Break the Ice
5 Sometimes the chance, cause a lot of confusion
Notas iniciais
Ás vezes o acaso, causa muita confusão.
Eu estou na Sombra — Ettore respondeu em um tom indiferente — qual é a sua, irmãzinha?
Eu faço parte da Absinto. — Rima respondeu um tanto quanto desanimada, já não bastava não ter caído na guarda que queria (que agora ela não acha tão horrível assim, afinal ter que ficar vendo o ex-crush quando ele é seu chefe é um verdadeiro porre) o irmão dela nem para ir para a mesma guarda. — Você falhou como irmão mais velho, aff — Rima continuou murmurando em tom amuado depois de receber a notícia, enquanto Ezarel a observava com o canto de olho, fingindo não prestar atenção a expressão adorável da garota loira.
Eu falhei? Então me diga como eu deveria ter respondido de modo satisfatório, princesa? — Ettore estava se divertindo com os resmungos provenientes de Rima.
Simples: Amanhecer, um travesseiro, Biblioteca de Alexandria, fugir, boné vermelho, água purificada, mel, Miiko, absinto. — Ela falara tudo em um só folego, surpreendendo os dois homens que se encontravam no laboratório. — Viu era simples? Como diabos você foi parar na Sombra?
Primeiramente: uau, segundamente eu não me lembro de metade do que eu respondi, como é quevocê se lembra? Alias senhorita, se me queria na sua guarda, deveria ter me informado qual era. — Ettore rebateu a argumentação da irmã com lógica, fazendo Rima se calar e ir para um cantinho do laboratório ficar lançando olhares acusadores para Ettore e Ezarel, que ficara observando em silêncio a interação.
Enfim — Ezarel percebeu que se não interferisse no caso, não teria somente um ser vivo se metendo no local de trabalho, mas sim dois e já que só era responsável pela garota sentada no cantinho, melhor mandar o outro ir passear. — Você não deveria ir ver seu chefe da guarda? Nevra com certeza terá algo para você fazer. Claro, depois de passar essa solução no seu braço.
Ezarel passou o líquido estranho na mão de Ettore, aguardando a reação, que foi instantânea ao contrário de Rima, que demorara alguns minutos.
Eh, o sangue de faery parece ser mais 'ativo' em você do que na sua irmã, interessante, mas agora pode ir. — Ezarel demandou para que Ettore saísse do transe e se mandasse, quanto menos tempo o loiro ficava mais tempo a sós com Rima ele tinha. Não que fizesse questão disso, era somente mais conveniente.
Oh claro. — Ettore finalmente parara de olhar fixamente para a própria mão. — Tchau, irmã querida, te vejo depois. — Se despediu de Rima, e saiu do laboratório.
Ezarel aguardou alguns instantes antes de ir até onde Rima estava e puxa-la pela mão.
Se vai ficar aqui, pelo menos me ajude em algo, senhorita, separe os ingredientes descritos nessa lista para mim, estão todos rotulados então você provavelmente não terá problemas. — A garota olhou para o homem de cabelos azuis durante alguns segundos, impressionada com o lado 'gentil' do elfo de olhos verdes. Mas não resistiu em perguntar.
Será que aqui tem o 'olho de Changeling'?* — Ela perguntou como uma piada, afinal quando precisara encontrar os ingredientes do teste para si, lembrou que o azulado havia feito-a de idiota, a mandando procurar esse ingrediente nas coisas de Kero.
Quem sabe? — Ezarel respondeu em um tom serio, mas que deixava entrever a diversão que sentira ao enganar a jovem naquele dia.
Nesse interím
Ettore saiu do laboratório de alquimia, e começou a 'rodar' pelos corredores do prédio da guarda, acabando na sala do grande cristal. Dando de cara com a Miiko.
'Droga! Azar deve ser de família, não tinha ninguém pior para encontrar não?' — Foi o primeiro pensamento do rapaz ao encontrar a mulher-raposa. Não tinha certeza do porque, só sabia que não tinha ido com a cara dela. A implicância devia ter começado quando desembarcara ali e ela mandou prender ele.
Escuta, já que estão me obrigando a ficar por aqui, você poderia pelo menos devolver o que eu trouxe, não? — Resolveu arriscar, já que tinha ficar ali, queria os acessórios que havia trazido de volta.
Hmmm hum — Miiko fez o som típico de quem considera algo, afinal não confiava no loiro, e ainda não possuía motivos para achar que deveria, só porque era irmão de Rima, e a garota mesmo que um pouco ingênua ainda não causara nenhuma grande confusão. Mas do jeito que ele a encarava se não fosse diplomática teria que arcar com a fúria dele, e isso só causaria mais problemas, que no momento ela preferia evitar. Ela ficou em silêncio, refletindo durante alguns minutos até chegar a conclusão de que se não causaria mal, porque não.
Tudo bem, eu vou pegar aquelas bugigangas que você trouxe, e pedirei para Jamon te mostrar o seu quarto. Fique aqui. — Demandou em voz firme e se aproximou do fundo do Grande Salão, enquanto Ettore a seguia tranquilamente, ficar onde estava? Ha como se fosse acontecer. Ela podia ser a chefona, mas não intimidava o loiro.
Miiko se curvou para pegar a alça da mochila, porém uma sombra surgiu atrás dela agarrando a bolsa e puxando sem esforço. Ela sentiu uma certa irritação com a desobediência do loiro, porém não poderia discutir contra, já que tivera certa dificuldade em carregar aquela coisa até ali. Mas por força do hábito se virara para começar a repreende-lo.
Eu te disse para ficar ... — ficou muda de repente, quando terminou de se virar notou que estava muito próxima de Ettore, e internamente se sentiu constrangida. Embora ainda demonstrasse seriedade em sua expressão. Ettore se sentira surpreso quando a kitsune** se virou para reclamar com ele, ele observara o formato do rosto e parou nos lábios corados, o nariz afilado e os olhos azuis profundo, ela era linda, insuportável, mas linda.
Você me disse para? — saindo do transe ele resolveu provocar a mulher que parecia perdida naquele momento.
Para ficar ali, não ira se sair muito bem na guarda de Eel se continuar a não ouvir os seus superiores. — Miiko retornou ao tom mordaz de quem repreende uma criança desobediente. — E se já recuperou o que queria, por favor siga Jamon, para que ele lhe mostre onde você irá dormir.
Tudo bem, Mi. — Ettore se despediu dando um novo apelido para a mulher de cabelos negros. Antes de fechar a porta ele consegui vislumbrar as chamas azuis que foram acesas.
Enquanto isso
No laboratório de alquimia, duas pessoas estavam realizando experimentos, de modo silencioso, a comunicação verbal parecia inecessária naquele ambiente que quase poderia ser denominado 'harmônico'. Até que o barulho da porta sendo aberta, estancou os movimentos do casal que lidava com a alquimia.
Ezarel eu vou precisar de uma poção de... — O rapaz de cabelos negros que usava um tapa olho, interrompeu a fala ao avistar que o líder da Absinto não se encontrava sozinho, e sim em companhia de uma garota, uma garota que o líder da Sombra já havia anunciado interesse. Nevra estreitou os olhos avaliando a interação entre membro e líder de guarda de Ezarel e Rima. — água enfeitiçante.
Tudo bem, eu vou buscar, você pode continuar mexendo a poção Rima. — Demandou no tom autoritário de sempre. E saiu para a sala lateral do laboratório. Nevra entrou no recinto e se aproximou da loira, que estava fingindo extrema concentração ao mexer o líquido de tom âmbar, tudo bem que ela tinha decidido dar um tempo infinito no quesito "amor", só que a bendita decisão não tinha nem 24 horas, era um pouco demais esperar que ela não sentisse nada com a proximidade do líder da Sombra (irmão estúpido! Poderia ter ido parar em 3 guardas, 2 chances de que ele não fosse da Sombra, o destinho devia realmente detestar Rima).
Então, você parece estar se dando bem com o Ezarel, até contou para ele que tinha um irmão mais velho. — Nevra puxou o assunto, justamente sobre o que o estava incomodando, afinal a garota de olhos ametistas havia se tornado amiga dele muito mais rápido que dos outros dois líderes da guarda, então porque ele não soube antes do Elfo de cabelos azuis?
Pois é, Ezarel é até um bom ouvinte, embora pareça não se importar muito com os outros, ele nem mesmo disfarça as intenções que tem ao lidar com os outros. — Rima não resistiu em alfinetar de leve o vampiro. Afinal, ao contrário de Ez que sempre deixou claro para quem quisesse escutar o desgosto que tinha por ela, Nevra a iludira com palavras bonitas e atitudes polidas (mesmo que no caso a culpa também fosse dela, afinal nunca obteve nenhuma promessa de Nevra com relação a "eles dois juntos") .
Realmente, não é nada educado falar sobre alguém quando o mesmo está ausente. — A voz sarcástica chegou ao dois ocupantes do local. — Aqui, não se esqueça de assinar a lista e indicar o material que pegou, Nevra. — o tom seco do elfo deu o sinal de que o outro líder deveria se retirar, logo.
Obrigada, Ez, te vejo depois querida Rima. — Nevra pegou uma das mãos da jovem e beijou suavemente, como um cumprimento elegante, e saiu do laboratório. Rima ficara tão surpresa que se esquecera de continuar mexendo o líquido. Assistir aquela cena, remexeu algo profundamente em Ezarel, tinha um 'quê' de amargo, uma sensação francamente desagradável possuiu o elfo e o desejo insano de confundir a loira surgiu, ainda bem que ele era controlado, ou afastaria de vez a jovem membro da sua guarda. Era melhor analisar aquele sentimento a fundo, antes de tentar qualquer atitude.
Se vai ficar parada ai, deixe-me continuar, ou esse ingrediente não vai poder ser somado aos outros de forma eficaz. — Repreendeu Rima automaticamente, para tirar dela todo e qualquer pensamente sobre o jovem de olhos cinzas.
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