Notas iniciais
Oi gente E mais uma vez desculpem-nos pela demora eu (Anna) assumo o nosso atraso porque estava muiiiiiito sem tempo e atrasei minha parte do capitulo! Mas ainda sim esperamos que gostem do capitulo e não nos mate porque cada detalhe é minimamente calculado. hahaha

Assim que Elena saiu do meu apartamento eu fiquei analisando tudo o que aconteceu, nesses últimos dias.

Em menos de uma semana, eu tirei a virgindade dela – e puta que pariu! Eu ainda sinto todas as sensações. – nós “brigamos” porque ela me viu com a Kath e sentiu ciúmes, então começou a namorar o palerma do Stefan. E por fim depois de uma noite praticamente perfeita – tirando a briga anterior – brigamos, e falamos coisas horríveis.

Vou até o meu mini bar e me sirvo de whisky. Respiro fundo. Conto até dez. Mas nada funciona pra me acalmar. Procuro meu celular e chego até discar o número, mas desisto.

A cama ainda está com o nosso cheiro misturado. Vou até meu armário e pego uma nova coberta e vou para o sofá. Não precisava de mais lembranças dela, para me atormentar.

Não importa o quanto eu cresça, o quanto eu mude, crie responsabilidade...

As palavras dela começaram a ecoar na minha mente. Fechei meus punhos e respirei fundo. Não acredito que estou aqui me martirizando por uma menina de 18 anos!

Você sempre me verá como uma criança mimada, mas isso não me incomoda...

A imagem dela quase chorando veem a minha mente. Fazendo meu coração se apertar ainda mais.

O que me incomoda é que você sempre vai me ver como a filhinha do seu chefe.

Me levanto e coloco uma roupa qualquer, então caço minhas chaves e saio daquele lugar. Eu preciso beber! Pego meu celular e disco para uma das pessoas que eu mais amo para me fazer companhia.

– Você sabe que horas são? – Ele resmunga ao atender.

Olho para meu relógio e bufo.

– Enzo não são nem uma da manhã ainda, hoje é sexta – Digo irritado.

– E estou com uma loirinha ao meu lado – Ele diz malicioso.

– Não fale que sou eu – resmungo.

– Tarde demais! – Ele diz rindo – Porra Damon o que você aprontou? Acabei de perder a noite com a loirinha por sua causa.

– Eu... – Tento dizer algo.

– Caroline, espera! Por favor, eu te levo – Escuto ele dizer. – Porra Damon, me esquece por hoje! Depois nos falamos.

Ele desliga na minha cara, sem nem ao menos me deixar falar. Puta merda! Dou graças a Deus que cheguei a um bar. Bebo logo dose dupla de whisky. Caralho! Elena deve estar puta! Pra a loirinha ter dispensado uma noite com Enzo. Bufo.

Continuo a beber, pensando nas merdas todas. Eu já perdi quantas doses duplas eu já tomei. Mas isso não me importava, eu ainda conseguia lembrar cada detalhe da minha briga com a Elena. E o pior de tudo, é saber que a morena tem um pouco de razão, claro com relação ao seu pai. Porque com relação ao Stefan e a Katherine, eu ainda tenho razão.

Logo eu troco o whisky por outra bebida. Caralho, beber sozinho é muito estranho! Pego meu telefone e passo os nomes. Até que lembro de alguém especial, que está aqui e não sei quanto tempo vai ficar.

Chama uma, duas, três vezes e nada. Olho o relógio! Porra! Claro que ela não ia atender, são três e meia da manhã. Me apoio no balcão. O que eu fiz? Pego meu celular mais uma vez e disco o número da Elena.

Chama uma vez, duas... Caixa postal.

– Hey aqui é Elena, no momento ou eu não estou podendo atender ou não estou perto do meu celular, deixe seu recado que eu retorno. – A voz da morena diz, e meus olhos enchem de lagrimas.

PUTA QUE PARIU! O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO?

– Hey pequena... Aqui é o Damon... – Digo e sorrio. – Eu preciso me desculpar... Sobre... – Respiro fundo. – Nós... Eu... Você... Eu sei... Seu pai... Ele – Fecho meus olhos. – É complicado pra mim, pequena...

– Você deseja manter a mensagem aperte um, se deseja apagar a mensagem disque dois. – A voz eletrônica diz.

Aperto o dois. E ligo novamente. E dessa vez cai direto na caixa postal.

– Você não entende, eu quero muito que dê certo entre nós. Mas não posso aceitar que você namore o Stefan. Tente entender... Por favor... Vamos conversar... Perdoe as coisas que eu disse, eu estava nervoso, você também...

E novamente sou interrompido. Porra essas mensagens deviam ser mais longas. Ligo novamente.

– Não diga que nós fomos um erro. Não foi! Esses anos ao seu lado foram incríveis, eu posso até tido minhas crises, mas... – Mordo meu lábio. Não ia dizer isso. – Por favor, vamos conversar... Podemos resolver essas coisas...

Desligo e fecho os olhos. Volto a beber. Eu preciso esquecer essa noite de merda! Meu telefone toca e meu coração se acelera. Será que é ela? Quando olho no visor, minha esperança morre. Suspiro. É Katherine...

Nem pensei que a Kath fosse retornar a minha ligação, mais na mesma hora que eu disse que havia ligado para convidar ela para me fazer companhia, ela disse que em dez minutos chagava aqui e ela chegou exatamente dez minutos depois.

– Bom Salvatore, qual é o problema? – por esse motivo a minha amizade com ela era tão especial, ela me conhecia muito bem.

– E tem que ter um problema? – olhei para ela enquanto tomava minha décima doze de whisky – não posso simplesmente querer beber com a minha melhor amiga – eu disse dando uns dos meus sorrisos tortos.

– Claro que tem, você só bebe desse jeito, quando o caso é sério – ela disse enquanto roubava o copo da minha mão – Pode contar?

– Já que você insiste – Suspiro, eu preciso desabafar. – O problema é que eu me envolvido com a filha do meu chefe... – ela não deixou eu terminar de contar.

– A bonequinha de gelo? Então eu estava certa? – Ela passa as mãos pelos cabelos e ri. – E qual o problema de ter se envolvido com ela? – Ela ria ainda mais. – Espera já sei, você deu um pé na bunda dela e agora ela está de ameaçado — ela disse debochando da minha cara.

– Não o problema não é esse – Fecho meus olhos e suspiro. – O problema é que... – Abro meus olhos e ela está me encarando ansiosa. – Eu... Eu... – Porra mais que dificuldade de falar isso assim alto – Eu magoei a pessoa que eu amo – Falo tão rápido que ela ficou com uma cara de você está falando sério – não precisa fazer essa cara – Digo e ela suspira de alivio, eu acho – Também não fique aliviada assim – Ela me olha com duvidas.

– Então fale mais devagar, porque eu entendi bem? Ou você disse que está apaixonado pela filha do seu chefe? – Pergunta me encarando e leva seu copo a boca.

– Não... Eu disse que eu amo ela! – Digo ela cospe o liquido, quase engasgando.

– Você o que? – Ela grita e eu pego um guardanapo para limpa-la, só que ela me afasta e eu suspiro. – Como isso aconteceu? – ela não estava com uma cara nada agradável, e eu sabia que viria uma bronca daquela, com certeza.

– Acontecendo, ela me encanta com aquele jeito de menina mulher e jeito que ela me provoca, e o fato de eu estar sempre pensando nela mesmo quando eu não quero, e o jeito que ela sorri parece que vai acender uma árvore de natal dentro do meu coração, bom eu poderia ficar contando horas e horas porque eu me apaixonei por ela – Digo como um bobo apaixonado.

É tão bom dizer essas coisas alto, mesmo que ali não seja Elena, e sim minha melhor amiga Katherine. Mas acho que só estou falando tudo isso, pelo tanto de álcool que tenho circulando em meu corpo. Eu nem sabia como ainda conseguia me expressar tanto, minha cabeça já girava, meus olhos já queriam fechar. Mas eu ainda queria beber, queria esquecer a burrada maldita que eu fiz.

*

Mesmo com os resmungos de Kath continuei a beber, já não conseguia quase nem saber se eu tinha dez dedos na mão ou se eram doze, mas eu só queria esquecer, esquecer o quanto eu sou idiota, o quanto estou fodido e envolvido com a bonequinha de gelo, suas brincadeirinhas comigo, o lesmão do Stefan e essa porra de vida infeliz que estou, e mesmo que a bebida não estivesse 100% me fazendo esquecer estava me fazendo melhor, eu estava vendo o arco-íris nas pessoas, todos coloridos e eu via ela, sim em cada canto eu via Elena, sorrindo como uma menininha inocente, em outros com aquele sorriso safado, e em outros ela quando a conheci e quando a tive só para mim naquela boate, eu via centenas e milhares de Elena’s, mas isso só me perturbava mais.

– Hey Blue já chega, pode deixar esse copo ai, você está muito bêbado. – Katherine novamente me repreendia e estava me irritando não sou um moleque bobo.

– Kath eu só estou um pouquinho assim bêbado. – gesticulo com os dedos e ela ri jogando a cabeça pra trás.

– Me engana que eu gosto. – ela diz irônica e quando já ia colocar mais whisky no copo ela barra com a mão. – Sério já chega, Blue já deu, você não vai ficar ai morrendo por aquela menininha filha de papai mimada, você merece mais que isso, você é bom de mais pra ela, olhe em volta existem muitas mulheres muito melhor que ela. – ela diz brava e eu começo a gargalhar.

– Kath entenda eu não quero outra, eu quero ela, eu amo ela, a Elena é minha vida, tudo melhora quando estou com ela e mesmo que eu perca meu cargo na empresa e tudo mais estou mais que disposto a abrir mão de tudo por ela, eu amo a Elena, entenda isso. – suspiro e viro a garrafa no gargalo mesmo.

–Quer saber se é o que você quer então sofra, mas vamos sofrer com estilo. – estranhei o que ela disse, porém ignorei. – Hey, traga-me a sua bebida mais forte e nos traga duas doses. – ela pede ao barman e ele volta rapidamente com quatro copos com um liquido verde e ela sorri.

–Aqui estão senhorita suas doses de absinto, forte e por conta da casa. – ele joga charme pra ela, porém ela só agradece sem ligar.

Ela empurra uma pra mim e sorri de orelha a orelha, e seus olhos estão com um brilho diferente.

– Se é o que quer aí, esqueça toda essa merda e aproveite comigo. – ela bebe sem pudor virando o copo todo.

– Wow está animada hein?! – rio dela e repito seu ato, e se eu já estava mal antes quando essa bebida entrou em meu organismo piorou tudo.

Logo com a mistura de bebidas já estava totalmente fora de mim e falava muita porcaria e tudo embolado, eu ria de mim mesmo e Kath estava só um pouco melhor, ela se levantou em um pulo e me puxou com ela me fazendo desequilibrar e quase cair em cima dela.

– Calma ai garotão, se segure um pouco não sou a mulher maravilha para te segurar. – ela me segura pelos ombros e seu rosto está a poucos centímetros do meu.

– Desculpe, mas não estou muito bem. – digo rindo e ela me acompanha.

– Percebi, todavia está muito charmoso, assim, bêbado. – ela olha em meus olhos fixamente.

– Como? Bêbados são sempre chatos. – eu afirmo sabendo que sou horrível alcoolizado.

– Nunca, você é o bêbado mais adorável. – ela se aproxima mais e sinto sua respiração se juntar com a minha.

– Não acho isso.

– Mas eu sim e isso é o que vale. – ela passa a mão sobre meu peito e sela nossos lábios, mas afasto-a.

– Não Kath somos amigos...

– Oh desculpe Blue, eu só... Acho melhor irmos.

– Sim, sim, eu dirijo.

– Nem pensar, vamos de taxi, nem eu e nem você está capacitado a dirigir agora. – ela diz séria e vamos até a entrada, na verdade ela está quase me carregando já que mal consigo trocar um passo por outro.

Esperamos alguns minutos no ponto e estou encostado nela quase dormindo pelo efeito em que estava e depois de acho que uns quinze minutos para um taxi ao ela acenar, ela pede ajuda ao motorista e eles me colocam no banco de trás deitado e ela vai à frente com ele.

Mas que merda olha meu estado podre de bêbado em um taxi, se lamentando pela merda de vida que eu escolhi e por magoar a mulher da minha vida, tudo bem que ela é uma menina mal saída das fraldas, mas ainda sim a amo e amo muito, começo a cochilar e mal percebo o caminho que fazíamos, só percebo quando o carro para e Kath mexe comigo para me levantar.

– Venha Blue, por favor, me ajude também.

– Aham.

Ela me puxa com a ajuda do motorista e seguimos para um saguão de hotel que não sabia onde era, mas não tinha condições de dizer nada, ela me guia até o elevador meio cambaleando pelo meu peso, escoro na parede e subo de olhos fechados, minha cabeça girava e mal sentia meu corpo, quando para ela me cutuca e me apoio nela novamente.

Seguimos o longo corredor até a ultima porta e ela passa o cartão destrancando e entrando no grande cômodo da sala, olho em volta e era exatamente a cara dele luxuoso, mas sem exageros.

– Blue como você está? – ela diz abrindo minha camisa.

– O que está fazendo? – questiono seu ato.

– Te ajudando, mas responda-me, você está bem?

– Não sei dizer.

– Damon eu... – ela diz já próxima de meu rosto com uma mão em meu peito e outra em meu rosto.

– Kath não faç... – antes que eu dissesse qualquer coisa ela sela seus lábios aos meus e no começo tento afasta-la, mas no final aceito o beijo.

Ela segura meus cabelos na nuca e torna o beijo mais ávido e quente, seguro sua cintura apertando-a mais próxima de meu corpo, ela morde meu lábio inferior e geme quando desço minha mão em sua bunda e aperto, quando o ar se faz necessário ela desce os beijos por minha bochecha, maxilar e morde meu pescoço e eu em um momento de lucidez afasto-a.

Caralho eu beijei minha melhor amiga.

– Kath me desculpe isso foi um erro, eu não deveria... – ela me cala colocando os dedos em meus lábios.

– Shiii Damon eu quis isso, eu quero você, o que aquela menina tem que te encanta tanto? – ela me fita com intensidade.

– Kath somos apenas amigos, você é ótima, mas é minha irmã. – ela se afasta e gargalha.

– Querido irmãos não fazem o que fizemos, não há nada demais nisso, Damon meus sentimentos por você são tão fortes, tão verdadeiros, olhe para mim, eu te conheço por completo, sou perfeita pra você.

– Kath somos quase irmãos isso jamais daria certo, você não me conhece como homem, são diferentes as coisas.

– Mas eu não sou mais aquela menina que você acha que eu sou. – aquela frase tomou meu consciente.

Ah minha Elena realmente você não é mais a menina que conheci com 15 anos, você é minha mulher, meu amor, como posso ser tão cego e deixar isso tão aparente, não te vejo mais uma criança e sim uma adulta, não posso te fazer sofrer mais uma vez hoje, não posso te perder de vez.

– Com certeza você já não é mais uma menina é uma linda mulher. – digo para encher-lhe de certeza que não vejo mais a Elena filha do meu chefe e sim a Elena ao qual eu tirei a virgindade a minha Elena.

Fico em silencio olhando-a e vê-la quase chorando me partiu o coração, minha menininha tão linda e frágil ali e eu aqui sendo esse monstro sem coração de novo, eu não podia ser assim, eu não sou assim, ela suspira fundo e acaricia meu rosto e a puxo pela cintura, sentindo aquela textura incrível de seus lábios em um beijo lascivo e quente.

Aquilo era ótimo e errado e minha mente vagou entre isso e já não sabia mais o que fazer e como agir, eu já não tinha mais certeza dos meus próprios ideais, nesse momento já não tinha mais certezas, se ela me queria como “amante” tudo bem, eu seria, não vou matar meu amor por orgulho...

Seus toques, seus beijos, seus carinhos, tudo em Elena são meu vicio por meio desse beijo lascivo eu vejo o quanto pertenço somente a ela e mais ninguém.

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Acordo com o sol batendo forte em meu corpo, minha cabeça doía muito e quando abri meus olhos eles arderam, merda alguém me lembre de não beber mais assim, sinto aquele corpo feminino delicado sobre mim e sorrio afago seus cabelos e mal acredito que eu realmente tinha conseguido fazer as pazes com minha pequena, meu coração se anima com isso e me mecho beijando seus cabelos.

– Bom dia dorminhoca hora de acordar. – desenho círculos em suas costas nuas e ela se move sorrindo e beija meu peito.

– Bom dia Blue, como está? – e assim como minha felicidade veio forte ela se foi e a culpa e desespero atingiram-me com brutalidade.

Ver Katherine nua dormindo comigo e toda animada foi um baque pra mim, puta que pariu como eu pude fazer isso logo com a Kath, meu mundo desabou em apenas uma frase e uma face.

Eu sou um completo filho da puta.

Notas finais
E ai??? O Damon e a Kath :O o que será que aconteceu? E como vão ficar as coisas agora? E o Damon ele realmente ama a Elena