Born To Be Somebody
1 Eu, Scooter e a detenção
Notas iniciais
Eu sou Allison Monroe, mais conhecida como Sunny. Eu tenho 17 anos e sou uma típica garota americana. Eu nasci em Winsconsin e morei lá por um bom tempo, até que o meu pai tomou um chá de sumiço e nunca voltou. Então, minha mãe resolveu se mudar para Los Angeles, Califórnia, em busca de um trabalho melhor. Eu não queria ter mudado, quero dizer... Na época, eu era uma garota de dez anos que muito tímida que estava muito feliz com uma única amiga, a melhor avó de todas. Nós sempre fomos muito grudadas e eu era muito mimada por essa tal avó. Porém, eu não tinha nenhum poder se quer naquela casa, então eu não tive escolha.
Minha mãe nunca foi àquelas mães presentes. Então, eu e o meu irmão, Jesse, que é 4 anos mais velho que eu, tivemos que nos virar sozinhos. Bom, meu irmão nunca foi um poço de inteligência, então eu tive que me virar sozinha. Os anos foram se passando e eu fui me soltando mais, conseguindo minhas primeiras amigas, Maddie e Selena. A gente estudou juntas desde que eu me mudei, mais elas tinham as amigas delas, então eu não chegava perto. Mais, dois anos depois de eu me mudar, as amigas delas mudaram de escola, sobrando apenas eu e elas. Então, na aula de teatro (uma de minhas paixões), a professora resolveu fazer um exercício em duplas para a gente se conhecer melhor, e então me colocou com a Maddie. Desde então, nós estamos sempre juntas. Depois a Selena se juntou a nós e somos inseparáveis.
Bom, minha mãe havia transformado uma de suas “colegas de trabalho” em “amigas de infância”, então eu tive que aturar seus filhos Joe, Nick e Kevin. Não que eles não fossem legais, e sim porque eu tinha que fazer tudo com eles e eu já estava me cansando de ver aquelas caras.
Um dia eu resolvi começar a trabalhar, eu sei que eu ainda tinha 15 anos, mais sempre que eu pedia alguma coisa minha mãe sempre dizia a mesma coisa.
— Mãe, eu tava andando no shopping com as meninas e eu vi uma blusinha tão fofa, me dá dinheiro pra eu comprar ela?
— Claro... que não. Você acha que o meu dinheiro nasce em árvore?! Se você quer comprar alguma coisa, começa a trabalhar e compra.
Então, eu tomei a decisão que eu vou trabalhar. Daí, ela não vai poder reclamar. Mais o problema é: Eu vou trabalhar em o que? Quem seria louco de contratar uma adolescente com os hormônios a flor da pele? Bom, pensei em várias opções:
1º. McDonalds: ótima opção, porque quem trabalha lá ganha hambúrguer de graça =d
2º. Ser atriz: bem legal, mais o difícil é conseguir fazer sucesso =\\
3º. Ser cantora: muito legal, mais também é difícil fazer sucesso =\\
4º. Não tenho quarta opção u.u
Então? O que farei? Quer saber? Eu vou mandar currículo para tudo e o que aceitar e pagar razoavelmente bem, eu topo.
Semanas e mais semanas se passaram e nada. Então, continuei minha vida.
Acordei, fiz minha higiene matinal e coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/going_school/set?id=40986340
Porém, num dia totalmente normal de aula, quando eu estava na sala da velha bruxa, quer dizer, da professora Minerva, meu celular toca. Eu nunca fui um exemplo de aluna, e eu ficava de detenção toda semana, mais eu nunca repeti o ano e nem nada disso. Bom, como um não estava afim de prestar atenção mesmo, e ela ai me mandar pra diretoria por espirrar e contaminar o ar com os meus germes (ela já deu aula pro meu irmão... ás vezes eu acho que ela ta me punindo por causa dele) enfim, eu atendi.
— Alo?
— Alo, eu gostaria de falar com Alison Monroe.
— É ela, quem gostaria?
— Aqui é o Scooter Braun – na verdade, eu nunca tinha ouvido falar desse tal Scooter ai
— Quem? – nesse momento, todos da sala riam de mim
— Senhorita Monroe, quer desligar esse bendito celular e prestar atenção na minha aula? – disse a professora com as mãos na cintura
— O seu num sei o que, peraí só um minutinho – eu tirei o celular da orelha e olhei para a professora que não gostava de nada disse, enquanto toda a sala se segurava para não rir – Professora, olha eu to tentando descobrir quem é esse cara que ta me ligando, a senhora poderia me dar licença? – disse, colocando o celular de volta na orelha, enquanto via a professora assinar a minha detenção
— Eu não queria te trazer problemas, eu só... – senti a voz dele sumindo
— Não, tudo bem. Só que tem alguém aqui que não dormiu direito e só tava querendo um motivo pra me dar detenção – eu disse, vendo a Sra. Minerva me fuzilando
— Bom, se você quiser eu posso te ligar mais tarde. Ou você pode me ligar...
— É melhor eu te ligar, posso pegar seu telefone nas chamadas – eu disse já me levantando para sair da sala para a “detenção diária”
-Tudo bem então, até logo
— Até – disse, desligando o celular
A professora me olhava com uma cara de reprovação, e balançava a cabeça de um lado para o outro, enquanto me entregava um papel com a palavra “DETENÇÃO” bem grande.
— Você já sabe como funciona a detenção, né?
— Com certeza eu sei – disse meio debochando da pose da Sra. Minerva
Claro que toda a sala já tinha se rendido as risadas, porque ninguém segurava mais, eles riam mesmo em alto e bom som. O único problema é: agora todo mundo me conhece pelo meu irmão, que era o pegador gatão da escola (Jesse: http://weheartit.com/entry/18239699) e pelo meu perfeito desempenho na escola, ironicamente é claro.
Bom, já na sala de detenção, eu resolvi ligar para o tal que me fez ir para aquela sala. Minha sorte era que, como eu já ido muitas vezes para lá, o cara que nos vigiava já tinha virado meu amigo, então eu fazia o que eu quisesse.
— Alo? É o Scooter Braun? – na verdade, eu sabia que era ele mais mesmo assim perguntei
— Sim, é ele. Quem é? – o celular dele não tem identificador?! Como ele não sabia que era eu?
— Aqui é Alison Monroe, a garota que você ligou há algum tempo e que levou detenção – estava aquele silencio na sala, e só eu falando
— Ah, sim, é claro... Desculpa-me por aquilo – senti como se ele estivesse envergonhado e continuei
— Bom, então... Por que você me ligou? – eu não fazia idéia do que estava acontecendo
— Pois é já até tinha me esquecido... Bom, eu vi o seu currículo e achei você muito bonita – senti que estava corando
— Muito obrigado. Você sabe... Não é sempre que um estranho te liga e diz que você é bonita – eu não sabia onde colocar a cara, minha sorte é que estávamos conversando pelo telefone.
— Então, eu sou agente de um cantor chamado Justin Bieber – QUEM?? – Ele vai filmar seu primeiro vídeo-clipe e eu gostaria de saber se você quer fazer um teste para participar desse vídeo
— Claro, seria demais – finalmente um emprego – Bom, eu só tenho que falar com a minha mãe, mais com certeza ela vai deixar
— Tudo bem, então fale com a sua mãe e ligue com a resposta – eu estava quase pulando de felicidade, mais eu não podia pular no meio da sala – Até logo
— Até – me despedi e desliguei o celular
Eu estava tão animada que nem liguei de faltar mais 3 aulas para o fim do período. Só queria encontrar a Sel e a Maddie o mais rápido possível para contar a novidade.
As aulas acabaram e, como todo dia eu iria para casa com a Sel, que era minha vizinha.
— Sel, Sel... – corri para tentar alcançar ela, já que a professora Minerva teimou em me manter na sala para ela falar sobre “bons modos na aula” – você não sabe
— O que eu não sei? – ela responde parecendo nada interessada naquilo
— Lembraoqueeutefaleisobretrabalharporqueminhamãopão-duronãomedanada? – eu falei tão rápido que nem eu entendi
— O QUE? – ela simplesmente gritou
— Lembra o que eu te falei sobre trabalhar porque minha mãe pão-duro não me da nada? – tentei falar bem lento para que ela entendesse
— Ah, claro que lembro. Você até tinha as opções – ela abriu um sorriso a me ver sorrindo também – quer dizer que...
— ACHEI UM EMPREGO – eu gritei enquanto nós duas pulávamos de alegria
No caminho de casa eu fui contando tudo o que aconteceu, e ela pareci cada vez mais feliz com isso. Porém, nenhuma das duas conheciam o tal Justin Bieber.
Bom, liguei para o Maddie e contei a novidade. Então, ela correu para a minha casa e ficamos lá conversando.
Quando chegamos em casa, resolvemos procurar na internet o Bieber, e achamos um vídeo dele cantando With You do Chris Brown. Até que ele cantava bem, e até que era fofinho, mais parecia ter uns 12 anos. Uma pena, mais é muito novo pra mim =[ .
Mais, eu não ligo para isso, só queria o dinheiro mesmo. Perguntei para a minha mãe, que super adorou a idéia de eu ter um emprego e administrar o meu próprio dinheiro. E fui lá eu, de novo, ligar para o Braun, dando a minha resposta.
E é claro que enquanto eu falava ao telefone, elas gritavam atrás de mim perguntando se tinha alguma vaga para elas.
Mais não é que elas se deram bem. O Scooter disse que elas poderiam ir ao teste e até poderiam ter um pontinha no clipe.
Os testes começariam em dois dias e eu estava muito ansiosa. Até fiquei sem dormir imaginando como seria fazer o clipe e até se esse Justin num sei o que poderia se interessar, afinal eu não era feia.
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