Boulevard Of Broken Dreams
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Amy olhava os tênis jogados no canto do quarto. Não tinha ideia do que tinha acontecido, mas, com certeza, descobriria. Não era do tipo que desistia.
Ouviu batidas na porta e desligou o secador de cabelos. Reconheceu a voz de Dan apenas alguns segundos antes de ele entrar.
-Você se perdeu mesmo? — ele riu. — Amy, quando você vai aprender a seu cuidar sozinha?
-Sim, eu me perdi. – A ruiva respondeu, irritada. — Porque um certo anão loiro esqueceu de pedir pro motorista esperar a irmã!
-Fala sério, Amy! Eu já sou bem maior que você!
-Mas você sempre será o meu anão ninja.
Algum tipo de mágica fez Dan rir.
Cócegas.
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“Don’t you worry, don’t you worry, child”
Amy cantarolava enquanto andava com sua bicicleta nova. Seus cabelos longos balançavam, não poderia dizer se era pelo vento ou pela própria Amy. Estava feliz.
Mais um dez em história.
E álgebra.
Parou de repente. Uma escolha pode te transformar. A livraria era realmente bonita, a frente de vidro, os detalhes brilhantes da porta. Conseguia até ver as estantes de dentro.
Entrou.
Seu sorriso aumentou. Estantes e mais estantes com os mais diversos tipos de livros — grandes, pequenos, grossos, finos, capas coloridas, com desenhos, capas duras.
Procurou o livro prateado. Divergente.
Vasculhou em sua cabeça o significado. Que não combina; diferente.
Examinou o livro. Leu. Interessante.
Virou-se na direção do caixa e sentiu algo quente na barriga. Trombara em alguém.
-Quente, quente, quente.
-Eu sei.
Amy encarou o garoto a sua frente. Pele escura, olhos âmbar, cabelos em um corte perfeito. Sorriso convencido. Kabra.
Sentiu o sangue subir à cabeça.
-Estava me referindo ao café que derrubou em mim. — Falou irritada. Olhou a blusa. — Perfeito, ainda derrubou no livro também!
-A culpa é sua por não prestar atenção.
Esnobe.
O dedo indicador da ruiva apareceu na frente do rosto de Ian.
-Olha aqui, garoto. — Respirou fundo e contou até dez. — Quer saber? Só paga pelo livro e me deixa em paz.
O inglês revirou os olhos e pagou.
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Guardava as coisas no armário. História, filosofia, gramática, química, redação.
Fechou o armário. Virou-se.
-E aí, Cahill?
Deixou a mala cair e jogou os braços no corpo do melhor amigo.
-Hamilton! — Se afastou. — O que faz aqui? Você deveria estar... Está matando aula? Holt, você sabe o que eu penso sobre isso e...
-Ei, calma aí, baixinha. Horário livre.
-Estou tão feliz em vê-lo! Como está a escola de valentões?
-Não sei. — Amy fez cara de confusa. — Porque agora estudo aqui.
Todos olharam para eles.
-Amy, você não devia gritar tão alto.
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Ian Kabra era absolutamente irritante.
Colocar sal no café dele, repassou a nota mental.
Eles teriam que fazer um resumo e transformar um livro em peça. Tudo isso porque ele começou a jogar bolinhas de papel em seu cabelo — e, claro, Amy tinha que discutir.
Ok.
O problema era que fariam juntos.
Ouviu a campainha tocar e inspirou para tomar coragem.
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