Notas iniciais
Desculpem a demora!! Prometo não demorar tanto pra postar o próximo Beijinhos

Kath voltara ao navio, mas o capitão se trancara em sua cabine e ela, sem opção, sentou-se em um barriu na frente da porta observando-a fixamente como se com a força da mente pudesse movê-la.

–Algum problema princesa? – Kyle a assustou parando ao seu lado.

–Talvez eu tenha... – ela pensou um pouco – exagerado

–Talvez? – Kyle sorriu

–Mas ele... – ela disse irritada e bufou sem terminar a frase

–Os dois são extremamente insuportáveis.

–Ele tá certo! – Tito disse passando atrás e Will também balançou a cabeça concordando. Kath revirou os olhos enquanto Kyle ria.

–Aaaah.. profecias... – ele ia saindo

–Espera – ela pediu – Me explica como funciona essa tal norma de sereia? – e perguntou curiosa

–As sereias são criaturas muito especiais, Kath. – Kyle disse com a feição séria – Elas tem poderes que a maioria de nós nem pode imaginar. O problema é que não é qualquer pessoa que pode gerar esses poderes, apenas pessoas com sangue real e que sejam puras de coração. Princesas, pra ser mais exato – ele disse fitando-a – As que escolhem seguir com suas irmãs são arrastadas para as profundezas e lá sofrem a transformação. Depois vagam pelos mares roubando o coração de homens como nós, fazendo profecias e buscado mais princesas, assim como você.

–Mas você não pode simplesmente pegar qualquer sereia por ai e esperar que ela diga qual o seu futuro. – Tito disse se intrometendo – Elas te escolhem e depois só podem fazer profecias sobre a sua vida, até que ela acabe.

–E essas profecias realmente acontecem?

–As sereias nunca erram. – Kath se virou ao ouvir a voz de Killian e por alguns instante mergulhou naqueles olhos tão profundamente que poderia nunca mais voltar a si, mas ele desviou o olhar fazendo-a fazer o mesmo – Estamos prontos, Kyle?

–Sim, capitão!

–Então vamos. – ele disse como se fosse obvio o que estava esperando e Kyle e Tito se levantaram correndo, mas Kath continuou intacta.

Killian andou até a beirada do barco e observou o mar. Kath observava-o de costas procurando algo a dizer.

–Sei que meu bumbum é bonito, mas está me deixando envergonhado – ele disse e ela não pode evitar uma risada abafada. Se aproximou parando ao seu lado.

–Posso jurar que nunca vou conhecer alguém tão modesto quanto você.

–Eu posso te garantir, minha querida, que nunca vai conhecer alguém como eu! — ele disse sorrindo para o nada e então tirou uma pequena pedra do bolço que tinha um brilho azulado e jogou no mar. – Por que está preocupada com a profecia?

–Quem disse que estou? – ela perguntou e ele a olhou esperto

–CAPITÃO! – Jake chamou e quando os dois se viraram uma sereia se dependurava no navio.

Killian andou até ela e a tripulação se afastou. Lá os dois conversaram por longos minutos e ela parecia muito irritada, as vezes soltava gritos e olhava pra Kath com um ódio que reluzia em seus olhos cinzentos. Quando a sereia se foi o capitão gritou com os marujos para que zarpassem logo e em seguida seus olhos pararam em Kath, mas quando percebeu que ela o olhava também, fitou o chão e se afastou.

–Qual a profecia capitão? – Kyle perguntou quando estavam a sós

–O que eu preciso está nas ilhas solitárias.

–No labirinto da besta? – Kyle esperou a confirmação do que já sabia. – E pra melhorar a garota está envolvida..

–Vou dar um jeito nisso

–Sabe que não pode mudar o que está escrito – Kyle disse, mas o capitão não se importou. Apenas fitou Kath se divertindo com os outros marujos no convés.

Eles velejaram durante o resto do dia e quando a noite caiu atravessaram a linha tênue que dividia o sul e o norte. A paisagem começava a parecer mais verde e menos congelada, apesar de ainda nevar. Quando o sol nasceu de novo já estavam atracados.

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–O que é isso? – Kath perguntou com as mãos na cintura enquanto se virava para o capitão e Smee

–Você queria conhecer uma praia e eu te trouxe a praia

–Acha isso engraçado? – ela perguntou irritada – ainda neva aqui e o mar está semi-congelado.

–E você achou que era diferente disso? – o capitão perguntou quase em deboche

–Eu sei que é! — ela respondeu com certa magoa

–Bom, princesa, nessa caso acredito que terá que arrumar outro navio para leva-la, pois a sua estadia no meu acaba aqui. — ele e Smee deram as costas e começavam a caminhar em direção ao navio

–Você não pode estar falando sério.. Vai, simplesmente, me deixar aqui? — ela correu para alcança-los

–Huuum.. Vou! — ele disse e ela parou

–Ótimo, vou arrumar um jeito.

–Ótimo! — ele respondeu de costas.

–Podemos partir! — o capitão disse ao embarcar

–Cadê a Kath? — Tito perguntou e os outros marinheiros também começaram reparar sua ausência.

–A princesa... Não voltará a bordo

Quando todos os marinheiros começaram a contestar o capitão apenas deu um grito ríspido para que voltassem ao trabalho e ninguém mais se opôs.

Seguiram-se cinco longas horas de viagem onde Killian fingia não receber olhares irritados e desapontados. Os marujos sentiam falta dela.

–Não se sente mal? — Kyle perguntou

–Nem um pouco — ele respondeu sem olhá-lo e Kyle riu. Via melhor do que ninguém o que acontecia ali.

–CAPITÃO?? — Will chegou tropeçando sem fôlego

–Mas o que é isso, marujo? — Kyle deu um passo a frente

–Me perdoe, senhor, mas tenho notícias não muito boas

–Notícias? — Hook ficou curioso

–Serena veio nos avisar que a princesa está a bordo do Pérola negra com o capitão Barbosa e sua tripulação

Hook fechou os olhos com firmeza e apertou os punhos. Quando finalmente os abriu, os dois o observavam. Mas não disse nada apenas desceu as escadas até o convés, onde a sereia estava debruçada na lateral do navio.

Ele a olhou nos olhos desconfiado e irritado. "Malditas sereias!"

–Você tem certeza? — perguntou firme e Serena fez um sinal positivo com a cabeça — DÊEM MEIA VOLTA!

–Muito bem. A majestade me contou tudo sobre sua aventura porém ainda não discutimos o preço que minha ajuda lhe custará — Barbosa mantinha no rosto um sorriso sacana que causava arrepios em Kath.

–Posso pagar o ouro que for necessário

–Não me refiro a ouro — ele se levanta de sua cadeira que ficava na outra ponta da mesa. Se aproximou vagarosamente e sentou-se na mesa — piratas são homens solitários, majestade

–Posso pagar com jóias, diamantes....

–Não estamos falando a mesma língua, senhora. — ele pega sua mão — Não lhe peço nada material.

–Capitão...?

–Sabe do que estou falando, querida — ele ergue uma sobrancelha e Kath puxa sua mão com rispidez

–Isso não será possível, senhor — ela cospe as palavras com nojo

–Ora, minha cara, você está em meu navio agora — ele se aproxima mais e ela se levanta, mas antes que saísse ele agarra seu braço — vai satisfazer seu capitão como ele mandar

Kath contou até três com os olhos fechados enquanto ele se aproximava e então lhe chutou o saco como muitas vezes Ethan havia sugerido.

O capitão se ajoelhou gemendo e ela saiu da cabine.

E ao observar o convés cheio de marujos se desesperou. Como sairia dali?

–Pretende... — Barbosa pigarreou na porta se endireitando — pular em alto mar? — Ele gargalhou — será devorada por tubarões antes que possamos te resgatar

– É a melhor opção no momento — Kath range os dentes quando ouve um canhão e o navio balança bruscamente

Gritos e correria tomam conta do convés. O capitão vai a borda para enxergar os insanos que ousam ataca-lo e, curiosa, Kath o segue.

Ambos vêem o Jolly Roger se aproximar do Pérola com rapidez. Em poucos instantes o navio era tomado pelos homens de Hook. Kath observou aquilo com os olhos brilhantes e um sorriso imenso, que logo foi arrancado de seu rosto pois Barbosa tenta golpeá-la com sua espada.

Felizmente Kath é mais rápida e se desvia, correndo dele. Para atrás de uma pequena mesa onde Barbosa se posiciona pronto para pega-la

–Esse jogo não me agrada, meu bem — ele usa um tom de ameaça, mas continua sorrindo

–O senhor não me agrada — Kath rosna e vira a mesa em cima do capitão.

Desce as escadas correndo e vai se desviando das lutas que ali acontecem

–NÃO PERCAM A GAROTA! — Barbosa grita e as atenções dos marujos mudam para Kath, que logo percebe que um deles corre pra cima dela.

–KATH! — Kyle lhe chama a atenção enquanto enfrenta três marinheiros e lança-lhe uma espada. Ela a agarra e antes que pudesse pensar seus reflexos a salvam de um golpe certeiro.

As duas espadas estão emparelhadas medindo forças e então começa, finalmente, seu primeiro combate real. E por mais apavorada que devesse estar ela se sente... VIVA!

O homem obviamente tem mais anos de prática por tanto logo a espada de Kath voa para o outro lado no navio. Ele sorri vitorioso.

Killian finalmente se vê abordo do pérola negra e antes de qualquer coisa procura Kath. Um homem o ataca tirando sua atenção do espaço e quando finalmente lança o bastardo aos tubarões, seus olhos a encontram.

Um dos ratos de Barbosa a encurrala desarmada e apesar do pavor que ele sentia agora, ela exalava uma calma serena. O marujo levanta a espada para dar-lhe um golpe, mas Kath é rápida. Pega um remo que estava jogado no chão e acerta a cara do homem que cai desacordado. Com agilidade pega a espada da mão dele e se defende de outro que tenta pega-la.

Luta com leveza. Como se estivesse dançando graciosamente. Como se nunca tivesse feito algo diferente daquilo na vida. Killian poderia assisti-la o dia todo se não tivesse que se defender também. Logo ela derrota mais um oponente e novamente seus reflexos disparam um alerta.

Kath gira seu corpo facilmente, sem ter exata certeza do que estava fazendo, e sua lâmina se choca com outra. Os olhos intensos do capitão mergulham nos dela com algo quase explosivo e os dois sorriem instantaneamente.

–Você veio me salvar — ela finalmente diz com seu sorriso quase bobo. Antes que Killian pudesse responder os dois tiveram que se virar para se defender.

–Não que eu... — eles lutavam lado a lado — tivesse outra escolha né?

–Grosso — ela resmunga ao derrubar o marujo a sua frente

–Eu não preciso estar aqui, sabia? Se quiser pode se virar sozinha. — Kath revira os olhos e antes que pudesse dizer qualquer coisa, foi agarrada pela cintura e num piscar de olhos estava abordo do Jolly Roger.

–RECARREGUEM OS CANHÕES — ela gritou aos marujos que correram para obedece-la

–Bem-vinda de volta — Kyle soltou uma gargalhada e se juntou aos outros

Depois de dois disparos o barco inimigo se afastou.

–FUJAM, CÃES COVARDES — Killian gritou. Kath sorriu sem perceber ao olhar pra ele.

Então os marujos começaram a comemorar a vitória e a volta da princesa

Ela desaparece na multidão de homens, e o capitão sente um estranho conforto.

–Que tal me contar a profecia agora? — Kyle o tirou de seus pensamentos

–Primeiro quero saber a profecia dela

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.