Borboletas do Arco-Íris
24 Pinkie Pie - Sexo e Shipper
Notas iniciais
6:45pm
– Twi? — pergunto assim que ela atende.
– Oi, Pinkie. — ela diz com a voz arrastada.
– Caralho garota. Você não parece nada bem.
– Tô ótima, tá?
– Não tá não. E eu liguei exatamente para isso. Eu e umas amigas combinamos de ir a uma ótima balada no centro, e eu queria ver se você...
– Não. — ela me interrompe.
– Nossa, nem deixou eu terminar.
– Você tá com esses planinhos pra juntar eu e a Shimmer de novo que eu sei.
– Claro que não sua louca. Só quero levantar seus ânimos. A Sun não vai, juro.
– Não tô com cabeça pra isso.
– Para de graça que você vai sim. 20:30 tô aí e não aceito um "não" como resposta — desligo antes que ela possa responder.
Em seguida, ligo para Rainbow Dash. Ela demora muito para atender.
– Alô? — ela pergunta, depressiva como tava.
– Rainbow! Você vai com a gente né?
– Pinkie, não vou... Você sabe, não tô com cabeça pra isso.
– Ah qual é, Rainbow. Eu vou passar aí...
– Nem perca seu tempo — ela interrompe — Eu não vou e pronto.
Como sei que Rainbow é cabeça dura, não insisto.
– Tá bom. Mas não diga que sou uma péssima amiga — digo emburrada.
Ela ri sem graça.
– Você não é.
Depois que termino de falar com Rainbow, ligo para Fluttershy.
– Flutter, sinto muito, a Rainbow não vai.
– Ah. Eu imaginei que algo assim aconteceria. — diz ela triste — Mas obrigada mesmo assim.
– Mas você vai né?
– Desculpe Pinkie, mas eu iria por ela. Mas como ela não vai...
– Entendo. Vai que da próxima...
Eu não ia nem ligar para Rarity ou AppleJack. Rarity era viciada em baladas e arrastava Apple junto sempre. Então eu sabia que elas estariam lá na hora marcada. Se não antes...
8:30pm
Paro meu carro na frente da casa de Twi, onde esta me espera prontinha. Ela estava linda: Um vestido não muito curto e não muito longo de caimento perfeito que combinava muito bem com ela e os cabelos presos em um coque de dar inveja.
No banco de trás, Rarity e Applejack não paravam com o fogo no cú de sempre, ameaçando aquelas mãos bobas para as partes íntimas e com aqueles olhares safados. E elas ainda achavam que eu não tava vendo...
Abro a porta para Twi entrar no banco do carona, o que ela faz, como uma perfeita lady. Coloco uma música qualquer no rádio bem alto, e seguimos para a boate em grande estilo: cantando como 4 bêbadas, embora não tivéssemos bebido ainda.
A boate era grande e estilosa, com direito a salão de jogos no segundo andar e banheiros espaçosos o suficiente para trepar a vontade. Logo nos separamos: Rarity e Applejack de um lado — provavelmente para o banheiro -, Twi e eu para o outro — a pista de dança.
No começo dançamos como adolescente comportadas, como se fosse uma festa de aniversário da sua mãe.
10:00pm
– Twi espere aqui, preciso resolver algo. — digo me afastando.
– Tá bom...
Procuro na multidão, certa que a acharia. Mas a pista é grande, então é difícil ver todos os rostos. Pego meu celular e mando uma mensagem simples, apenas um "cadê você?". A resposta não demorou, um simples "no bar". Vou direto para lá.
Os cabelos curtos tingidos do azul inconfundível e os óculos gigantes de cor roxa me fizeram vê-la bem antes de chegar ao bar. Vou diretamente até ela, e a cutuco no ombro.
– Mas já tá bebendo?
Ela solta uma risadinha e nega com a cabeça. Arranco seu copo de sua mão e deixo sobre o balcão.
– Então, tá tudo certo?
Antes de responder, teimosa, ela dá um longo gole em sua bebida e se vira para responder:
– É só dizer quando, chefia.
11:30pm
Subo até o local onde o DJ se encontrava, seguindo Vinyl. Vinyl vai até seu ouvido e sussurra algo. Ele assente com a cabeça, parando a música gradativamente. Vinyl me dá as honras, e pego o microfone.
– Eu sei que a maioria aqui não me conhece — começo, e Vinyl dá uma risadinha — Ou sim. Mas a única pessoa que eu preciso que me conheça, não pertence a mim. Não tô bolada com isso, pelo contrário. Eu quero que ela entenda que o destino vai fazer de tudo para ela ficar com quem deve. Então tenho um recado para ela: ame. Apenas isso, e o tempo se encarregará do resto.
Faço sinal para Vinyl, e a música que escolhi começa: "Waiting for Love", do Avicii, Martin Garrix & John Legend.
Where there's a will, there's a way kinda beautiful
And every night has it's day, so magical
And if there's love in this life, there's no obstacle
That can't be defeated
Assim que a música começa, desço até a pista para procurar por Twilight. Ela se encontra no meio da multidão, e não me vê. Não me aproximo, e só acompanho sua reação. Ela começa a dançar, mesmo que ainda tímida.
For every tyrant to tear upon the vulnerable
In every lost soul, the bones of the miracle
For every dreamer, a dream we're unstoppable
With something to believe in
Ela começa a chorar no refrão, e vejo que eu atingi finalmente seu ponto sensível. Ela sabia que não deveria ficar comigo. Ela sabia que amava Sunset muito mais do que me amava. Ela sabia que estava fazendo tudo errado.
Monday left me broken
Tuesday I was through with hoping
Wednesday my empty arms were open
Thursday waiting for love, waiting for love
Mas em meio aos erros, ela percebeu como fazer o certo. Percebo isso assim que ela se mete a dançar. E puta merda, como essa mina dançava bem. Seu rebolado sensual fazia qualquer um ficar babando, e ela dançava loucamente na batida da música.
Thank the stars it's Friday
I'm burning like a fire gone wild on Saturday
Uess I won't be coming to church on Sunday
I'll be waiting for love, waiting for love
To come around
Sua dança arrancou vários olhares indiscretos, mas ela não ligava. Dançava de olhos fechados, rebolando como uma dançarina de stripper, e descendo ao chão no tempo certo.
We are one of kind irreplaceable
How did I get so blind and so cynical
If there's love in this life we're unstoppable
No we can't be defeated
Mas aquela dança já estava demais para minha sanidade. Cada rebolado me fazia delirar e a região entre as pernas já começava a esquentar. Se continuasse com aquilo, eu a despiria ali mesmo, então dei graças quando a música acabou.
Me arrependi de ter abrido seus olhos, pois assim não poderia fodê-la mais tarde. Mas pra tudo tem-se uma solução: e a minha era a bebida. O que não era ruim, pois ela se sentiria culpada no dia seguinte e iria correndo pros braços da Sun.
Eu mataria dois coelhos com uma cajadada só: Teria sexo e meu novo shipper junto. Era perfeito. Então, assim que a música acabou, puxei-a pelo braço em direção ao bar.
– Duas Vodcas, por favor — peço ao barman.
– Pinkie, eu não pretendo beber hoje. — diz Twilight com evidente preocupação.
– Sua cara diz que você precisa de um bom sexo e uma boa bebida. A bebida eu pago, o sexo eu dou se você quiser.
Ela cora instantaneamente com o meu comentário.
– Eu não...
– Twi, seus olhos estão vermelhos de tanto chorar, você precisa se animar. — o barman entrega as bebidas — Você precisa disso tanto quanto eu.
Ofereço o copo em drinque, e ela cede.
1:30am
Ao contrário do que eu pensava, Twilight sabia beber. Bebeu tanto aquela noite, que muito me admirava não estar desmaiada já. Pelo contrário, estava com uma energia do capeta.
Já fazia algum tempo que estávamos naquilo: Um beijo deliciosamente safado, cheio de mãos bobas e apertões. Achava que Twi era inocente, mas ela sabia provocar minha excitação.
Aquilo já estava demais para mim, e eu não me contentaria com uma foda no banheiro. Então larguei Twilight e disse que já voltava. Subi até o salão de jogos, certa de que encontraria Rarity e Apple lá.
E eu estava certa: Rarity rebolava perigosamente mostrando sua bunda maravilhosa — sim, eu respeito minhas amigas, mas que ela tinha uma bunda gostosa ela tinha — atrás da cadeira de Applejack, que jogava pôquer com uns caras mal-encarados.
Resolvi que conversar com Rarity era a atitude mais segura, vendo a cara concentrada de Apple. Assim, aproximo-me sorrateiramente e sussurro para não assusta-la:
– Rarity!
O efeito é contrário, ela solta um pulo e um gritinho e me olha indignada:
– Não me assusta! O que foi?
Apple solta um "SHH" irritado, então puxo Rarity para conversar em um canto:
– Você vai embora comigo?
Ela solta uma gargalhada escandalosa.
– É claro que não, olha só a hora. É muito cedo ainda. Pode ir, eu me viro depois.
Olho indignada para ela.
– Você tá mais bêbada que eu, e a Apple não tá melhor! Você não pretende...
– Eu vou chamar uma coisa eficiente chamada táxi, cabeça-dura!
– Ah, certo — definitivamente eu não raciocinava bem bêbada — Então eu vou nessa.
– Espera! — ela diz como se aquilo fosse um crime. E depois cochichou para mim: — Pegou?
– Peguei.
– Comeu?
– Ainda não, por isso tô indo embora agora.
– Ah, certo — ela piscou para mim — Até mais então.
– Até.
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