco jurou.
- Malfoy! Temos que sair daqui! – Granger gritou, quando viu outros zumbis se aproximando de onde estavam.
Lucy tinha as mãos nos ouvidos por causa do barulho insuportável, havia lágrimas silenciosas caindo por suas bochechas rosadas. Draco não sabia o que fazer, já que mais e mais zumbis estavam acordando dentro dos carros e mais vinham da direção da cidade.
- Corra Granger! – ele gritou pra ela.
Hermione tentou correr, mas um mordedor pegou sua perna e a puxou enquanto outro pegava Lucy pelo braço. Granger logo retirou sua arma, dando um tiro e fazendo sangue podre cair no asfalto.
Draco se viu sem mira, então, correu para elas em busca de tentar ajudar. Porém, cinco andantes com suas unhas grandes e podres vieram em sua frente, o impossibilitando de ir a frente e mais oito vieram atrás dele. Não havia como sair, então, teve que atirar em cada um, assim como mais se aproximavam de onde ele estava. Depois de mais de seis deles caírem mortos ao chão, sangue saindo de seus crânios, Draco se desequilibrou e caiu dentro de um carro. A porta trancou instantaneamente já que era do sistema de segurança e o alarme disparou.
Hermione estava indo muito bem, matando todos aqueles que se aproximavam com tiros. Porém, cada vez que ela fazia isso mais e mais vinham em sua direção. Ela gritou para Lucy correr, e assim a menina o fez, correndo para longe.
Draco pegou e quebrou o vidro do carro, saindo de dentro dele e atirando em mais alguns que estavam se aproximando. Os alarmes haviam parado de tocar e ele agradeceu por isso. Viu Granger sendo encurralada por dois, deitada contra um carro sedan preto. Mirou e atirou, fazendo os dois zumbis caírem no chão e se espatifarem em carne, sangue e miolos podres.
- Você está bem? – perguntou pra ela, a ajudando a se levantar.
- Sim – ela não perguntou de volta – Lucy. Ela correu...
- Sim eu vi, ela deve estar bem Granger – ele tentou a acalmar – Mas temos que sair daqui, mais deles podem aparecer.
Ela assentiu e eles caminharam rapidamente para fora da entrada, voltando para a estrada onde dava para o acampamento. A morena ao seu lado olhava para tudo que é lugar, em busca da menina, mas Lucy não parecia estar em lugar algum. Ele não queria deixar a situação pior do que já era. Afinal, o que aconteceu mostrava que a cidade estava infestada e que levaria dias para eles darem a volta para chegarem ao outro lado da mata.
Caminharam por alguns minutos e então ele sentiu Granger congelar ao seu lado. Na beira da estrada estava o corpo mole de Lucy, pálido. Não completamente pálido pois havia uma enorme mancha de sangue em seu braço.
Hermione correu até a menina caída, se ajoelhando. Suas mãos tremiam.
- Oh meu Merlin – ela sussurrou – Ela foi mordida.
Então não havia mais jeito. A garota havia assinado um acordo de morte certa, uma morte súbita. Quando se é mordido é a mesma coisa que morrer lentamente e com certeza. Com dor.
- Não há nada a se fazer Granger – ele disse sem emoção. Não sentia nada pela garota.
- Não, não! Tem que ter um jeito – Ela falava rapidamente – Talvez uma magia de cura, para fechar a mordida.
- Já foi tentado isso, não é curável – Draco repetiu o que os haviam ensinado – Já tentaram. Não funciona.
- Por favor... – ela chacoalhava Lucy – Acorda querida. Estou aqui. Tia Mimi está aqui. Vamos... é só um dodói.. por favor... acorda...
Mas Lucy obviamente não respondeu. No entanto, ela começou a mostrar os sintomas. Estava suando frio e tendo convulsões. Então, ela parou de se mexer e Granger se afastou do seu corpo, sabendo exatamente o que iria acontecer. Draco se aproximou dela, tocando o seu ombro e olhando para os olhos castanhos de onde saia lágrimas silenciosas.
Então Lucy começou a se levantar.
Rosnando.
Granger gritou e caiu no chão, chorando. Draco sabia que ela não teria coragem de atirar na garota cadáver, pois ela parecia idêntica já que seu corpo não havia sido meio-comido ou não era um cadáver a muito tempo. Em vez disso, foi ele quem tirou o revólver de sua mão e quem atirou, fazendo o corpo de Lucy cair no chão sem algum ruído.
Depois de alguns minutos com Draco falando coisas em seu ouvido. Hermione se levantou e pegou o corpo de Lucy em seu colo. Eles tinham que levar ela até o acampamento.
Depois de minutos, chegaram e foram recebidos com o grito falso de dor vindo de Jenna. A mulher correu e pegou o corpo da filha no colo, a abraçando e chorando. No fim, não era falso. Ela era sua filha no final das contas e não importava o que Jenna havia feito, ela era a mãe de Lucy.
Assim como Draco, Theo não mostrou emoção. Ele também não sentia nada pela garota. Porém, ele olhou para Hermione com uma cara de “Eu te avisei”. Ela o ignorou.
Phill de longe foi o pior.
- Quem estava com ela? – ele perguntou com uma calma falsa.
Draco sentiu problema no ar. Ele sabia que a reação do homem seria a pior possível.
- Eu – Hermione respondeu, sem medo.
- Ah... você. Eu devia imaginar – Phill a olhou, ainda com a calma falsa – Eu te falei para tomar conta dela, não falei?
- Sim – ela respondeu novamente.
- Então.. – ele começou antes de berrar – POR QUE NÃO FEZ A MERDA DO SEU TRABALHO?! SUA VAGABUNDA, LUCY ESTÁ MORTA POR SUA CULPA! VOCÊ MATOU ELA SUA VADIA E AGORA EU VOU TE MATAR!
Ele partiu para cima de Hermione, mas Draco se pôs na frente e o empurrou contra o asfalto, o braço em volta do seu pescoço.
- Eu disse para você não tocar nela – Ele disse entre dentes e lhe deu um soco – Não disse?
- Não me interessa o que você disse! – Phill era forte e por isso empurrou Draco e lhe deu dois socos, o fazendo cair no chão – Eu vou te matar seu bosta!
Quando Phill estava prestes a dar Draco mais um soco, Hermione se pôs na frente assim como ele havia feito por ela. Ela o empurrou para longe, mas como o homem era mais forte que ela, ele apenas cambaleou. Enquanto isso, Draco se levantava com o lábio cortado.
- Vadia... – Phill resmungou e partiu pra cima dela.
Mas foi parado com um clique atrás de sua cabeça.
- Eu não faria isso se fosse você – Era Theo. Com uma arma apontada bem para a cabeça de Phill – A não ser que você queira sua cabeça rolando por esse chão.
Jenna assistia tudo com medo e se esticou para tentar pegar uma pistola mas foi parada com o som de outro clique. Era Draco com a sua arma apontada para ela.
- O mesmo vale pra você – ele disse – Vocês dois. Fora daqui. Agora.
- Levem apenas a moto vermelha – Hermione mandou, com a voz firme – Vocês não tem o direito de levar nenhuma comida ou água. Muito menos armas. Já é o bastante deixarmos vocês vivos.
Draco a olhou com concordância. Ela o olhou de volta, com um olhar agradecido por ter pulado em sua frente.
Jenna chorou de raiva.
- Vocês tiraram tudo da gente! – ela gritou – Tiraram a minha filha e agora querem tirar a nossa única chance de viver!
- Deviam ter pensado nisso quando entraram em nosso caminho – Theo disse zombando – Mas é o destino, fazer o que.
Phill mandou Jenna ficar quieta com um olhar. Sob o olhar do trio, ele e ela subiram na moto vermelha e assim, não levando nada com eles, eles foram embora para sempre.
Naquele dia, eles enterraram Lucy Devinin e Hermione colocou junto a sua cova a carteira de seu pai, que havia retirado do corpo de Charles Devinin no depósito de carros. Enterrou também, o bichinho do furão branco, Astolfo. Quem tampou a cova foram Draco e Theo, que não reclamaram em ajudar.
- Não foi sua culpa – Draco lhe disse mais tarde.
- Eu sei – ela respondeu – Foi de quem criou essa merda.
- Exato – ele respondeu.
- Existe uma música de uma banda trouxa antiga chamada The Beatles – Hermione começou a cantar – O nome dela é Lucy no céu de diamantes. Eu sempre amei aquela música.
- Nunca ouvi – Draco disse de volta e então ficaram em silêncio por alguns minutos antes de ele dizer novamente – Não foi sua culpa.
Hermione sorriu para si mesma ironicamente. Ela se levantou e disse para ele:
- Vou dormir.
Ela entrou dentro da camionete e se trancou. No fim, antes de dormir, ela abriu o notebook dado por Harry e escreveu novamente no aplicativo.
Caro amigo ou qualquer pessoa que esteja lendo isso,
Faz algum tempo que eu não conto o que aconteceu. Mas aqui estou eu e as notícias não são boas.
Acho que a comida está acabando nas cidades e os andantes estão cada vez saindo e aumentando de número. Sinto que algo mudou nos subterrâneos mas não posso saber o que. Mas, enquanto isso, ainda estou a procura da cura.
A boa notícia é que estamos em York. A má é que a pedra está longe de ser encontrada. Eu vi uma garotinha morrer hoje e isso nunca vai sair da minha cabeça. Sei que pessoas morrem todos os dias, mas falar isso é fácil, conviver com a realidade é algo totalmente diferente.
Não quero entrar em detalhes, desculpe.
Fique vivo(a)
Hermione Granger.
Ela publicou assim como sempre fazia. Pode ouvir Malfoy e Nott conversando do lado de fora. Deitou no banco e chorou. Chorou até dormir, pois era aquilo que ela sentia vontade de fazer.
Notas finais
Beeem, esse é o capítulo! Espero que tenham gostado!
E, como vocês devem ter percebido, eu respondi todos os comentários do capítulo passado ( se eu não respondi alguém, me desculpa) porque eu achei que deveria dar umas respostas. Vou fazer isso daqui por diante, mas só com aqueles comentários de dúvidas ;)
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:
Laany Killer
que recomendou a fic! Muuuito obrigada!
E obrigada também por quem está comentando, eu pulo com cada comentário.
E nossa, esse foi o capítulo mais grande até agora e me digam uma coisa:
Vocês se importam com isso?
Porque, eu acho que a partir de agora os capítulos vão ficar cada vez maiores. Mas se vocês quiserem eu diminuo o tamanho e divido eles em dois :)
Agora vou parar de encher, beeeeijos :*
Fale com o autor