Bravo Mundo Novo

1 You gonna lose your soul tonight


Notas iniciais
Espero que gostem /

O despertador tocou, e Charlie ainda não havia dormindo e nem iria dormir mais, ela levantou da cama deixando o computador de lado, abriu o vestiário e puxou para si, uma calça jeans que sua mãe havia comprado na semana passada e só lembrou de usa-lá agora e também uma camiseta que mesmo velha era sua preferida. Jogou as roupas escolhidas encima da cama e foi para o banheiro, ela se olhou no espelho e riu de seu rosto, ligou a ducha no quente e prendeu seu cabelo cheio, encaracolado, grande e ruivo. Deixou a água cair sobre seu corpo cheio de sardas, a anos atrás morria de vergonha delas mas agora nem tanto. Depois vestiu as roupas escolhidas, foi para o espelho e penteou o cabelo seco, irritando-se com ele, como sempre.

Desceu as escadas sua mãe que trabalhava como assistente do chefe da policia saiu cedo, ela abriu a geladeira e pegou um sanduiche que sua mãe sempre deixava para ela na porta da geladeira, e com o suco de laranja como acompanhamento.

Foi até a garagem rapidamente e pegou sua bicicleta, felizmente não estava atrasada para a escola, botou sua mochila na cesta da bicicleta e botou os fones de ouvido e foi direto para escola.

Estacionou a bicicleta na pequena árvore na frente da escola, então entrou na escola, foi direto para a sala sua primeira aula era biologia e ela estava totalmente exausta, entediada e desinteressada.

Clara, sua pequena amiga de infância entrou correndo para sentar ao seu lado.

– Então como foi ontem?

– Entediante.

Elas pararam de conversar quando viram a professora entrar na sala, elas não ligariam muito mas essa professora realmente era malvada.

Ao voltar para casa, Charlie não conseguiu abrir a porta, ela sabia que sua mãe estava em casa, então continuou batendo. Ela sentou na calçada ainda batendo na porta.

– Oh me desculpe, eu estava distraída. — Sua mãe abriu a porta calmamente.

– Até que enfim hem. — Ela jogou a mochila sobre o sofá da sala e sentou ao lado. — Aconteceu alguma coisa?

– Ah nada. — Sua mãe virou a cara e foi para o cozinha.

Charlie caminhou lentamente até seu quarto, e levou um susto no momento que viu o quarto bagunçado e destroçado daquele jeito, pode ver seu rádio jogado violentamente na porta do banheiro.

– Maaaaaê. — Charlie a chamou mais não ouve resposta, ela se virou e foi em direção a cozinha. — Que diabos aconteceu no meu quarto?

– Eu estava apenas procurando um documento que eu perdi. - Charlie olhou totalmente assustada para a mãe, ela não estava entendendo nada o que estava acontecendo aqui.

Charlie resolveu não pedir explicação, e subiu novamente para o quarto. Ela tirou algumas coisas do chão e jogou no pequeno sofá que tinha ao lado da cama, e deitou na cama se machucando com sua escova de cabelo. Ela reclamou, mas resolveu não fazer nada a respeito.

Charlie acordou no meio da tarde, pode ver o sol indo embora pela sua janela. Ela levantou da cama, ela prendeu seu cabelo por preguiça de arruma-lo. Desceu as escadas, e pode ver sua mãe arrumando a mesa com várias de suas coisas preferidas.

– O que esta acontecendo mãe, sério? - Charlie agora a encarava com preocupação.

– Precisamos conversar, espere um segundo. — Sua mãe virou as costas e voltou novamente a cozinha, em um segundo pode sentir o cheiro do cigarro vindo da cozinha, sua mãe estava fumando e ela nunca fuma á não ser que tem algo realmente errado acontecendo.

Sua mãe sentou na cadeira a frente da sua, agora sua cara não parecia mais triste ou preocupante e sim rude.

– O que esta acontecendo? — Charlie perguntou, começando a ficar assustada.

– Charlie, eu preciso que fique na casa de uns amigos por uns dias.

Charlie se lembrou que há muito tempo atrás, teve que ficar com sua tia no interior, porque sua mãe estava concentrada demais em um caso.

– Tudo bem, eu aceito ficar uns tempos com a tia Judith. —

– Não Charlie, não na sua tia.

Charlie agora se sentia confusa.

– Que amigos mãe?

– Eles são meus amigos há muito tempo e eu confio neles e

– Mãe, porque?

– Há algo que eu temo, por você. — Sua mãe a olhou com um olhar pequeno.

Charlie não queria teimar, ela sabia que não ia fazer com que sua mãe não iria mudar de ideia.

– Quanto tempo eu tenho que ficar com eles?

– Mas tempo que imagina. — Charlie se assustou com sua mãe falando desse jeito.

– Mãe, você sabe que pode me proteger.

– Não, eu não posso e eu sinto por isso. - Sua mãe deixou escapar uma lágrima.

– E eles podem me proteger de que?

– Arrume suas malas. — Charlie disse sim com a cabeça, não queria deixar sua mãe mal.

– Eu vou ter uma outra vida? - Charlie virou para sua mãe, quando já estava subindo as escadas.

– Uma vida nova. - Sua mãe falou por fim.