Books Down
2 Capítulo 2 : Aulas particulares.
Notas iniciais
Eram entre 10:00 h e 10: 30h da manhã estava terminando de me vestir, uma calça jeans preta com algumas costuras em branco, camiseta também em preto com um desenho estranho no peito, um conhecido quem fizera a tempos atrás e me dado, calçava um tênis claro. Depois de vestir-me fui logo arrumar o cabelo e tomar café, logo enfim já estava pronto para sair de casa então peguei minha mochila e as chaves da moto que ganhei de meus pais antes de morrerem, falamos nisso depois... Em alguns minutos já estava bem perto da escola mais ainda estava pensando se iria ou não ajudá-los, afinal eu não era um dos melhores e mais gentis professores do mundo..Muito menos o mais paciente. Cheguei a escola, deixei a moto e continuei em caminho a entrada da mesma a pé, lógico. Resolvi ajudar os dois mais queria muito e torcia para que eles fossem como ‘crianças’ super dotadas e aprendessem de uma vez tudo o que eu tentasse ensinar ou aquilo não iria dar certo.
– Como se eu quisesse isso..— brinquei e continuei a dirigir-me até a sala onde possivelmente eles estariam ou pelo menos deveriam estar.
Quando cheguei os vi deitados no chão..Os cinco, já que o professor Gackt também estava no meio deles..Mesmo para um professor de Educação Física ele era bem fora dos padrões..Ou tinha alguns probleminhas, no fim dava no mesmo e porque eles estavam deitados no chão frio e de olhos fechados eu não faço a mínima idéia, Joguei minha mochila sobre uma das mesas fazendo-os assim, notarem minha presença, abriram os olhos e levantaram-se logo depois que o maternal deu um grito de susto ainda pelo choque entre minha mochila -e seu pouco material- com a carteira.
-- Pensamos que não iria vir..—disse o moreno limpando sua roupa.
--Não ia.. – encostei-me no batente da porta olhando-os. Estilo sempre fora um de meus pontos fortes, assim claro como a modéstia e a sinceridade.
--E por que veio então?? – Aquele Ruki era muito irritante, jardim de infância ainda era uma opção pra ele, ri desse meu pensamento. – é mesmo, por que veio? – Reita vindo até mim parando próximo, puxou minha roupa diminuindo a distancia mais ainda.
–Você até parece que não gosta de pessoas..Calor humano..—riu ele me fazendo levemente revirar os olhos.
-- E não gosto – Sorri torto aproximando minha face da dele conseguindo notar um certo anão avermelhasse de raiva, tirei a mão dele da minha roupa. – E estou aqui somente porque não tinha nada mais importante para fazer, mas se não quiserem posso ir, não perderei nada mesmo.. –mantive aquele sorriso.
-- Não precisa ir..Quer dizer eu preciso aprender Química e Kai também está precisando de ajuda nee..—Uruha me parecia um tanto agitado, não sei ele era assim normalmente afinal não tínhamos intimidade alguma, quando notei o estava olhando, desviei minha atenção, eu não estava muito afim de seguir com isso.. Mas fazer o que nee, já estava lá mesmo.
-- Vamos começar ou não? – Peguei minha mochila e caminhei para fora da sala todos vieram comigo, inclusive Gackt-san, mas se despediu no meio do caminho tomando um rumo diferente para a sala dos professores assim que viu o diretor Suzuki entrar na mesma.
Todos na quadra.
-- Começarei com Kai e o Karatê..Algum problema Kouyou?-deixei minha mochila no chão e fui em direção ao centro da quadra acompanhado por Kai.
--Me chame de Uruha, Shiroyama – ele sorria – e não tem problema, pode continuar..Se importa se ficarmos por aqui?
--Não.
-- Iee – Estava começando a me preocupar com a maneira que aquilo estava indo, me sentia incomodado com a maneira que eles me tratavam e falavam comigo..Era muito..Diferente e..Acertei um soco no carinha lá..O Kai, Yutaka, Uke..Uke eu gostei, acabei afastando aquilo de minha mente, indo assim ver se ele estava bem..Sei lá nee.
-- Hey, tudo bem aí?.. – não segurei um pequeno riso ao vê-lo com a mão no queixo e uma expressão meio confusa. —Não foi por querer..RS’.
Os meninos se levantaram e vieram até ele, também queriam saber se estava tudo okay e o mesmo assentia com a cabeça..Vejamos pelo lado bom, não ia ficar roxo.
Tirando aquele pequeno incidente a aula com o Uke foi muito bem, ele não tinha muitos problemas com aquilo só não era muito flexível para o esporte e não sabia bloquear um soco, tinhajeito porém logo pediu para pararmos, acho que ele ficou meio inseguro depois daquilo e ter que ficar se distraindo com o Reita tentando subir na grade que cercava a quadra não ajudava muito, arqueei minha sobrancelha automaticamente ao vê-lo sorrir e piscar em minha direção, novamente..Sem comentários. Bom, era vez de Uruha, nos sentamos no chão, ele ao meu lado e todos os outros a nossa frente Kai mechia no queixo, Ruki e Reita prestavam atenção em um caderno estranho que o loiro achara por ali.
Não me sentia muito confortável com tanta proximidade. Kouyou sorria docemente toda vez que entendia o que eu estava dizendo sobre Bohr¹, o que era algo positivo..Eu me sentia um pouco mais receptivo, e sinceramente..Que sorriso lindo ele tinha, tossi como se tivesse digo aquilo em voz alta, estranho. – Se engasgou pensando em nós dois? – o babaca da faixa ria e logo recebeu um soco do tal de Ruki. – Claro..Não ta vendo como estou gamadão na sua? – dei um sorrisinho de lado, então meu celular tocou derrepente, e por sinal era uma musica bem forte, um solo de guitarra que por acaso era eu quem tocava, o baixinho ainda me olhava torto, na verdade parecia meio assassino, ri minimamente desviando o olhar para a tela do aparelho e reconheci de cara o número que me ligara, Taka. No momento me assustei e concerteza todos haviam percebido..
-- Não vai atender?? – Kai perguntou um tanto curioso. Fechei o celular rapidamente.
-- Chega por hoje.—Me levantei e sai rápido, fui pra casa deixando-os lá, apesar de ter aula logo em seguida, não tinha a mínima vontade de ficar por ali, peguei minha moto e sai o mais rápido possível. Chegando em casa, deixei o meio de transporte por ali e entrei jogando a mochila sobre a poltrona e me sentando no sofá, liguei o som em volume razoavelmente alto, Rock é claro, até que novamente meu celular tocou, era ele de novo, não atendi. Minha história com Taka não era tão curta, resumindo éramos só..Amigos e um dia ele sumiu, sem dizer nada, sem carta, mensagem, ou coisa parecida, só foi embora, e desde então faz 2 anos que eu vivo desse jeito, coberto de ironia e sem amigos, não era o que eu queria só acabei me acostumando a não ligar pra ninguém de manhã pra saber como ela havia dormido, ou ter alguém com quem eu pudesse conversar e consolar. Sorri, por incrível que pareça eu era um cara bem prestativo. Pensava nisso quando o telefone da minha casa tocou, como não atendi caiu na secretária eletrônica o som alto me impediu de ouvir direito, mas pude entender:
--“ Sei que você não quer atender aos meus telefonemas e muito menos falar comigo, Assim como sei que você está aí agora. Não devia insistir em te ligar,eu sei, mas.. Preciso ouvir sua voz de novo,você sabe que é importante pra mim e-
- Chega. – disse assim simplesmente já desligando o fio do telefone assim como o celular, não queria vê-lo, não queria falar com ele.. No fundo não queria nem sequer estar ali, bancando o machão como sempre fazia.
Já era tarde e me senti um tanto sonolento, acabei dormindo naquele mesmo sofá.
Fale com o autor