Breaking Dawn

9 Nono Capítulo


Notas iniciais
Olá gente!
Demorou um pouco, eu sei, mas eu estou feliz em concluir mais um capítulo. Como vocês devem ter percebido, eu estou com outras fics também e os meus comentários sobre elas são sempre os mesmos.
Esse capítulo não está tão grande quanto os outros, mas espero que gostem.
Eu não sei se já agradeci aqueles que recomendaram, mas são:
Anne Cullen Facinelli, e a Bellamelocullen + Lariih Cullen, que eu acho que já agradeci. Muito obrigada.
Valeu tbm pelos reviews e pelos favoritos. Curtam o novo capítulo.

Nono Capítulo

Eu não consegui dormir de novo, apesar de que o relógio marcava apenas as sete horas da manhã. Fazia algum tempo que eu estava de pé, mas não conseguia encontrar nada que pudesse fazer.

Eu me sentia desconfortável e quente. Achei que a melhor coisa a se fazer era tomar um banho, afinal de contas, eu não me lembro de ter entrado debaixo de um chuveiro desde ontem à noite. A água do mar e a areia ainda devia estar em meu corpo.

Entrei debaixo da ducha fria, o dia já havia começado quente, como todos os outros. A água estava ótima, aos poucos senti a sensação passar, mas ainda não era o bastante.

Uma estranha e repentina sede tomou conta, fazendo com que minha garganta implorasse por algum liquido. Incomodada com isso, e com o corpo ainda cheio de sabão, tomei a água do próprio chuveiro, sem poder esperar que o banho acabasse.

Não parecia que a sede tinha cessado, e não adiantava o quanto eu bebesse. Devia estar com algum problema na garganta, talvez fosse o tempo seco.

Enrolei-me em uma grande toalha e rumei para o quarto, vestindo-me logo em seguida. Perguntei-me quanto tempo mais Edward iria demorar, estava impaciente. Organizei tudo que via pela frente, mas nada fazia com que o tempo corresse mais de pressa.

Sentei-me na varanda, escondendo-me dos fortes raios de sol, nas sombras. Contei as ondas que se quebravam na areia branca, mas perdi a conta depois de uns bons minutos.

Deitei no assoalho, olhando para o céu, as nuvens nunca foram tão grandes como agora e o sol nunca fora tão brilhante. Ele fazia seu caminho pelo céu, indo de ponta a ponta.

Podia ter se passado minutos ou horas, não estava contando realmente, mas entre uma piscada e outra – que às vezes duravam mais tempo que o normal – notava a distancia que a grande estrela havia percorrido.

Quando uma nuvem branquinha cobriu o sol, tomei coragem e me movi a passos pequenos para dentro da grande casa vazia. Nada fazia sentido sem Edward ao meu lado.

Vasculhei a geladeira, ainda não havia comido nada. Eu não me sentia exatamente com fome, apesar de que eu devia estar. Achei um doce qualquer lá, e julguei que isso fosse servir. Comecei a comer quando ouvi um som vindo da porta da frente. Alguém estava batendo. Animei-me instantaneamente, Edward havia chegado!

- Por que esse vampiro bobalhão está batendo na porta? É só entrar! — disse para mim mesma.

Caminhei em direção à porta e abri. Não encontrei quem eu esperava.

Ali, parados, estavam duas pessoas desconhecidas: um homem moreno, redondo e baixinho e uma mulher menor ainda, tão morena quanto ele e com longos cabelos negros. Eles me olhavam um pouco curiosos e acanhados.

- Olá! — O homem disse. Eu entendi que era uma saudação, entendia de espanhol o suficiente para compreender – ainda bem.

- Olá! — Respondi na minha língua.

- Eu sou Gustavo, essa é Kaure. Nós somos da equipe de limpeza

- O que? — Perguntei sem entender nem uma palavra do que ele estava dizendo.

Ele pareceu então compreender que eu não sabia quem ele era e que eu não entendia o que ele falava. — Nós somos da limpeza — repetiu em um inglês péssimo. Eu levei um segundo para compreender isso também, mas consegui fazê-lo.

- Oh, claro. Entrem — dei passagem para as duas figuras. O senhor parecia satisfeito por ter dito algo do qual eu pude compreender. Por qual motivo Edward não havia dito que eles vinham hoje? — Eu acho que vocês podem começar pelo quarto — indiquei o caminho — É naquela porta ali — apontei.

O homem sorriu e se dirigiu até lá, a mulher ficou para trás, ela me olhava de uma forma estranha, como se eu fosse um ser de outro mundo. Ela retorcia o nariz. Se eu não tivesse acabado de sair do banho, diria que estava cheirando mal. Lembrei-me daquela primeira aula de biologia, Edward foi um completo idiota me fazendo acreditar que estava cheirando mal. Ri mentalmente.

- Algum problema? — Eu a confrontei. Ela chegou mais perto e automaticamente me arrependi de ter feito isso. E se ela quisesse me fazer algum mal? Bobagem...

A brasileira pareceu me analisar de uma forma estranha. Eu me senti um pouco desconfortável.

- Kaure! — O homem que estava a acompanhando chamou-a. Ela foi em direção a ele, no quarto, para ajudá-lo na faxina.

Eu me sentei no sofá da sala e coloquei a cabeça entre as pernas, pondo-me a pensar e a me preocupar com nosso futuro. Nós já estávamos em lua de mel há duas semanas e logo teríamos que voltar para os Estados Unidos.

Como seria quando voltássemos? Será que Edward iria me transformar assim que chegássemos lá? Eu teria que me despedir definitivamente de meu pai... Para onde nós iríamos depois disso? Não me importava realmente, desde que eu estivesse com Edward, mas mesmo assim eu me fazia curiosa. Essas preocupações eram tão inconvenientes.

Quem sabe nós pudéssemos mesmo ir para Nova Hampshire, nós poderíamos morar lá, quem sabe eu pudesse mesmo frequentar a faculdade depois que me sentisse forte o bastante...

- Olá! — Uma voz sofrida disse próxima a mim, eu nem tinha me dado conta de que ela estava lá. Levantei os olhos para a pequena mulher.

- Olá! — Dessa vez eu me arrisquei dizer em português, ela deu um sorriso bem fraco, mas um pouco amedrontado.

Então ela começou a gesticular algo, ela não devia saber falar inglês como o homem, mesmo que imperfeitamente. Parecia que ela estava fazendo mímica.

Apontou para a cozinha, ela queria fazer faxina lá? Lá havia comida, estaria ela com fome?

- Se eu estou com fome? – arrisquei. Ela balançou a cabeça afirmativamente. — Não, eu não estou com fome.

Ela me chamou com o dedo, e eu a acompanhei até a cozinha. Abriu a geladeira e pegou algo que estava em um prato. Era um pedaço de carne. Eu queria dizer para ela que não estava mesmo com fome, mas ela não entenderia de qualquer forma. Dei de ombros. Ela temperou aquilo e depositou em uma panela. Passaram-se alguns minutos, ela parecia saber o que estava fazendo, e então ela apagou o fogo e colocou os pedaços de carne em um prato. Apontou para uma cadeira e eu obedeci, sentando-me. Ela me serviu.

Eu não sabia se teria estômago para comer, mas o cheiro parecia estar bom. Peguei um garfo e fisguei um pedaço de carne. Comecei a mastigar aquela comida... Estava malditamente bom. Minha boca salivou cada vez mais e eu me deparei com uma fome que até então não sabia que existia.

- Isso está muito bom! — Exclamei sem saber se ela entenderia, mas ao que me parece ela compreendeu, já que sorriu de uma forma estranha, mas balançou a cabeça em concordância. Ela sorria de forma nervosa.

Continuei comendo, até que eu olhei para o prato. Tinha um pouco de sangue ali, a carne tinha uma cor avermelhada, não parecia estar totalmente cozida. A brasileira tinha cozinhado aquilo por pouco tempo, realmente. Eu poderia fazer como qualquer patroa malcriada e dizer que ela não sabia cozinhar direito, mas aquilo estava tão bom. Ela devia saber o que estava fazendo, quem sabe aquele fosse alguma espécie de prato típico da America do Sul.

Ela estreitou os olhos quando viu que eu tinha comido tudo. Então ela passou a gesticular novamente, me controlei para não revirar os olhos.

A sul-americana chegou mais perto de mim e tomou a minha mão esquerda, apontando para a minha aliança.

- É... Eu sou casada? Sim eu sou — então ela continuou... Pôs seus braços, com se estivesse carregando um bebê e logo depois tocou seu ventre. — Não, nós não temos filhos — ela abaixou a cabeça.

Edward ficaria magoado caso ouvisse isso, sei que ele sentia por me privar de ter filhos.

- Fogo — Disse após levantar a sua cabeça, olhando diretamente nos meus olhos. Fogo, fogo...

- Fogo? — Perguntei em minha língua.

- Sim – ela me respondeu.

Certo, aquilo me parecia muito suspeito. O que teria feito essa conversa tomar tal rumo? — O que quer dizer com isso? – indaguei com minha voz nervosa.

- Você não entende ainda moça. – ela me respondeu em português.

Uma lâmpada se acendeu em minha cabeça, como nas historias em quadrinhos. Corri até a sala e peguei um bloquinho de papel mais uma caneta. De volta à cozinha, entreguei isso nas mãos dela.

- Parece que nós não estamos falando a mesma língua... – ri de minha própria piada. – Você pode escrever aqui o que quer dizer, os tradutores online podem ajudar bastante em uma hora como essa.

Como o esperado, ela estava com as sobrancelhas unidas e a expressão confusa. Imitei uma pessoa escrevendo e ela pareceu compreender. Sorriu largamente, mas apenas gesticulou para que eu deixasse isso para lá.

No entanto, minha curiosidade era maior. – Escreva. – encorajei.

Kaure parou para pensar por algum tempo antes de grafar o que se passava em sua mente. Enquanto isso, ouvi a porta da frente sendo aberta e logo a figura do grande vampiro apareceu em meu campo de visão.

Alegrei-me em saber que meu marido estava de volta. Desejei correr e pular em seu colo, mas me contive em consideração à mulher que ali estava.

- Oi meu amor. – ele me cumprimentou. – Olá, você deve ser da equipe de limpeza. Eu sou Edward. Sinto por não estar aqui antes, deve ter sido difícil se comunicar com minha esposa, ela não fala português. – ele disse para a brasileira em seu idioma, entendi apenas o nome de Edward em meio a um monte de palavras desconhecidas. Nota mental: aprender outros idiomas para não parecer tão burra perto de meu marido perfeito.

- Tudo bem, eu vou ajudar Gustavo com a limpeza. – a mulher disse e saiu, indo até o quarto onde o homem se encontrava.

- Edward! – eu exclamei e me joguei em seus braços, como desejei antes, quando estávamos sozinhos na cozinha.

- Como foi seu dia rainha? – perguntou rindo.

- Me faz um favor? – perguntei recebendo um sinal de aceitação. – Não me chame de rainha, apenas me beije! – ordenei. Ele riu mais um pouco e me arrastou para fora da cozinha, colando meus lábios nos seus.

- Eu devia ficar longe mais vezes. – eu me lembrava dessa frase, ele já havia me dito antes quando também voltava de uma caçada. Dei um pequeno tapa em sua cabeça, fraco demais para que ele se incomodasse.

- Nem brincando diga isso, eu não consigo ficar nem um segundo longe de você!

- Estou percebendo isso. – passamos pela porta e Edward se sentou no mesmo lugar em que eu estivera mais cedo, comigo em seu colo, como um bebê. – O que estava conversando com Kaure? – ele perguntou curioso.

- O que nós estávamos tentando conversar, você quis dizer. Eu não estava entendendo bulhufas do que ela dizia, e olhe que ela se esforçou! Chegou a fazer mímica e eu estava prestes a apelar pelo tradutor do Google. – Edward riu de mim.

- Você não existe! – exclamou enquanto eu deixava essas coisas de lado e beijava sua face perfeita.

- Deixe isso para lá, eu estive sentindo muito a sua falta. Você não vai me recompensar? – perguntei com os olhos pidões.

- Nada disso. Agora a minha esposa vai comer e dormir, você tem se comportado muito mal nesses últimos dias, não quero te ver doente.

- Eu tenho me comportado mal? Qual o problema? Eu acabei de comer, para a sua informação, certo papai?

- Certo, então me diga, a que horas você acordou hoje? – nessa ele me pegou. Fomos dormir tarde ontem e eu não estava com cara de que tinha acordado há pouco.

- Tudo bem, hoje eu acordei cedo, mas não é culpa minha. Não estava com sono, e além do mais, estava muito calor. – informei me livrando da bronca.

- Eu pensei que isso fosse ajudar... Não se preocupe, eu vou me certificar de ter instalado um ar condicionado para a próxima vez que viermos aqui.

Essa fala fez lembrar-me de meus pensamentos de há pouco. – Por falar nisso, eu estava pensando, na verdade eu venho pensando nisso há algum tempo... Como vai ser quando nossa lua de mel acabar? — indaguei.

- Sobre o que, especificamente? – ele pareceu ficar um pouco tenso.

- Sobre a faculdade e sobre, você sabe. – infirmei vendo a ruga em sua testa sumir.

- Ah, isso. Não se preocupe Bella, nós vamos fazer isso da forma como você achar melhor. E quanto à faculdade, você não precisa realmente ir para alguma se não quiser. Você não me parece tão animada com relação a isso.

- Mas eu estou. – corrigi. – Eu quero ir para a faculdade, é só que eu sempre achei que toda essa sua campanha para que eu frequentasse Dartmouth era desnecessária, e na verdade é, mas, pensando bem, seria um orgulho para os meus pais.

- Com certeza seria. – ele concordou sorrindo por me ver ceder.

- Eu pensei que talvez nós pudéssemos nos mudar para Nova Hampshire, mesmo comigo não podendo frequentar a universidade. Meus pais ficariam felizes e nós poderíamos ter, você sabe, um pouco mais de privacidade... – propus.

- Hm, eu poderia considerar isso. – ele sorriu um pouco. – Mas você não quer morar com a nossa família? – essa era uma das poucas vezes que ele se referia aos Cullen como nossa família.

- É claro que eu vou ficar muito feliz de morar com eles Edward, não seja bobo.

- Tudo bem, eu já esperava isso mesmo. Sabe, eu tinha esperança que você fosse mesmo deixar de ser tão cabeça dura e concordaria em fazer a faculdade. – ele disse. Estreitei meus olhos.

- Você é um completo idiota. – falei beijando-lhe os lábios. – E quando isso vai acontecer? – indaguei.

- O que? A faculdade? – perguntou confuso.

- Também, mas eu estava mesmo falando da nossa lua de mel, quando nós vamos ter que voltar para casa?

- Você não quer mais ficar aqui?

- É claro que eu quero. – respondi rápido demais, fazendo-o rir de mim. – Eu adoro esse lugar.

- Podemos ficar o quanto você quiser, mas não se esqueça, temos que voltar para dar a boa notícia aos seus pais e também para comprar a nossa casa.

- Nossa casa?! – perguntei alto.

- Calminha. – ele me deu um selinho. – Qual o espanto? Se vamos morar em Nova Hampshire devemos ter a nossa casa!

Eu estava feliz demais com essa ideia. Ter uma casa para mim e Edward, ter uma vida de casal e logo ter isso para sempre.

- Mas não acha que os outros vão ficar chateados? – perguntei me dando conta de que não seria de bom tom nos afastar deles, e muito menos levar comigo o filho querido de Carlisle e Esme.

- Não se preocupe, isso é normal. Na verdade eu acho que eles vão ficar bastante contentes por nós. – concluiu. Meu sorriso tornou-se ainda maior.

- Isso é tão legal. – joguei meus braços em volta de seu pescoço, ele riu, mas retribuiu o abraço.

- Agora vamos entrar e descansar. – anunciou, me tomando nos braços e me carregando até a sala. – E então, quer começar fazendo o que? – ele perguntou depois que já havíamos chegado ao cômodo e eu estava devidamente acomodada no sofá da sala.

- Edward, não faça esse tipo de pergunta! Não vê que a equipe de limpeza está logo ali ao lado?

Edward gargalhou. – Não seja boba, Isabella. Estou chegando à conclusão de que você não consegue pensar em nada plausível para o momento.

- Que desaforo! Veja como eu tenho ideias boas, nós podemos ficar aqui sentados, assistindo a qualquer comédia. Plausível ou não?

- Não, isso não é nada emocionante. Eu tenho uma proposta melhor: que tal se nós mesmos estourássemos a nossa bolha e eu te levasse para um passeio pelo Rio? Poderíamos assistir a uma peça de teatro ou ir ao cinema...

-... E aí todos teriam que fazer mímica para mim também. Amor, eu não quero estourar a nossa bolha. – discordei.

- É muito difícil negociar com você. – Edward riu um pouco.

- Eu não quero que você fique jururu. Veja, então por que você não me leva a um passeio de barco? – propus.

- Um passeio de barco...? – ele parou por um instante para pensar sobre. – Tudo bem, eu concordo. Eu posso te explicar o sistema de coordenadas.

- Isso não teve nenhuma graça. – desdenhei de sua piadinha, fazendo em seguida uma pausa. – Mas será mais romântico à noite. – concluí.

- À meia noite. – piscou um olho para mim, fazendo-me arrepiar.

- E até lá, poderia me levar àquela cachoeira que você me mostrou outro dia?

- Com calor? – ele indagou

- Um pouco. – eu respondi de forma eufêmica. Estava com muito calor.

Meu marido concordou e sugeriu que nós esperássemos até que Gustavo e Kaure acabassem o trabalho antes de nossa partida.

O quarto principal estava devidamente arrumado, demonstrando a competência dos dois. Adentrei, buscando minha mala que se encontrava próxima à cama, no lugar de sempre. Estava pensando se Alice teria colocado algum biquíni descente em minha mala, já que até agora não tinha achado nenhum. Não que isso fosse algum incômodo com Edward por perto, ele demonstrava grande afeição pelo meu corpo imperfeito.

- Senhora? – uma voz vinda de trás de mim proferiu. Me virei, deixando de encarar as peças de roupa, para olhar para a pequena mulher brasileira. – Nosso trabalho já está terminado. – falou sem que eu compreendesse uma palavra se quer. – Isso fica com você.

Estendeu para mim um pedaço de papel. Eu reconheci que fazia parte do bloquinho que eu havia lhe dado tempo antes.

- Obrigada...? – meu agradecimento soou como uma interrogativa enquanto eu olhava sem compreender realmente a morena.

- Até mais. – ela disse, dando tchau com a mão. Eu retribui o gesto, dizendo adeus também. Ela se foi.

- Bella? – Edward chamou próximo à porta. Coloquei o pedaço de papel em meio às minhas roupas de banho.

- Oi amor, eu estou procurando um biquíni descente, mas parece que não há nenhum aqui.

Ele chegou por trás de mim, me abraçando pelas costas. – E você ainda não desistiu de tentar encontrar? Sabe que Alice não seria assim tão piedosa com você. Além do mais, eu não me importo realmente com o que você está vestindo, ou não. Você é linda de todas as formas possíveis e imagináveis. – me virou para colar nossos lábios.

- Não estou fazendo isso por você, seu convencido.

Depois de decidido qual pequeno pedaço de pano eu usaria, me despi — de costas para Edward — e logo estava pronta para partirmos.

Eu podia ver o quanto seus olhos brilhavam, as lembranças do outro dia nessa mesma cachoeira eram boas. Não disse sequer uma palavra enquanto ele me pegava no colo, levando-me para fora da casa e então me carregava pelo caminho, ainda não memorizado por mim, até as águas translucidas e refrescantes. Tão refrescante quanto eu lembrava.

Ele me colocou de pé em uma pedra na beira do rio e eu entrei com cautela, afundando cada vez mais, até estar com água até os seios.

- Você esteve muito calada... – ele comentou sentado na mesma pedra.

- Não é nada. – afirmei.

- Mesmo? Foi algo que Kaure disse para você? Vi que ela foi até o quarto dizer tchau.

- Por que está perguntando isso? – indaguei. – Algum problema com ela?

- É claro que não Bella, é só que, bem, Kaure é perceptiva e... Esqueça isso, eu pensei que ela pudesse ter lhe dito algo que te incomodou. Ou por um acaso ela disse?

- Não foi nada mesmo Edward – insisti. – De qualquer forma eu não entendo nada de português, não assimilei uma palavra sequer. Prometa-me que vai me ensinar cada dialeto da galáxia.

Ele riu um pouco. – É boba de se incomodar com isso. Você é a pessoa mais inteligente que eu conheço, independente de falar outros idiomas ou não. – elogiou. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas e desviei o olhar, olhando para a água clara. — E o calor? Está passando?

- Ah sim... Esses dias têm sido ainda mais quentes que os da primeira semana. Deve estar fazendo uns bons 45 graus aqui. – comentei.

- Não exatamente Bella, essa semana a temperatura caiu cerca de 5 graus. Me preocupo com você, talvez esteja com febre. – divagou.

5 graus? — Não se preocupe com isso, eu estou bem – me aproximei da borda, onde ele estava. – Eu só preciso de um mergulho e... De você perto de mim. – sussurrei.

- Que ótimo ouvir isso. – disse pulando dentro da água.

Passamos o dia brincando na cachoeira, nos divertimos muito e eu pude matar a saudade dele, por ter passado a manhã inteira longe de mim. A lua já estava no céu quando saímos de lá. Ele preparou tudo para que nós fossemos dar o passeio. Tomei banho e me vesti de forma confortável, com um vestido branco.

A noite estava linda, com poucas estrelas e com a lua parecendo próxima a nós. O barco acelerou pela escuridão, sob os comandos de Edward.

Em certo ponto, paramos no meio do nada. Olhei pela proa e não se via nada além de água a perder de vista.

- É lindo! – exclamei encarando meu marido que vinha de encontro a mim.

- Não tão lindo quanto a minha esposa. – me segurou pela cintura, sussurrando em meu ouvido.

Espalmei minhas duas mãos em cada lado de seu rosto, fazendo-o olhar para mim. – Só até o fim da semana.

Ele riu um pouquinho. – Tudo bem, até o fim da semana então. – ele concordou me beijando logo em seguida.

Aquela noite foi agradável, me permiti até tomar uma ou duas taças de uma bebida encontrada no frigobar. Conversamos sobre tudo um pouco e isso me fazia lembrar as noites que passávamos juntos, deitados em minha cama na casa de Charlie. Era ótimo estar com esse Edward amigo, sempre divertido.

Já era tarde da noite e meus olhos estavam um pouco pesados devido aos trabalhos psicológicos que Edward estava realizando em mim. Dei-me por vencida e ele guiou o braço de volta para a ilha.

Sempre me carregando no colo, ele me levou até a mansão e eu já havia me esquecido de como usar minhas próprias pernas.

- Chegamos. Agora a senhora vai dormir certo?

- Certo. – concordei.

- Mas antes eu vou fazer comida para você. – não deixou passar. Eu tinha no estomago apenas aquele delicioso prato que Kaure havia preparado.

- Está bem, se quer que eu coma então eu como. – tirei as sandálias enquanto meu marido caminhava até a cozinha.

- Eu já volto. – informou.

Sentei-me na grande cama olhando para os lados e suspirei pesadamente.

De vagar, caminhei até a grande mala e peguei uma camiseta qualquer. Entre ela o pedaço de papel que a mulher havia me entregado mais cedo. Troquei-me, sentei encostada na cabeceira da cama e tentei compreender as frases grafadas ali.

Notas finais
Link do hiperlink: http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_437/1253054020s0Vb84.jpg
Não se esqueçam de comentar, obrigada mais uma vez e até a próxima.
PS.: Acho que a próxima FF que eu vou atualizar vai ser Olor ou Renascer, então não deixem de acompanhar.
Muitos beijos... Nara.