Books

1 Capítulo Único: Livros


Notas iniciais
Well, rs. Olá, boa noite. :) Essa é a minha primeira oneshot de One Piece, resolvi me arriscar por aqui, saindo da minha zona de conforto ~ Bleach e Fairy Tail ~, hehehe. Como eu não tenho muitos conhecimentos sobre OP ainda, decidi escrever em Universo Alternativo, espero que não se importem. :) Espero que gostem, de verdade! xD E desculpem o eventual OOC.

Books

Livros. Se tinha algo que Robin amava, com certeza seria livros. Eles guardavam o conhecimento que ela tanto desfrutava aprender. Achava incrível o poder das palavras, a capacidade que os autores tinham de transportar sentimentos apenas com elas. Esse era o motivo de Robin amar tanto os livros. Não havia um dia sequer que não estava lendo alguma coisa.

Impulsionada pela paixão, acabou arrumando um emprego em uma livraria, ali ela poderia ficar com eles a maior parte do tempo. Sentindo seu cheiro, vendo suas páginas branquinhas e bem cuidadas.

Era mais um dia de trabalho, ela estava atrás do balcão lendo um livro de aventura, falava sobre piratas. O sino do lugar tocou, avisando que alguém tinha entrado. Discretamente, observou a pessoa por debaixo dos cílios longos e espessos.

Hum. Um homem por volta dos seus vinte e cinco anos. Alto, com um porte atlético de matar, o cabelo verde — bem chamativo — e os olhos escuros. Deixou um sorriso discreto escapar e colocou o livro de lado.

— Posso ajudar? — perguntou de forma educada.

— Ah, claro! — Coçou a cabeça, parecendo constrangido e envergonhado. — Eu queria aquele livro... Aquele livro...

Robin ergueu as sobrancelhas. Ouviu algumas risadas vindas do lado de fora e seus olhos se voltaram para o local. Viu um rapaz alto e magro, que tinha o cabelo preto e uma cicatriz abaixo do olho esquerdo, ele se dobrava de tanto rir, enquanto um outro rapaz narigudo que também possuía o cabelo preto, dava tapas nas suas costas, rindo exageradamente.

Seus olhos voltaram para o homem e ela pigarreou:

— Seria mais fácil se você me dissesse do que se trata, senhor...?

— Zoro.

— Senhor Zoro — completou. — O que você quer em específico?

— Bem, eu gostaria de um livro que falasse sobre bebês — ele falou tão rápido, que praticamente engasgou nas próprias palavras, enquanto seu rosto ficava vermelho como um tomate.

— Tudo bem, vamos ver o que temos sobre isso. — Balançou a cabeça assentindo, indo na direção de uma estante, achando aquilo tudo muito esquisito e ao mesmo tempo divertido.

Zoro observou ela se afastar e soltou a respiração. Ah! Não acreditava que estava fazendo aquilo. Há meses estava observando a vendedora de livros pela loja do outro lado da rua. Passou a observar como ela era bonita e como seus gestos eram graciosos. E ficou ainda mais interessado quando percebeu que ela estava sempre lendo alguma coisa — o que não era de se estranhar, considerando o fato que trabalhava em uma livraria.

Foi então que se pegou apaixonado pela mulher que não sabia o nome até um mês atrás — e só descobriu porque Nami havia lhe dito. Entretanto, a sua estúpida timidez era mais forte do que qualquer coisa, e não tinha coragem de ir falar com ela. Até que Luffy e Usopp tinham o desafiado a ir falar com ela, nem que fosse comprando um livro.

A boa notícia? Era que tinha falado com ela. A má notícia? De todos os livros que poderia ter pedido, tinha sido logo um sobre bebês. Céus! Onde ele estava com a cabeça? Provavelmente em uma hora dessas, Robin já estava achando que ele era um verdadeiro retardado ou um pai de primeira viagem na melhor — pior — das hipóteses. Precisava consertar isso e imediatamente.

Mas as risadas de Luffy e Usopp do lado de fora, com certeza não ajudavam. Ele lançou um olhar ameaçador na direção da vitrine, os dois se calaram por um instante, mas não demorou mais que alguns segundos para que voltassem a rir, só que mais discretamente dessa vez.

Robin voltou com uma pilha de livros nos braços, Zoro aproveitou para ajudá-la, pegando metade deles, para depois colocar em cima da bancada.

— Pronto. Como eu não sabia sobre o que o senhor gostaria de saber sobre bebês, eu trouxe livros diferentes. Veja se algum encaixa no que você realmente queria — disse gentilmente, com um sorriso.

O Roronoa pigarreou, dando uma olhada nos livros por cima, sem tocá-los. Até que depois de alguns segundos, tomou coragem para falar, a voz saindo meio tremida:

— Sabe como é né, minha irmã não sabe o que fazer e está se preparando, porque o bebê virá em breve e... — Sua voz morreu antes de conseguir completar a frase. Que era uma grande mentira, só pra avisar. Já que não tinha irmã nenhuma.

— Ah! — exclamou parecendo interessada. — Então sua irmã vai ter um bebê?

— Sim! É... Um bebê! — confirmou, balançando a cabeça compulsivamente. — E me pediu pra comprar algo que falasse disso, sabe... Eu não entendo nada dessas coisas.

Algo no tom de voz dele fez a jovem Robin tapar os lábios com a mão e dar uma risada.

— Entendo, você provavelmente vai acabar sendo um bom tio. Se já está ajudando ela antes mesmo que o bebê nasça — pontuou, apreciando aquela conversa.

— Éer... — Coçou a cabeça, sem graça. — Eu vou levar esse aqui! — Pegou qualquer um, para que aquela situação constrangedora acabasse de uma vez.

Tinha mentido falando que tinha uma irmã, não fazia ideia o que iria fazer pra consertar essa verdadeira caca que tinha feito.

— Tudo bem, vou fazer a nota para o senhor e pegar uma sacola. — Foi pra trás do balcão e enfiou o livro dentro de uma sacola simples. Murmurou o preço pra Zoro, que tirou o dinheiro da carteira e lhe entregou com rapidez. — Prontinho. Volte sempre, senhor Zoro.

— Ah, pode me chamar só de Zoro e, aliás, eu sou dono daquela loja de brinquedos do outro lado da rua. — Jogou verde, tomando toda a coragem que possuía para continuar: — Sabe, se você quiser tomar um café um dia desses...

Robin apoiou os cotovelos no balcão e se inclinou levemente na direção dele, parecendo considerar o convite, o que o deixou extremamente nervoso. Por fim, acabou sorrindo e disse:

— Eu adoraria.

— 5 anos depois —

— E então... Como vocês se conheceram? — Bonney perguntou casualmente, segurando uma taça de vinho, enquanto o seu marido Law, envolvia sua cintura com um braço.

Estavam em uma celebração que acontecia anualmente para comemorar o bom faturamento para o centro de criança órfãs.

— Ah... — Robin deu uma risadinha, olhando de canto para Zoro que conversava com Luffy e Nami. — Foi tudo culpa dos livros.

— Dos livros? — Law se intrometeu na conversa, arqueando as sobrancelhas. — Zoro interessado por livros? Desde quando?

— Ele é mais interessado do que você imagina. — Só quem a conhecesse bem, poderia notar a pontada de malícia naquelas palavras, mas continuou: — E ele é muito bom para escolher, ainda mais se tratar de bebês.

— Bebês? — a dona dos cabelos rosados retrucou confusa.

Quando a morena ia explicar, Zoro a chamou. Educadamente, ela pediu licença e foi na direção dele. Sorriu quando o marido a envolveu em um abraço carinhoso, puxando-a para perto gentilmente. Afundou o rosto em seu cabelo negro.

— Você quer dançar? — perguntou sem soltá-la.

Você? Logo você quer dançar? — Afastou-se apenas o suficiente para conseguir olhá-lo nos olhos. — Espera aí. Quem é você e o que fez com meu marido? — retrucou de forma divertida.

Zoro revirou os olhos.

— Só hoje.

— Tudo bem, senhor Zoro — aceitou, o sorriso nunca abandonando o seu rosto. Sentiu que era aquele momento que precisava.

Foram na direção da pista de dança — que estava iluminada —, os dois se beijaram suavemente antes de começar a dançar. O homem entrelaçou os dedos nos dela e a puxou devagar para ele, encostando seu corpo ao dela, como um encaixe perfeito.

Robin sentiu seu cheiro bom e masculino, fechando os olhos e sentindo a suavidade da música lenta invadi-la. Deixou que ele a guiasse lentamente pelo salão, parecendo que flutuava. Quando a música estava no fim, a morena apertou os dedos da mão que estava no ombro dele, chamando sua atenção.

— O que foi? — sussurrou.

— Você ainda tem aquele livro que comprou pra sua irmã? — perguntou com um tom divertido.

— Acho que tenho, mas por que isso tão de repente? — replicou verdadeiramente confuso, não parando de dançar.

— Porque é melhor você começar a ler.

O entendimento caiu sobre ele e não pôde evitar ficar paralisado. Parou no mesmo instante, o queixo indo ao chão de tamanha surpresa.

— Eu vou ser pai?

— Sim! — respondeu alegre.

— EU VOU SER PAI! — gritou.

E Nico Robin só pôde rir.

Quem diria que uma eventual compra — e uma mentira — sobre livros de bebê, poderia fazer com que conhecesse o amor da sua vida?

É... Agora ela tinha mais um motivo para explicar sua paixão por livros.

Notas finais
hehe, yaa ~ Sei que ficou bobinho, mas tentei. xDDD Espero que tenham gostado, se sim, quem sabe eu tente escrever mais sobre OP? :) Beijo e boa noite. Comentem, ok? n_n
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!