Branca De Neve
4 Envenenada
Notas iniciais
OBRIGADA PELOS REVIEWS SUAS LINDAS
Como prometido, reviews recebidos e indicações feitas, o capítulo novo saiu rapidinho.
Gasparzinhas, deem "oi", isso é crucial pro capitulo sair :) custa nada vai ^^'
Capítulo dedicado à Maribell pela linda indicação *--*
Obrigada linda, como sempre vc é ótima com as palavras.
E vamos ao penultimo capitulo.
LEMBREM-SE, NADA É O QUE PARECE!
Branca de Neve chorava enquanto via seu marido e o sogro que nunca conheceu serem enterrados. Todos sentiam pena da jovem viúva, mal havia se casado e já enterrava o marido. Os nobres no inicio desconfiavam da rainha, achavam que ela havia sido a algoz, mas os guardas confirmaram a versão dos fatos contada pela rainha. A corda do lado de fora da janela do banheiro foi encontrada e alguns guardas falaram que viram um estranho encapuzado pulando os muros do castelo. Os nobres então deixaram a desconfiança de lado e passaram a ter pena da pobre rainha viúva. A pobrezinha agora teria que governar um reino sozinha, e ela não tinha nenhuma experiência. Ela teria que contar com os conselheiros reais para conseguir efetuar as tarefas.
A fila para dar as condolências à rainha ia diminuindo aos poucos, mas as lágrimas da rainha não pararam. Quando o funeral terminou Branca de Neve ainda ficou por ali durante um tempo. Resolveu que estava na hora de se recolher, um banho relaxante era do que precisava. Chegou em seu quarto e tirou o vestido preto juntamente com o véu negro que cobria seu rosto. Ficou bastante tempo pensativa na banheira de água morna. As lágrimas já haviam secado.
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Mais tarde, no reino oeste, a rainha Esme ria satisfeita com a notícia de que o novo rei estava morto. Ele havia ajudado Branca de Neve, era mais do que merecido seu fim. No entanto lamentava a morte de seu amigo, o rei Black. Planejava agora mandar seus guardas até o reino do norte e trazer Branca de Neve de volta, mas o seu fiel caçador não concordava com a ideia.
– Não acho nada prudente.
– E pode me dizer por quê? – a rainha perguntou curiosa.
– Pense bem minha rainha, Branca de Neve é agora a rainha do norte, o poder está em suas mãos e os guardas morreriam tentando defende-la. Não irão aceitar que faça a rainha deles prisioneira, ainda mais que a reputação dela de bondosa e sábia a precede. Pense também em seus súditos, nós aqui do castelo sabemos que Branca de Neve fugiu, mesmo não sabendo o porquê, mas os seus súditos acham que ela fugiu para se casar. Se souberem que a senhora, minha rainha, trouxe a doce e linda Branca de Neve para aprisiona-la sem nenhum motivo aparente, o seu povo se voltará contra a senhora. Minha rainha bem sabe que todos idolatram Branca de Neve.
– Maldição! Tens toda razão caçador. – a rainha disse se levantando de seu trono e caminhando nervosamente pelo salão do trono – Se tivesse feito o que tínhamos combinado isso não estaria acontecendo. O coração, foi só isso que lhe pedi, o coração de Branca de Neve! – a rainha Esme bradou, descontando sua frustração em seu fiel caçador.
– Eu bem tentei minha rainha, mas quando a encontrei ela já estava partindo para o castelo do norte acompanhada de seu marido, o falecido rei Jacob. – o caçador falando sem esboçar nenhuma reação.
– O que me sugere? – a rainha perguntou, ela sabia que Edward era sábio e astuto. Ele teria um plano.
– Temos que agir agora com prudência. Infiltrei-me no castelo hoje de manhã, e ouvi que Isabella pediu uma dama de companhia para lhe acompanhar em um passeio perto do bosque que cerca seu castelo. Pensei então que podíamos atraí-la para uma emboscada. – a rainha refletiu por um momento.
Branca de Neve sempre foi apaixonada pelos bosques, isso era incrivelmente conveniente, uma vez que longe do castelo ela estava sem proteção. Provavelmente apenas alguns guardas a escoltariam e se manteriam afastados, como ela sempre exigia. O plano parecia ser bom.
– Continue. – Esme falou esboçando um sorriso.
– Há uma feiticeira que mora nos arredores do seu reino. Ela se comprometeu em lhe ajudar, lhe dará uma poção que mudará suas feições. Ela lhe dará também uma maçã envenenada.
– Não entendo o que planeja.
– Minha rainha, a senhora estará irreconhecível e poderá se aproximar de Branca de Neve. Lhe entregará a maçã envenenada, como uma boa e inocente súdita, e quando Branca de Neve a comer ela morrerá. Não cairá suspeitas sobre a senhora e também poderá presenciar a morte de Branca de Neve, se certificando que tudo aconteceu como previsto. – o caçador falou indiferente enquanto a rainha sorria satisfeita.
– Está bem, o seu plano parece sem falhas. Será fácil e letal, meus problemas enfim acabarão! Onde está esta feiticeira? Traga-a para mim.
– Ela já está aqui majestade. Tomei a liberdade de trazê-la comigo.
– Pois então a traga para mim. – o caçador fez uma reverência e se retirou do salão.
Poucos minutos depois ele retornou e a rainha já estava sentada novamente em seu trono. O caçador estava acompanhado de uma senhora de idade vestindo maltrapilhos, estava suja, com os cabelos despenteados e os dentes eram amarelados. A velha mal conseguia andar, se arrastava a cada passo e tinha uma posição curvada, nos braços carregava uma pequena cesta coberta por um pano encardido.
– Minha rainha. – a senhora falou com uma voz rouca.
– Soube que é uma feiticeira e que se comprometeu em me ajudar. – a rainha Esme falou analisando-a.
– Sim majestade, seu caçador falou comigo. Trouxe a poção que irá precisar e as maçãs. – a senhora disse se aproximando e entregando um pequeno vidro com um líquido roxo dentro para a rainha.
– Essa é a poção? – a rainha perguntou pegando o frasco das mãos trêmulas da feiticeira.
– Sim, devo adverti-la majestade, o efeito durará por apenas meia hora.
– Será o suficiente. – a feiticeira assentiu e entregou a cesta para a rainha.
– Aqui estão as maçãs. Tome cuidado, estão todas envenenadas. Uma mordida e a morte será certa. – a rainha pegou a cesta e logo depois a feiticeira pareceu meio tonta.
– Tenho que leva-la de volta. Ela não está bem de saúde. – o caçador falou preocupado com a feiticeira, o que intrigou a rainha.
– Está bem, mas volte logo caçador. Não quero perder o passeio da nossa princesinha metida a rainha. – a rainha falou rindo e observando o frasco da poção. Mal percebeu ela o olhar mortal que a feiticeira lhe lançava.
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Era fim de tarde, e a rainha Isabella resolveu fazer um pique nique do lado de fora do castelo, acompanhada de duas damas de companhia. O motivo que dizia a todos era que ela queria esquecer um pouco a dor da perda do marido. A manta vermelha foi estendida na grama verde do bosque, Isabella e as damas Alice e Rosalie desfrutavam de um delicioso strudel e os guardas do palácio vigiavam as jovens à distância.
Distraídas e conversando futilidades, não viram quando uma senhora de idade, de cabelos ruivos e com roupas simples, se aproximou.
– Olá. – a senhora disse simpática.
– Olá, como vai senhora? – a rainha Isabella disse educada.
– Estou bem minha rainha. Vim lhe trazer um presente.
– Presente, para mim? – Branca de Neve disse esboçando um grande sorriso.
– Sim minha rainha. Fiquei comovida por já ser viúva tão jovem. Resolvi lhe trazer algumas das maçãs que eu cultivo. Elas são deliciosas e suculentas, são mais doces do que o mel. Não é muito para um presente, na verdade é só o que tenho, mas garanto que irão adocicar um pouco sua vida e ajuda-la a esquecer do gosto amargo da perda. – a senhora disse tirando uma maçã grande, e bastante vermelha, da cesta que carregava e estendendo para a rainha.
– Ora, quanta gentileza. Obrigada. Não quer se sentar e comer com a gente? – a rainha falou educada, pegando a maçã da mão da idosa.
– Oh, não minha rainha, não ousaria. Obrigada pelo convite, mas meu lugar não é com a realeza. Se me desculpa, tenho outros afazeres. Espero que minha rainha fique bem e goste das maçãs. – a idosa falou deixando a cesta no chão e se afastando.
– Até mais, obrigada gentil senhora. – a rainha falou acenando para a idosa que já estava longe.
– As maçãs parecem deliciosas. São grandes, e bem vermelhas. – Alice falou olhando para cesta de maçãs.
– Realmente. Sirva-se de uma se quiser. – a rainha falou sorridente.
– Oh, não obrigada. Já estou satisfeita. – Alice falou educada, não queria comer o presente da rainha.
– Bom, se não quer, eu quero. – Isabella falou dando uma grande mordida na maçã que senhora lhe entregou.
Antes da segunda mordida, Isabella ficou pálida, parecia não conseguir respirar, mas antes que pudesse pedir ajuda, ela caiu no chão desfalecida, sem pulso.
Um pouco longe dali, encoberta pelas árvores, a rainha terminava de voltar a sua forma normal. O enjoo e a tontura passaram, e agora ela já estava linda e jovem como antes. Estava com raiva de estar vestindo roupas simples, mas todo o esforço foi válido quando se virou para trás e viu a jovem rainha caída no chão. As damas de companhia gritavam por ajuda e os guardas já se aproximaram. Um grande sorriso surgiu nos lábios da rainha, estava feito, se livrara de sua venenosa enteada.
– Devo dizer caçador, seu plano foi excelente. Sem falhas, tudo perfeito. – a rainha Esme falou olhando sorrindo para o caçador que a olhava sem expressão.
– Realmente.
– Vamos embora. Não há mais nada a se fazer aqui. – a rainha se virou, indo em direção ao seu cavalo que estava escondido na mata alta.
O caçador nada falou, nem mesmo assentiu, apenas segurou um riso que precisava reprimir para não estragar tudo.
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