Bonequinha de Gelo
9 Isso é amor de verdade ou apenas loucura?!
Notas iniciais
Pov Damon
Estava meio desnorteado entre os fatos que estão me acontecendo, parece que todas mulheres do mundo estão contra o Damon e fazendo coisas para irritar ou perder o Damon, estou tão confuso que estou falando de mim com meu consciente em terceira pessoa.
Quando eu convidei a Kath para ir almoçar comigo foi só um meio de resolver aquela confusão embaralhada de momentos da noite anterior, que, diga-se de passagem, eu estava muito bêbado para recordar-me de alguma coisa, lembrava-me vagamente de ligar para Elena e deixar as mensagens, a ligação da minha amiga, ela chegando nós bebendo muito e depois me lembro dela levando-me para algum lugar desconhecido, um beijo e nada mais, forçava toda minha mente para transcorrer daquilo, todavia nada funcionava.
Desde que acordei nu ao lado dela fiquei muito chateado comigo mesmo, mas não adiantava mais choramingar sobre o que já foi e isso sim foi um erro, um grande erro em minha vida que eu tenho que concertar, não posso deixar assim apenas as pontas soltas.
O que me deixou ainda mais perdido foi o que Elena me disse que ainda chicoteava em repetição em minha cabeça “eu não sabia que você era adepto de praticas incestuosas” o que será que aquilo significava? Mas se tem um modo de descobrir é ir perguntar a minha amiga já que ela que foi ao banheiro no momento em que Elena estava e poderia ter feito algo que a levou a aquela reação estrondosa.
Assim que ela volta a mesa eu a olho intensamente e não deixo de notar um corte em seu lábio e sua face em um tom vermelho forte e duas marcas do que me pareciam dedos, isso já me deixa com a pulga atrás da orelha, e isso era a confirmação de que ela faz algo que provocou a Elena.
– O que houve Katherine?
– Nada... – ela murmura quase imperceptível.
– Não seria nada se você não estivesse com essa cara de choro e machucada, vou perguntar mais uma vez e quero a resposta, o que houve? – fui mais serio e frigido com ela em busca da verdade.
– Bom aquela pirainha que você diz amar me bateu sem o menor motivo. – ela não me olha e sei que isso não é verdade.
– Katherine eu sei que pra ela ter feito isso alguma coisa você provocou, porque vocês já estavam estranhando-se desde que ela pôs o pé na porta, então deixe desse mimimi que não é você, e outra eu te chamei aqui para conversarmos sobre a noite de ontem. – desabafo o que estava me enfurecendo.
– Eu só disse a verdade para ela, se ela não gostou sinto muito mais aceitasse sem me agredir, vou até a delegacia depois fazer uma denuncia contra ela.
– E que verdades são essa? E por falar porque ela disse para mim algo sobre incesto e nós? – fiz um gesto com a mão entre o espaço que estávamos.
– Você não se lembra amor? – quando ela fala isso alguns flashs da noite anterior me atingem.
– Não me lembro Kath, estava bêbado e não sabia mal contar os dez dedos da mão. – faço-me de desentendido para ver onde chegamos.
– Tivemos uma noite de juras de amor perfeita, e você me pediu em namoro. – forço mais minha mente, mas ainda não me recordo disso.
– Eu não me lembro de qualquer uma dessas coisas, chega já estou farto de toda essa palhaçada, desse chove não molha ou você me diz a verdade ou nunca mais fale comigo, entendeu?
– Ok você quer a droga da verdade, então tá. Pra começo você me ligou choramingando por conta daquela criança que você diz amar, eu fui até você aproveitamos a noite e depois como não sei onde está morando, porque ironicamente meu melhor amigo não me passou seu endereço, te levei para meu hotel, você mal aguentava andar de tão bêbado e deplorável que estava por aquela coisinha, mas ainda sim eu estava ao seu lado como sempre, quando chegamos no meu quarto eu te beijei e você retribuiu, eu não me aguentei de felicidade enfim o cara que eu sempre amei seria meu, as coisas começaram a esquentar e por uns minutos achei que iriamos ter uma noite de amor já estávamos nus na minha cama quando você me chamou pelo nome dela e aquilo cortou meu clima, mas não estava disposta a te deixar ali e do mesmo modo com o qual estávamos dormimos, obviamente você não demorou3 minutos para dormir depois que eu me joguei ao seu lado chorando, mas no dia seguinte, hoje cedo, foi impossível não mentir, você estava convicto que algo aconteceu entre nós e eu criei expectativas dali que como você não teria mais chances com aquela criança que você me pediria em namoro e ficaríamos juntos, quando você me chamou para almoçar estava soltando fogos, mas aquela criatura brotou como um demônio aqui e estragou tudo e para não deixar por menos disse o que tinha certeza que você faria, disse a ela que estávamos namorando, ela entrou em negação e me bateu por nada, porque eu sei que é isso que você fará agora, não é? Você me quer como sua namorada não? – eu agora entendi o porquê dela falar em incesto.
– Katherine você tem noção de tudo que fez? – ela encara as mãos e eu já farto disso encero por ali nossa conversa. – Eu nunca namoraria com você somos como irmãos, ou éramos, você errou e errou feio, reze para que eu me resolva com ela, porque caso o contrario eu esqueço tudo e faço picadinho de você, entendeu? E nunca mais me apronte essas ou nunca mais falo como você. – levanto-me já farto daquilo e convicto de ir até Elena.
– Mas Damon...
– Sem “mas” Katherine você extrapolou. – corto-a antes de mais lenga lenga.
Vou seguindo para saída do restaurante, mas por ser cavalheiro retorno e peço a conta completa ela ainda tenta choramingar em busca de mais atenção minha, porém ignoro-a, nem toda minha amizade de anos com ela me faria perdoar essa tão fácil, e se Elena agora não quisesse me ouvir? Pago rapidamente a conta e agora sim vou partir, mas antes paro no meio do caminho com algo que me veio a cabeça.
– E se for necessário você dizer a verdade para ela, você fará porque isso é culpa sua. – nesse momento Kath já se debulhava em lágrimas, mas não me abati ela estava errada.
Enfim apresso o passo e vou embora do local, estava uma pilha ainda tinha o final do meu expediente na empresa e não estava nem um pouco disposto a trabalhar assim, minha cabeça latejava com tudo que aconteceu, olha a merda em que eu me meti, puta que pariu é foda. Pego meu celular e disco rapidamente o numero da empresa, tinha muito a resolver. Depois de quatro toques sou atendido por Carla em sua convencional recepção.
– Oi Carla aqui é o Salvatore.
– Ah olá senhor Salvatore tudo bem?
– Na verdade não Carla, vim almoçar e não estou me sentindo nada bem e não tenho condições de retornar a meu expediente nessas condições, teria como você avisar ao senhor Gilbert, para que ele não me ache um irresponsável, você sabe que nunca fiz isso, mas hoje é impossível retomar minhas tarefas no estado em que me encontro.
– Ok, aviso-o sim, é algo muito grave senhor?
– Não sei acho que o que comi não me fez bem e minha cabeça dói muito também, acho que não estarei apto ao que faria o restante do dia.
– Certo, melhoras Damon e até amanhã.
– Até mais Carla e obrigado novamente.
Desligo e vou até meu carro que estava estacionado no estacionamento aberto da empresa, graças a Deus, se não teria que entrar e sei que como muitos aqui dentro não gostam de mim iriam inventar historias ao meu chefe, saio rapidamente com meu carro, minha cabeça estava a mil.
Disco a numero de Elena afim de pedir-lhe para me encontrar para conversarmos, mas a cada “bipi” que a ligação fazia e se aproximava da sua mensagem gravada mais raiva eu ficava de tudo e todos, especialmente de mim, quando a ligação cai na postal, desligo, respiro e ligo novamente, só que dessa vez cai direto na postal, fecho meus olhos para me controlar e tento novamente e de novo na postal, merda.
Não fazia ideia de onde Elena poderia estar, já que ela nunca segue um padrão quando está chateada, entretanto havia uma pessoa que com certeza saberá onde ela estava, e esse alguém é uma loira invocada que provavelmente está querendo me matar, mas tenho que correr o risco de ouvir os gritos agudos e irritantes de Caroline Forbes para chegar até minha pequena morena, ainda dirigindo disco seu numero e aciono o meu fone bluetooth, não queria gastar tempo estacionado falando no telefone.
Demora um pouco e ela logo atende, Deus me ajude a meus tímpanos não estourarem com os gritos dessa maluca, sou muito jovem para ficar sem minha capacidade auditiva por ela.
– Alô? – ouço aquela foz fina e suspiro.
– Oi Carol é o Damon tudo bem? – preparo terreno antes de lhe perguntar o que queria e assim que me ouve sua respiração muda.
– “Oi Carol?” porque está me ligando seu idiota sem coração? Você acha que já não sei sua nova arte Salvatore? Pois está enganado seu filho da puta maldito, minha amiga está muito mal e a culpa é toda sua seu babaca. – ela grita como eu já esperava.
– Calma Caroline foi um mal entendido. – tento me explicar, mas ela não deixa.
– Mal entendido? Você é um porco canalha Salvatore, como ousa me ligar e pedir calma e dizer que é um mal entendido, eu quero arrancar suas bolas, cortar seu pau e te arrastar por toda a cidade pelo que você a magoou seu imbecil. – gritos e mais gritos.
– Caroline as coisas não são como vocês acham, diga-me onde ela está que tenho que concertar as coisas.
– Eu não digo não, porque nada estaria assim se você não soubesse como manter seu pau dentro das calças ao invés de estar metendo em vadias que você diz ser sua amiga por ai. – essa ela pegou pesado.
– As coisas não são bem assim, foi um engano e tenho que o desfazer Caroline, então dá para colaborar? – peço em um tom mais rígido e ela gargalha ironicamente.
– Colaborar? Você está me subestimando Salvatore, vai pedir colaboração ao capeta, a sua boa mãe, a piranha que você estava fodendo noite passada, ou ao sarnentinho da esquina não a mim, a Elena é minha irmã e nunca faria nada contra ela, e você é algo maléfico a ela.
– Ha ha ha, então agora eu virei o lobo mau? Poupe-me de seus diálogos moralistas Forbes e diga-me onde Elena está, não tenho tempo para brincadeiras de crianças.
– Certo espero que quando encontra-la o namorado dela quebre sua cara seu otário – ela esperneia e eu não acredito, a Elena está na casa do frouxo do Stefan?
– Você está me dizendo que ela está no apartamento do Stefan?
– Eu não estou dizendo nada você que está concluindo as coisas, foda-se sua opinião de merda, eu quero é mais que você e sua putinha vão para o quinto dos infernos ao invés de magoar minha amiga. – ela desliga na minha cara.
Terei que averiguar se o que essa maluca disse foi onde ela estava, teria que ir até a casa daquele mauricinho chato para resolver meus assuntos com minha pequena, estava fervendo em raiva só de imaginar aquela ameba cheia de dedos tocando nela como eu deveria tocar, beijando-a como eu a beijo, não gosto nem de pensar nisso que fico ainda mais furioso, respiro fundo e sigo até o prédio que aquela coisa morava.
Estacionei no lado oposto e fiquei observando, como não queria ser anunciado teria que invadir escondido, ou seja, teria que esperar calmamente até que o porteiro vacilasse com o portão aberto para entrar ou coisa do tipo, teria que ser rápido e cuidadoso, ou estaria ferrado, esperei impaciente até que ele abre o portão para receber entregadores de móveis para alguém e logo ele sai com algo que ele teve que fazer lá dentro, saio do carro e sorrateiramente vou entrando com os entregadores com cuidado para que nada saísse errado e desconfiassem de algo errado com minha presença. Quando enfim estou no saguão corro até o elevador e aperto inúmeras vezes o botão de chama, oh porra se continuar assim logo serei descoberto como penetra por aqui, assim que já estava me sentindo perdido às portas se abrem e um casal de idosos e uma menininha saem e me dão boa tarde, eu entro e logo aperto para o andar do amebão.
Estava impaciente, batia o pé, olhava tudo a minha volta, passava a mão nos cabelos e os poucos segundos que levou para subir me pareciam longuíssimas horas, quando para no andar eu suspiro fundo e sigo até a porta dele, é agora ou nunca, bato na porta, mas não sou recebido, bato de novo e ainda nada, já chegava a achar que não tinha ninguém lá quando ouço o grito de Elena e fico louco, ela estava lá e estava gritando, duas coisas vieram em minha cabeça, ou ele fez algo que a machucasse e por isso ela gritou ou eles estavam transando e esse grito de prazer, mas essa hipótese foi o ápice para mim esquecer que estava ali ilegalmente e chutar a porta com força arrombando-a e assustando os dois que estavam no sofá, ela semi nua apenas de lingerie e ele sem camisa, aquela cena foi o cumulo.
– Elena que pouca vergonha é essa?
– O que você faz aqui Damon isso sim?
– Seu troglodita você estragou minha porta de folha de madeira egípcia. – Stefan dá piti pela porta e reviro os olhos.
– Eu vim aqui, pois não posso te deixar a mercê dessa libélula saltitante que você chama de namorado.
– Como? – eles gritam juntos.
– Damon vá embora agora que não te quero aqui.
– Temos que conversar pequena, todo o ocorrido não passou de um mal entendido.
– Ah sim eu entendi errado que você comeu aquela vadia que você chama de melhor amiga/atual namorada?
– Eu não quero escândalos na minha casa, dá pra você sair Salvatore.
– Cale a boca Stefan que o papo não chegou em você.
– Ah você está na minha casa querido. – ele diz balançando a cabeça e me chamou de “querido”, isso foi muito gay.
– Eu não saio daqui sem falar com você Elena.
– Ah mais sai sim, não sou nada sua para te obedecer.
– Então ótimo vou continuar aqui com vocês, o ambiente está magnifico para uma conversa.
– Não te quero aqui no meu apart seu idiota. – e olhe lá mais uma reação suspeita.
– Olha aqui parceiro eu só quero falar com ela de boa, porque eu nem sei porque namoram, então ou eu saio com ela junto ou eu fico.
– Elena vá embora com esse idiota.
– Já disse não vou e ninguém me tira daqui.
– Caralho Elena para de ser infantil porra, vamos conversar como adultos.
– AH SIM, VAMOS CONVERSAR COMO ADULTOS PORRA, EU SOU MUITO FODA, FICO COM TODAS MULHERES QUE POSSO E TRANSO COM A FILHA DO MEU CHEFE. – ela grita engrossando a voz como se fosse eu e não consigo aguentar caindo em gargalhada. – Pare de rir seu cavalo você acha que sou o que? Um bumerangue na sua mão? Engana-se acabou.
– As coisas acabam quando eu disser acabou, senhorita eu posso tudo, sou a dona da verdade.
– Dá pra vocês pararem com a lavagem de roupas sujas no meu apartamento?
– Eu juro não te entendo Damon você é sim e não, é em cima e em baixo, é lá e é cá, se resolva que não sou um brinquedinho e já cansei agora some daqui.
– Damon escuta a Elena e vai, por favor.
– Eu já disse só vou se você for. – vou até ela pego em seu braço para irmos embora e ela puxa o braço.
– Eu não vou.
– Chega ela não vai com você seu imbecil, cai fora daqui agora. – Stefan grita e me empurra.
Maldito como ousa me empurrar, tocar na minha garota, gritar e fazer isso tudo? Não me controlo e fecho minha mão em punho acertando-o em cheio com um soco forte o fazendo cair com o canto do lábio sangrando, Elena se abaixa até ele que se esquiva de seu toque e ela me olha com fúria.
– Agora já deu não é Damon, saia já daqui olhe o que você fez seu animal.
– Já disse só vou se você for.
– CALEM A BOCA OS DOIS, EU CANSEI DESSA PUTARIA MERDA, VÃO OS DOIS EMBORA JÁ, OU EU JURO QUE EM UM SEGUNDO O SENHOR GILBERT JÁ DESCOBRE SOBRE A POUCA VERGONHA, ONDE SUA FILHINHA PERFEITA TEM UMA RELAÇÃO AMORASA COM O SEU NOVO FUNCIONÁRIO QUERIDINHO, CHEGA CANSEI DISSO, E NÃO VOU FICAR NO MEIO DA PALHAÇADA DE VOCÊS COM O RISCO DE SER DESPEDIDO PORQUE EU SABIA QUE VOCÊS TRASAM EMBAIXO DO NARIZ DELE. – quando Stefan ameaça isso Elena empalidece e eu fico sem fala.
– Stef, por favor, não faz isso eu imploro, por favor, vamos conversar dois minutos, mas não conte a meu pai ou ele me manda pro Alasca e despede o Damon, por favor. – ela implora por piedade por nós e não deixo de sentir satisfação em saber que ela se importa comigo.
– Certo Elena como eu gosto muito de você e você descobriu algo muito importante sobre mim, eu aceito conversar, mas longe desse ogro.
– Aham conversemos em seu quarto então... – ela levanta-se e o ajuda e eles vão indo em direção ao quarto dele e por impulso os sigo.
– Não se ele vier atrás nada de conversa e cumpro minha promessa.
– Damon, por favor. – ela me pede, mas é como se houvesse um imã que me puxasse até ela. – Caralho, Stefan vá indo que já vou falar com você. – ele assenti e nos deixa a sós, ela cruza os braços em uma pose dura. – Damon nós vamos conversar sim, mas me deixe resolver coisas com o Stefan, ou antes, que você imagine estará desempregado e do jeito que meu pai é nunca mais ninguém te contrata no mundo e você vai morar embaixo da ponte. – ela é sincera e eu encaro o chão.
– Certo, mas lhe dou dez minutos.
– Pare de criancice e espere valeu? – mesmo a contra gosto assinto e logo ela some entrando no quarto dele.
Fico ali na sala impaciente a espera-la e para manter-me ocupado fico analisando o local, era tudo muito organizado e parecia até casa de mulher, e olhe que conheço mulher mais desordeira que muito homem, não havia uma foto com mulheres só dele, ou família, estranho, não tinha nenhuma bebida forte, as coisas eram meio afeminadas, sorri com o pensamento, mas não podia falar nada que irritasse Elena ainda mais, olho o estrago na porta e já sabia que uns cinco meses de salario estariam afetados para cobrir o estrago que fiz, sento novamente e respiro fundo, tento me concentrar mais parecia que aquela conversa nunca acabaria, todavia, antes de imaginar vejo ela já vestida passar como um relâmpago porta a fora e a sigo sem dizer nada, ela para em frente ao elevador com uma carranca.
– Elena agora vamos conversar? — tento toca-la, mas ela se afasta e me olha cheia de ódio.
– Não temos nada a conversar Damon, eu não quero falar com você, por um único dia você já ultrapassou seus limites, já cansei disso.
– Elena você tem que ouvir o que tenho a te dizer, venha comigo.
– Não vou a lugar nenhum com você, não vou ouvir nada, chega acabou, não dá mais, nós é uma coisa impossível, não aguento mais tudo isso, deixe-me em paz. – sua voz já estava embargada com o choro e isso me partiu o coração.
– Elena não faz assim, por favor. – ela me ignora e eu não podia deixar as coisas assim.
Puxo-a pelo braço e a olho nos olhos e acabo com o espaço entre nós encontrando seus lábios com os meus, ela tenta sair do meu beijo que até então estava casto, mas afundo minha mão em sua nuca trazendo-a para mais perto e começo a sugar seus lábios e logo ela me cede passagem para aprofundar o beijo, eu necessitava sentir o gosto de sua boca, a textura de seus lábios, o encontro de nossas línguas, torno o beijo mais urgente e voraz segurando-a pela cintura e ela passa os braços por meu pescoço, quando nos afasto ainda lhe dou dois selinhos rápidos e encosto nossas testas.
– Por favor, venha conversar comigo, deixe-me te explicar as coisas. – peço acariciando sua face carinhosamente e ela balança a cabeça positivamente, beijo-a novamente de maneira mais carinhosa agora.
Assim que o elevador abre e seguimos adentrando levo-a a caminho de meu apartamento onde teríamos uma conversa sincera sem meias palavras e ninguém nos incomodando e impedindo nossos sentimentos, não iria perder minha menina por algo que sou inocente, eu a quero comigo e não vou deixar ninguém nos afastar.
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