Bots and Pizza

4 Som na caixa DJ!


Notas iniciais
Começa a semana que Sharon está sozinha fazendo as entregas. Uma de suas tarefas a leva para um lugar do Pizzaplex que ainda não havia visitado. Espera, o que é aquele pequeno Bot que parece uma aranha?

Sharon adentra a cozinha com o capacete de sua moto em mãos.

—Foram feitas as entregas Chef Bot! Chegaram mais pedidos? –ela anuncia para o Bot, que a encara.

—No momento não, lhe avisarei caso tenha mais. –ele fala enquanto dava instruções para um dos cozinheiros –Mas preciso lhe falar algo de extrema importância.

—Claro, e o que seria?

Chef Bot segura seu braço e a guia para um lugar afastado dos fogões, tendo um pouco mais de privacidade. O gesto a faz engolir em seco, sabia que lá vinha bomba.

—Fico feliz que está ajudando imensamente na cozinha e também a mantermos nossos clientes felizes. –Chef Bot começa –Mas quando eu lhe chamar para uma entrega, quero que venha imediatamente, sem atrasos, aqui é prioridade.

—Eu só estava terminando os ajustes no Bot de Segurança, não levou nem cinco minutos…

—Aqui. É. Prioridade. –ele se inclina de forma ameaçadora para ela, que se encolhe um pouco –Mande um de seus mecânicos terminar o conserto.

—Eu estou na base da hierarquia de cargos, não posso mandar nas pessoas. –ela tenta explicar.

—Então avise aquele homem que tem uma péssima memória para nomes. Não era essa a combinação? –ele ainda falava de forma ameaçadora.

—A-achei que não ia ter problemas me atrasar cinco minutos…

—Achou errado. É desrespeito com os clientes mandar comida gelada.

—C-certo, da próxima vou vir imediatamente.

Chef Bot a encara por alguns segundos, claramente se perguntando se ela conseguiria cumprir o acordo.

—Espero que sim. Agora pode voltar a mexer em parafusos, ouvi que estão precisando de você no Fazcade.

—O-okay, vou fazer de tudo pra não causar problemas. –Chef Bot se vira, fazendo sumir o ar ameaçador e voltando ao de sempre.

Ele realmente era mais assustador quando não estava falando censurado.

Sharon encara seu Fazwatch, realmente havia uma nova tarefa para ela, consertar um Bot de Segurança no Fazcade.

—Hm, onde raios fica o Fazcade? –ela se pergunta.

De fato, uma pergunta muito importante.

Em uma mesa no Átrio, Sharon bebericava um Fizzyfaz de uva, aquele que era vendido com a imagem de Roxanne Wolf. Ela nunca havia tomado e quis experimentar enquanto tentava descobrir onde era o famoso Fazcade.

—Mas que bela funcionária que sou. Quase dois meses trabalhando aqui e mal conheço as atrações! –ela bufa –Vamos ver, eu conheço a entrada, o Átrio, a entrada da Creche, a cozinha e lavanderia, Partes e Serviços, os túneis e o Roxy Raceway. Espera, não tem uma atração de Mini Golfe? –ao olhar ao redor, repara na placa mais adiante –“Monty’s Gator Golf”. É do Montgomery? –ela encara por alguns segundos, até que suspira e coloca a cabeça na mesa.

Realmente, ela deveria fazer um tour pelo Pizzaplex e anotar todas as atrações que havia lá.

Talvez se Freddy estivesse disponível depois, poderia pedir para ele, já que ele era encarregado de fazer tour com os clientes.

—Preciso parar de mudar de assunto, tenho que achar esse Fazcade. –com convicção, dá um grande gole em seu Fizzyfaz e olha ao redor.

Por favor, pegue um mapa.—uma voz chama sua atenção.

Aquilo só podia ser um sinal divino.

De modo nada gracioso, Sharon caminha rapidamente, tropeçando de forma nada sutil, até o Bot, que estava sendo ignorado pelos clientes.

—Você! –ela exclama, chegando na frente do Bot, que a encara –Você! –o Bot fica com a cabeça de lado, apontando para si mesmo, parecia confuso.

Mapa?—ele fala em sua voz programada.

—Eu preciso da sua ajuda! Você só pode ser um sinal divino! Não, não um sinal… Você é um ser onipotente que pode me ajudar!

Mapa?

—Sim, eu preciso de um! –ela sorri, pegando o mapa e o encarando por um momento.

E encara um pouco mais o mapa.

E ainda mais.

—Mas que droga! Eu não consigo entender esse mapa! –ela joga o mapa no chão, raivosa –Por que tem tantas palmeiras desenhadas nele? E onde raios tá a minha localização?! Que mapa mais inútil!

Ela ofega um pouco após esse momento de explosão, o Bot apenas a encarava.

Quando recupera um pouco a compostura, Sharon recolhe o mapa do chão.

—Eu realmente sou uma negação. Devia ter feito um tour quando comecei a trabalhar. –suspira, triste. Ela sente uma mão em seu ombro.

Mapa?—o Bot pergunta.

—Ah, não é nada, eu só não sei onde fica esse tal de Fazcade. –o Bot larga o ombro dela e vai em direção ao elevador, parando e se virando para Sharon, que o encara por um momento –O que foi? –o Bot faz um movimento com a mão a chamando –Quer que eu te siga? –ele concorda.

Sharon leva um momento para processar a informação em seu cérebro. Até que um sorriso desponta em seu rosto.

—Você está me ajudando? Você sabe onde é o Fazcade?

Mapa.

—Obrigada! –ela corre até o Bot e o abraça –Você é o melhor Bot de Mapa!

Mapa.

Ela se desvencilha do abraço e fica sorrindo.

O Bot entra no elevador, ao qual ela segue.

Os dois chegam ao segundo andar e ele a espera sair.

—É no segundo andar? Não me diz que todo esse tempo era do lado da entrada… –ela fala, seguindo o Bot, que estava indo em direção ao Roxy Raceway, até que adentra em um corredor que havia perto de uma máquina que se coloca as crianças e ficam balançando.

Seguindo o Bot, adentra em um hall, se deparando com banners dos Glamrocks, um pilar circular com algumas plantas e um banco por toda sua extensão, e algo que indicava que ela estava no lugar certo, o nome “Fazcade” pintado de forma estilizada na parede.

—Era realmente quase do lado da entrada. –Sharon se repreende. Assim que terminar todas suas tarefas, andaria por todo o Pizzaplex. Se Freddy estivesse livre, pediria um tour.

O Bot para na frente da entrada do Fazcade, outro Bot, dessa vez um de segurança, para em sua frente e os dois parecem estar se comunicando. Olhando melhor para o Bot de Segurança, Sharon tinha quase certeza que era o Bot que a Chica havia conversado no dia que se conheceram.

O Bot de Mapa se vira para ela e faz um movimento com as mãos, que ela interpreta como algo “ele vai te guiar agora, devo ir.”.

—Obrigada, você é incrível. Posso te chamar de Mapbot? –ela sorri quando Mapbot lhe lança um joinha –Quando tiver algum problema, só me avisar!

Ele concorda com a cabeça e se vira, indo de volta ao seu posto no Átrio.

Sharon se vira para o Bot de Segurança, que a chama com a mão. Parecia que ele sabia onde estaria o Bot que ela precisava consertar.

Os dois adentram no Fazcade, e Sharon já fica deslumbrada.

Havia uma grande estátua na entrada, mostrando os quatro membros da banda em toda sua glória, o dourado da estátua brilhava com os LEDs que haviam por todas as paredes, que pareciam ter túneis. Por que teria túneis enormes com LED naquele lugar?

Tec, tec, tec.

Um som estranho a faz parar. Ele estava chegando perto dela, até que sente algo bater em sua perna.

Ao olhar para baixo, se depara com algo que nunca havia visto.

Parecia um pequeno robô de cartola com um sorriso fixo, porém seus dentes eram retráteis. Ele segurava dois pratos em suas mãos pequenas, mas o mais inusitado era que ele tinha seis pernas.

—Oh, ei, e aí pequenino, você é algum animatrônico novo? –ela se abaixa, aquele pequeno animatrônico não chegava ao seu joelho em tamanho, ela provavelmente conseguiria colocar ele em suas mãos.

O pequeno animatrônico bate seus pratos de forma nervosa.

—O que foi? –ela arregala um pouco os olhos. O pequeno aponta com um de seus pratos para onde estavam as máquinas de arcade, ao qual ela olha, porém não enxerga nada estando abaixada –O que tem ali?

O pequeno dispara na direção que apontou, ela se levanta de forma desengonçada.

—E-Ei! Espera! –ela caminha rapidamente por onde o pequeno havia ido, não notando que o Bot de Segurança estava vindo atrás também.

Os dois param perto da parede, onde veem que haviam três adolescentes agachados ao lado de uma máquina de arcade. Eles estavam rindo e mexendo com algo.

Sharon chega mais perto, achando estranho o som que vinha dentro do círculo que os adolescentes fizeram. Até que vê o que estava acontecendo.

Um animatrônico igual ao pequeno que havia se esbarrado nela estava no meio, seus pratos estavam no chão, quebrados. Um de seus braços estava faltando e pequenas faíscas saíam dos fios de onde antes estava o braço. O pequeno estava desorientado, caminhava de um lado para outro de forma desordenada, a qualquer momento iria tropeças em suas seis pernas e ir ao chão.

E os adolescentes ficavam o cutucando, querendo que isso acontecesse, rindo de tudo.

Sharon sente a raiva subir.

Pisando forte, fica atrás dos adolescentes:

—O que pensam que estão fazendo? –fala com a voz mais autoritária que consegue, cruzando seus braços.

Os adolescentes congelam por um momento, parando de rir. Lentamente, eles se levantam e a olham, olhares de criança sendo pega no flagra.

Porém seus olhares mudam ao ver Sharon, que apesar de claramente ser uma funcionária do Pizzaplex, era menor que eles e parecia ser mais fraca. Isso os faz encherem o peito com uma atitude superior.

—Ora, olha só o que temos aqui? Você seria o que? –o maior deles ri:

—Sou uma funcionária do Plex, e pelo que vejo o que vocês estão fazendo é depredação de propriedade. Podemos lhes processar por isso. –ela não perde a compostura nem um pouco.

—Ah, por que se preocupar com isso? É apenas um robô pequeno que não vai fazer falta. –o outro adolescente fala, fazendo os outros dois rirem.

Aquilo a faz ficar ainda mais raivosa, porém teria que se controlar, não poderia agredir um cliente, mesmo que ele esteja fazendo merda.

—Cada robô é uma peça importante neste estabelecimento, então sim, vai fazer falta. –ela se vira para o Bot de Segurança –Pode chamar os guardas para retirar esses jovens? Vamos usar as câmeras de segurança para provar o vandalismo e mandar um processo cobrando os reparos, que não são baratos.

—Você não…

—Eu sim. –ela o encara, sorrindo.

Grande erro de sua parte.

O maior dos três dá um berro e desfere um soco diretamente no rosto dela, que não esperando o ataque, vai ao chão.

—Sua vadia! Não vou deixar que você faça isso! –ele se prepara para ir pra cima dela, que se vira para ele do chão e fica ajoelhada em sua frente, sua testa tocando o chão, tremendo.

Até que os três adolescentes dão um berro e vão ao chão, tendo alguns espasmos.

O Bot de Segurança estava com seu dedo apontado para os três, da ponta de seu dedo saíam três fios que estavam conectados nos peitos dos adolescentes. Aquilo era um tazer. Um Faztazer™.

Sharon continuava na mesma posição no chão, tremendo e balbuciando algo.

Algo fica cutucando sua cabeça, até que lentamente ela a levanta, se dando de cara com os dois pequenos animatrônicos, eles se mexiam de forma que demonstrava nervosismo.

Devagar, ela se senta no chão, sem tirar os olhos deles. Fica os encarando por algum tempo, sem saber ao certo quanto, porém de alguma forma, era reconfortante olhá-los.

Ela estende as mãos para o pequeno sem um braço, e com todo cuidado possível o pega, realmente, ele cabia nas palmas de suas mãos. Ela o traz mais para perto de seu peito, como um abraço. E continua assim por mais uns instantes, até que uma mão surge a sua frente, o Bot de Segurança a encarava.

Ainda segurando o pequeno, ela aceita e se levanta. O Bot faz um beep.

—Estou bem, só um pouco… Abalada. –ela fala, o Bot então aponta para o rosto dela –Ah, o soco? Nem está doendo. Tá tudo bem. –o pequeno se ajeita nos braços dela –É melhor eu ir ver logo o Bot que preciso consertar, talvez eu consiga também te ajeitar.

O outro pequeno bate seus pratos, chamando sua atenção.

—Que houve? Sabe onde está o Bot?

O pequeno dá um pulinho e começa a andar. Sharon vai atrás com o Bot de Segurança.

O pequeno passa pela grande estátua da entrada e se encaminha para o outro lado, sumindo quando desce alguns degraus do que parecia uma pista de dança.

Sharon desce na pista de dança, o pequeno havia parado na frente de um palco.

—Ué, isso é uma pista de dança, não um dos escritórios que eu posso usar. –ela fica de frente para o pequeno, ficando de costas para o palco –Preciso ir onde está o escritório.

O pequeno estende seus braço na direção dela, que fica confusa por um instante.

Até que entende o que era aquele gesto.

Ele queria que ela carregasse ele também.

—Você não sabe onde é o escritório e está sendo preguiçoso né? –o pequeno bate seus pratos –Parece uma criança. –ela ri.

Até que sente uma presença atrás de si.

Lentamente, se vira.

E paralisa.

Havia um enorme rosto na sua frente, e quando falo enorme, era enorme.

O pequeno no chão bate seus pratos, animado.

O que estava nos braços de Sharon também se move.

Uma mão gigantesca surge ao lado do rosto, se movendo lentamente na direção de Sharon.

A mão estava chegando perto.

E mais perto.

Ela revira os olhos.

Seu corpo cai duro no chão da pista.

Havia desmaiado.

Sharon acorda assustada.

O que foi aquilo?! O que era aquele rosto gigante?!

Um pequeno rosto surge em sua frente.

—O que caralhos foi aquilo? –ela fala, o pequeno bate seus pratos de forma raivosa, provavelmente pelo linguajar dela –Tá tá, me dá um desconto, acho que eu caindo no chão deve ter zoado meu ombro de novo. –ela levanta, massageando seu ombro esquerdo. Olhando ao redor vê que estava em um lugar totalmente diferente de antes –Aqui é… O escritório? Como eu vim parar aqui? Você me trouxe?

O pequeno nega com a cabeça.

—É, é uma ideia meio idiota… Oh, o Bot está aqui! –ela vai até o Bot que estava desligado em um canto, avaliando o estado dele –Não parece ser um problema tão grave. Só vou precisar da minha caixa e… Onde está a minha caixa?

O pequeno dá de ombros.

—Acho que ficou lá na entrada. Vou ir lá pegar.

Ela vai até a porta e a abre.

E se depara com o rosto que a fez desmaiar obstruindo a saída.

Ela fecha a porta e se escora nela, como se isso fosse impedir do que quer que estivesse do outro lado de entrar.

—MAS QUE PORRA É ESSA?! –ela berra. O pequeno bate os pratos, raivoso –TU VIU AQUILO?! POR QUE ELE TEM DENTES DE PIANO?! E ELE TEM UMA CARTOLA E TÁ USANDO HEADPHONES, É ISSO MESMO?! –o pequeno bate mais vezes seus pratos. Ela respira e tenta se controlar um pouco, se virando e abrindo a porta de novo.

O rosto ainda estava ali, a encarando.

Ela fecha de novo e se escora novamente na porta.

—ELE DEFINITIVAMENTE USA HEADPHONES COM CARTOLA! –o pequeno vai até a frente dela e bate seus pratos –O QUE FOI?!?!

Mais algumas batidas.

—O que você quer?! Tem um bicho gigaenormico esperando pra me espremer atrás dessa porta!

O pequeno nega com a cabeça e indica o sensor da porta.

—Abrir?! Não! Eu vou ficar aqui a partir de hoje! Nunca mais saio!

Isso faz o pequeno fazer um movimento como se estivesse suspirando. Ele se dirige ao computador de uma das mesas.

—Espera, o que você está fazendo? –ela arregala os olhos enquanto ele digita com seus pés, até que surge algo na tela.

Sharon sai da porta e se aproxima do computador, lendo o que havia na tela.

—“Disc Jockey Music Man”? Esses esquemas… Está me dizendo que o colosso ali fora é esse tal de Music Man? Ele é… Um anfitrião? Ele toca música?

O pequeno afirma com a cabeça.

—Ele não quer me esmagar como um inseto?

Isso o faz bater seus pratos com raiva, sinalizando que a ideia era absurda.

—Não me diga que… Foi ele que me trouxe aqui?

O pequeno afirma com a cabeça.

—Ah droga, agora to me sentindo mal. –ela suspira, sentindo toda a adrenalina que havia sentido se esvaindo. Devagar, se vira para a porta e vai até ela, se preparando para encarar o rosto que a assustou três vezes. Ela abre a porta e encara.

Não havia nenhum rosto.

—Pera, cadê ele? –ela pergunta, saindo do escritório e finalmente podendo ver onde estava. Parecia um depósito de máquinas arcades. Se encaminhando para a esquerda, vê um longo corredor, e já na metade dele, finalmente pode ver como era o grande animatrônico que a assustou.

Seu corpo lembrava um pouco uma aranha, porém ele tinha apenas seis braços, aos quais utilizava de forma cuidadosa para se locomover pelo corredor, sem danificar nenhum arcade.

—E-Espera! –ela chama, indo atrás dele.

Ele para. Sua cabeça vira para trás, vendo quem o havia chamado.

Cuidadosamente, ele começa a virar seu corpo inteiro, ficando de frente para Sharon, que havia parado quando ele começou a se virar.

—Você… É o Disc Jockey Music Man né? O que faz música? –Sharon quase se estapeia por ter perguntado algo tão óbvio. Ela havia acabado de ver os arquivos dele!

O animatrônico faz um som que parecia desaprovação.

—O que foi? Não é o seu nome? –ela dá um passo para trás.

O animatrônico abaixa sua cabeça até o chão, e em seus olhos espelhados aparecem duas letras.

—D-J? Espera… DJ? Você prefere ser chamado de DJ, é isso?

As letras são substituídas por uma imagem de um joinha.

Que maneira interessante de comunicação.

—V-você não consegue falar? Por isso está se comunicando pelos olhos?

Dessa vez, uma de suas mãos se move para a frente, fazendo um joinha.

—Maneiro. –ela fala sem pensar, fazendo DJ fazer um som estranho, até que ela identifica que aquilo era uma risada –É a verdade, não tinha visto nenhum Bot se comunicar assim ainda, e também não do seu tamanho… Inclusive, me desculpa por antes, eu me assustei mas não deveria ter sido rude.

Ele estende a mão, e antes que Sharon pensasse em reagir, ele faz carinho na cabeça dela.

—Isso quer dizer que você me perdoa? –ele aprova com a cabeça, fazendo-a sorrir –E obrigada por me trazer aqui. Com certeza eu me perderia e demoraria muito pra achar o escritório e… Ah é, minha caixa de ferramentas… –DJ fica com a cabeça de lado, surgindo pontos de interrogações –Deixei ela lá na entrada, e sem ela não consigo consertar o Bot. E eu meio que não sei onde tô, então podemos dizer que to perdida. –ela solta uma risadinha.

DJ Music Man pensa por um momento. Seria difícil ele explicar o caminho para ela. Poderia pedir para um dos Mini Music Man, porém lhe surge uma ideia melhor.

Ele leva uma de suas mão ao chão, deixando a palma para cima. Sharon encara confusa, até que ele mostra dois emotes, uma pessoa pulando e uma mão.

—Você… Tá querendo que eu suba? Tem certeza?

Ele confirma com a cabeça.

—O que tem a ver eu subir com eu voltar pra entrada pra pegar minha caixa? –ela pergunta, enquanto subia na mão do animatrônico.

Quando vê que ela estava segura, ele levanta e começa a andar, assustando a pequena.

—P-p-pera, você não tá… –os dois chegam a um túnel escuro que ficava acima do final do corredor –Você não vai né?

Ele leva uma de suas mãos ao seu headphone, uma música começa a tocar, e o túnel se acende com LEDs, que demonstram que aquele túnel era extenso.

DJ Music Man adentra o túnel com Sharon em sua mão, a mantendo perto de seu corpo, segura, enquanto navegava pelo túnel.

—Você foi! –ela berra, se segurando em dos dedos dele como se aquilo dependesse a vida dela.

No início, ela queria ficar berrando de medo, como uma forma de fazer com que o medo passe, mas não o faz. Entretanto, com o tempo passando, ela continuando na mão do animatrônico e a batida da música continuando, aos poucos o medo que sentia começa a passar, até mesmo começa a mexer a cabeça com o ritmo da música, e quando constata que o DJ não ia a deixar cair, a tensão que sentia diminui e se deixa olhar ao redor.

O túnel era projetado para que o DJ Music Man se locomovesse, tendo espaço suficiente para ele estender as pernas e caminhar. Os LEDs não conseguia dizer o por que, talvez ele não tenha visão noturna, porém não podia negar que aquilo tudo era até que divertido, parecia que estava em uma montanha-russa com uma balada tocando de fundo.

Porém o passeio não durou muito, pois já vê uma luz no final.

Os dois chegam ao final do túnel juntamente com o final da música, parecia que ele havia calculado aquilo tudo.

Ele abaixa a mão e Sharon desce, vendo que estavam na pista de dança, onde viu o animatrônico a primeira vez.

—Isso… Foi assustador, mas incrível! É assim que você anda pelos locais? Isso tá conectado por todo o Fazcade? Tem outro lugar que você pode ir? E que música era aquela? Ela é demais! –ela não consegue segurar toda a excitação que sente, quase pulando no mesmo lugar como uma criança.

DJ Music Man faz um movimento, ele estava rindo.

—Você é incrível! Por que eu não te conheci antes? –isso o faz levar a mão para sua cabeça, lhe dando carinho –Vendo agora, você realmente é animatrônico muito fofo, agora me sinto mais culpada por ter feito um estardalhaço quando te vi…

Ele apenas dá mais carinho na cabeça dela, como um sinal para que ela não se preocupasse com aquilo. Porém não poderia ficar ali apenas distribuindo seu amor para a pequena, ela tinha um trabalho para fazer e não queria que ela se metesse em problemas se demorar mais para consertar o Bot.

Ele para com o carinho e a empurra levemente com a mão, mostrando uma caixa em seus olhos.

—Ah sim, a caixa! Eu já volto! –ela sai rapidamente da pista de dança, indo atrás da caixa.

DJ Music Man fica olhando ela procurando o item. Fazia tempo que havia interagido com um funcionário, só via eles quando precisava de manutenção, geralmente ele era deixado sozinho no esquecimento.

Pensando bem, ele não interagiu com nenhum funcionário antes.

Tinha plena consciência que seu tamanho era algo intimidante, e justamente por isso que nenhum funcionário se aproximou dele além do necessário, e ele também não tentou.

Por isso ninguém se importou com ele quando aconteceu o incêndio anos atrás.

—Prontinho! –a voz de Sharon o desperta de seus pensamentos –Então… Como volto pro escritório? Deve ter um caminho normal para chegar lá, mas eu meio que não sei. –a mão do DJ desce, a convidando para subir –Vai ter música? –aparece um joinha nos olhos dele –Bora!

Ela sobe, ele se vira e liga a música, os túneis ligando seus LEDs e ele começa o passeio, enquanto Sharon balançava a cabeça no ritmo da música, dessa vez aproveitando durante todo o percurso.

O dois chegam no corredor onde fica o escritório, e DJ a leva até a porta do escritório.

Depois de descer, se vira para o animatrônico.

—Muito obrigada, foi muito divertido! Mas agora tenho que ir ali arrumar o Bot. –DJ confirma com a cabeça –Também vou dar uma olhadinha naquele pequeno, sabe, o que usa uns pratos? Olhando melhor, ele parece uma miniversão tua com outro instrumento. –DJ confirma com a cabeça –Oh, é isso mesmo? Eles são Mini DJs? –ele faz um gesto de mais ou menos com sua mão –Legal.

A porta abre, o pequeno sai e bate seus pratos, apontando para dentro do escritório.

—Ok ok, estou indo! –ela sorri e entra no escritório. –Hora do trabalho!

Enquanto arrumava o Bot de Segurança, que estava com as rodas tortas, o pequeno ficou um tempo com o DJ Music Man, parecia que os dois estavam se comunicando, até que quando ele finalmente entra no escritório, encara Sharon por um momento.

—Prontinho, rodas reguladas! –ela se levanta, orgulhosa pelo trabalho. Com cuidado, religa o Bot, e após alguns testes simples, constata que ele estava pronto para voltar ao trabalho. -Certo, agora vamos ver o que posso fazer por esse pequeno…

Ela se aproxima do pequeno que estava quieto encima da mesa, ele estava com a mão por cima do braço arrancado.

—Por acaso tem os esquemas de vocês no computador também? –ela pergunta para o outro, que parece pensar por um momento até que sobe na mesa e digita, surgindo os esquemas dele na tela –“Wind-Up Music Man” ou “Lil Music Man”, esse é o nome de vocês? Mini Music Man ficaria melhor. –ela cruza os braços, o pequeno bate os pratos, parecendo concordar –Mas interessante, vocês são uma espécie de brinquedo de dar corda, só que ela dura muito tempo. Além de ter todos os componentes de uma IA avançada. Esse pessoal da Fazbear realmente adora colocar inteligência artificial em tudo. –olha com mais cuidado os esquemas –Parece ser simples de consertar seu amigo, os encaixes são parecidos com os dos STAFF Bots, só tenho que tomar cuidado ao reconectar os fios.

Sem desperdiçar mais tempo, Sharon avista uma caixa com as partes extras dos Minis e pega os instrumentos necessários para arrumar o pequeno.

Enquanto arrumava, o Mini Music Man que estava inteiro vê que ela usava um Fazwatch, e se comunica com o DJ Music Man, que ainda estava do lado de fora do escritório, esperando. Rapidamente entrando os dois em concordância, o Mini vai até Sharon.

—Acho que é isso, só eu colocar essa peça de volta e você estará inteiro. Seria bom alguém do TI olhar você também, por causa da desorientação. –ela explica –Posso pedir pra você? –o Mini agora consertado concorda com a cabeça.

Sharon rapidamente digita em seu Fazwatch e manda a mensagem, até que vê o outro Mini encarando seu Fazwatch.

—Hã, tudo bem? Precisa que eu te cheque também?

E o Mini Music Man dá um salto e sobe em seu braço, fazendo-a soltar um berro e dar alguns passos para trás. Ela quase começou a balançar o braço loucamente, porém se controla.

—O-o-o que você está fazendo? –ela arregala os olhos ao ver ele largar um de seus pratos e tirar a luva que utilizava, e com sua mão metálica, começa a mexer no Fazwatch –E-e-ei, isso não é um brinquedo! –o dedo do Mini se estende, formando uma forma nova, e ele o insere no Fazwatch, fazendo Sharon quase ter um troço –Por favor, eu preciso do Fazwatch!

O Mini Music Man retira seu dedo do dispositivo e pula de volta a mesa, colocando calmamente sua luva de volta.

—O que foi que você fez? Não quebrou né? –ela começa a mexer freneticamente no Fazwatch, vendo que estava funcionando normalmente –Huh? O que foi que você fez?

Um barulho fora do escritório chama a atenção. Ela abre a porta e se depara com o DJ Music Man.

—Oh, ei DJ, está há muito tempo esperando? –seu Fazwatch bipa e ao olhar, vê uma mensagem desconhecida.

Não :D

—Espera… É você? –ela aponta para ele, lendo que quem havia mandado a mensagem era identificado por “DJ”. Ele concorda com a cabeça, contente.

Esse canal é um dos que uso com os pequenos, concordamos em utilizar para conversar com você.

Sharon encara o Fazwatch por um momento.

—Você… Quer conversar comigo?

Sim :D

—Tem certeza? Eu sou uma pessoa bem chata e não sei interagir bem, na real, acho que só tive dois amigos em toda minha vida e…

Tenho certeza. Quer ser minha amiga?

—S-sua amiga? Você quer?

Sim :D

Ela sorri vendo o emote, havia imaginado que ele era fofo, mas só por ele utilizar os emotes de cara feliz, a fez achá-lo ainda mais fofo.

—Adoraria.

Não se esqueça da gente!

Ela olha para o Mini Music Man, que batia seus pratos.

—Claro, vocês também!

Todos comemoram.

Só tem uma coisa importante que devemos saber.

DJ a encara.

Qual é o seu nome pequena?

O apelido faz ela rir.

—Que rude de minha parte, saber o nome de vocês e nem me apresentar! –ela se ajeita e sorri ainda mais –Me chamo Sharon, é um prazer conhecer todos vocês!

Um dia após conhecer DJ Music Man e os Minis, Sharon adentra o Pizzaplex, checando sua lista de tarefas. Desta vez havia poucas tarefas, a maioria sendo checagem de STAFF Bots.

Enquanto se encaminhava para o vestiário, recebe uma mensagem do DJ Music Man.

Olá pequena! Como vai seus machucados? Desculpe por não poder ter ajudado nos primeiros socorros.

Isso a faz sorrir.

Não se preocupe, já está tudo bem, só tenho uma bandagem na bochecha, tirando isso, tudo ótimo!

Ela manda a resposta.

—Superstar? –uma voz chama sua atenção. Ela olha e vê Freddy e Chica juntos –Oh, oi Freddy! Oi Chica! Eu estava precisando conversar contigo Freddy, é algo meio que eu deveria ter feito antes, mas você sabe como eu sou e… –Freddy rapidamente chega na frente dela e a interrompe colocando suas mãos em cada lado do rosto dela.

—O que aconteceu com seu rosto Superstar?!

—Ah, isso? Uns adolescentes ontem estavam vandalizando o Fazcade e eu parei eles, mas não sem antes levar um soco, mas não se preocupe, já tem uma denúncia e relatório sobre isso e… –os olhos de Freddy ficam azuis e uma luz cobre ela –Pera, você me escaneou?

—Scan completo. Inchaço na bochecha direita e laceração nas costas, perto dos ombros. –ele recita o diagnóstico –Superstar você está ferida! Precisa de primeiro socorros!

—Definitivamente você me escaneou… –Sharon suspira –Primeiro, eu já cuidei de tudo, não preciso de primeiros socorros. Segundo, você não pode sair escaneando as pessoas sem o consentimento delas!

—Mas o seu rosto…

—Só coloquei essa bandagem para não terem que ficar olhando pra minha cara roxa, já cuidei de tudo, não precisa ficar superprotetor pra cima de mim.

—E seus ombros?

—Acidente em casa. –o olhar que ela lança para Freddy faz Chica dar um passo a frente.

—Freddy, se ela diz que já está tudo certo, não precisa se preocupar mais. –Chica intervém.

—Mas ela…

Freddy. –o tom de Chica o faz se calar e abaixar a cabeça, as orelhas caindo –Você mencionou que clientes fizeram isso? –ela se dirige a Sharon.

—Sim, uns adolescentes que estavam quebrando um dos Mini Music Man. Fui parar eles, mas não inspiro muita autoridade. –ela ri.

—Conheceu um dos Minis?

—Sim, e eles são muito fofinhos, ficam batendo o prato quando converso com eles, e eles são… Mini! –ela tenta explicar com as mãos, fazendo Chica sorrir.

—Mas você ser agredida é inadmissível. Quando ver algo assim acontecendo, chame qualquer um dos Glamrocks, sabemos como lidar com situações assim, não desmerecendo os Bots de Segurança, mas a gente meio que inspira mais “autoridade” que eles. Pode fazer isso? –ela segura as mãos de Sharon.

—Qualquer um dos Glamrocks? Eu só conheço você e o Freddy.

—Qualquer um, Monty e Roxy jamais ignorariam um pedido de ajuda, mesmo que não te conheçam, juro.

—Ok, se acontecer de novo eu chamo vocês. –Chica solta as mãos dela, feliz que estavam de acordo. Freddy só olhava as duas de trás –Preciso ir, tenho que ir pro vestiário me arrumar para o trabalho.

—Claro! Por acaso, gostaria de cozinhar algo comigo durante seu intervalo?

—Seria incrível! Mas tenho que ir, até mais! –ela acena para os dois, caminhando rápido em direção aos vestiários da creche.

Chica se vira para Freddy.

—Por que você a deixou ir? O que eu vi no meu scan, aquilo não pode ter sido um acidente. –Freddy a encara.

—Com o tempo que passei com ela, pressioná-la vai só fazê-la se fechar. Ela que tem que se sentir segura para se abrir, dando uma de Super Freddy não vai ajudar, ela não é aquele garoto. –Chica o fita –Também estou preocupada com ela, só que temos que ir com cuidado.

—Você acha que…

—Tenho minhas suspeitas, mas só ela pode dizer se é ou não. –os dois olham por onde ela havia saído.

—Tem alguma maneira de eu calar a boca do meu Fazwatch? –Sharon bufa, seu Fazwatch avisando que havia uma nova mensagem pela décima vez.

—Não, eles querem que ouçamos os avisos. –Kyle, o mecânico dos Glamrocks, ri –Quem é que tu irritou para ficar te mandando tanta mensagem? Ou será que é alguém que está afim de ti?

—Cala a boca, eu tenho namorado. –ela o encara com reprovação.

—Ah sim, o famoso Alan. Inclusive, quando que ele vai vir te visitar no trabalho? Do jeito que tu fala dele, ele deveria fazer essas breguices.

—Não é breguice. E ele trabalha também, é difícil ele conseguir folga para vir aqui.

—Então você vai ver ele no trabalho quando faz as entregas? –ele faz uma cara safada.

—E eu tenho cara de que faria algo assim? –ele a encara por um tempo.

—É, tu é certinha demais pra fazer safadeza. –ela dá um soquinho de brincadeira no braço dele, que ri.

O Fazwatch bipa novamente.

—Eu juro que vou socar a cara do Fazbear! –ela solta um grunhido.

—Por que você quer bater num dos diretores?

—Não os diretores, o urso.

—Pera, é o Freddy que tá te mandando mensagem?

Sim! Ele viu meu rosto quando cheguei e agora não para de perguntar como eu estou! Nem o Alan é tão chato! –isso faz Kyle gargalhar –Para de rir!

—Você devia é ficar feliz que está ganhando toda essa atenção da estrela do Plex, conheço gente que amaria estar no seu lugar.

—Que peguem mesmo! Ele tá torrando minha paciência! –o Fazwatch bipa –Eu vou te jogar na privada e dar descarga! –ele segura o próprio braço e olha com cara assassina para o pobre relógio.

—Apesar de eu estar adorando cada minuto disso, por que não responde ele e pede com carinho para ele parar de mandar mensagem?

—Eu já pedi!

—Pede com mais carinho? –ela fulmina ele com o olhar, que apenas ri.

Com um suspiro, ela abre as mensagens.

Resumindo, a maioria era perguntando como ela estava e por que ela não estava respondendo as mensagens.

—Quanto que vão descontar do meu salário se eu der um tiro de Fazerblaster na cara do Freddy?

—Nem pense, lembra do Boris? –isso a faz bufar mais.

O elevador do camarim de Chica abre, a mesma surgindo.

—Olá, me chamaram? –ela praticamente cantarola enquanto desce as escadas –Oh, você está aqui também Sharon!

—Yo. –ela dá uma aceno.

—Para o que precisam de euzinha? –o Fazwatch bipa.

—Eu vou te jogar do terceiro andar! –Sharon berra com o aparato.

—Gente, pra que tanta violência?

—Por isso te chamei. –Kyle se levanta e vai até Chica –Ela precisa descansar um pouco, e também de uma ajuda pra o Freddy parar de mandar mensagem.

—Quê? O Freddy que está mandando mensagem? –mais um bipe do Fazwatch e os sons de alguém querendo assassinar outro ser vivo –Vou resolver isso agora.

—Valeu. –Kyle se encaminha até Sharon, que estava bufando –Vamos lá sua nanica, vai lá fazer uns doces com a Chica, e lembre-se de trazer uns pro seu amigão.

—Vou te trazer migalhas, isso sim. –isso arranca algumas risadas dele. Ela se levanta e vai até Chica –Bem, te vejo depois.

—Até! –ele acena enquanto as duas se encaminham para a porta do camarim.

—Certeza que é uma boa irmos por aí? –Sharon aponta.

—Você está comigo, não há problema algum! –as duas entram no elevador –Prontinho, problema resolvido!

—Qual deles? –ela pergunta com um sorriso.

—O do chato do Freddy. Já mandei ele pastar, ele não vai mais mandar mensagens por hoje. –os elevador abre, as duas adentram o camarim.

—Meus ouvidos agradecem, se continuasse, eu teria trauma do bipe do Fazwatch. –as duas riem enquanto saem do camarim e se encaminham para a cozinha –O que vai ser hoje?

—Que tal aqueles pãezinhos recheados?

—Perfeito.

Durante o trajeto, foram paradas algumas vezes por alguns fãs querendo fotos ou abraços da animatrônica, que retribuiu com felicidade.

Quando enfim chegam à cozinha, são agraciadas com Chef Bot e Annie no meio de uma discussão.

—Já disse, não é tão fácil assim! –Chef Bot fala.

—É tão difícil assim colocar uns ingredientes numa panela? –Annie rebate.

—É sim! Eles precisam ter harmonia entre si! Meu trabalho seria bem mais fácil se eu ao menos tivesse uma boca!

—Hã, o que está acontecendo? –Sharon pergunta, os dois a encaram.

—Chef Bot está sendo preguiçoso e não fez ainda um novo prato para o menu. –Annie bufa, cruzando os braços.

—Preguiçoso?! Eu não sou preguiçoso! Será que você não entendeu que eu precisaria ter papilas gustativas para ao menos saber se o prato ficará bom?! Eu não posso ser a vergonha da profissão! –ele quase berra.

—Espera, se você não sente o gosto das coisas, como sabe que a comida que está saindo daqui está boa? –Sharon se mete.

—Porque eu não sou a vergonha da profissão. –ele cruza os braços.

—E como isso é uma justificativa?

—Porque eu sou o Chef Bot.

Aquilo não chegaria em lugar algum.

—Não seria algo de extrema importância o Chef Bot poder sentir o gosto das coisas? –Sharon pergunta, olhando Annie.

—Bem, agora que você mencionou… –ela fica pensativa –Posso até solicitar para os diretores, com certeza seria algo positivo isso, mas não é algo difícil de se fazer?

—Talvez? Teria que ver como implementar, e eu não sou uma especialista, isso vai além do que mexer em alguns parafusos, teria que mexer até na programação dele, então é com o Rick isso.

—Hmm, bom saber. Vou solicitar uma reunião com ele e os diretores, pode ser que consigamos chegar em alguma solução. Já faz uma semana que ele está me devendo um prato. –ela olha de forma acusatória pro Chef Bot, que faz um movimento com a mão imitando ela falando, gerando um olhar assassino da loira –Mas o que vocês estão fazendo aqui? Não tem nenhuma entrega para ser feita.

—Oh, eu convidei a Sharon para cozinharmos juntas hoje durante o intervalo dela! –Chica responde, feliz.

—Sem me consultar?! –Chef Bot berra.

—Podemos?

Os dois animatrônicos se encaram por um momento.

—Tá, façam naquele canto, e limpem tudo que usarem! –ele aponta para uma bancada em um canto, perto do Bot que alguns dias atrás estava girando, e que continuava girando naquele momento.

—Hã, ele está bem? –Sharon aponta para o Bot.

—Sim, o Zeta está no intervalo dele, apenas ignorem. –as duas concordam. O tablet que Annie carregava consigo bipa.

—Preciso ir, boa sorte pra vocês, me separem um pedaço do que fizerem, por favor? –ela fala ao ver a mensagem.

—Claro! –Chica concorda e Annie sai rapidamente da cozinha.

Chica e Sharon se encaminham para a bancada que Chef Bot indicou, se preparando para fazerem deliciosos pãezinhos.

Enquanto ficavam conversando sobre assuntos diversos, não notam que estavam sendo observados por alguém do outro lado da parede.

Rascunho do encontro com o DJ

Notas finais
Faço alguns desenhos de ideias do que vai ocorrer nesta fanfic, se quiser ver alguns spoilers ou desenhos fofos, tem meu instagram ou tumblr, porém eles são em inglês: https://www.instagram.com/cr4zy_void/ https://crazy-void.tumblr.com/ Ou se quiser ver apenas sobre o Bots and pizza, recomendo meu deviantart, nesta pasta que tem tudo em português: https://www.deviantart.com/dark-shitsuji/gallery/83769672/bots-and-pizza-pt-br Até o próximo capítulo!