Break the Ice
12 The fun is in not getting what you want
Notas iniciais
A diversão se encontra em não obter o que se quer
Deixando de lado nosso casal favorito, vamos verificar a situação do outro imã de problemas? Oh não se preocupem, de todo jeito saberemos o que rolou com o Val.
Então, você tem certeza que gosta da minha irmã? – Suave com certeza não era aplicável em se tratando das qualidades de Ettore. Os membros da Sombra que foram designados para a missão se encontravam acampando naquele momento, devido ao fato de que embora o vilarejo não fosse tão longe, tampouco era próximo o suficiente para uma viagem de menos de um dia.
Isso é coisa que se pergunte no meio da noite? Aliás, eu me lembro de já ter te respondido sobre o assunto. – O vampiro replicou ao jovem loiro, apenas eles permaneciam acordados, haviam montado turnos entre os membros e o meio da noite ficara com Nevra e Ettore.
Só para confirmar — Ettore puxara o pequeno bloco e uma caneta, fazendo pequenos desenhos dos envolvidos naquele possível relacionamento. Parece até aqueles desenhos de ‘Qual é o seu OTP’ da internet. Rima estava no centro da confusão, com uma linha rosa direcionada a ela pelo Nevra, outra com o Ezarel, na do Nevra a Alajéa estava marcada de vermelho na direção dele.
Então, aquela história que você e a Karenn contaram não colou comigo, fale a verdade. – O de cabelos negros falou depois de alguns minutos de silêncio.
Ah. Bem eu tenho um trato que não posso te dizer, mas se você for tão esperto quanto eu acho que seja, vai descobrir sozinho. – o tom do loiro era de zombaria.
Trata-se da Alajéa? – Nevra tentou novamente.
Não sei. – Foi à resposta contundente.
Ela sempre gostou de mim, porém...
Ei vai me contar seu histórico amoroso agora?!
Eu vou afinal não se trata de mim, então posso falar pelo Leslie, desde que estamos no mesmo ponto com alguém. – A fala de Nevra deixou Ettore atônito. Porque eu sempre me meto em enrascadas? Eu tenho cara de ser um bom ouvinte ou o que? — Enfim, ela sempre disse que gostou de mim, eu já cheguei a transar com ela, e sinceramente não existe nada em Alajéa pelo que eu me sinta atraído, além da aparência física dela, a personalidade dela é desinteressante, e estar em um relacionamento com alguém assim, soa como entediante.
Nossa, isso foi cruel. – Foi só o que o loiro conseguiu comentar. Como detonar o plano de alguém em 5 minutos, com Nevra. – Você basicamente brincou com ela.
Eu deixei bem especificado que nunca teríamos um relacionamento romântico, seriamos amigos de sexo, e francamente depois de um mês a perspectiva de transar com a Alajéa era tão emocionante quando passar horas arrumando a biblioteca.
Ettore ficara em silêncio absorvendo as informações que ele não queria saber primeiramente, e agora que sabia tinha certeza que aquilo não ia funcionar.
Bem, eu não conheço a Alajéa direito, mas ela me parece ser muito legal. – O de olhos ametista, tentou convencer o mais velho de algo que nem ele tinha certeza.
A vovó do Q.G que faz biscoito também é legal, e você não me vê interessado nela.
Bom isso é verdade. Mas talvez haja mais dela que você não se deu a oportunidade de conhecer, assim como Leslie que não conhece completamente a Amamia. – Ettore se lembrou de incluir os personagens que criara mais cedo.
Ainda vai insistir com a história? – Foi o murmúrio do Vampiro de olhos cinza. – Eu ia te informar antes, porém como líder da Guarda da Sombra e membro da Guarda Reluzente, eu tenho acesso aos nomes de todos os integrantes e a qual guarda pertencem, assim como os habitantes dos arredores do Q.G. E não existe ninguém com o nome de Leslie na Guarda Obsidiana.
Sinal de que mesmo com toda essa informação, não conhece todo mundo. – Lafaiete continuou insistindo sobre a existência dos personagens fictícios, e a argumentação durou até a troca de turno, para que os que ficaram de madrugada pudessem descansar enquanto outro membro conduzia-os ao vilarejo de Palenvia.
Em algum lugar no meio do oceano
Isso com certeza não é muito emocionante, Chrome. – A jovem faelienne que se encontrava ‘largada’ na embarcação completamente deitada de barriga para cima e os pés apoiados na lateral do barco.
Não faz nem um dia que nos saímos, Rima. E explorar é sempre divertido. – O jovem lobo falou em tom de animação absoluta.
A jovem de olhos ametista se perguntava por que a sorte dela era tão terrível. Ficou presa com o chefe irritante pelo qual estava na fase de desenvolver sentimentos românticos, deu um selinho acidental no crush de uma amiga, planejou vingança e a primeira parte deu certo, o problema é que assim que o feitiço que a prendia a Ezarel sumiu a Líder da Guarda Reluzente a mandou em missão para devolver o pequeno Kappa à aldeia dele.
Esse tipo de coisa só acontece comigo. – Gemeu em desgosto as palavras. – Estou no meio do oceano indo deixar um bebe kappa, com alguém que é pelo menos três anos mais jovem, eu quero ir pra casa!
Você é muito dramática. Podia ser pior. – O membro da Sombra alfinetou.
Pior?
Sim, atualmente eu acho que saímos da rota programada, isso vai nos atrasar por um tempo. – Chrome mencionou o fato em um tom de quem fala sobre amenidades.
Eu mereço! Como voltamos ao curso normal?
Bem...
***Flashback dois dias antes***
Depois da ‘súbita’ doença do Val, onde eu e Ez fomos verificar a nossa ‘obra de arte’, poucas horas depois durante o tempo que estávamos trabalhando no laboratório em companhia do Elliot, o feitiço desapareceu, de inicio nem havíamos notado. Só percebi que tinha algo errado quando uma fruta de coloração azul ciano saiu rolando pela bancada do laboratório e eu fui buscar, eu tinha me afastado muito mais do que os um metro e meio que o feitiço permitia.
Eu fiquei olhando admirada para o meu pulso esquerdo, onde me acostumei a ver a corda que nos prendia. Foi bem estranho, como se subitamente a distância entre nós voltasse a crescer. Eu literalmente estou pensando demais, isso mesmo Rima, não é nada demais, absolutamente não há nada de errado. Yup!
Bem me parece que estamos livres. – Pode ter sido impressão minha, mas a voz dele soou um pouco desanimada.
Realmente. Pelo menos Val não vai ter mais material para piadas. – Droga! Eu estou me sentindo constrangida. Por quê? Quando? Como? Argh eu devia deixar pra lá.
Duvido muito que ele se atreva a brincar de novo com o assunto depois do que aconteceu com ele. – Definitivamente Ez foi mais seco que o habitual. Espera desde quando eu meço os níveis de ‘ser seco’ no tom dele? Rima você decididamente precisa parar de falar consigo mesma, e prestar muita atenção ao que não existe.
Enquanto eu ficava em um monologo barra dialogo comigo mesma, Ykhar surgiu na porta do laboratório, esbaforida. Tinha um termo melhor não, mente? Conforme-se que eu sou você, sua trouxa! Eu definitivamente preciso me consultar com um psicólogo.
O que aconteceu, Ykhar? – Perguntei para quebrar o silêncio que tinha sido estabelecido.
A Miiko pediu que você Rima fosse vê-la no Salão do Cristal, e caso ainda estivesse presa ao Ezarel, os dois iriam juntos, mas como aparentemente não estão mais, você pode ir só. Ah leve o pequeno Kappa. – Tá bom Ykhar, não precisa morrer só por isso!
Eu quis me despedir do Ez, e falar alguma coisa. Mas as palavras não se formaram na minha mente. Então simplesmente peguei Elliot, e saí do laboratório. Acho que não tem como ser mais trouxa!
Enquanto eu descia as escadas e ia em direção a Sala do Cristal, eu fiquei levemente tentada a ter uma ‘morte acidental’ devido ao meu nível de pensamentos pessimistas, que iam desde deixar o Ez furioso comigo, até nunca mais termos assunto!
Miiko? A Ykhar me disse que você queria falar comigo. – Entrei direto sem bater nas portas (ela não ia ouvir mesmo).
Ah sim, o feitiço já se desfez? – Tipo ela não consegue ver que eu estou só? Ela pensa que o Ez fez uma poção da invisibilidade? Só fiz que sim, com a cabeça. Se o Ettore estiver sendo serio sobre a Miiko, é melhor eu ser uma boa ‘cunhada’. – Excelente preciso que você vá com o Chrome até a vila Kappa, deixar este pequeno – ela apontou para o Elliot, que estava quieto nos meus braços.
Quando? – Melhor passar um tempo fora, vou refletir mais sobre a situação (E desde quando você é um espelho? Me erra, cérebro!).
Hoje à tarde. O Chrome é experiente então vai ser seu guia, boa sorte Rima. – Entendi aquilo como a deixa pra eu me retirar, e fui arrumar uma pequena mochila com acessórios e roupas.
Eu quase passei no quarto do Ezarel, só por hábito. Eu decididamente preciso de um tempo fora, não foram nem três dias em contato direto com a criatura que eu já ia ao quarto dele no automático!
Espero que nada dê errado nessa missão, né Elliot? – Olhei para o pequeno Kappa que se encontrava como que rindo.
*** [Flashback] ***
Chrome, você tem realmente certeza de que é nessa direção, certo? – A loira questionou novamente o mais novo.
Claro que sim, ou você duvida das minhas habilidades de navegação, Rima? – O tom da resposta foi chateado.
É claro que eu confio em você, mas eu não sei me localizar no mar, então tenho que confirmar. – Foi à resposta neutra da mais velha. Ela confiava no senso de direção de Chrome, só não gostava de estar perdida no meio do oceano.
Nesse caso está tudo bem. Mas está próximo de anoitecer, acho melhor descansarmos um pouco.
Acatando a sugestão, Rima deslizou caindo sentada em formato de ‘W’. E Chrome ficou encarando ela.
Não doeu? – Continuou olhando a loira, que agora parecia uma ameba esparramada no meio do convés.
O que?
O jeito como você sentou, aliás, arruma sua postura! Está parecendo uma gelatina!
Tá mãe.
Mas eu... Quer dizer que... Eu não sou...
Ela começou a gargalhar devido à clara perturbação que o jovem lobo sentia.
Isso ri mesmo. Eu não me importo. – Chrome soava amuado, o que fez Rima continuar rindo por alguns minutos.
Vem cá – a loira abraçou o mal humorado, como se ele fosse uma criança.
Me larga! – Apesar de protestar, Chrome não empurrou a mais velha. – Você está ficando velha.
E você é praticamente uma criança.
Ettore em Palenvia
Entenderam? O objetivo da guarda é conseguir o máximo de informações possíveis sobre os desaparecimentos no vilarejo. – Nevra estava repassando as informações referentes às vítimas desaparecidas.
Ettore irá com a Karenn ao redor da vila tentando reunir pistas sobre o que havia de comum entre as vítimas. Eu irei investigar os arredores junto com Mica e Gladios.
Sim chefe. – Murmurou Ettore. Ele notou que a garota de cabelo bicolor queria falar com ele, e detestou ter se comprometido a ajudar. Detesto minha vida nesses momentos.
Então eu ouvi a sua conversa com o Nevra. – Belo jeito de começar um dialogo, Karenn!
E você finalmente se convenceu de que nem um milagre resolveria? — a frase foi dita em tom de ironia.
Claro que não seria tudo perfeito. Só precisamos fazer com que a Alajéa seja vista com novos olhos. – Karenn respondeu como se estivesse planejando o maior golpe do século.
Ele deixou bem claro a falta de interesse, como exatamente você vai passar por isso? – A curiosidade de Ettore havia sido despertada, a Melanie Martinez daquele mundo parecia saber de algo que ele não.
Você vai descobrir. Vamos nos separar para a investigação. Te vejo depois, Ettore.
Eu literalmente me meti em uma furada. – E dito isso o faelienne começou a andar pela vila.
Horas depois no vilarejo de Palenvia
Karenn, onde está o Ettore? – o Líder da Sombra questionou a jovem que retornara sozinha a pensão onde os membros da Guarda ficariam. E já estava anoitecendo.
Eu e ele nos separamos para cobrir uma maior área da vila. Combinamos de nos ver mais tarde, só que ele ainda não retornou. – A preocupação se tornara evidente entre os outros quatro membros presentes.
Isso significa que ele também desapareceu? – Gladios questionou.
Provavelmente. – E então ficaram em silêncio.
Localização desconhecida aos arredores de Palenvia
Onde diabos eu estou?! – O loiro que acabara de despertar notou estar em uma cela, com correntes prendendo-o tanto nos pulsos quanto nos tornozelos. – Minha sorte é incrível.
Ah você foi sequestrado pelos vendedores de escravos. Ele vem do além-mar e pegam habitantes deste continente para vender. – uma jovem de cabelos ruivos e olhos azuis, com orelhas que lembravam um gato, falou.
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